5 Dicas Preciosas de Manutenção na Bike

Bicicleta boa é aquela que a gente pega e sai andando com ela sem fazer barulho, sem ranger, sem estalos, com câmbio regulado, freando bem e rodando solta, leve.  Enquanto ela é novinha, recém comprada é bem fácil, mas como conseguir manter isso na bicicleta depois de um tempo de uso? Nosso conselho é de que você faça regularmente uma manutenção na bike. Leve sua bicicleta para fazer revisão numa bicicletaria de confiança, verificar troca de pastilhas de freio, corrente ou outras peças que com o tempo  desgastam. De quando em quando? Vai depender da frequência que você a utiliza, então é bom sempre estar atento.

manutenção de bike

imagem: grupodabike.blogspot.com.br

Mas tem alguns cuidados que você pode tomar em casa regularmente, que ajudam a manter sua bicicleta bacana por um bom tempo, evitando desgastes muito rápidos das peças e aqueles barulhos indesejáveis, veja:

1 – Pneus sempre calibrados – importantíssimo! Já vi gente achando que a bicicleta estava ruim, parecendo que carregava um caminhão enquanto pedalava, quando só precisava calibrar os pneus. Mas qual a pressão que se coloca? Observe no próprio pneu, ele vai dizer a pressão máxima, recomenda-se  colocar no máximo  até 10% abaixo do recomendado, nunca a pressão máxima indicada . Pode calibrar no posto de gasolina mesmo, ou se for usar bomba de encher pneu que não tenha indicador de psi, encha até sentir que o pneu está duro o suficiente para você não conseguir apertá-lo com os dedos.

2 – Manter a bicicleta limpa –  passar um pano úmido sempre que você volta da rua é básico. Caso ela esteja com muita areia ou barro na corrente, deixe secar e retire essa sujeira com uma escovinha de dentes. Se ainda ficar acumulado, use um pincel embebido em querosene para limpar essa área. Já ouvi dizerem para evitar jatos de água para lavar a bicicleta, mas confesso que quando volto daqueles pedais off road, com muita areia, barro ou maresia gosto de dar banho de mangueira na minha bichinha e nunca tive problema por isso. Só não jogo jato de água nos cubos e movimento central e jamais use lavadora de pressão!

3 – Lubrificar –  Depois da bicicleta limpa e seca, lubrificar a corrente com óleo seco vendido em bicicletarias (não usar WD-40 que é desengordurante, use o óleo lubrificante seco.). Ou mesmo quando a corrente começa a ranger, colocar uma gota de óleo em cada elo da corrente girando o pedal para trás lentamente, cuidando para não respingar óleo nos freios e retirando o excesso de óleo segurando um pano limpo abaixo da corrente e girando novamente o pedal para trás.

4 – Checagem dos freios – faça uma checagem periódica dos freios (sempre que for sair com a bicicleta). Aperte com força separadamente o freio dianteiro e o traseiro. Se ao frear a bicicleta continuar deslizando mesmo que levemente, há que trocar as sapatas se for freios V-Brake  ou regular as pastilhas girando-as muito delicadamente se for freios a disco. Caso não seja mais possível girar as pastilhas para regulagem, corra numa bicicletaria para trocar as pastilhas por novas.O mesmo deve ser feito no caso das sapatas do freio V-brake estarem desgastadas. Ah, e não tente regular os freios depois de uma descida longa, elas estarão quentes a ponto de fritar sua pele.

5 – Checagem dos cabos de freios e câmbio – observe sempre se há algum cabo de freios ou câmbio descascando. Se isso ocorrer, leve sua bicicleta imediatamente a uma bicicletaria para troca dos cabos.

Com esses cuidados você consegue manter sua bike sempre pronta pra usar e também perceber com mais agilidade a necessidade de trocar alguma peça ou levar para a revisão.
Para os interessados em saber mais sobre mecânica de bike, reformas, pneus , acessórios e ferramentas, há um ebook completo sobre o assunto, o Curso Bicicleteiros do Brasil, escrito pelo Cabral Veríssimo, disponibiliza até certificado para quem tem interesse em trabalhar na área. E para quem só quer aprender a cuida da sua mesmo, é um excelente guia. Saiba mais aqui.

😉

Ciclovia da Av. Paulista em São Paulo

Semana passada a ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, foi inaugurada. Entre discursos de amor e ódio, entendemos que quem ganha é a população da cidade.
A gente sabe que existem milhões de pessoas no mundo, cada uma com seu modo de pensar e enxergar as coisas, com diferentes preferencias políticas, e  modo de defender seus interesses. Mas não temos como não entristecer diante de tantas manifestações contra as ciclovias de São Paulo, gente mais preocupada com seu próprio umbigo, ou simplesmente por briga partidária, que acaba ficando cega para as necessidades da população como um todo. É claro que é muito confortável assistir a vida passar de dentro do seu carro, com ar condicionado e sua playlist preferida tocando no iPod, mas nem sempre é o melhor em termos de qualidade de vida (estamos falando de mobilidade, de se deslocar rapidamente e ter certeza do tempo que vai levar do ponto A ao B). Acontece que isso não é mais possível, continuar fomentando uma prática individualista e insustentável vai nos levar ao completo caos.
Em entrevista ao G1, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse: “É uma vitória do ativismo a favor da sustentabilidade. Isso não é questão partidária. É um erro tratar isso do ponto de vista partidário. Nós estamos cometendo um grave erro. Todo mundo tem que apoiar certos projetos: metrô, faixa de ônibus, ciclovia. Isso tem que ser suprapartidário. Estão cometendo um erro fomentando a intolerância. Isso não leva a sociedade a lugar nenhum. Existe o espaço da disputa e existe o espaço do consenso. A gente tem que reaprender a lidar com os consensos para não colocar a perder o bem estar social”.
Florianópolis, e as demais cidades do país, precisam urgente de pessoas com esse tipo de visão no poder. Floripa tem tudo para ser uma cidade ciclística, paisagens belíssimas, muitos trajetos em terrenos planos, morros com inclinações “pedaláveis”, clima propício e uma população fisicamente ativa, que gosta de esportes e é atenta a saúde.
Incentivar o uso da bicicleta na sua totalidade (isso inclui transporte), implantando ciclovias bem feitas, só traz ganhos para a cidade:

– Preserva a integridade do ciclista;
– Melhora a saúde pública de forma geral, menos gasto com remédios;
– Menos poluição;
– Diminui o número de carros nas ruas, diminuindo assim o número de acidentes;
– Estimula o comércio, pois as pessoas não precisam de vagas de estacionamento para frequentar o local;
– É bom para o turismo;
– Diminui o estresse da população; e por aí vai…

Ciclovias são importantes para as cidades sim, e não se trata de ser contra os veículos particulares, e sim uma busca pelo equilíbrio entre pedestre, o ciclista, usuário do transporte público, e transporte motorizado individual. Se mais gente se sentir confiante de usar a bicicleta pra se deslocar, menos carros estarão disputando espaço nas ruas, e quem realmente precisa da rua livre e rapidez pros deslocamentos de carro e ônibus, vai ter!
Floripa também quer e precisa de ciclovias. Sonho seria as autoridades daqui se espelharem nesta iniciativa e perceberem a importância de proteger a vida do ciclista e estimular o uso da bicicleta como aliada no planejamento do crescimento das cidades.

Enquanto isso, numa das míseras ciclofaixas de Floripa, nossos motoristas:

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Autor do vídeo: Ari Laercio Boehme
E você, qual sua opinião? Quais os ganhos que a população teria se tívessemos mais ciclovias em Florianópolis?

A charmosa caixa de madeira para bicicletas

Quem usa a bicicleta no seu dia a dia, como meio de trasporte para  cumprir suas tarefas, está sempre buscando alternativas para deixar sua bike mais funcional. Transportar coisas na bicicleta acaba sendo uma das questões que impossibilitam as pessoas de usá-la com mais frequência.
Ir ao mercado, por exemplo, torna-se uma tarefa trabalhosa para quem não tem acessórios eficazes para trazer as compras de um jeito seguro. Alguns usam mochilas, ou alforjes, mas reclamam que pela forma como as coisas são organizadas dentro das bolsas, acabam sofrendo avarias, frutas e verduras são as que mais sofrem… Uma boa solução para isto é o uso de caixa de madeira para bicicletas que podem ser acopladas na magrela. Porém, não é qualquer caixa que se consegue fixar com facilidade ao guidão, e nem é qualquer caixa que além de funcional ainda deixa sua bike mais estilosa.
Há alguns dias conhecemos a Traditional Bike Box, caixas que são feitas em MDF junto com técnicas de envelhecimento. As caixas são tanto para a dianteira quanto para a traseira. São leves, estáveis e fáceis de serem ajustadas. Vêm com um kit que inclui o suporte para a caixa ser fixada na bike.
tradicional bike box, caixa de madeira para bike
O produto foi desenvolvido por Luciano e Verônica, um casal que veio do Rio Grande do Sul para Balneário Camboriú, SC, há quase um ano, e aqui encontraram condições para fazer da bicicleta seu meio de transporte, como tanto sonhavam na antiga cidade.
O Luciano é psicólogo e Verônica jornalista, depois de algumas viagens que fizeram para fora do Brasil (Europa, EUA, África do Sul), viram que era muito comum ter uma “caixa” de madeira junto a bike para transportar o que quiser, muitas pessoas usavam caixas de vinho para isso, então as ideias começaram a surgir e eles foram dando uma identidade para a caixa até chegar na Traditional Bike Box.

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

“Queríamos uma caixa com um aspecto vintage e com um ar de elegância, do mesmo modo uma caixa básica e clássica. Pensamos diversos tamanhos, formatos, cores, nomes e logomarcas até chegar ao produto final. Nisso foram vários meses de ideias e testes. Fazemos um trocadilho com o senso comum da palavra Traditional (Tradicional), onde buscamos demonstrar que o Traditional depende do universo particular de cada um.
Hoje temos a marca Traditional Bike Box, a caixa para bicicleteiros. Produzidas artesanalmente, uma a uma, com carinho para o bicicleteiro.”

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

As medidas são 29x20xh19cm para as caixas dianteiras e 29,5x21xh20cm para as caixas traseiras. E você encontra essas belezinhas aqui na nossa loja vitual.
Para quem quiser acompanhar as novidades, é só acompanhar a Traditional Bike Box no Facebook: clique AQUI

tradicional bike box, caixa de madeira para bike
Sempre existem opções para quem quer mudar de hábitos e melhorar sua qualidade de vida… fazer compras de bike não é  um problema, as alternativas são inúmeras e para todos os gostos, é só querer. 😉

 

 

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Viajar de bike: do Chuí à Montevidéu – Parte 2

Fim de semana chegando, logo mais temos o feriadão de Páscoa chegando, vem aquela vontade de fazer algo diferente… Que tal viajar de bike? Para dar uma inspirada e de repente aquele empurrão, seguimos com o relato da cicloviagem do casal aventureiro Aline e Ari, com as histórias do terceiro e quarto dia da cicloviagem no Uruguai.

Terceiro dia: Cabo Polonio – La Paloma

Viejo Lobo HostelApós o café da manhã improvisado, nos despedimos de Luiz, o Viejo Lobo, pegamos acentos na jardineira que nos levaria novamente a estação rodoviária, com a angústia de chegar logo e ver como estavam Thelma e Louise. Ufa, tudo certo com elas, arrumamos a bagagem toda nas meninas e rumamos para La Paloma, nosso destino depois de 57 quilômetros.

Perto do meio dia, estávamos passando por La Pedreira e resolvemos entrar para conhecer, pois as indicações eram sempre favoráveis, e precisávamos providenciar o almoço e a janta, que seria novamente no hostel.

Pierrette e RolandFoi na porta do pequeno supermercado de La Pedreira que encontramos, pela primeira vez, aqueles que seriam nossos companheiros de viagem pelos próximos dias: Pierrette e Roland. Casal de franceses, viajam o mundo sobre uma bicicleta tandem, pelo menos dois meses por ano, a vinte anos! Animadíssimos, tentamos conversar de todas as formas possíveis, pois eles só falavam francês, e nós além do portunhol, só o inglês macarrônico! Mas no final sempre nos entendíamos. Deixamos os franceses em La Pedreira e seguimos para La Paloma, com as compras feitas e o lanche do meio dia feito.

Retas e Retas

Aqui tivemos nossa única surpresa negativa em relação às reservas feitas: quando chegamos ao Serena Blues Hostel em Playa del Arachania, ele estava fechado! Como ainda era cedo, rumamos para La Paloma, passamos no serviço de atendimento ao turista e fomos procurar por um hostel para a noite.

Depois de alguma pesquisa na internet, uma Patricia e um pratão de “papas fritas”, rumamos para o La Balconada Hostel, na praia de Balconada. Jantamos nossa providencial massa com lingüiça e molho de tomate, junto com os vários surfistas brasileiros, alemães e americanos que também estavam no hostel. Dormimos cedo, pois nosso próximo dia nos traria pelo menos duas incógnitas: a Laguna Rocha e no mínimo 90 quilômetros de estrada.
Quarto dia: La Paloma – Punta del Este

La Balconada HostelEste seria o dia em que, se o planejado não desse certo, seria um problemão: teríamos que pedalar 12 km até a Laguna de Rocha, achar uma pescadora (D. Olga) que disseram poderia nos atravessar de barco a tal Laguna e então se tudo desse certo, seguir viagem por mais 80 quilômetros. Caso desse errado, teríamos que voltar os 12 km, fazer uma volta de 30 km circundando a Laguna e daí fazer os outros 80 km restantem ou seja, um pedal de 144 km!!

Seguimos então para a vila de pescadores da Laguna del Rocha, uma linda pedalada com visual incrível! Chegando lá, perguntamos a duas senhoras onde poderíamos encontrar a D. Olga. Nos disseram que ela morava na última casa da vila. Identificamos a casinha branca ano fim da fila e para lá rumamos. Batemos palmas em frente à casa e um senhor veio nos atender. Perguntamos se ali morava a D. Olga, ele confirmou e foi então chamá-la. Lá de dentro veio então ela, que seria o nosso Anjo do dia.

D. OlgaCom 65 anos, D. Olga nasceu neste local e ali vive desde então, sendo pescadora de camarões na Laguna. E quando precisam, ela atravessa os ciclistas em seu pequeno barco, cobrando 100 pesos por pessoa. Thelma e Louise embarcadas, seguimos para o outro lado da Laguna, que durante alguns períodos do ano, quando o volume de água na lagoa não é muita e a maré ajuda, até dá passagem à pé pela praia. Mas como este ano choveu muito em janeiro e fevereiro no Uruguai, a lagoa estava com bastante volume de água e a única forma de atravessarmos seria então com a providencial ajuda de D. Olga (telefone 098801921).

Ferry José IgnácioCom a travessia vencida em 30 agradáveis minutos, ouvindo as histórias da D. Olga, despedimo-nos e colocamos as meninas no areião, pra seguirmos viagem, um trecho de 50 km de estrada de chão, até a Laguna del Garzon, que atravessamos em um pequeno ferry-boat e rumamos para a graciosa vila de José Ignácio.
Após nosso lanche, feito em frente ao farol, seguimos para Punta del Este, nosso destino final do dia, antes passando pela cidade de La Barra e cruzando a famosa Ponte Leonel Vieira, mais conhecida por ponte ondulada.

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Ponte Ondulada – Uruguai

Como iríamos passar em frente a famosa escultura dos Dedos no caminho de nosso hostel, resolvemos parar para uma foto. Que martírio, o local é o ponto mais frequentado de Punta, e principalmente por brasileiros, todos querendo um “recuerdo” onde apareçam sozinhos na foto. Hahaha… nem a pau Juvenal…

DedosEm Punta tiramos um dia de folga, para descansarmos e conhecer a cidade. Bem, não há muito pra se ver, a não ser que se goste muito de ver prédios moderníssimos e mansões, todos irremediavelmente fechados fora da temporada. Até os restaurantes e uma boa parte das lojas também fecham. Bem, tem o Conrad também… e só!

Pierrette e Roland - PuntaAproveitamos nosso dia de folga e fomos novamente a escultura dos Dedos, atrás da tão almejada foto, e quem por lá encontramos? Sim, Pierrette e Roland, os franceses, que não tinham nossa dica da travessia da Laguna Rocha com a D. Olga, e tiveram que fazer os 140 km entre La Paloma e Punta. Estavam exaustos e estavam seguindo para Piriápolis. Fotos daqui, histórias dali, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo.

Em breve um último post com os dois dias restantes da viagem… aguardem.

Você pode também pode conferir  o post na íntegra no bloga2.wordpress.com, onde foi postado originalmente.

Como andar de bike usando salto alto

Sempre fui adepta do salto alto e apesar de atualmente usar bem menos do que nos meus 20 e poucos anos, ainda tenho paixão por esse tipo de calçado… Acho elegante, me faz sentir mais bonita e feminina.

E desde que comecei a usar a bicicleta no meu dia-a-dia, sentia falta de usar esse tipo de calçado. Tem dias em que acordo com essa vontade, de me sentir mais arrumada… Ao mesmo tempo, não queria ter que carregar o sapato no bagageiro pra trocar ao chegar, pois como subo 2 lances de escadas carregando a bicicleta para o escritório, economizo o quanto posso de peso, sempre.

Foi então que comecei a sonhar com o “dia em que eu iria pedalar de salto alto”.  Em minhas pesquisas no Google, via muitas imagens de mulheres de salto alto na bike, mas demorei pra me sentir a vontade em ligar o botão “que se dane quem me olhar torto na rua”.

Escolhi um sapato confortável o suficiente, um scarpin não muito alto, pra fazer o teste. E AMEI! Cheguei no trabalho me sentindo a mulher mais descolada da cidade, andando de bike de salto alto e na maior naturalidade… 😛

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A partir desse dia, não deixo mais de usar meus sapatinhos pra ir ao trabalho de bike quando quero e uso os de salto fino, salto grosso e anabelas…

Porém, para quem quer tentar, faço algumas recomendações:

– Use sempre a parte da frente dos pés para pedalar, NUNCA encaixe o pedal naquele vão entre o salto e a parte da frente do sapato, pois pode trancar o pé quando você precisar tirar os pés do pedal para parar e você irá cair.

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– a sola do sapato não pode ser muito lisa, pois vai escorregar e pode provocar algum acidente;

– Sapatos de plataforma NÃO são indicados, dificultam o equilíbrio e a pedalada;

– Saltos muito altos e finos também NÃO são indicados, podem virar seu pé na hora em que precisar parar bruscamente.

– Em distâncias longas pode ser muito desconfortável o uso do salto alto, nesse caso é melhor levar o sapato no bagageiro e trocar no seu destino.

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Cicloturismo – Circuito do Vale Europeu em SC – Dia três

Eis que chega o relato sobre o último dia de viagem do casal pelo Vale Europeu com dicas para quem se empolgou e quer se aventurar no cicloturismo ou até mesmo enfrentar esse mesmo percurso.

Terceiro dia: Palmeiras – Timbó / Timbó – Rodeio

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Café da manhã tomado, câmara remendada e começamos nosso último dia de pedal. Aqui tínhamos mais subidas logo pela manhã, mas a paisagem nos deixava encantados, paredões de pedra ao fundo da barragem, muitas flores, o canto dos pássaros…

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Fomos seguindo em nosso ritmo, até que chegamos numa descida de 2,5km muito íngreme e ao final dela um lindo rio, e uma ponte coberta, com mesas e uma churrasqueira. Bacana! Ali paramos para o nosso almoço-lanche.

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Continuamos nossa rota, o dia ficou nublado, porém ainda quente. Passamos por charmosas casas enxaimel, gente na janela que acenava e percebemos que a cidade começava a se aproximar.

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Chegando no centro de Timbó paramos para ver o mapa e ver como chegar ao Tapyoka, fomos alcançados por dois ciclistas locais que estavam fazendo seu pedal matinal, perguntaram se queríamos ajuda. Como estavam indo para o mesmo local, nos guiaram até lá e foi então que chegamos e brindamos com um delicioso chope artesanal a nossa chegada!!

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Almoçamos lá mesmo (uma massa deliciosa!) e logo depois chegou o Maurício, ciclista que tínhamos conhecido no jantar em Doutro Pedrinho. Ele disse que depois de nos ouvir falar que faríamos dois trechos do Circuito no mesmo dia resolveu fazer o mesmo e antecipar em um dia seu retorno a SP.

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Ainda tínhamos mais 18km até a cidade de Rodeio onde tínhamos deixado nosso carro na primeira pousada, subimos nas magrelas novamente e aceleramos o pedal, pois um temporal se anunciava…

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Chegamos na pousada a tempo, ainda tomamos um refrescante banho e depois seguimos felizes no ar-condicionado até Florianópolis. 😉

Considerações finais:

– Evite ir no alto verão (entre dezembro e fevereiro), mesmo com todo o preparo e planejamento que tínhamos foi muito mais difícil do que se fôssemos em outra data. Evite também a época das festas de outubro, quando as rodovias ficam cheias de turistas, principalmente na parte baixa do circuito.

– faça um bom planejamento de água e alimentação pois são poucos os pontos de reabastecimento no meio dos trajetos.

– Especialmente na parte alta, as montanhas são longas e duras, faça treinos de subida, de preferência usando os alforges, para que as pernas aguentem sem reclamar. Fizemos o dever de casa e sabemos que foi muito útil.

– Se não for com carro de apoio, leve somente o necessário de bagagem (considerando sempre o clima daquela região no período escolhido), o necessário mesmo! Quase levei um livro pra ler e se o tivesse levado acho que deixaria de doação para o primeiro que encontrasse no meio das montanhas!

Resumo:

Resumo

 

Gastar mais de 14.000 calorias em uma viagem não é nada mal hein? rs

Galera, quem quiser entrar em contato com o casal para saber mais pode nos escrever por email, eles estão sempre dispostos a ajudar ou apenas conversar sobre bicicletas e afins. 😉

 

Post publicado originalmente em bikea2.wordpress.com

 

Viajar de bike – Circuito do Vale Europeu em SC – Dia dois

Semana passada falamos sobre viajar de bike e começamos a contar aqui  como foi a primeira viagem de bike feita pela Aline e o Ari, no Vale Europeu aqui em Santa Catarina. E hoje a historia continua, com o relato do segundo dia.

Segundo dia: Doutor Pedrinho – Alto Cedros / Altos Cedros – Palmeiras.

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Nesse dia faríamos dois trechos do Circuito em um dia só, para podermos fechar 3 dias de viagem. Saímos cedo como programado, tomamos nosso café, preparamos mais sanduíches para o dia, pegamos as caramanholas no freezer do hotel, as quais deixamos congelar com água para nos aliviar o calor do dia, e saímos a pedalar…

Cicloturismo

A parte da manhã foi muito tranquila, tinham subidas mas pedalamos boa parte na sombra.

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Pouco mais de meio-dia, chegamos em Alto Cedros, uma barragem lindíssima, com muitas casas à beira da água e hortênsias por todo lado.

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Seguimos um pouco mais antes de parar para o almoço, escolhemos uma pequena cachoeira na beira da estrada para sentarmos à sombra e então lanchar. Tínhamos plano de ficar ali por 1 hora descansando, mas logo que terminamos nossos sanduiches pararam 3 carros na beira da estrada e deles desceu uma enorme família com crianças, churrasqueira, cachorro e periquito e perguntam se íamos ficar muito tempo ali porque queriam “acampar”. Como não íamos ficar a tarde toda dissemos que podiam ficar e cedemos o espaço, juntamos nossas coisas, retocamos o filtro solar e seguimos viagem.

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Já passava das 13h quando recomeçamos a pedalar, a temperatura estava alta demais, não havia uma sombra sequer, as subidas não acabavam nunca, a água para beber estava ficando quente, até que achamos uma sombra bem pequena e ficamos sentados ali por uns 20 ou 30 minutos, de onde eu avistava uma casa com uma criança tomando banho de chuveirão na rua, e que inveja que eu fiquei!! Essa tarde foi a parte mais difícil da viagem, onde o calor realmente estava nos castigando.

Em compensação, não nos cansávamos de admirar o visual em nossa volta…

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Mais um pneu furou, o da minha bike. Paramos para trocar a câmara e meus pés doíam muito, inchados pelo calor e esforço. Comecei a ter câimbras, resolvi usar o tênis do Ari tamanho infinitamente maior que meus pés, que por sua vez estava usando sapatilhas e não precisava deles. Algumas vezes precisamos parar e bater nas casas de família pedindo água, pois nosso estoque acabava logo ou esquentava e fomos muito bem recebidos, gente simples, simpática e acolhedora. Sempre nos dando mensagens de incentivo.

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Já víamos a barragem de Palmeiras lá embaixo e numa das curvas com a terra muito seca o Ari escorregou e caiu! Sua primeira queda com as sapatilhas clipadas. Momento tensão: será que quebrou algo? Mas não foi nada grave, apenas joelho ralado. Ufa! Paramos em uma queda d’água onde nos refrescamos mais um pouco, ele lavou o machucado e seguimos até achar a pousada que tínhamos reservado – Casa das Palmeiras. Mais uma vez fomos muito bem recebidos, o simpático casal dono da pousada nos recebeu com duas latinhas de cervejas geladíssimas e um jantar delicioso: massa, galinha caipira, salada, farofa e sobremesas. Comemos muito bem e dormimos uma noite bem mais fresca que a anterior, entrando pela janela do quarto uma brisa que vinha da barragem.

Semana que vem tem o terceiro e último dia dessa trip!

 

Postado originalmente em bikea2.wordpress.com

O que fazer com a maquiagem quando você vai de bike?

Hoje vim falar de um assunto essencial para muitas mulheres, a maquiagem. Se você está se empolgando em começar a ir para o trabalho de bike, certamente já pensou: mas e a maquiagem, como faço para não chegar com tudo derretido ou borrado no trabalho? Bom, vou falar do que tenho experimentado nos meus dias e tentar ajudar você a lidar com a maquiagem quando você vai de bike…

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Estamos na Primavera, o calor já aumentou e manter o glamour até chegar ao trabalho pode ser desanimador pra quem não dispensa a maquiagem como eu. Nas minhas experiências indo para o escritório de bike, fui testando e descobrindo o que funcionava pra mim e vou dividir aqui com vocês como fazer quando o clima está assim “caliente”:

– Saia de casa mais cedo e pedale mais devagar, isso vai evitar a transpiração excessiva, vai parecer que você foi caminhando;

– Não leve mochila ou bolsa nas costas, prenda-a ao bagageiro ou cestinha, a sensação de frescor durante o percurso fará você transpirar menos;

– Se puder, escolha trajetos com mais sombras;

– Programe-se para chegar pelo menos uns 15 minutos antes do horário e vá ao toillette para refrescar-se, desacelerar e esfriar o corpo;

– Em dias assim mais quentes eu saio de casa só com o filtro solar, corretivo e um óculos de sol bem grande no rosto e faço a maquiagem depois de chegar no trabalho e esfriar o corpo, aí sim eu capricho;

– Lenços umedecidos e uma toalhinha na mochila podem ser muito úteis em qualquer momento.

Sabemos que  deixar o carro em casa para ir de bike trabalhar não acontece assim da forma mais natural do mundo, merece paciência na adaptação. Mas lembre que você está fazendo uma opção, precisa boa vontade, criatividade e bom-humor! 😉

E você, faz algo diferente ou tem algum truque que pode compartilhar conosco? Conta aí!

Evento – Papo sobre Cycle Chic

Essa semana vamos participar de um evento super bacana e queremos convidar vocês, leitores do blog.

Um papo sobre Cycle Chic, pedalar com as roupas do dia a dia.

Naiara Lima, é expert em usar a bike no dia-a-dia e vai dividir conosco dicas e técnicas que aprendeu na prática. Não é o máximo?

– Para quem anda de bicicleta e quer novas técnicas de como se vestir;
– Para quem não pedala, mas tem vontade;
– Para quem pedala no maior glamour e quer compartilhar suas ideias também;
– Para quem está revoltado com o preço da gasolina.

O evento é grátis e acontece nesta quinta-feira dia 20/11 na Bicicletaria Garupa a partir das 19h.

Endereço: Rua Francisco Goulart, 42 – loja 6 – Trindade – Florianópolis.

E vai ter pipoca! 😀

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Imagem: Vinícius Leyser da Rosa

 

Por um mundo com mais glamour e menos lycra!

Nos vemos lá!

 

 

 

 

 

Pedalar em grupos

Como falei no primeiro post desse blog, logo que eu e o Ari começamos a pedalar, procuramos grupos de ciclistas para acompanharmos. Queríamos nos enturmar e aprender com o pessoal que já pratica o ciclismo há mais tempo aqui em Florianópolis. Outro motivo para pedalar em grupos é a segurança, pois principalmente quando se pedala à noite, quanto mais bicicletas reunidas (sempre utilizando itens de segurança) mais facilmente seremos vistos pelos motoristas, evitando surpresas desagradáveis.

Quando se pedala em grupo há muita troca de experiência e isso também ajuda a se ambientar logo com componentes da bicicleta, como cuidar, o que precisa levar e até como troca a marcha (pois é, no começo nem isso eu sabia!).

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Outro ponto positivo é que você vai conhecer muitas outras rotas, lugares diferentes, ou até mesmo lugares que já conhecia, mas pedalando você vai descobrir detalhes que jamais teria visto da janela do carro, pode apostar!

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Mas o melhor de andar em grupo é que você irá ganhar muitos e bons amigos! Não importa de onde vem, quanto ganha ou o que faz, você vai conhecer gente que já pedala há muito tempo ou nem tanto, e que sempre tem algo para somar, o companheirismo é incrível! Sempre vai ter alguém pra te dar uma dica ou mesmo pra ajudar a trocar um pneu que furou…

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Logo logo, você não vai mais querer perder o pedal, não só pelo condicionamento que já adquiriu, mas pra ver os amigos! Aí como dizem, vira vício dos bons!! 😀

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Informe-se sobre grupos de ciclismo na sua cidade. Aqui em Floripa tem pra todos os níveis, desde o iniciante até o avançado/pro, e se quiser também tem grupo só de meninas! O Blog Bicicletopolis fez um mapa bem atualizado de onde sai cada grupo e dias da semana, confira lá!

E aí, tá esperando o que pra começar?