Pedalar em grupos

Como falei no primeiro post desse blog, logo que eu e o Ari começamos a pedalar, procuramos grupos de ciclistas para acompanharmos. Queríamos nos enturmar e aprender com o pessoal que já pratica o ciclismo há mais tempo aqui em Florianópolis. Outro motivo para pedalar em grupos é a segurança, pois principalmente quando se pedala à noite, quanto mais bicicletas reunidas (sempre utilizando itens de segurança) mais facilmente seremos vistos pelos motoristas, evitando surpresas desagradáveis.

Quando se pedala em grupo há muita troca de experiência e isso também ajuda a se ambientar logo com componentes da bicicleta, como cuidar, o que precisa levar e até como troca a marcha (pois é, no começo nem isso eu sabia!).

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Outro ponto positivo é que você vai conhecer muitas outras rotas, lugares diferentes, ou até mesmo lugares que já conhecia, mas pedalando você vai descobrir detalhes que jamais teria visto da janela do carro, pode apostar!

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Mas o melhor de andar em grupo é que você irá ganhar muitos e bons amigos! Não importa de onde vem, quanto ganha ou o que faz, você vai conhecer gente que já pedala há muito tempo ou nem tanto, e que sempre tem algo para somar, o companheirismo é incrível! Sempre vai ter alguém pra te dar uma dica ou mesmo pra ajudar a trocar um pneu que furou…

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Logo logo, você não vai mais querer perder o pedal, não só pelo condicionamento que já adquiriu, mas pra ver os amigos! Aí como dizem, vira vício dos bons!! 😀

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Informe-se sobre grupos de ciclismo na sua cidade. Aqui em Floripa tem pra todos os níveis, desde o iniciante até o avançado/pro, e se quiser também tem grupo só de meninas! O Blog Bicicletopolis fez um mapa bem atualizado de onde sai cada grupo e dias da semana, confira lá!

E aí, tá esperando o que pra começar?

Look do dia para ir de bike

Oi gente!

Eventualmente vou mostrar aqui os looks que uso para ir de bike ao trabalho, e a outros lugares que me permitem desfrutar da companhia da Brigitte durante o trajeto.

Vamos ver um deles hoje:

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Gosto muito de usar camisas, e em dias de temperatura amena ela cai como uma luva. A escolhida deste dia foi uma camisa fina estampada, compondo o look com calça de viscose e cinto de fivela dourada pra incrementar. Nos pés, a sapatilha amiga pra qualquer hora.

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Pra mim funciona super bem, fico arrumada enquanto estou no trabalho e na bike fico super segura pra pedalar e chegar sem me amassar!

😉

Pedalar faz bem para a saúde… e como faz!

Todos nós sabemos que atividade física é importante para a saúde, não só para manter a forma física como também para prevenir doenças. Mas nem todo mundo gosta de fazer academia e as vezes um exercício feito ao ar livre dá mais prazer e é mais estimulante. A bicicleta entra como uma boa alternativa neste caso, pedalar faz bem para a saúde.

O ciclismo praticado como esporte traz benefícios físicos visíveis e também emocionais, o que contribui e muito para a qualidade de vida. Por ser uma atividade aeróbica, pedalar ajuda na perda de peso, melhora a frequência cardíaca, acelera o metabolismo, diminui o stress, auxilia na redução do colesterol, previne a obesidade e também a hipertensão.

Durante o pedal grandes grupos musculares são recrutados… coxas, panturrilhas e abdominal agradecem! O ciclismo tem a grande vantagem de ser uma atividade de baixo impacto, articulações, músculos e tendões não sofrem durante o exercício, o que faz com que ele possa ser praticado por quase todos. Porém, consultar um especialista antes de iniciar uma atividade física é muito importante.

No início de 2013, depois de 2 anos parada, eu voltei a fazer atividade física e mudei meus hábitos alimentares, o que me fez emagrecer e não engordar mais. Hoje faço treinamento funcional cinco vezes por semana, as vezes faço corrida (de leve) e agora estou incluindo a bicicleta na minha rotina de treinos para acelerar meu metabolismo e assim queimar mais gordura, e também melhorar meu condicionamento físico.

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Ponto de partida: Beira mar norte

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Paradinha no bairro João Paulo, descanso de dois minutos antes da volta.

Foram quase 15 km dessa vez, não foi muito, mas as pernas chegaram bambas e a sensação depois é muito boa… eu quero mais!

Como vocês já sabem, a Aline usa a bike como esporte há mais tempo, inclusive para viajar. Em breve traremos relatos dessas viagens. 😉

Beijinhos… Michelle.

 

 

Cycle Chic

No post anterior, onde a Aline fala um pouco da história dela com a bicicleta e de onde ela começou a buscar referência para se vestir na hora de usar a bike como transporte, ela cita o Cycle Chic. Você já deve ter ouvido essa expressão por ai, mas sabe de onde veio?
O termo Cycle Chic surgiu em Copenhague na Dinamarca, uma das cidades mais bem adaptadas ao ciclismo, e foi usada pelo fotografo Mikael Colville-Andersen quando criou seu blog em 2007 com retratos de pessoas estilosas, especialmente mulheres, com suas bicicletas no dia a dia, o  Copenhagen Cycle Chic.

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No fim das contas, Cycle Chic virou sinônimo de algo que já existe desde que a bicicleta foi inventada em 1880: pessoas comuns, sem aparatos especiais, em cima de bicicletas. O próprio Mikael Colville-Andersen disse certa vez em entrevista para o jornal britânico The Guardian que seu objetivo é fazer com que as pessoas olhem a bicicleta como transporte cotidiano e não apenas como esporte ou hobby. Ele defende a ideia de que você não precisa mudar o jeito de se vestir em razão do meio de transporte que usa, pode chegar bem vestido ao destino como se tivesse usado táxi, carro ou ônibus.

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Muita gente sabe que na Europa essa prática é muito comum, são diversas as cidades em que a bicicleta é um meio de transporte bem popular. Além de Copenhague tem Amsterdã, Londres, Paris… E com certeza você deve estar pensando que é só lá que funciona.
Por enquanto, infelizmente, no Brasil é mais complicado. Além da questão da cultura do brasileiro supervalorizar o carro, o governo incentiva cada vez mais a compra deles, havendo cada vez mais carros nas rodovias, quando estas já não suportam mais tanto tráfego. Ainda tem a questão da educação do motorista brasileiro, que muitas vezes mal conhece as leis do código de trânsito, provocando muitos acidentes que poderiam ser facilmente evitados
Mas isso pode e deve mudar! Só que somos nós que precisamos mostrar para as autoridades do que nossas cidades precisam. É necessário mais infraestrutura, incentivo e educação. Cobrar deles ações que melhorem a qualidade de vida da população no quesito mobilidade, assim como campanhas de conscientização dos motoristas. Sabemos que a bicicleta não é a única solução para os problemas atuais de mobilidade urbana, mas pode ser boa parte dela!
E quanto mais pessoas aderirem a bicicleta como meio de transporte e reivindicarem seus direitos, mais pressão será feita sobre o poder público e mais rápido as mudanças vão começar a acontecer. As cidades precisam ser repensadas para as pessoas, pois com certeza, dentro de um carro em um engarrafamento não é a melhor maneira de viver o que sua cidade tem a oferecer.
Então coloque uma roupa bacana que você goste de usar, que se sinta confortável e experimente ir ao mercado. Eu lembro que fazia isso com muita frequência quando era criança. Sempre que minha mãe pedia para ir comprar alguma coisa, eu ia de bike… era tão fácil, tão bom… porque hoje tiramos o carro da garagem para tudo?!

 

Fontes de pesquisa: www.revistabicicleta.com,  www.euvoudebike.com

Bicicletas, moda e um caso de amor…

Como esse é um espaço para compartilhar histórias e dicas sobre o mundo das bicicletas, nada mais justo que começar contando a minha história, o meu caso de amor com as bicicletas.

Sempre curti bicicleta, aprendi a pedalar em uma que herdei do meu irmão mais velho e que nem freio tinha! Depois dessa tive mais uma que também foi herança do mano, ele cresceu, ganhou outra e eu fiquei com a velha… Até que lá pelos 12 anos ganhei uma novinha, Caloi Ceci branca e com cestinha! Quanto amor! Não largava mais, durante a noite ela ficava guardada no meu quarto… <3

Mas depois veio a adolescência, outros interesses e acabei esquecendo das bikes.

Entrei pra faculdade, me tornei adulta e nunca mais dei uma pedaladinha sequer. Trabalhei dos 20 aos 32 anos numa empresa de telecomunicações, fui gerente de loja em shopping por muito tempo e sempre curti (e ainda curto!) andar bem arrumada, de carro, viajando, badalando… peruando por aí, digamos assim. Morava a 5km do shopping e ia trabalhar de carro todo santo dia.

Depois que deixei de trabalhar nessa grande empresa, resolvi empreender e trabalhar com o que mais gostava e desde criança me relacionava, moda. Nessa mesma época eu já praticava corrida como esporte, e meu marido me reapresentou a bicicleta, seu mais novo interesse esportivo. Começamos então a usar a bicicleta como esporte, mas eu ainda não curtia tanto pedalar como era com a corrida. Eu não conseguia acompanhar o ritmo dele, ficava sempre para trás e acabava não sendo prazeroso, era até um pouco martirizante pra mim. Como forma de incentivo, ele me deu uma bike de presente, uma bike pra eu chamar de minha e para finalmente tomar gosto pelo esporte e o acompanhar mais…  E fomos então atrás de grupos de ciclistas para acompanhar, aprender a pedalar corretamente, a dar manutenção na bicicleta, etc.

Conhecemos novos amigos, gente que pedala só por esporte e gente que usa a bicicleta pra tudo. Tudo mesmo!  Fomos experimentando usar as bicicletas no dia-a-dia, e deixando que elas invadissem cada vez mais nossa rotina.

Mas como fazer para ir de bicicleta ao centro da cidade, por exemplo, sem parecer um ser de outro planeta? E foi pesquisando que conheci o estilo Cycle Chic, vi que era possível andar de bicicleta usando roupas casuais, ir ao trabalho, ao supermercado, ao centro da cidade, tudo isso usando roupas mais formais, sem deixar a feminilidade de lado e sem morar na Europa! Assim, fui me encantando e praticando cada dia mais o uso da bicicleta como meio de transporte. Hoje uso muito mais a bicicleta do que o carro e cada dia ouso um pouco mais, até já consigo pedalar usando sapatos de salto alto!

Bom gente, aos poucos vamos compartilhando sobre a vida de ciclista, que tem sim suas dificuldades já que a cultura do brasileiro é totalmente voltada para a supervalorização do automóvel, mas as vantagens que se tem ao se tornar adepto da bicicleta são incontáveis! Queremos mostrar que é possível sim usar a bicicleta no seu dia a dia sem perder a feminilidade. Mulher pode pedalar e manter seu estilo, sim!

Beijos, Aline…