Cabelos e bicicletas: dicas para deixar os fios domados

Você esta planejando ir para o trabalho de bike mas está preocupada com o cabelo?
Nós vamos ajudar você a chegar com o cabelo apresentável ao seu destino, dando dicas para deixar os fios domados, ok?

Independente se você for usar capacete ou não, é importante prender o cabelo, ou pelo menos parte dele. Você vai ter que prestar atenção em várias coisas ao seu entorno e não vai querer correr o risco de passar sobre um buraco e furar um pneu, por exemplo, enquanto estava tirando a franja do rosto, certo?

Agora… vai usar capacete? Ok, vamos lá:
É fato, o capacete vai amassar seu cabelo e tirar todo o volume dele. O que você pode fazer para diminuir um pouco o efeito liso colado na cabeça é prender a franja com um grampinho para o lado inverso ao que você costuma usar, isso vai levantar a raiz e na hora que você jogar o cabelo de volta vai fazer aquela ondinha que adoramos! E para quem gosta do volume no cabelo todo, fazer um coque baixo ou dois próximo do pescoço, torcendo o cabelo, vai mantê-lo protegido do vento e dar um efeito ondulado na hora de soltar. A aplicação de shampoo a seco na raiz dos fios também ajuda a manter o volume do cabelo e controlar a oleosidade do couro cabeludo.

coques

Os rabos de cavalo também são ótimos aliados na hora de pedalar. Se você for usar capacete o melhor é que eles também sejam presos próximos ao pescoço, para o amarrador não fazer pressão e machucar sua cabeça. O bom do rabo de cavalo é que você consegue refazê-lo sem maiores dramas quando chegar ao seu destino, ou então dá pra fugir do convencional e mandar um rabo de cavalo mais elaborado como esses abaixo:

rabo de cavalo

Trança é a melhor opção quando você tem pouco tempo e quer chegar com o cabelo pronto ao trabalho. Com ou sem capacete e dependendo do seu corte de cabelo, claro, a trança  mantem os fio no lugar por mais tempo.

Se você for habilidosa, existe uma infinidade de modelos de trançado para explorar!

Sem Título-2

No papo sobre Cycle Chic que fomos na semana passada, foi falado sobre os lenços e como eles podem ser versáteis. Eles podem ser usados por baixo do capacete para manter o cabelo cheiroso. Ele pode proteger seu cabelo do vento evitando o frizz. Ele pode também absorver o suor eventualmente. E o mais legal é que ainda dá para incrementar seu estilo fazendo amarrações diferentes e utilizando ele como turbante, não é demais?

lenços

 

Gostaram meninas? Conseguimos ajudar um pouquinho? 😉

 

Como andar de bicicleta usando saias e vestidos

Quando postamos sobre o que vestir para ir de bike, prometemos um post sobre como andar de bicicleta usando saias e vestidos sem constrangimentos, certo? Então hoje vamos dar algumas dicas de como usar essas peças tão femininas, que a grande maioria das mulheres adoram e gostariam de incluir no seu look do dia mesmo quando vão de bike.

Saber escolher o modelo da saia ajuda bastante:

saias

O modelo que mais favorece na hora de pedalar são as mais soltinhas e de tecidos leves.
Saia lápis geralmente não funciona. Porque elas são justas próximo aos joelhos, o que limita seus movimentos.
Saia maxi também não rola, é muito tecido solto, que pode acabar enrolando na coroa, ou no aro da bicicleta. A não ser que ela seja mais rente ao corpo com pouco volume de tecido, assim se consegue dar um jeito.

O comprimento  influencia bastante, quanto mais curta ela for, mais difícil vai ser de pedalar sem que apareça coisa que não deve, e se for de tecido muito leve a chance de ela levantar com vento (inclusive a parte de trás e aparecer seu bumbum) é maior. O ideal é que a saia fique pelo menos uns 5 dedos acima dos joelhos, assim você pedala confortável e sem preocupação.

vestidos

No inverno usar meia calça ajuda a nos deixar mais confiantes, e no verão um shortinho de lycra pode fazer esse papel. 😉

Massss… um truque genial pode colocar o shortinho de volta na gaveta e ajudar você com vários modelos de saia: o Penny In Yo’ Pants! Assista o vídeo abaixo e confira:

As meninas que tiveram a ideia afirmam que tudo o que é necessário fazer é colocar uma moeda por trás do vestido e amarrá-la pela frente, com o elástico de cabelos. E além da dica ser incrível, o mais legal é que o Penny In Yo’ Pants se trata de uma campanha em crownfunding para ajudar a equipe de ciclismo feminino do Afeganistão (que desafiam as leis do país, treinando para as Olimpíadas de 2020).

Uma alternativa também seria usar uma pregadeira (aqueles alfinetes que se usava em fralda de bebês, sabe?) para unir a parte da frente com a parte de trás da saia, só tomando cuidado com tipo de tecido, já que a pregadeira fura o tecido e pode deixar marcas ou puxar fio.

Outra questão que influencia na hora de usar saia é a regulagem do banco, se ele estiver muito baixo seu joelho subirá demais e junto com ele sua saia (ops!). Para regular, fique em pé ao lado da bike e observe se o banco bate na altura do seu quadril.
E ainda tem o tipo de bicicleta. Nas bicicletas femininas, o quadro permite que você comece a pedalar sem precisar levantar a perna para subir nelas. O que não ocorre nas bicicletas masculinas (em que o cano superior do quadro é mais alto), e fica um pouco incômodo na hora de subir na magrela. Mas calma! Também tem solução! Dá uma olhada nesse vídeo e aprenda como fazer.

Todas essas são dicas para você começar a experimentar o uso destas peças, não são regras fixas, então a partir do momento que começar a sentir mais confiante, pode testar outras formas: saias mais curtas, mais justas, mais rodadas… e ir sentindo se está confortável ou não. E depois conta pra gente, viu?!

Beijinhos!

Saia de saia na bike

Na semana passada, quando postamos sobre o que vestir para ir de bike, prometemos um post sobre como andar de bicicleta com saias e vestidos sem constrangimentos, certo? Então hoje vamos dar algumas dicas de como usar essas peças tão femininas, que a grande maioria das mulheres adoram e gostariam de incluir no seu look do dia mesmo quando vão de bike.

Saber escolher o modelo da saia ajuda bastante:

saias

Pinterest

O modelo que mais favorece na hora de pedalar são as mais soltinhas e de tecidos leves.
Saia lápis geralmente não funciona. Porque elas são justas próximo aos joelhos, o que limita seus movimentos.
Saia maxi também não rola, é muito tecido solto, que pode acabar enrolando na coroa, ou no aro da bicicleta. A não ser que ela seja mais rente ao corpo com pouco volume de tecido, assim se consegue dar um jeito.

O comprimento  influencia bastante, quanto mais curta ela for, mais difícil vai ser de pedalar sem que apareça coisa que não deve, e se for de tecido muito leve a chance de ela levantar com vento (inclusive a parte de trás e aparecer seu bumbum) é maior. O ideal é que a saia fique pelo menos uns 5 dedos acima dos joelhos, assim você pedala confortável e sem preocupação.

vestidos

Pinterest

No inverno usar meia calça ajuda a nos deixar mais confiantes, e no verão um shortinho de lycra pode fazer esse papel. 😉

Massss… um truque genial pode colocar o shortinho de volta na gaveta e ajudar você com vários modelos de saia: o Penny In Yo’ Pants! Assista o vídeo abaixo e confira:

As meninas que tiveram a ideia afirmam que tudo o que é necessário fazer é colocar uma moeda por trás do vestido e amarrá-la pela frente, com o elástico de cabelos. E além da dica ser incrível, o mais legal é que o Penny In Yo’ Pants se trata de uma campanha em crownfunding para ajudar a equipe de ciclismo feminino do Afeganistão (que desafiam as leis do país, treinando para as Olimpíadas de 2020).

Uma alternativa também seria usar uma pregadeira (aqueles alfinetes que se usava em fralda de bebês, sabe?) para unir a parte da frente com a parte de trás da saia, só tomando cuidado com tipo de tecido, já que a pregadeira fura o tecido e pode deixar marcas ou puxar fio.

Outra questão que influencia na hora de usar saia é a regulagem do banco, se ele estiver muito baixo seu joelho subirá demais e junto com ele sua saia (ops!). Para regular, fique em pé ao lado da bike e observe se o banco bate na altura do seu quadril.
E ainda tem o tipo de bicicleta. Nas bicicletas femininas, o quadro permite que você comece a pedalar sem precisar levantar a perna para subir nelas. O que não ocorre nas bicicletas masculinas (em que o cano superior do quadro é mais alto), e fica um pouco incômodo na hora de subir na magrela. Mas calma! Também tem solução! Dá uma olhada nesse vídeo e aprenda como fazer.

Todas essas são dicas para você começar a experimentar o uso destas peças, não são regras fixas, então a partir do momento que começar a sentir mais confiante, pode testar outras formas: saias mais curtas, mais justas, mais rodadas… e ir sentindo se está confortável ou não. E depois conta pra gente, viu?!

Beijinhos!

Começando pela ciclovia

Oi meninas! Hoje,  vim contar sobre o meu primeiro “pedal chic”  junto com a mana. Não que eu nunca tenha pedalado na vida. Mas quando eu andava de bicicleta, há 15 anos atrás, as coisas eram diferente. Eu morava em um bairro pequeno, onde a pracinha era ponto de encontro da meninada, não haviam muitos carros circulando pelas ruas, enfim, bem diferente dos dias atuais.

Escolhemos a beira-mar norte como local, ideal para sentir a vibe de andar de bicicleta no centro da cidade. Apesar de ser ciclovia, para chegar até ela é preciso pedalar por locais onde não há ciclovias e atravessar alguns semáforos.

É importante saber que existem algumas regrinhas básicas para pedalar, e as regras aprendidas no dia foram:

  • Lugar de bicicleta é nas ciclovias/ciclofaixas e na falta delas, na rua e não em cima de calçada, quando precisar transitar em uma, desça da bicicleta e empurre ela enquanto estiver sobre a calçada;
  • Sempre andar pelo lado direito da faixa;
  • Parar no locais indicados quando houver pedestres atravessando a ciclovia;
  • Usar a buzina para alertar pedestres desavisados que você está passando.

Regras ok, agora é hora de pedalar! Ah, antes deixa só eu falar das roupas que escolhi:

Para o primeiro pedal, nada de salto alto… o ideal para pedalar é usar um calçado que seja preso no calcanhar para não sair do pé, então optei por um tênis desses de couro para me sentir mais segura. Até porque a bicicleta não é minha e eu ainda não tinha subido nela.

E para vestir, nessa época do ano é indicado o uso de roupas leves, então escolhi uma camisa de viscose e um short de sarja, ambos os tecidos tem algodão na composição que favorecem a transpiração.

O passeio foi uma delícia, com direito a parada para um cafézinho antes de voltar para casa, adorei! Conforme for me aventurando mais vou contando aqui pra vocês no Diário de uma iniciante.

cycle chic

cycle chic 2

cycle chic 3

As bicicletas das fotos são do casal Aline e Ari, elas são lindas e tem até nome, se chamam Brigitte (bege) e Henriqueta (preta). As duas são bem antigas, o casal acredita que a Brigitte seja da década de 30 e a Henriqueta da década de 50. Mas parece que saíram da loja hoje! Foram restauradas e hoje chamam atenção por onde passam como se fosse duas garotinhas de 20 anos. 😉

E o seu estilo de bike, qual é?

Beijos, Michelle.

Cycle Chic

No post anterior, onde a Aline fala um pouco da história dela com a bicicleta e de onde ela começou a buscar referência para se vestir na hora de usar a bike como transporte, ela cita o Cycle Chic. Você já deve ter ouvido essa expressão por ai, mas sabe de onde veio?
O termo Cycle Chic surgiu em Copenhague na Dinamarca, uma das cidades mais bem adaptadas ao ciclismo, e foi usada pelo fotografo Mikael Colville-Andersen quando criou seu blog em 2007 com retratos de pessoas estilosas, especialmente mulheres, com suas bicicletas no dia a dia, o  Copenhagen Cycle Chic.

Quadro Cycle Chic 1

No fim das contas, Cycle Chic virou sinônimo de algo que já existe desde que a bicicleta foi inventada em 1880: pessoas comuns, sem aparatos especiais, em cima de bicicletas. O próprio Mikael Colville-Andersen disse certa vez em entrevista para o jornal britânico The Guardian que seu objetivo é fazer com que as pessoas olhem a bicicleta como transporte cotidiano e não apenas como esporte ou hobby. Ele defende a ideia de que você não precisa mudar o jeito de se vestir em razão do meio de transporte que usa, pode chegar bem vestido ao destino como se tivesse usado táxi, carro ou ônibus.

Quadro Cycle Chic 2

Muita gente sabe que na Europa essa prática é muito comum, são diversas as cidades em que a bicicleta é um meio de transporte bem popular. Além de Copenhague tem Amsterdã, Londres, Paris… E com certeza você deve estar pensando que é só lá que funciona.
Por enquanto, infelizmente, no Brasil é mais complicado. Além da questão da cultura do brasileiro supervalorizar o carro, o governo incentiva cada vez mais a compra deles, havendo cada vez mais carros nas rodovias, quando estas já não suportam mais tanto tráfego. Ainda tem a questão da educação do motorista brasileiro, que muitas vezes mal conhece as leis do código de trânsito, provocando muitos acidentes que poderiam ser facilmente evitados
Mas isso pode e deve mudar! Só que somos nós que precisamos mostrar para as autoridades do que nossas cidades precisam. É necessário mais infraestrutura, incentivo e educação. Cobrar deles ações que melhorem a qualidade de vida da população no quesito mobilidade, assim como campanhas de conscientização dos motoristas. Sabemos que a bicicleta não é a única solução para os problemas atuais de mobilidade urbana, mas pode ser boa parte dela!
E quanto mais pessoas aderirem a bicicleta como meio de transporte e reivindicarem seus direitos, mais pressão será feita sobre o poder público e mais rápido as mudanças vão começar a acontecer. As cidades precisam ser repensadas para as pessoas, pois com certeza, dentro de um carro em um engarrafamento não é a melhor maneira de viver o que sua cidade tem a oferecer.
Então coloque uma roupa bacana que você goste de usar, que se sinta confortável e experimente ir ao mercado. Eu lembro que fazia isso com muita frequência quando era criança. Sempre que minha mãe pedia para ir comprar alguma coisa, eu ia de bike… era tão fácil, tão bom… porque hoje tiramos o carro da garagem para tudo?!

 

Fontes de pesquisa: www.revistabicicleta.com,  www.euvoudebike.com

Bicicletas, moda e um caso de amor…

Como esse é um espaço para compartilhar histórias e dicas sobre o mundo das bicicletas, nada mais justo que começar contando a minha história, o meu caso de amor com as bicicletas.

Sempre curti bicicleta, aprendi a pedalar em uma que herdei do meu irmão mais velho e que nem freio tinha! Depois dessa tive mais uma que também foi herança do mano, ele cresceu, ganhou outra e eu fiquei com a velha… Até que lá pelos 12 anos ganhei uma novinha, Caloi Ceci branca e com cestinha! Quanto amor! Não largava mais, durante a noite ela ficava guardada no meu quarto… <3

Mas depois veio a adolescência, outros interesses e acabei esquecendo das bikes.

Entrei pra faculdade, me tornei adulta e nunca mais dei uma pedaladinha sequer. Trabalhei dos 20 aos 32 anos numa empresa de telecomunicações, fui gerente de loja em shopping por muito tempo e sempre curti (e ainda curto!) andar bem arrumada, de carro, viajando, badalando… peruando por aí, digamos assim. Morava a 5km do shopping e ia trabalhar de carro todo santo dia.

Depois que deixei de trabalhar nessa grande empresa, resolvi empreender e trabalhar com o que mais gostava e desde criança me relacionava, moda. Nessa mesma época eu já praticava corrida como esporte, e meu marido me reapresentou a bicicleta, seu mais novo interesse esportivo. Começamos então a usar a bicicleta como esporte, mas eu ainda não curtia tanto pedalar como era com a corrida. Eu não conseguia acompanhar o ritmo dele, ficava sempre para trás e acabava não sendo prazeroso, era até um pouco martirizante pra mim. Como forma de incentivo, ele me deu uma bike de presente, uma bike pra eu chamar de minha e para finalmente tomar gosto pelo esporte e o acompanhar mais…  E fomos então atrás de grupos de ciclistas para acompanhar, aprender a pedalar corretamente, a dar manutenção na bicicleta, etc.

Conhecemos novos amigos, gente que pedala só por esporte e gente que usa a bicicleta pra tudo. Tudo mesmo!  Fomos experimentando usar as bicicletas no dia-a-dia, e deixando que elas invadissem cada vez mais nossa rotina.

Mas como fazer para ir de bicicleta ao centro da cidade, por exemplo, sem parecer um ser de outro planeta? E foi pesquisando que conheci o estilo Cycle Chic, vi que era possível andar de bicicleta usando roupas casuais, ir ao trabalho, ao supermercado, ao centro da cidade, tudo isso usando roupas mais formais, sem deixar a feminilidade de lado e sem morar na Europa! Assim, fui me encantando e praticando cada dia mais o uso da bicicleta como meio de transporte. Hoje uso muito mais a bicicleta do que o carro e cada dia ouso um pouco mais, até já consigo pedalar usando sapatos de salto alto!

Bom gente, aos poucos vamos compartilhando sobre a vida de ciclista, que tem sim suas dificuldades já que a cultura do brasileiro é totalmente voltada para a supervalorização do automóvel, mas as vantagens que se tem ao se tornar adepto da bicicleta são incontáveis! Queremos mostrar que é possível sim usar a bicicleta no seu dia a dia sem perder a feminilidade. Mulher pode pedalar e manter seu estilo, sim!

Beijos, Aline…