A charmosa caixa de madeira para bicicletas

Quem usa a bicicleta no seu dia a dia, como meio de trasporte para  cumprir suas tarefas, está sempre buscando alternativas para deixar sua bike mais funcional. Transportar coisas na bicicleta acaba sendo uma das questões que impossibilitam as pessoas de usá-la com mais frequência.
Ir ao mercado, por exemplo, torna-se uma tarefa trabalhosa para quem não tem acessórios eficazes para trazer as compras de um jeito seguro. Alguns usam mochilas, ou alforjes, mas reclamam que pela forma como as coisas são organizadas dentro das bolsas, acabam sofrendo avarias, frutas e verduras são as que mais sofrem… Uma boa solução para isto é o uso de caixa de madeira para bicicletas que podem ser acopladas na magrela. Porém, não é qualquer caixa que se consegue fixar com facilidade ao guidão, e nem é qualquer caixa que além de funcional ainda deixa sua bike mais estilosa.
Há alguns dias conhecemos a Traditional Bike Box, caixas que são feitas em MDF junto com técnicas de envelhecimento. As caixas são tanto para a dianteira quanto para a traseira. São leves, estáveis e fáceis de serem ajustadas. Vêm com um kit que inclui o suporte para a caixa ser fixada na bike.
tradicional bike box, caixa de madeira para bike
O produto foi desenvolvido por Luciano e Verônica, um casal que veio do Rio Grande do Sul para Balneário Camboriú, SC, há quase um ano, e aqui encontraram condições para fazer da bicicleta seu meio de transporte, como tanto sonhavam na antiga cidade.
O Luciano é psicólogo e Verônica jornalista, depois de algumas viagens que fizeram para fora do Brasil (Europa, EUA, África do Sul), viram que era muito comum ter uma “caixa” de madeira junto a bike para transportar o que quiser, muitas pessoas usavam caixas de vinho para isso, então as ideias começaram a surgir e eles foram dando uma identidade para a caixa até chegar na Traditional Bike Box.

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

“Queríamos uma caixa com um aspecto vintage e com um ar de elegância, do mesmo modo uma caixa básica e clássica. Pensamos diversos tamanhos, formatos, cores, nomes e logomarcas até chegar ao produto final. Nisso foram vários meses de ideias e testes. Fazemos um trocadilho com o senso comum da palavra Traditional (Tradicional), onde buscamos demonstrar que o Traditional depende do universo particular de cada um.
Hoje temos a marca Traditional Bike Box, a caixa para bicicleteiros. Produzidas artesanalmente, uma a uma, com carinho para o bicicleteiro.”

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

As medidas são 29x20xh19cm para as caixas dianteiras e 29,5x21xh20cm para as caixas traseiras. E você encontra essas belezinhas aqui na nossa loja vitual.
Para quem quiser acompanhar as novidades, é só acompanhar a Traditional Bike Box no Facebook: clique AQUI

tradicional bike box, caixa de madeira para bike
Sempre existem opções para quem quer mudar de hábitos e melhorar sua qualidade de vida… fazer compras de bike não é  um problema, as alternativas são inúmeras e para todos os gostos, é só querer. 😉

 

 

seal

 

 

 

Bela na Bike do mês de maio

São muitas belas na bike Brasil a fora, e hoje quem compartilha sua história com a gente é a Viviane Mendonça de Curitiba…  ela é um arraso! Um exemplo para todas nós.
Quem a vê circulando em sua bicicleta pelas ruas de Curitiba conclui que ela poderia perfeitamente ser uma francesa de Paris ou uma italiana de Milão. O cabelo curtinho e o estilo moderno elegante de Viviane Mendonça, 37 anos, combinam com roteiros de filmes europeus e cenários de cinema. Mas, esta professora de Geografia da rede estadual de ensino nasceu em Lunardelli, no Paraná. De lá, trouxe a simplicidade deliciosa daqueles que sabem o que vale a pena na vida e uma  certa timidez misturada com recato, bem característica de quem viveu e cresceu no interior.
Viajada, conhece vários continentes e, em boa parte destas viagens, a bike foi o propósito da empreitada ou o meio de locomoção para cumprir o itinerário. Há mais de 10 anos, a magrela faz parte da rotina  de Viviane. Pedalando ela parou de fumar, emagreceu 20 quilos e transformou seu estilo de vida.
A maior mudança, segundo ela, foi no humor.  Porém, os amigos mais próximos sabem que foi muito além disso. Viviane incluiu programas mais agradáveis, uma alimentação mais saudável e viagens inspiradoras na rotina do marido, dos amigos e dos familiares. Atualmente, ela assina a página Vou de bike e salto alto, no Facebook, e tem um perfil no Instagram, onde registra uma infinidade de belezas e detalhes do mundo dos ciclistas.

Foto: Eliandro Oliveira

Foto: Eliandro Oliveira

  1. Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida?
    A bicicleta está presente em todas as áreas da minha vida. Faço trilha todos os finais de semana e participo de algumas competições locais. Sou praticante de cicloturismo há mais de 10 anos, tendo feito alguns roteiros espetaculares como Chapada Diamantina, Chapada dos Veadeiros, Caminho de Santiago de Compostela, trilha do Telégrafo (considerada a pior trilha do Brasil), Serra Gaúcha e tantos outros pelo Brasil a fora. E, por fim, a bike transformou-se no meu meio de transporte. Vou ao trabalho, supermercado, aula de inglês, academia e outros afazeres diários com a minha magrela.
  1. Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?A minha relação com a bicicleta começou aos 15 anos, quando questionada sobre querer debutar, respondi que não e que queria apenas uma bicicleta com cestinha.  Já adulta, quase 20 anos depois, comecei a pedalar aos domingos com grupos de amigos. Fazíamos trechos curtos pela região metropolitana de Curitiba com aproximadamente 30 km. Mais tarde, essas trilhas se tornaram mais longas com 50 ou até 80 km, quando passei a conhecer meu corpo e meus limites. Descobri uma força em mim que não consigo explicar muito bem  até hoje. Mais confiante, passei a fazer cicloturismo e ‘carregar’ a bike para todos os lugares possíveis de se pedalar. Lama e cansaço já não me derrubavam mais. Então, há 3 anos atrás , decidi levar essa minha experiência para o dia-a-dia da minha rotina. Comecei pedalando para o Trabalho e depois fui adaptando outros afazeres diários. Percebi, que nada á impossível até você tentar. O que mais  me intrigava era o fato  de ter que pedalar todos os dias  com aquelas roupas de ciclistas, e claro, a logística seria péssima. Tira roupa, leva roupa na mochila, troca de roupa no trabalho. Não, assim eu não queria, foi aí então, que decidi ir pedalando do mesmo jeito que eu trabalho, ou seja, de bike e salto alto. E não é que funcionou (rsrs). Tive o privilégio de conhecer vários países e entender como lá homens e mulheres pedalam com roupas casuais, pensei: porque não? E, a partir disso, tomei a iniciativa. Primeiro fiz o trecho num domingo de manhã de casa até o meu trabalho acompanhada do meu marido que sempre foi meu maior incentivador apoiando minhas maluquices de bike,  aliás, sem ele eu nunca teria tido coragem de fazer tudo o que faço, somos grandes companheiros unidos pela bicicleta.  Na semana seguinte iniciei o que seria a minha liberdade e independência de ir e vir Já que não dirijo e não tenho carro, minha rotina de locomoção pela cidade se resume em bike, ônibus a pé ou de táxi, exatamente nesta ordem. Escrever este texto para vocês me faz refletir o quanto nós ciclistas mulheres somos diferentes das demais mulheres que não pedalam, e, ao mesmo tempo tão idênticas na coragem, superação e fortes nas nossas batalhas diárias.
  1. Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?Certamente meu humor e meu peso. Já cheguei a pesar 20 quilos a mais que hoje, de 75 kg para 55 kg . Mas isso é passado. Primeiro, a bike mudou meu corpo, depois, mudou a minha cabeça, e, hoje ela mudou a minha vida. Me tornei uma mulher mais bem humorada, já chego pilhada para trabalhar já que tenho que ficar muito atenta nas ruas “né”. Passei a entender melhor o trânsito e por isso respeitá-lo, aprendi que tenho regras rígidas a serem seguidas e que “bancar a espertinha” no trânsito pode tirar a minha vida ou a de outra pessoa. Quando estou na rua meu raciocício é: não faça nada que possa provocar a ira de um motorista ou um pedestre e mantendo-me  sempre correta nas minhas atitudes.
  1. Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?Sim, muito! Você não precisa andar ‘fedidinha’ e muito menos sem maquiagem só porque vai de bike. Visto-me exatamente como se fosse de carro ou de táxi, não deixo de usar nada que goste só porque vou de bicicleta. A partir do momento que entendi que isso era perfeitamente possível, ganhei as ruas imediatamente. Inclusive, acessórios dos mais diversos são muito bem vindos para nós mulheres e ciclistas, deixa você e o trânsito mais leves. Uma das maiores vantagens foi poder ir para muitos lugares de salto alto o que provavelmente não conseguiria andando a pé, principalmente por calcadas irregulares, sonho realizado de ficar de salto o dia todo indo e vindo pelas ruas.
  1. Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?Felizmente, hoje não tenho dificuldades. Simplificar é a regra da bike. Menos é mais né. Aprendi e adaptei meu dia-a-dia para bicicleta, carregar menos coisas, ir ao supermercado, sim é possível, no inicio assim como toda mudança, quase desisti, mas hoje posso jurar que é possível e fácil.
  1. Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?Muitas. Como em todas as cidades do Brasil. A começar pelo trânsito, que sem dúvida é o problema dos ciclistas de todo Brasil e estabelecimentos sem estacionamentos para bike. Muitas vezes deixo de comer em alguns lugares ou comprar algo porque não há bicicletários .  Também existem os assaltos, já fui roubada uma vez, levaram minha bike e não foi nada agradável. Estes tem sido os grandes desafios por aqui meninas.
  2. Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?Coragem e muita vontade de ser livre. A sensação do vento na “cara” não tem explicação. As principais dicas que acho super válidas são:. O tipo de bicicleta é importante, se você vai para o trabalho, procure uma bike mais urbana e confortável, com os seguintes acessórios: Cesta que é ideal para carregar alguns itens que nós mulheres sempre temos à mão.   Corrente protegida para não ficar toda marcada de graxa. Lenço no pescoço é essencial pois além de chique ainda protege o nosso lindo pescoço. Ter uma capa de chuva  na sua bike também é importante, principalmente em dias de chuva. Procure não utilizar mochilas, elas fazem com que você sue muito. Para utilizar salto alto no pedal é simples, você só precisa utilizar a parte da frente  do sapato, cuidados com saltos muito finos e muito altos pois podem enroscar no pedal, é muito simples pedalar de salto alto. As dicas que estou dando é para você deixar o medo e experimentar, se joga mesmo, depois você me conta lá no Vou de bike e salto alto. Já para as bicicletas de mountain  bike, elas devem ser mais leves e adequadas ao seu tamanho. Ou seja, para cada estilo de pedalada um tipo de bicicleta.
  1. Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?Respeito mútuo entre as pessoas que ocupam as ruas. Não importa qual o seu meio de transporte, sua origem, de onde vem e para onde vai. Nós precisamos entender que existe espaço para todos e que as ruas não são propriedades particulares, todos temos direitos de ocupar todos os espaços.
Foto: Eliandro Oliveira

Foto: Eliandro Oliveira

Obrigada Viviane por compartilhar conosco sua história, você é um grade exemplo para todas nós!
E para quem quiser acompanhar a Viviane, esta é a página dela no Facebook: Vou de bike e Salto Alto, tem muita coisa bacana por lá, vale a curtida. 😉

 

*Revisão do texto: Isabela França

 

 

 

 

10 Dicas para pedalar no inverno

PEDALAR NO FRIO

 

As desculpas para não usar a bicicleta apenas mudam de acordo com a época do ano. Até mês passado o calor era o campeão dos pretextos, agora o frio aparece como desculpa número um para deixar a bicicleta em casa.
Para aqueles que não desistem frente a um obstáculo, temos algumas dicas para pedalar no inverno que podem ajudar a vencer o desconforto do frio.

1. Alongamento e aquecimento – é natural seu corpo começar a aquecer conforme você se movimenta, certo? Portanto, assim que você começar a pedalar vai sentir calor. Por isso se você fizer 10 minutos de alongamento seguido de algum exercício de aquecimento antes de se vestir, evita de você se encher de casacos e depois querer tirar tudo sem ter aonde guardar.

2. Vestir-se em camadas – não funciona bem a tática de colocar uma blusa levinha e por cima um casacão grosso, porque você vai sentir calor e se tirar o casacão vai passar frio, sem falar pode ainda pegar um resfriado. O ideal é que você vista pelo menos três peças na parte de cima. Uma blusa mais fina, tipo segunda pele, mais um cardigan ou camisa mais grossa, e por último um casaco que corte o vento. Se você estiver indo trabalhar, esse último casaco pode ser de couro, por exemplo.

3. Evitar roupas de algodão – aqui a ideia é evitar o algodão pelo menos na parte de cima, uma blusa de algodão vai absorver seu suor e não vai secar tão cedo, se você não tiver a possibilidade de levar outra blusa para trocar, vai passar o dia com o tecido úmido em contato direto com o corpo, o que não é legal para sua saúde e ainda vai passar frio o resto do dia.

4. Use lenços ou cachecóis: estes são ótimos para proteger o pescoço e parte da boca e nariz, caso seu cachecol seja daqueles mais largos. Sem falar que são práticos para tirar a qualquer momento em que o calor aumentar.

5. Use protetor de orelhas – usando ou não usando o capacete (vale lembrar que isso é um escolha de cada um), o ideal é que nós mulheres estejamos com os cabelos presos na hora de pedalar para evitar que eles atrapalhem nossa visibilidade. Assim sendo, as orelhas ficam desprotegidas e gelaaaaaadas no inverno. Os protetores de orelha resolvem bem este desconforto. São faixas (tipo bandana) feitas de um material que parece o tecido soft, normalmente você encontra no setor de corrida, ou de equipamentos de esqui, nas lojas de esporte. E o legal é que dá pra usar junto com o capacete, diferentemente dos gorros. (a Aline está usando um desses na foto acima)

6. Casaco corta vento – como falado anteriormente, seu último casaco precisa barrar o vento, então escolha algum que seja de couro, ou naylon, ou napa, algum tecido que não seja muito pesado, mas que as tramas sejam fechadas para evitar que o vento chegue até sua pele. Se for impermeável, melhor ainda!

7. Ritmo constante – bom, aqui cada um vai achar seu ritmo, o que for mais confortável para si, porém o ideal é que você comece devagar e vá aumentando aos poucos até achar um ponto de conforto, para evitar a transpiração excessiva. Quando houver subidas, coloque na marcha mais leve e suba devagar.

8. Use luvas – manter as mãos quentes ajuda a diminuir o desconforto causado pelo frio, além de evitar o ressecamento das mãos pela ação do vento.

9. Protetor labial – de preferencia esse que são hidratantes também, pois o vento acaba ressecando muito os lábios também.

10. Nas pernas – para homens, uma laycra embaixo da calça jeans ajuda bastante do dias muito frios. E para meninas temos, além da laycra, as meias-calças! Hoje no mercado é possível encontrar  meias-calças feitas de lã e outras de fios bem grossos. No dia que quiser usar saia, dá até para colocar os dois tipos juntas, a de lã por baixo e uma fio 80 por cima, né? Fica quentinha e superfeminina de saia, só tem que cuidar pra não puxar fio da meia na coroa da bike… rs.

Caso chova, aqui nesse post você pode ver mais dicas.

No mais, tente manter seu corpo quente. Um cafézinho antes e um depois vai muito bem! 😀

Foram 10 simples dicas para ajudar você a pedalar com mais conforto nesse inverno. Mas sabemos que só os fortes sobreviverão. 😉

7 razões para usar mais a bicicleta

7 razoes para pedalar

A verdade é que existem muito mais do que 7 razões para usar mais a bicicleta no seu dia a dia. Os benefícios são inúmeros e interferem tanto no seu bolso quanto no seu relacionamento com sua família, duvida? Então confira apenas 7 motivos e nos diga se concorda ou não:

1. Melhora sua saúde: só este item já valeria o investimento em uma bicicleta, os itens seguintes podem ser até considerados bônus! Andar de bicicleta, além de gastar calorias e promover o bem estar, é uma atividade física que melhora o sistema cardio-respiratório prevenindo doenças cardíacas e avcs, controla o diabetes, ajuda a equilibrar a pressão arterial, diminui o nível de triglicérides e ainda ajuda a prevenir doenças como obesidade e colesterol alto.

2. Você economiza tempo: de uns anos para cá tem se tornado “normal” filas e mais filas nos horários de pico em que as pessoas estão se deslocando para o trabalho e logo mais para suas casas. As pessoas se acostumam com o trânsito caótico e vão saindo cada vez mais cedo de casa para chegarem a tempo ao seu destino, ou no fim do dia, dando mais um tempo no trabalho para evitar o congestionamento… Gente, alô… isso perda de vida! Você não perde só uns minutos de sono a mais, você perde a oportunidade de tomar café junto com sua família, você perde de participar mais da vida dos seus filhos, você perde um tempo que poderia estar fazendo um esporte ou alguma coisa que lhe dá prazer, ler um livro, passear no parque, ir ao cinema, estar com quem se ama, etc. Há coisas na vida que não voltam mais, e perder parte delas preso no trânsito é desperdício.

3. Você economiza dinheiro: a começar pelo custo da própria bicicleta. O valor de uma boa bicicleta nova não chega nem perto de um décimo do valor de um carro popular novo 0km. A manutenção de uma bicicleta é de baixíssimo custo, nem se compara as revisões periódicas de um carro, mais licenciamento, ipva, seguro, troca de óleo e gasolina, bicicletas normalmente são movidas a arroz e feijão. Estacionamento também é algo a ser considerado já que está cada vez mais raro conseguir vaga nas ruas para estacionar. Quanta economia hein?

4. Contribui para o meio ambiente: usando a bicicleta para se locomover você diminui consideravelmente a emissão de CO2 na atmosfera, economiza a água que usaria para lavar um carro inteiro e também passa a produzir menos lixo com a manutenção de um carro.

5. Alivia o estresse: quem é praticante de atividade física conta com um relaxamento muscular e mental provocado pela liberação da endorfina durante o exercício, é isso que acontece quando você pedala, você chega mais relaxado e de bom humor nos lugares. Sem falar na alegria que dá quando você continua avançando enquanto vê uma fila imensa de carros paradinhos.

6. Você faz amigos: uma das primeiras coisas que percebemos quando começamos a pedalar é que os demais ciclistas te cumprimentam nas ruas, sem conhecer você. Não sei se é pelo simples fato de estar pedalando ou por ficar feliz em ver outras pessoas compartilhando do mesmo estilo de vida. Enfim, o fato é que pessoas que pedalam com frequência são mais amigáveis, e quando você começa a pedalar em grupo isso fica ainda mais evidente, todos querem se ajudar e trocar experiências.

7. Ajuda a te deixar em forma: o primeiro item falava dos benefícios da bicicleta para a saúde, mas além de atuar na prevenção de doenças, pedalar também pode lhe proporcionar um corpo atlético se for combinado com uma dieta equilibrada. A bicicleta pode se transformar em uma academia ao ar livre, com ela você pode queimar calorias, perder gordura corporal, ganhar massa muscular, melhorar seu condicionamento respiratório além de ganhar pernas e panturrilhas invejáveis!

Tomar a iniciativa e começar a pedalar é a parte mais difícil, pode acreditar. Depois que os benefícios aparecem fica difícil é parar! Vamos pedalar mais?

Roupa para pedalar no dia a dia

Escolher roupa para pedalar é sempre algo que toma certo tempo para quem usa a bike como meio de transporte. Tem que pensar se vai ser confortável, se vai estar calor, se o sol vai queimar, se vamos transpirar a ponto de precisar levar outra roupa por segurança, se vamos sentir frio, se vai chover, se vai aparecer algo que não deve… Enfim, uma série de coisas.
Mas tão importante quanto o trajeto é chegada ao destino. Com que roupa ir? Já falamos aqui sobre tecidos e modelagens, aqui e aqui sobre usar saias e vestidos, mas ainda não falamos sobre uma modelagem que agrada boa parte das mulheres na hora de subir na bicicleta, o short saia. Aquele que de frente parece saia mas trás é um short, que esteve bem presente no verão 2015.

roupa para pedalarAgora começou a esfriar, mas ainda rola uns dias quentes, o famoso veranico de maio, e esta peça pode sim continuar a ser usada. Sem falar que uma meia calça por baixo funciona super bem.

roupa para pedalar

Esse modelo é da Graça de Maria, tem a cintura alta, que evitar aparecer o cofrinho, rs… é feito em sarja e possui outras cores disponíveis para encomenda.

Você tem algum modelo que é seu preferido na hora de pedalar? Conta pra gente então… 😉

 

 

seal

 

Ciclofaixa não é estacionamento.

Ciclofaixa é para bicicletas!

Florianópolis atualmente não tem uma boa estrutura cicloviária, o que no nosso ponto de vista só faz a cidade perder. Floripa tem tudo para ser perfeita para o ciclismo: pouco relevo, rotas sempre lindas e habitantes que gostam de praticar atividades físicas, que se tivessem à disposição mais ciclovias ou ciclofaixas usariam a bicicleta e deixariam o carro em casa em muitas de suas atividades diárias.

O que me faz escrever hoje é sobre o uso das ciclovias e ciclofaixas já existentes. Utilizo bastante as ciclofaixas do centro: Almirante Lamego, Bocaiuva, Trompowsky ,Duarte Schutel. Observo que essas ciclofaixas são bastante utilizadas por ciclistas, mas muitas vezes é perigoso pedalar por ali, sim: PERIGOSO.

Por quê?

 

estacionaram na ciclo faxia

Muitos motoristas insistem em estacionar carros em cima da ciclofaixa, enquanto “vão ali rapidinho” ou “estão trabalhando”descarregando seus caminhões, ou seja lá qual for a desculpa esfarrapada que usam pra justificar a infração. Além disso, há quem trafegue sobre as ciclofaixas! Motociclistas são campeões nisso e outro dia quase fui atropelada por um deles.

estacionaram na ciclofaixa

Foto: Ari Laercio Boehme

O fato é que enquanto alguém estaciona ali “rapidinho”, quem deveria estar trafegando na ciclofaixa em segurança precisa entrar na pista de rolamento, na frente dos carros, e arriscar-se para seguir em frente. O que pode ser fatal. Imagine, alguém dentro do carro pode abrir a porta e derrubar o ciclista, que pode vir a ser atropelado por outro carro que esteja trafegando pela pista.
Sei que com o aumento da frota de veículos nas ruas, estacionar tornou-se cada vez mais complicado (e esse é um dos motivos pelo qual eu uso a bicicleta). Porém,  o problema de achar um lugar regulamentado para estacionar é do dono do veículo, não do ciclista ou do pedestre. E nada justifica estacionar onde é proibido, seja ciclofaixa, calçada, entrada de garagem ou qualquer outro local onde a sinalização é de “proibido estacionar”. Qual o problema em respeitar a sinalização? As regras valem para todos! E não interessa o tempo que você precisa, o “é rapidinho” não serve como justificativa. Falta de educação talvez sirva, mas isto não podemos aceitar.

As mudanças começam por nós mesmos e vão se espalhando ao nosso redor. Pequenas atitudes fazem grande diferença. De nada adianta condenar um político corrupto, por exemplo, se nem ao menos se consegue respeitar uma placa de trânsito só porque não há ninguém por perto fiscalizando.

Que tal então, da próxima vez que encontrar um carro estacionado na ciclofaixa você possa conversar com o motorista (com educação e a maior paciência do mundo) e explicar para ele o risco que você corre, enquanto ciclista, quando ele age dessa forma?
Não custa tentar né? 😉

7 coisas que mudaram na minha vida depois da bicicleta

bela na bike

Dizem que quando passamos a usar a bicicleta no dia-a-dia nossa visão sobre a cidade muda, nossos conceitos mudam. E isso é bem verdade.
Aconteceu comigo, talvez aconteça diferente com você. Mas vou citar aqui 7 coisas que mudaram na minha vida depois da bike, ou seja, desde que passei a viver a cidade de bicicleta:

1 – Aceitar meu cabelo como ele é.

Todo mundo sabe que o cabelo muda sozinho com o tempo, mas mesmo assim sempre gostei de mudar o meu cabelo. Logo que minha mãe deixou, aos 14 anos fiz permanente e a partir daí foi um festival de mudanças: cortei chanel bem curtinho e raspado na nuca, depois luzes até ficar loira, depois pintei de vermelho-cereja e há uns 10 anos decidi não mudar mais a cor natural que é castanho escuro, mas com toda a química que eu usei, meu cabelo mudou muito, ficou mais fino, nem crespo e nem liso, e então eu sempre escovava e usava a tal chapinha pra alisar e acertá-lo como eu gostava de me ver no espelho. Até que voltei a pedalar e percebi que fazer chapinha pra ir de bicicleta ao trabalho era desperdício. Foi aí que passei a aceitar meu cabelo como ele é. Claro que dou uma escovadinha com o secador de leve na franja pra ajeitar, mas hoje não perco mais aqueles  40 minutos antes de sair de casa pra arrumar o cabelo! UFAAA!! LIBERDADE!!! #livredachapinha

2 – Que não vou virar monstro se pegar uma chuvinha de leve.

Como era a Maria-cabelo-alisado, não podia ver uma chuvinha que já me arrepiava antes do cabelo… rsrsrs… Jamais sairia na rua com qualquer garoa que fosse, já tinha que pegar o carro pra ir até na padaria. Hoje, vivo a vida como ela é: com chuva, sol, vento e descobri  que chego no meu destino sem grandes catástrofes na aparência… E isso me deixa muuuito feliz! #semdrama

3 – Que nem sempre que eu transpirar eu vou ficar fedendo.

Claro, que se eu saio pra fazer uma pedalada de 2 horas com velocidade máxima voltarei suada e fedida. Mas se eu sair de casa de banho tomado e transpirar até chegar ao trabalho isso não vai acontecer. Vou chegar suada, mas depois de 15 minutos estarei com minha aparência normal de volta e meu perfume suave de sempre.

4 – A dirigir com mais responsabilidade.

É fato, ciclistas que andam no trânsito passam a ser mais cuidadosos quando dirigem. E não conheço nenhum estudo científico que comprove isso não, mas é visível a mudança que ocorre. Isso aconteceu comigo, não que eu fosse uma motorista maluca infratora, mas hoje dirijo mais devagar, prestando muito mais atenção em pedestres e ciclistas do que antigamente. A gente literalmente se vê na posição do outro e não conheço auto-escola que ensine isso atualmente. Sem falar de todo o individualismo que só cresce na nossa sociedade…

5 – Que ciclista também tem deveres.

E cumpri-los é importantíssimo! Saber onde pode e onde não pode bicicleta, sinalização e como se comportar no trânsito são práticas que facilitam muito a vida dos motoristas e a nossa!

6 – Que o limite do meu corpo está na minha cabeça.

Às vezes parece que não vou conseguir vencer uma subida, que não vou conseguir concluir o percurso e voltar pra casa pedalando, que o vento é muito forte e eu não vou conseguir pedalar… Tudo coisa da minha cabeça, às vezes é mais difícil, mas eu sempre consigo… 😉

7 – Que eu posso ser eu mesma, com todas as minhas frescuras, manias e delicadezas, e com muito charme mesmo usando uma bicicleta pra me transportar!

Enfim, a bicicleta melhorou não só a minha relação com a cidade em que eu vivo, mas também minha relação comigo mesma.

Hoje sou uma pessoa mais segura, mais livre, mais leve… 😉

 

 

 

Cinema de bike – Bela na Bike e Pedal Glamour

Antes de mais nada, queríamos agradecer a todos que participaram do nosso passeio no último sábado, à Naiara do Pedal Glamour pela parceria e ao Paradigma Cinearte pelo apoio… Foi incrivelmente incrível! 😛 Cansativo? Um pouco… mas valeu muito a pena! Foi daquelas experiências que antes de chegar ao fim já desperta uma vontade louca de fazer de novo.
Até poucos meses atrás eu, Michelle, nem imaginava ir ao cinema de bike ou fazer qualquer outro programa pedalando, ainda mais tendo que percorrer mais de 11km para isso (só ida!). E essa é a parte boa de escrever este blog com minha irmã, diva master da bicicleta. Além de despertar um outro olhar sobre o jeito de se locomover na cidade, experimentar sensações únicas, momentos que vão ficar registrados na memória, e no blog, e no Instagram, e no Facebook… rs.

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike

Confesso que foi puxado. O dia estava quente, sol forte, e como a sessão de cinema era as 15h tivemos que partir cedo, às 13:30 com o sol à pino!
Resolvi ir com uma blusa meia manga de algodão para não sofrer muito com o sol queimando a pele. E nos pés tênis, como íamos subir alguns morros eu me senti mais segura assim.

O cinema Paradigma CineArte fica em uma rodovia de trânsito  rápido e muito movimentada aqui de Floripa: a SC 401, que liga o centro ao norte da ilha. Como nem todas as pessoas que iriam participar eram muito experientes (e eu estou inclusa nessa categoria), fizemos um caminho alternativo para evitar ao máximo a tal rodovia e também porque é muito mais lindo e agradável. Caminho este com algumas subidas ingratas, mas que foram vencidas com muita garra por todos! Foi massa! Teve alguns momentos em que transitamos pela tal rodovia (a SC401), mas sabe que foi menos assustador do que eu imaginava? O fato de estarmos em grupo ajuda bastante na segurança. Fomos sempre pelo acostamento, sinalizando nossas intenções de ação e não tivemos nenhum problema ou situação tensa… Afinal de contas era sábado, os motoristas deveriam estar mais tranquilos, rs.

E a chegada no cinema?! Foi no momento certo… precisamos apenas de 10 minutos para prender as bicicletas, tomar uma água, regularizar a respiração e parar de suar: estávamos prontos para sentar, relaxar a curtir o filme.

cinema de bike

Cinema de bike

A volta para casa foi tranquila também, teve parada na padoca para um café gostoso sem culpa e depois um presente dos céus: um pôr do sol de cair o queixo com inúmeros tons de rosa, laranja e vermelho… indescritível.

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike
Se eu faria de novo?! Muitas vezes mais, sem sombra de dúvida.

Já teve picnic e cinema, alguém sugere um novo evento/lugar para irmos de bike todos juntos?

Queremos contar sua história – venha ser uma Bela na Bike!

Quem acompanha nosso blog sabe que temos uma sessão que se chama Bela na Bike do Mês. E faz o maior sucesso, são muitas visitas!! o/
Uma vez por mês publicamos uma entrevista com mulheres que conhecemos que usam a bicicleta no seu cotidiano para as mais diversas atividades. Mulheres que decidiram ser donas do seu próprio tempo e deixaram de ser reféns do trânsito caótico da cidade. Mulheres que resgataram o uso da bicicleta como meio de transporte além de usá-la apenas como esporte ou passeio.
Nesta breve entrevista composta por 9 perguntas, elas falam da história delas com a bicicleta, os benefícios que ela perceberam ao trocar o carro pela bicicleta, assim como os truques que usam e dificuldades que encontram no dia a dia.
É muito inspirador e enriquecedor conhecer a história dessas mulheres.
Queremos agora convidar você para ser a próxima Bela na Bike do mês, quem sabe a de Abril ou Maio? Gostaríamos de conhecer Belas de outra cidades também! Acho que nós aqui de Floripa temos muito o que aprender com o pessoal de São Paulo, Rio, Minas, por exemplo.

Bela na Bike blog

Ficou com vontade de compartilhar um pouco do seu dia a dia aqui? Eeeeeeeeeeeee! Ótimo! Então manda uma mensagem para a gente, poder ser aqui no blog mesmo, ou email ou Facebook que a gente envia as perguntinhas para você responder e retornar junto com uma fotinho sua com sua bike cheia de charme e atitude!

contatobelanabike@gmail.com.br

Bela na Bike crescendo e aparecendo – Revista Bicicleta e VO2 Bike

Nós ficamos tão felizes quando recebemos convite para participar de alguma entrevista ou reportagem! É tão bacana ver que o trabalho que temos feito para tentar ajudar mais mulheres a pedalar ao seu estilo e perder o medo das ruas está sendo visto e que tem mais pessoas querendo espalhar isso por ai! É claro que primeiro rola aquele frio na barriga, uma timidez boba e um medo enorme de falar bobagem… mas depois vale muito apena ver o resultado, dá um orgulho gigante!

Recentemente fomos convidadas a participar como colaboradoras de Revista Bicicleta na edição de março da revista. Escrevemos um artigo sobre o que vestir para ir de bike, baseado nas experiencias que compartilhamos aqui mesmo no blog. Estamos na torcida para sair uma versão da matéria no site da revista para compartilhrmos aqui, mas por enquanto só a versão impressa mesmo.

Revista bicleta

 

Também recebemos um convite para dar uma entrevista/depoimento para a revista VO2 Bike, outra revista especializada no segmento, uma matéria sobre mobilidade urbana. Seguimos a mesma linha da outra matéria, abordando temas como: o que vestir, truques e hábitos para mulheres que usam a bicicleta no seu cotidiano nas mais diversas tarefas.

Revista VO2

 

As duas edições estão nas bancas e possuem um material de altíssima qualidade para os amantes da bicicleta.
Somos muito gratas pela oportunidade de compartilhar (a partir de um outro veículo, atingindo assim mais pessoas) mais do mundo da bicicleta, mostrando que é possível fazer muitas coisas com ela sem deixar de lado coisas que podem ser importantes para muitas pessoas, como o detalhe de estar bem vestida, e ainda contribuir para uma cidade mais humana e menos poluída.

😉