Caminho de Santiago de bike – Etapa Final – De Pedrouzo a Santiago de Compostela

Chegou o grande dia! A etapa final:

Despertei com o Ari me felicitando por meu aniversário! Que alegria acordar ali, em uma viagem incrível, ao lado do meu amado. O dia era mais que especial! Rapidinho nos arrumamos, tomamos café da manhã no albergue mesmo, com iogurte, ovos e frutas que tínhamos comprado no dia anterior. Saímos com uma alegria, uma vontade de chegar em Santiago logo. E por essa euforia toda, me lembro muito pouco do trajeto deste dia. Lembro que pedalamos em clima de muita paz, serenidade…

Passamos por muitos peregrinos, todos na mesma alegria pro estarem na reta final, cumprimentando-nos quando passávamos. Isso aumentou ainda mais nosso ânimo, nosso desejo de chegar. Pouco tempo depois, chegamos no Monte do Gozo, onde há um monumento em homenagem a visita do Papa naquele local na IV Jornada Mundial da Juventude. em 1989.

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em frente ao Monumento de Juan Pablo II.

Disseram que dali já daria para ver as torres da Catedral, mas nós não conseguimos ver nada… Estávamos mesmo era sem paciência de procurar, pois isso é possível sim, mas não soubemos achar onde seria esse mirante e fomos logo em direção à cidade, o apóstolo nos esperava!! rsrsrs..

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Entrada da cidade Santiago de Compostela.

Entramos na cidade e íamos seguindo as setas, mas nada de chegar na igreja, uma rua de paralelepípedos e depois entramos no centro antigo de Santiago, pequenas ruas, e sem visão das torres da igreja. Aquilo foi fazendo meu coração disparar, onde está? Imaginei que chegar até lá caminhando deva ser quase uma tortura psicológica… rsrsrs

De repente ouço uma gaita de fole tocando longe, olhamos para cima e vimos uma das torres! Estávamos na lateral da Catedral. Parei, as lágrimas começaram a brotar enquanto eu sorria, que emoção, que alegria!!

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Lateral da Catedral, chegamos!

 

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Em frente a majestosa Catedral de Santiago de Compostela.

Entramos na praça do Obradoiro e comemoramos muito! Mesmo com a catedral em reforma (há alguns anos já…) é linda!! Sentamos no chão, batemos fotos, comemoramos muito e não queríamos mais sair dali…

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Momento euforia extrema… rsrsrs

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Depois que a euforia baixou, precisávamos pensar onde iríamos dormir naquele dia, logo achamos uma pensão e fomos até lá tomar banho, guardar nossas bikes para finalmente entrar na Catedral, a missa do peregrino era às 12h e eu estava ansiosa para assisti-la.

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dentro da igreja e pertinho do altar de Santiago.

Entramos na igreja às 11h, já cheia de peregrinos… Não conseguimos lugar para assistir a missa sentados, ficamos de pé mesmo, era missa de Pentecostes e por esse motivo aquela missa teria a cerimônia do Botafumeiro – ritual que acontece somente 1 vez por semana e que eu queria muito assistir. Quando o botafumeiro foi aceso e erguido, meus olhos mais uma vez encheram-se de lágrimas,  foi um momento de muita emoção, e chorei muito de alegria, me senti realmente abençoada. A catedral é enorme, o altar é maravilhoso e depois da missa ainda ficamos caminhando dentro dela, conhecendo cada detalhe.

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Até que a fome bateu e nos obrigou a sair e procurar onde almoçar. Achamos um restaurante que servia uma boa carne assada e enormes cañas!! Um brinde! Tantas coisas a comemorar e agradecer…

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Ainda permanecemos mais 2 dias em Santiago, perambulando entre as ruazinhas e apreciando tudo o que a cidade tem a oferecer… Vale a pena, cidade linda!!

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E assim terminou nossa aventura, com muito gosto de quero mais!

Em breve farei outro post apenas com dicas úteis para esta viagem, aguardem!

😉

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 12 – de Triacastela a Portomarín.

Continuando o relato sobre percorrer o Caminho de Santiago de bike:

Saímos pela manhã tranquilos, em nosso roteiro tínhamos pouco menos e 50 km para vencer e poucas subidas. Além disso, estávamos em ritmo leve, aproveitando ao máximo os últimos dias.

Caminho de Santiago de Bike

O sol não permitiu que a foto ficasse boa, mas essa casa no meio do percurso merecia registro!

Nesse trecho há duas opções de caminho uma passa pelo Mosteiro de Samos e outra passa por San Xil. Não sei explicar porque, mas fomos automaticamente pela rota do Mosteiro de Samos. E valeu tanto!! Que linda construção!! Que paz ao redor daquele lugar!!

Caminho de Santiago de Bike

O lindo Mosteiro de Samos..

Contemplamos por um tempo, tomamos um café em frente ao Mosteiro e seguimos.

Caminho de Santiago de Bike

Quem disse que hoje o dia era plano??

Chegamos em Sarria bem antes do meio-dia e pensamos em almoçar por ali. A cidade fica num ponto bastante alto e demoramos para achar onde seria o centro, já que o caminho tradicional é por uma longa escadaria e tivemos que desviar para subir com as bikes carregadas. Sentamos numa mesa na rua, comemos calmamente e descansamos um bom tempo observando os peregrinos que iam chegando à cidade.

Caminho de Santiago de Bike

Em Sarria, apenas observando…

A parte da tarde foi praticamente toda por túneis verdes, formados pelas árvores da região.

Caminho de Santiago de Bike

Obstáculos fáceis de ultrapassar…

Caminho de Santiago de Bike

E a pergunta na cabeça: mas hoje não era plano??

Chegamos num ponto marcante do Caminho de Santiago, o marco que indica a distância faltante para Santiago – 100km. Essa é a quilometragem mínima a ser percorrida por um peregrino para que receba a Compostelana (certificado), e por isso muitos começam o caminho a partir de Sarria, aqueles que não conseguem percorrer todo o trajeto seja por restrição física ou de tempo. Para quem percorre o Caminho de bicicleta o mínimo é de 300km. Tiramos foto no marco e seguimos até Portomarín, nossa cidade destino do dia.

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Só mais 100 km…

Portomarín fica também no alto, é uma cidade que foi toda reconstruída após ser inundada propositalmente por conta de uma barragem construída na região.

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Chegando em Portomarín.

Ficamos num albergue enorme, deve ter umas 120 camas no mesmo salão, mas acho que não ocuparam nem metade naquela noite. Tudo bem limpo e organizado.

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Igreja da cidade, que foi desconstruída pedra por pedra e reconstruída no alto, onde a cidade se reinstalou…

Como de costume fomos à praça, dar uma volta e conhecer um pouco. Compramos mantimentos para fazer o jantar no albergue, mas antes sentamos num restaurante que fica ao lado da igreja para experimentar o “pulpo à gallega”. Prato típico da região, um polvo temperado com páprica espanhola, muito maravilhoso diga-se de passagem e muito famoso em Melide, que seria a próxima cidade destino. Resolvemos experimentar em Portomarín, para termos parâmetro de comparação com o mesmo prato servido em Melide, onde dizem ser o melhor.

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O Pulpo à la Galega de Portomarín.

Enquanto comíamos o Pulpo (polvo), dois senhores espanhóis que estavam na mesa ao lado puxaram papo conosco. Peregrinos veteranos (um deles já fez o Caminho 29 vezes!), disseram para experimentarmos o polvo em Melide, que lá é que se come o melhor preparo deste prato. Como eu disse antes, nós já sabíamos disso, e explicamos a eles o motivo de estarmos comendo ali. Eles então nos indicaram o restaurante de Melide onde se come o melhor “Pulpo à Gallega”, chamado A Garnacha. Ficamos conversando enquanto bebíamos uma boa cerveja e fomos para o albergue preparar nossa janta. Após um farto jantar, ficamos sentados na frente do albergue que tinha uma linda vista do lago e o pôr do sol. Quando a escuridão começou a dominar o céu, já era hora de nos prepararmos para dormir…

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Vista do lago formado pela barragem que inundou a cidade antiga de Portomarín.

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 11 – de Villafranca Del Bierzo a Triacastela.

Mais uma etapa do Caminho de Santiago de Compostela, mais um dia de desafios, reflexões e recompensas…

Na nossa programação inicial, o dia de hoje, seria de pedalar até Melide, o que daria 88 km e no dia seguinte já pedalaríamos até Santiago. Porém, percebendo que estávamos na reta final e com  aquela sensação de não querer que acabasse, percebemos que os dois dias que havíamos reservado para um descanso, ou qualquer imprevisto nesta viagem, não foram usados até então. Dessa forma, resolvemos dividir os percursos dos 2 últimos dias em 4, assim usaríamos os dias extras para pedalar também, continuando no Caminho por mais tempo.

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Na saída de Villafranca del Bierzo..

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Ainda na saída de Villafranca…

Saímos então pela manhã de Villafranca e fomos em direção ao Cebreiro. Esse trecho seria o maior desafio da nossa viagem, já que era a maior altimetria do Caminho de Santiago (do trecho percorrido por nós). Nos preparamos bem para tal, mas a ansiedade era enorme, queríamos muito chegar lá no alto e ver o vilarejo do Cebreiro, tão comentado por todos que lá já estiveram… Fomos pedalando pela carretera (asfalto) e o aclive era até bem leve no início, fomos brincando, conversando, e cada vez mais próximos do destino.

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Subida para o Cebreiro.

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Como o caminho original dos peregrinos é outro, aqui éramos só nós numa imensidão de verde..

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Começou a esquentar e eu tirei o corta-vento..

Chegamos numa pequena vila, onde havia um bar e 3 caminhos a seguir. Ficamos um pouco confusos de qual seria a direção que deveríamos tomar e perguntamos a um rapaz no bar. Ele nos disse que tínhamos mesmo 3 opções: a primeira delas era de 8km, a segunda de 12km (mais longa porém em asfalto), ou uma terceira de 4km que é a trilha original dos caminhantes. Ele nos tranquilizou dizendo que a trilha mais curta tinha apenas 500 metros de terreno muito ruim onde teríamos que empurrar a bike e logo depois ficaria tranquilo para pedalar. Seguimos então seu conselho e acabamos tendo que empurrar a bike por uns 2 km ao menos!

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Esse peregrino aí é Brasileiro! 🙂 E ficou todo orgulhoso de me passar enquanto eu sofria pra empurrar a bike… 😛

O peso da bike somado ao da bagagem fica gigante!! E os peregrinos passavam por mim tirando onda…  Cansei, parei, larguei a bike no chão, comi uma maçã enquanto observava a vista linda que deixamos pra trás. Logo o Ari que estava bem mais à  frente apareceu, voltou porque sentiu minha falta e carregou minha bike até chegarmos onde ele havia deixado a dele. Prosseguimos naquela batalha, ele me puxando e eu rosnando.. Porque quando eu estou exausta e ainda tenho que pedalar é assim que eu fico, rosnando. Até que chegamos num novo trecho de carretera, ufa!

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Ufa! Voltamos para a carretera!

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A vista que se tem de lá de cima é incrível!!!

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Mas a subida não acabou…

Mas ainda tinha subida! Começou a chuviscar, o frio foi ficando intenso e enfim chegamos no Vilarejo do Cebreiro!

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Ari: Faz cara de feliz! Eu: Mas que frio!!! Ari: Anda Aline! Faz cara de feliz logo e vamos bater essa foto! rsrsrs

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Em frente a mítica igreja do Cebreiro…

Visitamos a igreja e logo fomos em busca de um lugar pra ficar, queríamos passar a noite ali. Era meio dia, o albergue só abria as 13h e já tinha fila. Preferimos ficar na fila pra garantir a cama antes de tudo. E foi esfriando, colocamos TODAS as blusas que tínhamos e ainda fazia frio. O albergue abriu, o Ari ficou cuidando das bikes enquanto eu segui na fila pra fazer o check in. Demorou 1 hora até que chegasse a minha vez, quando a senhora hospitaleira olhou para o meu capacete pendurado no braço e soltou grosseiramente: Ciclistas só depois das 19h e se sobrar vaga! Não acreditei e pedi que ela repetisse, não podia ser verdade…

Vale aqui ressaltar este alerta: a regra no Caminho em geral é esta: a preferência nos albergues é dos caminhantes, ciclistas normalmente só entram depois das 18h ou 19h e  se sobrar vaga, afinal, para o ciclista é mais fácil seguir até a próxima cidade. E ocorre que para nós, até aquele dia, nenhum albergue nos restringiu a entrada em qualquer horário, havíamos até esquecido desta regra e ingenuamente achamos que teríamos lugar ali. Mas com razão, este é um lugar onde a regra precisa ser obedecida, afinal é um trecho de grande dificuldade e se um caminhante chega lá no alto e não tem onde dormir, a coisa complica muito.

Enfim, voltei para o Ari já chorando, chateada com a situação e só pensava em ir embora dali, queria um banho quente. Subimos na bike e fomos atrás do próximo vilarejo. Com muito frio, vento e chuva, seguimos por mais 21km até Triacastela.

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Mas antes subimos mais um pouquinho até o Alto do San Roque…

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E ainda subimos MAIS um pouquinho até o Alto do Poio…

Lá encontramos um albergue com chuveiro quente e lugar para colocar nossas bikes em lugar coberto. Tomamos um ótimo banho, colocamos as roupas para lavar na lavadora do albergue e fomos no restaurante ao lado tomar um caldo galego, prato típico da região, mas que eu não posso dizer que amei, era bom, mas pouco tempero pro meu gosto. Compramos mantimentos para fazer a janta no albergue e retornamos para cuidar das nossas roupas que teriam que ir para a secadora neste dia, não havia sol e tínhamos acumulado roupas sujas do outro dia. Na hora do jantar, sentamos à mesa para comer e logo chegou  para sentar conosco uma brasileira, a Ligia que é paranaense e fazia o Caminho sozinha, também sentou conosco o Eduardo que é espanhol e logo depois atraídos pelo idioma, outro casal brasileiro de Minas Gerais que também se hospedara ali. E a conversa rolou até a hora de todos se recolherem…
Foi um dia intenso…

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 10 – de Rabanal del Camino a Villafranca del Bierzo.

Dia 10 – Rabanal Del Camino a Villafranca Del Bierzo

Mais uma manhã gelada! A noite de sono foi muito tranquila, poucos peregrinos no nosso albergue e fomos mais uma vez os últimos a sair pela manhã… Encontramos um café ainda dentro do povoado pra aquecer-nos antes de começar o pedal.

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Aquela cara de sono de manhã cedo que nem o óculos esconde…

Caminho de Santiago de Bike

Os sinais do caminho…

Nosso trajeto de hoje prometia fortes emoções, chegaríamos na Cruz de Hierro, ponto muito marcante do Caminho e logo vou explicar o motivo. A Cruz de Hierro (cruz de ferro) fica num ponto de grande altitude, sabíamos que a subida seria forte, mas treinamos bastante pra essa etapa, então eu estava com a cabeça e corpo preparados! Mas o frio na barriga me acompanhou até chegarmos lá no alto e avistarmos a Cruz!

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Cruz de Hierro à vista!

Caminho de Santiago de Bike

É muito frio!

Nesse ponto, os peregrinos deixam uma pedra, que carregam em sua mochila até ali, e conosco não foi diferente! Nossas pedras foram conosco desde o Brasil! Há alguns significados para este rito, um deles diz que quando você deposita a sua pedra ao pé da cruz, está deixando pra trás tudo o que carregou na vida até ali, você começará uma nova vida após o Caminho, e então você se liberta do peso do passado…

Caminho de Santiago de Bike

“Pequeno” monte de pedras trazidas por peregrinos de toda parte do mundo!

Tinham muitas pessoas chegando naquele mesmo momento e cada um tem um tempo para subir na montanha de pedras e deixar a sua junto a cruz. Foto para registro e agora vamos começar a descer…

Caminho de Santiago de Bike

Nosso momento, deixando nossas pedras no caminho…

Se na subida já estava frio, na descida estava literalmente congelante! Tive que parar algumas vezes e esquentar as mãos no bafo! Kkkk…

Caminho de Santiago de Bike

Esfriou ainda mais! Brrrr

Caminho de Santiago de Bike

Quase encostando nas nuvens. 😛

No primeiro povoado que avistamos, El Acebo, encontramos um café/bar  e não pensamos duas vezes, largamos as bikes na rua e entramos correndo pra nos aquecermos com um café bem quente! O bar estava lotado, todo mundo fazendo uma pausa para seguir adiante. Eu tomei um chocolate quente, segurando a xícara com as duas mãos em volta para descongelá-las… hummm delícia! Comemos tortilha de batata com pão, também aquecidos. O frio era tanto, que esta parada ficou marcada em nossas memórias! Até hoje comentamos sobre ela…

Caminho de Santiago de Bike

Povoado de El Acebo.

Depois desse momento conforto, hora de subir na bike e continuar, ainda tínhamos mais descida pela frente! Chegamos numa parte da estrada com muitas curvas, e depois de nos deliciarmos com essa descida leve e no sol, em Molina Seca, mais uma pequena cidade cheia de charme. Passamos pela ponte e a vontade era de ficar por ali mesmo, sentados à beira do rio. Mas nosso objetivo do dia era mais à frente.

Caminho de Santiago de Bike

Nas curvas do Caminho…

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Em Molina Seca.

Logo depois, chegamos em Ponferrada, uma cidade maior e onde há o Castelo dos Templários, construção iniciada em meados do século XII como uma igreja e que depois foi doada aos cavaleiros da Ordem dos Templários, encarregando-os de defenderem os peregrinos naquele trecho do Caminho. Nós decidimos almoçar ali, mas acabamos um pouco perdidos perto do Castelo, onde o caminho passa por escadarias e o guia nos mandou passar por um desvio, que nos fez passar por trás do Castelo , sem que nos déssemos conta de que estávamos passando por ele!!

Caminho de Santiago de Bike

Os fundos dos Castelo do Templários…

Bem, fomos seguindo, procurando um local para um lanche, e só achamos algo convidativo quase na saída da cidade. Comemos um bocadillo cada um com coca-cola bem gelada…  Continuamos nossa tarde sob um forte sol, comemos cerejas compradas na beira da estrada, tomamos vinho em uma degustação, e de parada em parada, chegamos na cidade que programamos pernoitar: Villafranca del Bierzo.

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Degustando vinho del Bierzo…

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Chegando em Villafranca del Bierzo.

Chegamos com um sol gostoso, aquele frio intenso ficou pra trás. Nos hospedamos num albergue maravilhoso, chamado Albergue de Leo. Muito aconchegante, recém reformado, o albergue é de uma família muito simpática, que vendo que éramos um casal nos acomodaram num quarto com apenas 2 camas! Mesmo sendo um quarto onde a porta que dividia-nos de outro quarto era uma cortina, ficamos muuuuito agradecidos. <3  Mais uma noite muito bem acomodados! Tomamos um ótimo banho e depois saímos pra caminhar na cidade, fizemos picnic na praça, tomamos vinho, comemos uma massa em um restaurante da Plaza Mayor, tomamos mais vinho, e já com o riso frouxo, fomos para o albergue dormir… 😀

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Caminho de Santiago de bike – etapas 8 e 9 – de Sahagun a Rabanal del Camino

Hoje teremos duas etapas em um post só! Vejam como continuou a aventura de Aline e Ari no Caminho de Santiago de Compostela de bike:

Dia 8 – De Sahagun a Leon

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Arco de San Benito em Sahagun.

Mais um dia de muito frio, hoje nosso dia era de apenas 54km e poucas subidas, fomos bem tranquilos e por um tempo foi até um pouco monótono, mesma paisagem por muito tempo.

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Trajeto tranquilo, sem subidas…

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Um bom trecho com a mesma paisagem…

Chegamos em nosso destino ainda antes do almoço!

Caminho de Santiago de bike

Já bem perto de León.

Já havia esquentado bastante em Leon, almoçamos um menu do peregrino no próprio alberque que é de uma congregação de freiras beneditinas e onde há também um hotel de luxo.

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Albergue Santa Maria de Carbajal, cuidado por freiras beneditinas.

Depois do farto almoço saímos a passear na cidade, era domingo, a cidade de León, uma das maiores do nosso percurso. Estava lotada, bares abertos com mesas nas ruas, os peregrinos se misturavam ao povo da cidade passeando por entre as ruas com o sol a todo vapor.

Caminho de Santiago de bike

A alegria pairava no ar. Caminhamos bastante, passamos por uma apresentação de idosos dançando com castanholas, uma festa!  Sentamos em frente ao prédio do famoso Gaudí, ficamos debaixo de uma árvore, observando, descansando, tomando sorvete e respirando o ar espanhol…

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Obra do famoso Gaudí.

Ao cair da tarde, procuramos um local para comer uma paella, queríamos comer num restaurante daqueles com mesa na rua, para apreciar o movimento enquanto comíamos e fomos enganados na maior cara de pau: a minha paella tinha um camarão e um anel de lula, e a do Ari que era mista tinha uma coxinha de asa de frango além do que tinha na minha. Aff!!! Depois dessa fomos para o albergue, assistimos a missa cantada pelas freiras e nos recolhemos para aquela que seria a noite mais mal dormida da viagem…

Dia 9 – De Leon a Rabanal Del Camino

A noite foi difícil, o albergue era enorme, basicamente um salão, pé direito baixo e apesar de lá fora fazer frio, a quantidade de pessoas dormindo, respirando e emitindo gases no mesmo cômodo fez com que a temperatura ficasse bastante alta. Muitos ruídos de gente entrando e saindo pra ir ao banheiro, muitos roncadores competindo o nível de decibéis, os tampões não funcionaram muito bem… Eram 5:30h da manhã ainda e eu não conseguia mais ficar ali. Olhei pra cama de baixo, o Ari também estava acordado e incomodado. Resolvemos levantar e partir no escuro mesmo…  Com um pouco de dificuldade conseguimos sair do centro da cidade, e percebemos que a nossa alegria era mesmo estar em cima de nossas bikes e pedalando!

A luz do dia foi se abrindo e nós logo chegamos na frente do Hotel Parador de Espanha, um prédio muito lindo e imponente, hotel luxuoso do Caminho… Paramos pra tirar uma foto, a qual não saiu muito boa por conta da pouca luz… :-/

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Hotel Parador de Espanha.

Nós logo fomos ultrapassando os primeiros caminhantes do trecho, chegamos numa parte onde estávamos só nós dois, ninguém a vista para frente ou para trás… resolvemos fazer algo pra divertir, paramos para uma foto (ou várias) com salto ornamental, mas nem tanto… rsrsrs..

Caminho de Santiago de bike

Seguimos um pouco mais e chegamos a Astorga, mais uma importante cidade do Caminho. Ao lado da catedral de Astorga, fica a Casa Episcopal – que hoje é um museu – outra obra de Gaudí, linda construção e que impressiona por seus detalhes. E entramos  no pátio para uma foto.

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Chegando a Astorga.

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Casa Episcopal

Fizemos nosso já tradicional picnic numa pequena praça de Astorga, observados por alguns idosos que faziam seu passeio da tarde. Descansamos e continuamos nossa jornada, afinal o nosso destino do dia era Rabanal Del Camino.

Depois de sairmos de Astorga, entramos num trecho bastante deserto, passamos por poucos peregrinos, talvez pelo horário, já estivessem em seus destinos. Logo começou um vento contra, que me deixou de muito mal-humor e sem energia. Os últimos 10km de um leve sobe e desce que mais pareciam 30! Até que chegamos, ufa!!

Caminho de Santiago de bike

Cruzes no caminho.

Achamos o Albergue municipal, uma casa medieval (assim como todo o povoado), com paredes de pedra muito grossas, poucas camas e uma placa na entrada que dizia para entrarmos, escolhermos nossas camas e que mais tarde uma hospitaleira viria nos cobrar e se apresentar. Assim fizemos, tomamos banho, lavamos nossas roupas, lavamos as bikes e saímos pra comprar algo para beber e comer.

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Albergue municipal de Rabanal del Camino.

Voltamos para o albergue, que tinha um quintal arborizado onde batia um sol gostoso, sentamos numa das mesas para comer batatinhas e beber cerveja enquanto atualizávamos redes sociais e falávamos com a família.

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Quintal do albergue.

Logo entrou no quintal um padre muito jovem, estatura enorme, direcionou-se a mim, me perguntou se gostaríamos de assistir a missa em latin que aconteceria as 19h, na igreja da cidade. Eu prontamente disse que sim, e confirmei que estaríamos lá. O padre é alemão e estava a trabalho naquela comunidade a 3 meses, perguntou de onde éramos, disse que já percorreu o caminho e que agora estava prestando serviço ali.

Fomos a missa conforme prometido, a igreja é de uma simplicidade cativante, pequena e impressiona por se tratar de uma construção muito antiga. Estava com quase todos os bancos ocupados, e logo depois que chegamos, mais peregrinos se acumulavam de pé nos cantos da igreja para assistir a missa em latin. E foi lindo, abençoado momento!

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Igreja de Rabanal del Camino.

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Interior da igreja.

Depois da missa passamos no mercadinho, compramos mantimentos e fomos cozinhar no albergue: massa com hambúrguer (sentíamos falta da carne bovina). Outros peregrinos também cozinhavam, era comum. Jantamos e nos recolhemos. Rabanal Del Camino já fica numa região de mais altitude e muito frio, e naquele dia tive que puxar um cobertor para me cobrir por cima do saco de dormir… brrrr

Continua…

Se este foi o primeiro artigo que achou, clique aqui e acompanhe desde o começo os relatos dessa lindíssima viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta.

 

Caminho de Santiago de bike – Etapa 4 – de Navarrete a Belorado

Mais um dia começa, e o 4º dia de pedal pelo Caminho de Santiago de bike sai de Navarrete com um lindo sol, com a promessa de mais um dia incrível. Passamos por muitos campos de trigo, com uma estrada de chão que desenhava nosso trajeto à frente em meio à  todo aquele verde.

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Muitas formas de percorrer o Caminho…

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Caminho de Santiago de bike

Mais um dia de muito calor, hoje tínhamos poucas subidas, mas fizemos várias paradas nas fontes para pegar água.

Caminho de Santiago de bike

Parada em uma das abençoadas fontes…

Ainda não era meio dia quando chegamos no nosso destino para almoço: Santo Domingo de La Calzada. Mais uma cidade importante do Caminho e chegando lá percebemos que era um dia de festividade, as famílias na rua,  muitos restaurantes com mesas na rua e logo escolhemos um para apreciarmos uma paella.

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Catedral de Santo Domingo de la Calzada

Almoçamos e fomos passear pela cidade, visitamos a catedral e  ainda participamos de uma degustação de lingüiça com pão que acontecia na praça por conta da festa regada a uma tacinha de vinho. Afinal, diz um ditado que “De pan e vino se faz El Camino!”

Caminho de Santiago de bike

Nas praças, a disputa por um banquinho é grande…

Continuamos dando uma circulada pelas ruazinhas da cidade, e quem encontramos? Katia e Mariano (o casal que cohecemos no inicio da jornada)! Foi aí que nos aproximamos e descobrimos que eram pai e filha, espanhóis, moram em cidades diferentes (Ele em Guadalajara e ela em Bilbao) e resolveram fazer uma parte do caminho este ano. Sim, muitos espanhóis fazem isso, fazem um trecho, no ano seguinte mais um trecho, até que completam… Eles nos disseram que iriam somente até Burgos e de lá cada um seguiria para sua cidade. Tiramos foto com eles na frente da Catedral, nos despedimos e tínhamos certeza que cada dupla seguiria seu Caminho, talvez cruzando em mais algum ponto lá na frente, mas mais tarde descobrimos que não seria bem assim…

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Com nossos amigos ciclistas espanhóis Katia e Mariano.

Depois de visitar algumas lojinhas, comemos algumas cerejas (de novo :-D) e então resolvemos partir.

Caminho de Santiago de bike

Ainda não tínhamos decidido onde terminaríamos o dia, já tínhamos percebido que apesar de termos antecipadamente planejado as etapas, agora o Caminho já nos guiava e não tínhamos mais nada rigidamente programado, fomos deixando a viagem fluir… Pensamos em parar embaixo de alguma árvore já saindo de Santo Domingo, estávamos adiantados e pensamos que seria bom uns minutos de preguiça, mas não achávamos nenhum local que fosse atrativo para encostar as bikes e ficar na sombra, além disso um vento contra nos dizia que devíamos continuar pedalando porque a moleza do dia tinha acabado. À frente, uns 500 metros talvez, avistamos Katia e Mariano também enfrentando o vento bravamente, e próximo deles mais um ciclista que não tínhamos visto ainda até ali. Aos poucos fomos alcançando-os e logo estávamos os cinco formando um pelotão na guerra contra o vento, seguimos assim juntos até o próximo povoado, onde paramos numa fonte para beber água, descansar e de quebra bater um papo. O outro ciclista se chama Tony, espanhol também, de Écija. Logo estávamos os cinco na maior prosa e dando risadas…

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Minutos de prosa e risadas com Katia, Mariano e o novo amigo Tony, também espanhol.

Seguimos juntos a partir dali, e combinamos que caso acontecesse de alguém ficar para trás, nos encontraríamos no povoado de Belorado, no primeiro albergue da cidade.

Caminho de Santiago de bike

Caminho de Santiago de bike

Entrando na Provincia de Burgos.

Eu e o Ari acabamos em um momento avançando muito à frente e nos separamos deles, mas sabíamos do combinado e assim fizemos, chegando em Belorado ficamos no primeiro albergue esperando nossos novos amigos, e eles chegaram! Nos hospedamos todos no mesmo quarto com outros três peregrinos, depois de cada um tomar seu banho, dividimos a máquina de lavar roupas e sentamos no bar do albergue para contar mais sobre nossas vidas e beber umas Cañas (cervejas). Parecíamos velhos amigos, jantamos juntos e quando as risadas deram lugar aos bocejos fomos todos dormir felizes por mais uma etapa concluída…

Continua…

Se este foi o primeiro artigo que achou, clique aqui e acompanhe desde o começo os relatos dessa lindíssima viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta.

😀

Treino para o Caminho de Santiago de Compostela de bike

Como alguns amigos já sabem, em maio eu e o Ari vamos fazer o Caminho de Santiago de Compostela de bike. Essa viagem pra Espanha está em nossos planos a mais de 2 anos e desde lá, nossas pequenas cicloviagens foram preparatórias para essa jornada. Assim, pudemos ir aos poucos percebendo o que seria necessário levar ou não, o que fazer com a mecânica das bikes caso tenhamos algum problema, o que fazer com alimentação, etc .

E agora que estamos a um mês de embarcar, fizemos mais uma pequena cicloviagem no Feriado de Páscoa que passou. Escolhemos um trajeto que representasse a altimetria (medição de altitudes) que vamos enfrentar em algumas partes do percurso lá na Espanha, afinal serão grandes subidas carregando bagagem suficiente para 20 dias (destes, 13 dias consecutivos serão pedalando).

O trajeto escolhido foi de Rancho Queimado a Leoberto Leal, trajeto de 50 km com altimetria aproximada de 1300 metros e mais 6 km até o Sítio São José, local que escolhemos para pernoitar em Leoberto Leal, casa de uma família de agricultores que participam da Acolhida na Colônia (programa criado pela Epagri que tem como proposta valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico).

Montamos nossos alforjes com toda a bagagem que estimamos levar para a Espanha. E você deve estar pensando ser insano carregar 8 kg de bagagem morro acima para pernoitar apenas 1 dia. E é!! Pensei nisso em todas as subidas durante o trajeto. Mas esse foi o planejado, era pra ser um teste e precisava ser o mais próximo possível da realidade…

Na sexta-feira santa seguimos de carro até Rancho Queimado, ponto de partida. Começamos a pedalar as 11h, com previsão de chegada no sítio em Leoberto Leal entre 17h e 18h.

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O clima estava bem ameno e bastante sol, isso nos animou e um vento bem gostoso nos acompanhou durante todo o dia…
Logo nos primeiros quilômetros a paisagem surpreendia, depois de aproximadamente 8km a estrada de asfalto dá espaço ao chão batido e uma descida bem leve e gostosa nos levava até o Rio Bonito.

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Mais à frente a estrada volta a ser asfalto e seguimos por ela sempre contornada por hortênsias que devido à época do ano estavam com as flores secas, mas não deixa de ser bonita também.

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Chegamos na pracinha de Taquaras e ali decidimos fazer nossa parada de almoço: um sanduíche natural preparado em casa já que sabíamos que não haveria nada aberto devido ao feriado santo.

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Um sanduíche gostoso, numa sombra bem fresquinha… Ah, ali estava bom pra dar uma descansada de uma hora ao menos, mas tínhamos que cumprir nosso planejamento e então descansamos 15 minutos e seguimos nosso caminho.

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Começava a primeira grande subida. Bem desafiadora e apesar da brisa o sol estava quente, por isso troquei minha camiseta manga curta por uma dry fit manga longa. Parece que não, mas é mais fresco assim…

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Mais alguns quilômetros de muito verde e mais subidas, chegamos a uma encruzilhada onde havia um bar, no meio do nada. Paradinha para uma Coca-Cola, um papo com o dono do local e seguimos adiante.

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Cada subida: uma vitória, e quanto mais alto, mais compensadora a vista!

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Na última subida, a maior de todas no percurso, a prefeitura havia colocado na estrada um material para ajudar aos carros e caminhões transitarem, mas pra nós era impedalável! E em alguns momentos precisamos descer da bike e empurrar todo aquele peso morro acima…

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Muitos trechos com sombras, o que ajudou consideravelmente esses cicloturistas já cansados!!

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Até que chegamos no topo! Urrul!!! Agora era descer tudo até a cidade…

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Chegamos em Leoberto Leal já passava das 18h. Logo avistamos a prefeitura da cidade, foto para registro e fomos atrás de uma padaria para amansar o estômago antes que chegássemos no Sitio da Dona Vanda devorando até a grama!! #pedalarsempredáfome

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Mais 6 km pedalando até o Sítio São José, acompanhados de uma lua imensa que nascia atrás daquele morro que já tínhamos cruzado… Mas o cansaço era tanto que nem conseguimos fazer uma foto decente. 🙁

Dona Vanda e S. Valdir estavam nos esperando, fomos calorosamente recebidos com abraços e logo fomos tomar nosso banho para sentar à mesa com toda a família. Tivemos um agradável jantar com muita comida gostosa e boa conversa… Logo após o jantar fomos dormir, estávamos exaustos!

Noite muuuito bem dormida, com aquele silêncio que só o campo tem… No dia seguinte, já descansados, era hora de tomar um bom café com pão caseiro, rosca de polvilho, cuca, geléia… Oba!!

Preparamos nosso sanduíche para viagem, abastecemos as garrafinhas de água e carregamos as bikes para voltar pelo mesmo caminho que viemos.

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Foto com Dona Vanda e sua filha Djane, que está a espera de gêmeos!

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Sítio São José

Saímos 8:20h da manhã e de cara já tínhamos aquela longa subida pra escalar. Como era comecinho da manhã, estávamos descansados ainda e a subida foi melhor que o dia anterior.

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Foto na frente da Igreja Matriz – Clássica…

Ainda assim, o Ari como sempre parava a cada 400 metros para me esperar, já que sou bem mais lenta que ele nas subidas (na verdade em todas as ocasiões sou mais lenta que ele!!! Kkkk)

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Quem nos encontrava no caminho olhava assustado… Mas sempre ganhávamos um cumprimento!

Nesse comecinho da manhã quase não batia sol por onde passamos, o que tornava a subida menos desgastante…

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E Leoberto Leal foi ficando pra trás… ou seria pra baixo?

A volta foi mais rápida que a ida, desejávamos chegar em Rancho Queimado para o almoço, mas com o passar da manhã logo percebemos que mesmo sendo mais rápidos que o dia anterior não chegaríamos antes das 14h.

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Premiados com mais um dia de sol…

Paramos novamente naquele bar no meio do caminho, no meio do nada e o dono assou mini-pizzas para um lanche que repusesse nossas energias para continuar. Foi o  que conseguimos e o que nos recarregou as baterias no meio do dia…

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Já quase em Rancho Queimado de volta…

 

Chegamos em Rancho Queimado felizes e com a certeza de que a missão dessa viagem foi cumprida! Mais um trajeto desbravado e muitas dúvidas sanadas para a viagem que está por vir.

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Confira esse e outros relatos de cicloviagens também no blog BikeA2.

Telefone Sítio São José em Leoberto Leal: 48-32681154.