Caminho de Santiago de bike – Etapa Final – De Pedrouzo a Santiago de Compostela

Chegou o grande dia! A etapa final:

Despertei com o Ari me felicitando por meu aniversário! Que alegria acordar ali, em uma viagem incrível, ao lado do meu amado. O dia era mais que especial! Rapidinho nos arrumamos, tomamos café da manhã no albergue mesmo, com iogurte, ovos e frutas que tínhamos comprado no dia anterior. Saímos com uma alegria, uma vontade de chegar em Santiago logo. E por essa euforia toda, me lembro muito pouco do trajeto deste dia. Lembro que pedalamos em clima de muita paz, serenidade…

Passamos por muitos peregrinos, todos na mesma alegria pro estarem na reta final, cumprimentando-nos quando passávamos. Isso aumentou ainda mais nosso ânimo, nosso desejo de chegar. Pouco tempo depois, chegamos no Monte do Gozo, onde há um monumento em homenagem a visita do Papa naquele local na IV Jornada Mundial da Juventude. em 1989.

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em frente ao Monumento de Juan Pablo II.

Disseram que dali já daria para ver as torres da Catedral, mas nós não conseguimos ver nada… Estávamos mesmo era sem paciência de procurar, pois isso é possível sim, mas não soubemos achar onde seria esse mirante e fomos logo em direção à cidade, o apóstolo nos esperava!! rsrsrs..

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Entrada da cidade Santiago de Compostela.

Entramos na cidade e íamos seguindo as setas, mas nada de chegar na igreja, uma rua de paralelepípedos e depois entramos no centro antigo de Santiago, pequenas ruas, e sem visão das torres da igreja. Aquilo foi fazendo meu coração disparar, onde está? Imaginei que chegar até lá caminhando deva ser quase uma tortura psicológica… rsrsrs

De repente ouço uma gaita de fole tocando longe, olhamos para cima e vimos uma das torres! Estávamos na lateral da Catedral. Parei, as lágrimas começaram a brotar enquanto eu sorria, que emoção, que alegria!!

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Lateral da Catedral, chegamos!

 

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Em frente a majestosa Catedral de Santiago de Compostela.

Entramos na praça do Obradoiro e comemoramos muito! Mesmo com a catedral em reforma (há alguns anos já…) é linda!! Sentamos no chão, batemos fotos, comemoramos muito e não queríamos mais sair dali…

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Momento euforia extrema… rsrsrs

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Depois que a euforia baixou, precisávamos pensar onde iríamos dormir naquele dia, logo achamos uma pensão e fomos até lá tomar banho, guardar nossas bikes para finalmente entrar na Catedral, a missa do peregrino era às 12h e eu estava ansiosa para assisti-la.

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dentro da igreja e pertinho do altar de Santiago.

Entramos na igreja às 11h, já cheia de peregrinos… Não conseguimos lugar para assistir a missa sentados, ficamos de pé mesmo, era missa de Pentecostes e por esse motivo aquela missa teria a cerimônia do Botafumeiro – ritual que acontece somente 1 vez por semana e que eu queria muito assistir. Quando o botafumeiro foi aceso e erguido, meus olhos mais uma vez encheram-se de lágrimas,  foi um momento de muita emoção, e chorei muito de alegria, me senti realmente abençoada. A catedral é enorme, o altar é maravilhoso e depois da missa ainda ficamos caminhando dentro dela, conhecendo cada detalhe.

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Até que a fome bateu e nos obrigou a sair e procurar onde almoçar. Achamos um restaurante que servia uma boa carne assada e enormes cañas!! Um brinde! Tantas coisas a comemorar e agradecer…

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Ainda permanecemos mais 2 dias em Santiago, perambulando entre as ruazinhas e apreciando tudo o que a cidade tem a oferecer… Vale a pena, cidade linda!!

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E assim terminou nossa aventura, com muito gosto de quero mais!

Em breve farei outro post apenas com dicas úteis para esta viagem, aguardem!

😉

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Caminho de Santiago de bike – Etapas 13 e 14 – de Portomarín a Pedrouzo

Como as próximas duas etapas são pequenas, resolvi contá-las em apenas um post:

Dia 13 – De Portomarín a Melide

Saímos com um pouco de frio, mas já não era mais tão intenso como nos dias anteriores…

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Curiosidade: na Galícia o idioma se aproxima muito do português…

Mais uma vez, o Caminho era repleto de túneis verdes, formados pelas árvores. Nestes últimos dias, o cheiro de esterco era bastante forte no ar, parece que é comum na região. Muitos cavalos e vacas deixam o rastro pela trilha, vida no campo…

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A ansiedade crescia por estarmos nos aproximando de Santiago, mas cada a km rodado queríamos parar, descansar, contemplar.

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Paramos em Palas de Rei e compramos os itens do picnic do dia. Seguimos até onde achássemos um local agradável para o lanche, até que  chegamos a uma igreja muito antiga que tinha um banco na frente, ali fizemos nossa refeição.

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Igreja medieval na Galícia.

Depois de descansarmos um pouco, continuamos a pedalar  e faltando aproximadamente 5km pra chegar em Melide alcançamos o Carlos (peregrino espanhol veterano, que já fez o Caminho 29 vezes), caminhando firme e rápido, seguia como um trator!!  Queríamos uma foto com ele, mas ele dizia que não podia parar, pois àquela hora estava muito cansado e se parasse não andaria mais. Tiramos uma foto quase na marra! Rsrsrs…

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Carlos, veterano no Caminho.

Chegamos em Melide, passamos em frente A Garnacha e vimos o dono preparando o famoso prato à base de Polvo.

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Preparo do Pulpo a Galega no restaurante Garnacha.

Fomos atrás de um albergue e conseguimos um quarto em um Hostel para dividir apenas com duas jovens canadenses. Foi ótimo, bastante sossego. Depois de um banho, fomos para a praça que ficava na frente do Hostel, e ficamos praticando o nadismo (a arte de fazer nada… ) até a hora de ir jantar, quando fomos na A Garnacha experimentar o Pulpo a La Gallega. E vale muito a pena viu? Pra quem curte frutos do mar é imperdível!!

Depois do jantar passamos numa feira e compramos cerejas para comermos enquanto caminhávamos pelas ruas, até chegar no Hostel e finalmente descansarmos nossos esqueletos…

Dia 14 – De Melide a Pedrouzo

Mais um dia praticamente plano, e quanto mais nos aproximávamos de Santiago, mais crescia a ansiedade de chegar logo! Mas nos mantivemos na nossa de decisão de chegar somente no domingo, dia 24/05 que coincidentemente era meu aniversário! Rsrsrs… Essa viagem fez com que eu não tivesse inferno astral, ou qualquer mimimi pré-aniversário. Foi tudo muito diferente e sem dúvida o melhor aniversário da vida! Mas calma, ainda não chegamos, estamos no nosso caminho, em meio às árvores, aquela calmaria e de repente: vacas meio do caminho!

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O dono as guiava para atravessarem o caminho para onde estava seu terreno. Ficamos ali parados, esperando todas passarem na maior tranquilidade… Trânsito liberado, seguimos em frente!

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O dia foi curto, logo chegamos a Pedrouzo e achamos um ótimo albergue para nos hospedarmos. Lavamos nossas roupas e as colocamos no sol, saímos para passear e comprar mantimentos para preparar uma refeição. Comemos pães, ovos, salada e até batata frita.

O albergue tinha mesas ao ar livre para fazermos nossas refeições, onde ficamos por um  bom tempo  tomando cerveja e conversando sobre coisas que vimos até chegar ali… Havia uma mesa de pebolim, que uniu duas espanholas, uma holandesa e uma alemã, num torneio que rendeu muitos gritos e risadas… E nós ríamos junto, contagiados pela alegria delas e pela quantidade de cerveja ingerida.

Anoiteceu e fomos dormir pensando em como seria o dia seguinte…

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Bicicletas em Madri

Antes de começar a contar sobre a nossa aventura no Caminho de Santiago de Compostela, queria contar um pouco do que vi em Madri, onde passamos um dia inteiro antes de ir para Roncesvalles, onde começamos o caminho.
Um dia é  muito pouco para conhecer essa cidade enorme e cheia de atrações turísticas e culturais, mas demos uma boa volta no centro e seus arredores e eu vou contar um  pouquinho do que eu vi.
Como não podia deixar de ser, fiquei muito atenta às ruas, e pra falar a verdade fiquei eufórica ao ver tanta gente com bicicletas em Madri, utilizando-a como meio de transporte mesmo. Tanto que mal conseguia fotografar… rsrsrs

Bicicletas em Madri

Vi muitas mulheres, indo e vindo no meio do trânsito de Madrid que é  bem frenético, e apesar de ter observado por pouco tempo, não vi nada de stress ou situações que colocassem em risco os ciclistas, todos se entendiam muito bem.

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

Lá existe um sistema de aluguel de bicicletas, como o que estão tentando implantar em Floripa sabe? #Sóquenão… Lá são todas elétricas! 😀

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

Nessa última foto dá pra ver que as bikes têm cada uma um indicador da bateria: vermelha ou verde.
E o melhor de tudo: o respeito dos carros com pedestres e ciclistas, mesmo fora das ciclovias. É lindo de ver!! Nós não pedalamos em Madrid, mas enquanto pedestre era só se aproximar do meio-fio para atravessar a rua que o carro já parava antes de você descer o pé da calçada… Dava até uma emoção!! hahaha… “Ele parou pra mim? Mesmo?”
E com os ciclistas era nítido o respeito do espaço mínimo de 1,5m de distância, tudo muito natural. Como deveria ser em qualquer lugar né?

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

E ainda muito charme por todo o lado.. Encantadora Madrid! <3

Quero voltar pra te conhecer melhor viu?!

 

 

Treino para o Caminho de Santiago de Compostela de bike

Como alguns amigos já sabem, em maio eu e o Ari vamos fazer o Caminho de Santiago de Compostela de bike. Essa viagem pra Espanha está em nossos planos a mais de 2 anos e desde lá, nossas pequenas cicloviagens foram preparatórias para essa jornada. Assim, pudemos ir aos poucos percebendo o que seria necessário levar ou não, o que fazer com a mecânica das bikes caso tenhamos algum problema, o que fazer com alimentação, etc .

E agora que estamos a um mês de embarcar, fizemos mais uma pequena cicloviagem no Feriado de Páscoa que passou. Escolhemos um trajeto que representasse a altimetria (medição de altitudes) que vamos enfrentar em algumas partes do percurso lá na Espanha, afinal serão grandes subidas carregando bagagem suficiente para 20 dias (destes, 13 dias consecutivos serão pedalando).

O trajeto escolhido foi de Rancho Queimado a Leoberto Leal, trajeto de 50 km com altimetria aproximada de 1300 metros e mais 6 km até o Sítio São José, local que escolhemos para pernoitar em Leoberto Leal, casa de uma família de agricultores que participam da Acolhida na Colônia (programa criado pela Epagri que tem como proposta valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico).

Montamos nossos alforjes com toda a bagagem que estimamos levar para a Espanha. E você deve estar pensando ser insano carregar 8 kg de bagagem morro acima para pernoitar apenas 1 dia. E é!! Pensei nisso em todas as subidas durante o trajeto. Mas esse foi o planejado, era pra ser um teste e precisava ser o mais próximo possível da realidade…

Na sexta-feira santa seguimos de carro até Rancho Queimado, ponto de partida. Começamos a pedalar as 11h, com previsão de chegada no sítio em Leoberto Leal entre 17h e 18h.

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O clima estava bem ameno e bastante sol, isso nos animou e um vento bem gostoso nos acompanhou durante todo o dia…
Logo nos primeiros quilômetros a paisagem surpreendia, depois de aproximadamente 8km a estrada de asfalto dá espaço ao chão batido e uma descida bem leve e gostosa nos levava até o Rio Bonito.

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Mais à frente a estrada volta a ser asfalto e seguimos por ela sempre contornada por hortênsias que devido à época do ano estavam com as flores secas, mas não deixa de ser bonita também.

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Chegamos na pracinha de Taquaras e ali decidimos fazer nossa parada de almoço: um sanduíche natural preparado em casa já que sabíamos que não haveria nada aberto devido ao feriado santo.

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Um sanduíche gostoso, numa sombra bem fresquinha… Ah, ali estava bom pra dar uma descansada de uma hora ao menos, mas tínhamos que cumprir nosso planejamento e então descansamos 15 minutos e seguimos nosso caminho.

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Começava a primeira grande subida. Bem desafiadora e apesar da brisa o sol estava quente, por isso troquei minha camiseta manga curta por uma dry fit manga longa. Parece que não, mas é mais fresco assim…

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Mais alguns quilômetros de muito verde e mais subidas, chegamos a uma encruzilhada onde havia um bar, no meio do nada. Paradinha para uma Coca-Cola, um papo com o dono do local e seguimos adiante.

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Cada subida: uma vitória, e quanto mais alto, mais compensadora a vista!

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Na última subida, a maior de todas no percurso, a prefeitura havia colocado na estrada um material para ajudar aos carros e caminhões transitarem, mas pra nós era impedalável! E em alguns momentos precisamos descer da bike e empurrar todo aquele peso morro acima…

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Muitos trechos com sombras, o que ajudou consideravelmente esses cicloturistas já cansados!!

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Até que chegamos no topo! Urrul!!! Agora era descer tudo até a cidade…

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Chegamos em Leoberto Leal já passava das 18h. Logo avistamos a prefeitura da cidade, foto para registro e fomos atrás de uma padaria para amansar o estômago antes que chegássemos no Sitio da Dona Vanda devorando até a grama!! #pedalarsempredáfome

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Mais 6 km pedalando até o Sítio São José, acompanhados de uma lua imensa que nascia atrás daquele morro que já tínhamos cruzado… Mas o cansaço era tanto que nem conseguimos fazer uma foto decente. :-(

Dona Vanda e S. Valdir estavam nos esperando, fomos calorosamente recebidos com abraços e logo fomos tomar nosso banho para sentar à mesa com toda a família. Tivemos um agradável jantar com muita comida gostosa e boa conversa… Logo após o jantar fomos dormir, estávamos exaustos!

Noite muuuito bem dormida, com aquele silêncio que só o campo tem… No dia seguinte, já descansados, era hora de tomar um bom café com pão caseiro, rosca de polvilho, cuca, geléia… Oba!!

Preparamos nosso sanduíche para viagem, abastecemos as garrafinhas de água e carregamos as bikes para voltar pelo mesmo caminho que viemos.

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Foto com Dona Vanda e sua filha Djane, que está a espera de gêmeos!

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Sítio São José

Saímos 8:20h da manhã e de cara já tínhamos aquela longa subida pra escalar. Como era comecinho da manhã, estávamos descansados ainda e a subida foi melhor que o dia anterior.

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Foto na frente da Igreja Matriz – Clássica…

Ainda assim, o Ari como sempre parava a cada 400 metros para me esperar, já que sou bem mais lenta que ele nas subidas (na verdade em todas as ocasiões sou mais lenta que ele!!! Kkkk)

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Quem nos encontrava no caminho olhava assustado… Mas sempre ganhávamos um cumprimento!

Nesse comecinho da manhã quase não batia sol por onde passamos, o que tornava a subida menos desgastante…

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E Leoberto Leal foi ficando pra trás… ou seria pra baixo?

A volta foi mais rápida que a ida, desejávamos chegar em Rancho Queimado para o almoço, mas com o passar da manhã logo percebemos que mesmo sendo mais rápidos que o dia anterior não chegaríamos antes das 14h.

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Premiados com mais um dia de sol…

Paramos novamente naquele bar no meio do caminho, no meio do nada e o dono assou mini-pizzas para um lanche que repusesse nossas energias para continuar. Foi o  que conseguimos e o que nos recarregou as baterias no meio do dia…

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Já quase em Rancho Queimado de volta…

 

Chegamos em Rancho Queimado felizes e com a certeza de que a missão dessa viagem foi cumprida! Mais um trajeto desbravado e muitas dúvidas sanadas para a viagem que está por vir.

Curtiu?

Está planejando uma cicloviagem também? Conta pra gente!

Confira esse e outros relatos de cicloviagens também no blog BikeA2.

Telefone Sítio São José em Leoberto Leal: 48-32681154.

 

 

 

Viajar de bike – do Chuí a Montevidéu – Final

Viajar… quem não gosta? E viajar de bike, quem encara?
Estou aqui preparando este post com o relato dos últimos dias desta cicloviagem e revivendo todos os momentos na minha cabeça… Momentos que vou levar pra sempre na memória. Viajar e explorar os lugares de  bicicleta coloca dois temperos a mais na sua viagem: aventura e adrenalina. Viajar de bike requer um planejamento mais detalhado do que uma viagem convencional, mas no final vale a pena e é viciante, tá? Mal termina uma e a gente já está pensando na próxima (pelo menos aqui é assim, rs). E a nossa próxima cicloviagem será mais longa, 13 dias de pedalada, e está sendo planejada há uns dois anos… Mas isso é assunto para um outro post.
Vamos contar de uma vez como foi a última parte dessa aventura pelo Uruguai:

Quinto dia: Punta del Este – Atlantida
Depois de um merecido dia de descanso, saímos cedo do nosso hostel, o Tas d’Viaje, e rumamos para a cidade de Atlântida, nosso pedal mais longo, com 107 quilômetros, e um desafio para nós, que nunca havíamos pedalado acima dos 100 km.

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Punta Ballena – onde fica a Casa Pueblo

No caminho paramos para conhecer a famosa Casa Pueblo, em Punta Balena, 14 km após Punta, uma obra majestosa do  artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, recém falecido. Mas chegamos cedo demais (8h) e não conseguimos visitá-lo pois o local só abre após as 10h. Então, toca pra Piriápolis, que a estrada é longa.

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Pose na frente da Casa Pueblo que ainda estava fechada pra visitação.

Quando estávamos em Punta tivemos o único dilema de nossa viagem: na próxima noite deveríamos pernoitar em Piriápolis, distante 45km, ou seguir até Atlantida, mais 62 km e assim chegar mais tranquilos em Montevidéu?

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Quase em Piriápolis… E as estradas sempre uma tranquilidade!

Resolvemos pela segunda opção, já que estávamos descansados e então fizemos uma reserva pelo Booking num prédio de apartamentos que são alugados para turistas. Quando chegamos em Atlantida, depois de um dia todo pedalando sob sol intenso em um maravilhoso dia, procuramos por nosso local de estadia e quando lá chegamos, para nossa surpresa, quem encontramos? Sim, Pierrette e Roland estavam nos esperando, haja vista o dono do local ter lhes informado que estava esperando por um casal de pedalantes brasileiros. Eta mundo pequeno esse! Foi uma festa! Jantar com salada francesa e massa italiana feita por brasileiros num improviso só! Delícia de noite!
Para quem quiser dar uma olhada no Blog dos Franceses ai vai o link: Petit tour a tandem

Nessa noite jantamos todos juntos: nós, os franceses e mais um casal canadense que estavam hospedados no mesmo prédio.

Sexto dia: Atlantida – Montevidéu

No dia seguinte os franceses partiram antes, pois como diziam, iríamos atropela-los pelo caminho. Saímos uma hora depois e seguimos em nosso ritmo normal, cerca de 15 km/h.

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Na saída, maior cara de sono!

Nesta etapa viajamos pela Rota 9, rodovia uruguaia que liga Montevidéu ao Chui, sendo bastante movimentada e monótona, algo como viajar em uma grande BR brasileira. Mas em nenhum momento, nem na Rota 9, nem em outra rodovia ou local do Uruguai, tivemos algum problema em relação a segurança, ou os famosos “finos educativos”. Muito pelo contrário, sempre notamos um respeito muito grande em relação às bicicletas por parte dos veículos motorizados, muitos deles inclusive nos buzinando e fazendo gestos de incentivo. Ou seja, foi uma viagem extremamente tranquila!

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Destino final!

Após uma jornada pedalante de 55 quilômetros, chegamos a Montevidéu e paramos em um local onde há um enorme letreiro com o nome da cidade, com o centro da metrópole ao fundo. E quem encontramos saindo do local? Isso mesmo, os franceses, neste que seria nosso último encontro. Eles seguiram então para o mercado público enquanto nós seguimos a procura de que seria nosso hotel pelos próximos dois dias, pois iríamos ter mais um dia de ócio turístico antes do retorno ao Brasil.

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Muitas ruas de Montevidéu são assim, parecem túneis de plátanos!

Já na tarde deste mesmo dia fomos com Thelma e Louise até a estação rodoviária de Tres Cruces para agilizar as passagens de volta, comprando-as na empresa Rotas del Sol, escolhida por ter bons horários diretos para o Chui, ônibus modernos e, principalmente, levam bicicletas em seus enormes bagageiros. As meninas teriam suas próprias passagens, seriam protegidas com plástico-bolha, que compraríamos em uma papelaria qualquer, para não levarem arranhões no quadro e seriam bem presas a estrutura do veículo. Ou seja: perfeito! Após resolvermos a volta ao Brasil, nos restava conhecer Montevidéu, seus locais históricos, turísticos e, principalmente, suas famosas parrillas!

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#Turistando

E assim foram dois dias maravilhosos, caminhando, pedalando e provando a deliciosa carne uruguaia, considerada uma das melhores do mundo! Sempre bem acampanhadas de uma Patrícia, uma Pilsen ou uma Zillertal, ótimas cervejas locais que são vendidas em garrafas de um litro e que dão um banho de sabor nas congêneres brasileiras.

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#Turistando2 – Olhando essa foto, alguém imagina que cheguei na cidade de bicicleta? :-)))

Em nosso último dia uruguaio, café da manhã no hotel, arrumar a bagagem toda nos alforges, fazer check out no hotel e rumar com as meninas para a rodoviária, para o retorno ao Chui, onde nos aguardava nosso veículo.
Ao sairmos da rodoviária já estávamos com saudade de pedalar, e então lembramos que este era o primeiro uso de um veículo motorizado em toda nossa viagem, pois até ali havíamos pedalado nada menos do que 428 quilômetros, em 30 horas sobre nossos selins Brooks, que aliás cumpriram honrosamente sua função de proteger nossos bumbuns, não que tenhamos tido o descuido de passar diariamente, antes e depois das pedaladas, uma generosa aplicação de pomada!  Também neste quesito tudo foi tranquilo, pois era outro ponto que nos preocupava. Bem estávamos com nossa bunda calejadas e nossos Brooks amaciados!

Jpeg

Preparada pra viajar de bus.

Foram cinco horas e meia de viajem tranquila, quando então chegamos a “praça central” da cidade de Chuy, lado uruguaio da Chui brasileira, onde montamos a bagagem toda nas bikes e seguimos para o hotel onde nosso carro havia ficado durante os últimos oito dias. Nesta noite, em parte pela não muito boa experiência que tivemos anteriormente, optamos por não jantarmos e fomos descansar, para poder encarar os mais de mil quilômetros que nos esperavam no outro dia, rumo ao nosso estado natal: Santa Catarina.

E assim terminava nossa primeira ciclo viagem internacional: Uruguai, 428 quilômetros de muita alegria!

Mapa Uruguai

RESUMO TÉCNICO:

  • Km pedalados: 428 quilômetros
  • Horas pedalando: 31h07m
  • Altimetria total: 1.656 m
  • Pneus furados: dois
  • Problemas mecânicos: Nenhum!!
  • Ferramentas levadas: três câmeras reserva, dois “power links”, um pedaço de corrente, duas gancheiras, kit remendo, kit ferramentas, braçadeiras/lacres.

PERCURSOS (gpsies.com)

E então, não dá vontade de pegar a bicicleta e sair por aí conhecendo o mundo?
Dá sim, mas não esqueça que viagens como essa precisam ser bem planejadas pra evitar algumas roubadas e perrengues (alguns fazem parte da brincadeira, mas tem situações que é bom evitar). Já demos algumas dicas de viagem por aqui, mas se você tem alguma dúvida sobre o assunto, comenta aí. Ou envie um email para contatobelanabike@gmail.com que a gente responde!

Como falei no incio em breve, em maio mais precisamente, saíremos para outra viagem de bicicleta, agora um pouco mais longa. Prepare-se para acompanhar novas aventuras!

😉

A primeira parte desta viagem viagem você encontra aqui e segunda parte aqui

Este artigo foi publicado originalmente em www.bikea2.wordpress.com