7 coisas que mudaram na minha vida depois da bicicleta

bela na bike

Dizem que quando passamos a usar a bicicleta no dia-a-dia nossa visão sobre a cidade muda, nossos conceitos mudam. E isso é bem verdade.
Aconteceu comigo, talvez aconteça diferente com você. Mas vou citar aqui 7 coisas que mudaram na minha vida depois da bike, ou seja, desde que passei a viver a cidade de bicicleta:

1 – Aceitar meu cabelo como ele é.

Todo mundo sabe que o cabelo muda sozinho com o tempo, mas mesmo assim sempre gostei de mudar o meu cabelo. Logo que minha mãe deixou, aos 14 anos fiz permanente e a partir daí foi um festival de mudanças: cortei chanel bem curtinho e raspado na nuca, depois luzes até ficar loira, depois pintei de vermelho-cereja e há uns 10 anos decidi não mudar mais a cor natural que é castanho escuro, mas com toda a química que eu usei, meu cabelo mudou muito, ficou mais fino, nem crespo e nem liso, e então eu sempre escovava e usava a tal chapinha pra alisar e acertá-lo como eu gostava de me ver no espelho. Até que voltei a pedalar e percebi que fazer chapinha pra ir de bicicleta ao trabalho era desperdício. Foi aí que passei a aceitar meu cabelo como ele é. Claro que dou uma escovadinha com o secador de leve na franja pra ajeitar, mas hoje não perco mais aqueles  40 minutos antes de sair de casa pra arrumar o cabelo! UFAAA!! LIBERDADE!!! #livredachapinha

2 – Que não vou virar monstro se pegar uma chuvinha de leve.

Como era a Maria-cabelo-alisado, não podia ver uma chuvinha que já me arrepiava antes do cabelo… rsrsrs… Jamais sairia na rua com qualquer garoa que fosse, já tinha que pegar o carro pra ir até na padaria. Hoje, vivo a vida como ela é: com chuva, sol, vento e descobri  que chego no meu destino sem grandes catástrofes na aparência… E isso me deixa muuuito feliz! #semdrama

3 – Que nem sempre que eu transpirar eu vou ficar fedendo.

Claro, que se eu saio pra fazer uma pedalada de 2 horas com velocidade máxima voltarei suada e fedida. Mas se eu sair de casa de banho tomado e transpirar até chegar ao trabalho isso não vai acontecer. Vou chegar suada, mas depois de 15 minutos estarei com minha aparência normal de volta e meu perfume suave de sempre.

4 – A dirigir com mais responsabilidade.

É fato, ciclistas que andam no trânsito passam a ser mais cuidadosos quando dirigem. E não conheço nenhum estudo científico que comprove isso não, mas é visível a mudança que ocorre. Isso aconteceu comigo, não que eu fosse uma motorista maluca infratora, mas hoje dirijo mais devagar, prestando muito mais atenção em pedestres e ciclistas do que antigamente. A gente literalmente se vê na posição do outro e não conheço auto-escola que ensine isso atualmente. Sem falar de todo o individualismo que só cresce na nossa sociedade…

5 – Que ciclista também tem deveres.

E cumpri-los é importantíssimo! Saber onde pode e onde não pode bicicleta, sinalização e como se comportar no trânsito são práticas que facilitam muito a vida dos motoristas e a nossa!

6 – Que o limite do meu corpo está na minha cabeça.

Às vezes parece que não vou conseguir vencer uma subida, que não vou conseguir concluir o percurso e voltar pra casa pedalando, que o vento é muito forte e eu não vou conseguir pedalar… Tudo coisa da minha cabeça, às vezes é mais difícil, mas eu sempre consigo… 😉

7 – Que eu posso ser eu mesma, com todas as minhas frescuras, manias e delicadezas, e com muito charme mesmo usando uma bicicleta pra me transportar!

Enfim, a bicicleta melhorou não só a minha relação com a cidade em que eu vivo, mas também minha relação comigo mesma.

Hoje sou uma pessoa mais segura, mais livre, mais leve… 😉

 

 

 

Cinema de bike – Bela na Bike e Pedal Glamour

Antes de mais nada, queríamos agradecer a todos que participaram do nosso passeio no último sábado, à Naiara do Pedal Glamour pela parceria e ao Paradigma Cinearte pelo apoio… Foi incrivelmente incrível! 😛 Cansativo? Um pouco… mas valeu muito a pena! Foi daquelas experiências que antes de chegar ao fim já desperta uma vontade louca de fazer de novo.
Até poucos meses atrás eu, Michelle, nem imaginava ir ao cinema de bike ou fazer qualquer outro programa pedalando, ainda mais tendo que percorrer mais de 11km para isso (só ida!). E essa é a parte boa de escrever este blog com minha irmã, diva master da bicicleta. Além de despertar um outro olhar sobre o jeito de se locomover na cidade, experimentar sensações únicas, momentos que vão ficar registrados na memória, e no blog, e no Instagram, e no Facebook… rs.

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike

Confesso que foi puxado. O dia estava quente, sol forte, e como a sessão de cinema era as 15h tivemos que partir cedo, às 13:30 com o sol à pino!
Resolvi ir com uma blusa meia manga de algodão para não sofrer muito com o sol queimando a pele. E nos pés tênis, como íamos subir alguns morros eu me senti mais segura assim.

O cinema Paradigma CineArte fica em uma rodovia de trânsito  rápido e muito movimentada aqui de Floripa: a SC 401, que liga o centro ao norte da ilha. Como nem todas as pessoas que iriam participar eram muito experientes (e eu estou inclusa nessa categoria), fizemos um caminho alternativo para evitar ao máximo a tal rodovia e também porque é muito mais lindo e agradável. Caminho este com algumas subidas ingratas, mas que foram vencidas com muita garra por todos! Foi massa! Teve alguns momentos em que transitamos pela tal rodovia (a SC401), mas sabe que foi menos assustador do que eu imaginava? O fato de estarmos em grupo ajuda bastante na segurança. Fomos sempre pelo acostamento, sinalizando nossas intenções de ação e não tivemos nenhum problema ou situação tensa… Afinal de contas era sábado, os motoristas deveriam estar mais tranquilos, rs.

E a chegada no cinema?! Foi no momento certo… precisamos apenas de 10 minutos para prender as bicicletas, tomar uma água, regularizar a respiração e parar de suar: estávamos prontos para sentar, relaxar a curtir o filme.

cinema de bike

Cinema de bike

A volta para casa foi tranquila também, teve parada na padoca para um café gostoso sem culpa e depois um presente dos céus: um pôr do sol de cair o queixo com inúmeros tons de rosa, laranja e vermelho… indescritível.

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike
Se eu faria de novo?! Muitas vezes mais, sem sombra de dúvida.

Já teve picnic e cinema, alguém sugere um novo evento/lugar para irmos de bike todos juntos?

Bela na Bike crescendo e aparecendo – Revista Bicicleta e VO2 Bike

Nós ficamos tão felizes quando recebemos convite para participar de alguma entrevista ou reportagem! É tão bacana ver que o trabalho que temos feito para tentar ajudar mais mulheres a pedalar ao seu estilo e perder o medo das ruas está sendo visto e que tem mais pessoas querendo espalhar isso por ai! É claro que primeiro rola aquele frio na barriga, uma timidez boba e um medo enorme de falar bobagem… mas depois vale muito apena ver o resultado, dá um orgulho gigante!

Recentemente fomos convidadas a participar como colaboradoras de Revista Bicicleta na edição de março da revista. Escrevemos um artigo sobre o que vestir para ir de bike, baseado nas experiencias que compartilhamos aqui mesmo no blog. Estamos na torcida para sair uma versão da matéria no site da revista para compartilhrmos aqui, mas por enquanto só a versão impressa mesmo.

Revista bicleta

 

Também recebemos um convite para dar uma entrevista/depoimento para a revista VO2 Bike, outra revista especializada no segmento, uma matéria sobre mobilidade urbana. Seguimos a mesma linha da outra matéria, abordando temas como: o que vestir, truques e hábitos para mulheres que usam a bicicleta no seu cotidiano nas mais diversas tarefas.

Revista VO2

 

As duas edições estão nas bancas e possuem um material de altíssima qualidade para os amantes da bicicleta.
Somos muito gratas pela oportunidade de compartilhar (a partir de um outro veículo, atingindo assim mais pessoas) mais do mundo da bicicleta, mostrando que é possível fazer muitas coisas com ela sem deixar de lado coisas que podem ser importantes para muitas pessoas, como o detalhe de estar bem vestida, e ainda contribuir para uma cidade mais humana e menos poluída.

😉

Chega de assédio nas ruas… Mais respeito por favor!

assedio

Quem nunca se sentiu invadida ou intimidada com uma cantada barata enquanto caminhava pela rua? Quem nunca sentiu o estômago embrulhar ao ouvir um “Unch delícia…” ou “ ah se eu te pego”…  apesar dessa última ser letra de música, isso passa longe de cantada, é assédio meu amigo!

Você sabia que há pessoas que tem receio de andar ou pedalar pelas ruas por medo de ser assediado? Pessoas que trocam a roupa que tinham escolhido para sair de casa por medo de chamar a atenção para assédios (eu me incluo nisso, infelizmente)? E isso vale para homens e mulheres hein…
Apesar dos assédios serem frequentes em qualquer lugar e de que ninguém está livre disso, o fato de estar em cima de uma bicicleta agrava esta situação… Levanta a mão quem nunca ouviu a clássica: “Como eu queria ser o banquinho da sua bicicleta”…  Argh! Nojo!
Infelizmente essa situação é um dos grandes fatores que desestimulam o público feminino a pedalar.

A rua é de todos, e todos temos direito de usufruir dos espaços públicos sem sermos importunados.
E não importa a roupa que eu esteja usando, se é calça colada, saia ou short, independente do comprimento, ninguém tem o direito de me intimidar com palavras de teor sexual, gestos ou olhares, de jeito nenhum, meu corpo não está a serviço ou ao bel prazer de ninguém!

Portanto, gostaria de dizer aos tarados de calçada (porque homem que se preza tem educação e sabe dar valor a uma mulher), que não estou em cima de uma bicicleta para empinar para a minha bunda para você secar, nem estou em cima de uma bicicleta para que você enfie seus olhos cheios de tesão mal resolvido dentro do meu decote, muito menos estou em cima de uma bicicleta exibindo minhas pernas para ganhar um assobio ou buzinada sua, não!
Eu estou em cima de uma bicicleta pelo simples fato desse ser o meio de transporte que eu escolhi, que me faz bem, que funciona para minha vida, e o fato de você de repente estar “protegido” dentro do seu carro poluidor não lhe dá o direito de me assediar. Desculpa, mas dispenso seu “elogio”.

Este é um assunto delicado, e entramos na questão do que pode ser considerado assédio e o que é paquera. Acreditamos que o que diferencia é a abertura que se dá para tal ação acontecer, assim como o tom que se usa. E elogio de admiração pela atitude de estar na bicicleta é algo bastante comum, mas sabemos quando se trata disso. O limite é imposto de acordo com cada um, e pode ser bem variável de acordo com a cultura e fatores sociais também. O importante é saber que o limite de um termina quando começa o do outro.

Elogio é bom e todo mundo gosta, agora, um cuidado precisa ser tomado na hora da abordagem para saber se a pessoa a ser elogiada está aberta a isso, se não vai ocorrer uma invasão de espaço. Afinal, tem quem passe pela frente de uma obra e se não ouvir um fiu fiu já fica deprimida e corre pro salão de beleza… vai entender?

Bom, voltando ao assunto bicicleta, assédios podem resultar em acidente. Quando estamos nos equilibrando sobre duas rodas, uma distração pode ser fatal. Sendo assim, uma simples frase gritada no seu ouvido como: GOSTOSA!, pode gerar um desequilíbrio e consequentemente um tombo, que pode ter leves ou graves consequências. Assim como uma aproximação repentina, ou um tapa na bunda (sim, conheço mulheres que já passaram por isso, e é lamentável) pode também levar a ciclista para o chão e ser atropelada pelo próprio carro que se aproximou dela. Acredite isso é muito fácil de acontecer.

Também já li relato de quem retrucou e em seguida o indivíduo a atropelou propositalmente por isso. Parece mentira mas não é…

Fica aqui então o nosso pedido por respeito e um recado para os meninos: Antes de mexer com alguma mulher na rua lembre-se de que ela não vai gostar e nem vai dar o telefone dela para você, e isso muito menos cria a chance de você levá-la para a cama, pode ter certeza. E outra coisa, quando sentir vontade de gritar obscenidades a uma mulher, imagine que essa tal mulher poderia ser sua mãe, sua irmã, namorada ou filha… fica a dica. 😉

Como carregar sua bike escada acima com facilidade

Para quem mora em apartamento que não tem elevador, ou que não pode subir com sua magrela dentro dele, sair e  chegar em casa pode se transformar em uma tarefa chata. Carregar sua bike escada acima, dependendo da situação,  pode ser até arriscado, no caso de ter outras coisas junto com você como sacola e mochilas, você pode cair e se machucar. Pensando nisso, em facilitar a vida dessas pessoas, um escritório de design de Óregon, o Walnut, desenvolveu um acessório muito útil feito em couro, chamado Little Lifter.

alça de couro para carregar bicicleta

São alças de couro ajustáveis que você prende no quadro da sua bike que permitem que você suba e desça escadas com mais segurança e conforto. A posição da alça coloca seu punho abaixo do centro de gravidade do seu corpo, fazendo com que você recrute músculos que normalmente usa para levantar coisas, levantando assim, a bike com mais facilidade, segundo o produtor.

alça para carregar bicicleta

Essa belezura ainda não é vendida aqui no Brasil (pelo menos não achamos ainda), apenas em sites gringos.
O Little Lifter  é uma solução criativa e simples para quem não abre mão de usar sua bike como transporte, ainda que tenha que subir alguns lances de escada carregando sua estimada, sem falar que o acessório é bacanudo demais e ainda agrega estilo a sua bike. Não é?

 

 

Viajar de bike – do Chuí a Montevidéu – Final

Viajar… quem não gosta? E viajar de bike, quem encara?
Estou aqui preparando este post com o relato dos últimos dias desta cicloviagem e revivendo todos os momentos na minha cabeça… Momentos que vou levar pra sempre na memória. Viajar e explorar os lugares de  bicicleta coloca dois temperos a mais na sua viagem: aventura e adrenalina. Viajar de bike requer um planejamento mais detalhado do que uma viagem convencional, mas no final vale a pena e é viciante, tá? Mal termina uma e a gente já está pensando na próxima (pelo menos aqui é assim, rs). E a nossa próxima cicloviagem será mais longa, 13 dias de pedalada, e está sendo planejada há uns dois anos… Mas isso é assunto para um outro post.
Vamos contar de uma vez como foi a última parte dessa aventura pelo Uruguai:

Quinto dia: Punta del Este – Atlantida
Depois de um merecido dia de descanso, saímos cedo do nosso hostel, o Tas d’Viaje, e rumamos para a cidade de Atlântida, nosso pedal mais longo, com 107 quilômetros, e um desafio para nós, que nunca havíamos pedalado acima dos 100 km.

IMG_3134 (Large)

Punta Ballena – onde fica a Casa Pueblo

No caminho paramos para conhecer a famosa Casa Pueblo, em Punta Balena, 14 km após Punta, uma obra majestosa do  artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, recém falecido. Mas chegamos cedo demais (8h) e não conseguimos visitá-lo pois o local só abre após as 10h. Então, toca pra Piriápolis, que a estrada é longa.

IMG_3113 (Large)

Pose na frente da Casa Pueblo que ainda estava fechada pra visitação.

Quando estávamos em Punta tivemos o único dilema de nossa viagem: na próxima noite deveríamos pernoitar em Piriápolis, distante 45km, ou seguir até Atlantida, mais 62 km e assim chegar mais tranquilos em Montevidéu?

IMG_3141 (Large)

Quase em Piriápolis… E as estradas sempre uma tranquilidade!

Resolvemos pela segunda opção, já que estávamos descansados e então fizemos uma reserva pelo Booking num prédio de apartamentos que são alugados para turistas. Quando chegamos em Atlantida, depois de um dia todo pedalando sob sol intenso em um maravilhoso dia, procuramos por nosso local de estadia e quando lá chegamos, para nossa surpresa, quem encontramos? Sim, Pierrette e Roland estavam nos esperando, haja vista o dono do local ter lhes informado que estava esperando por um casal de pedalantes brasileiros. Eta mundo pequeno esse! Foi uma festa! Jantar com salada francesa e massa italiana feita por brasileiros num improviso só! Delícia de noite!
Para quem quiser dar uma olhada no Blog dos Franceses ai vai o link: Petit tour a tandem

Nessa noite jantamos todos juntos: nós, os franceses e mais um casal canadense que estavam hospedados no mesmo prédio.

Sexto dia: Atlantida – Montevidéu

No dia seguinte os franceses partiram antes, pois como diziam, iríamos atropela-los pelo caminho. Saímos uma hora depois e seguimos em nosso ritmo normal, cerca de 15 km/h.

IMG_3157 (Large) - 1

Na saída, maior cara de sono!

Nesta etapa viajamos pela Rota 9, rodovia uruguaia que liga Montevidéu ao Chui, sendo bastante movimentada e monótona, algo como viajar em uma grande BR brasileira. Mas em nenhum momento, nem na Rota 9, nem em outra rodovia ou local do Uruguai, tivemos algum problema em relação a segurança, ou os famosos “finos educativos”. Muito pelo contrário, sempre notamos um respeito muito grande em relação às bicicletas por parte dos veículos motorizados, muitos deles inclusive nos buzinando e fazendo gestos de incentivo. Ou seja, foi uma viagem extremamente tranquila!

IMG_3161 (Large) - 1

Destino final!

Após uma jornada pedalante de 55 quilômetros, chegamos a Montevidéu e paramos em um local onde há um enorme letreiro com o nome da cidade, com o centro da metrópole ao fundo. E quem encontramos saindo do local? Isso mesmo, os franceses, neste que seria nosso último encontro. Eles seguiram então para o mercado público enquanto nós seguimos a procura de que seria nosso hotel pelos próximos dois dias, pois iríamos ter mais um dia de ócio turístico antes do retorno ao Brasil.

IMG_20140327_161956 (Large)

Muitas ruas de Montevidéu são assim, parecem túneis de plátanos!

Já na tarde deste mesmo dia fomos com Thelma e Louise até a estação rodoviária de Tres Cruces para agilizar as passagens de volta, comprando-as na empresa Rotas del Sol, escolhida por ter bons horários diretos para o Chui, ônibus modernos e, principalmente, levam bicicletas em seus enormes bagageiros. As meninas teriam suas próprias passagens, seriam protegidas com plástico-bolha, que compraríamos em uma papelaria qualquer, para não levarem arranhões no quadro e seriam bem presas a estrutura do veículo. Ou seja: perfeito! Após resolvermos a volta ao Brasil, nos restava conhecer Montevidéu, seus locais históricos, turísticos e, principalmente, suas famosas parrillas!

IMG_3208 (Large)

#Turistando

E assim foram dois dias maravilhosos, caminhando, pedalando e provando a deliciosa carne uruguaia, considerada uma das melhores do mundo! Sempre bem acampanhadas de uma Patrícia, uma Pilsen ou uma Zillertal, ótimas cervejas locais que são vendidas em garrafas de um litro e que dão um banho de sabor nas congêneres brasileiras.

IMG_3184 (Large)

#Turistando2 – Olhando essa foto, alguém imagina que cheguei na cidade de bicicleta? :-)))

Em nosso último dia uruguaio, café da manhã no hotel, arrumar a bagagem toda nos alforges, fazer check out no hotel e rumar com as meninas para a rodoviária, para o retorno ao Chui, onde nos aguardava nosso veículo.
Ao sairmos da rodoviária já estávamos com saudade de pedalar, e então lembramos que este era o primeiro uso de um veículo motorizado em toda nossa viagem, pois até ali havíamos pedalado nada menos do que 428 quilômetros, em 30 horas sobre nossos selins Brooks, que aliás cumpriram honrosamente sua função de proteger nossos bumbuns, não que tenhamos tido o descuido de passar diariamente, antes e depois das pedaladas, uma generosa aplicação de pomada!  Também neste quesito tudo foi tranquilo, pois era outro ponto que nos preocupava. Bem estávamos com nossa bunda calejadas e nossos Brooks amaciados!

Jpeg

Preparada pra viajar de bus.

Foram cinco horas e meia de viajem tranquila, quando então chegamos a “praça central” da cidade de Chuy, lado uruguaio da Chui brasileira, onde montamos a bagagem toda nas bikes e seguimos para o hotel onde nosso carro havia ficado durante os últimos oito dias. Nesta noite, em parte pela não muito boa experiência que tivemos anteriormente, optamos por não jantarmos e fomos descansar, para poder encarar os mais de mil quilômetros que nos esperavam no outro dia, rumo ao nosso estado natal: Santa Catarina.

E assim terminava nossa primeira ciclo viagem internacional: Uruguai, 428 quilômetros de muita alegria!

Mapa Uruguai

RESUMO TÉCNICO:

  • Km pedalados: 428 quilômetros
  • Horas pedalando: 31h07m
  • Altimetria total: 1.656 m
  • Pneus furados: dois
  • Problemas mecânicos: Nenhum!!
  • Ferramentas levadas: três câmeras reserva, dois “power links”, um pedaço de corrente, duas gancheiras, kit remendo, kit ferramentas, braçadeiras/lacres.

PERCURSOS (gpsies.com)

E então, não dá vontade de pegar a bicicleta e sair por aí conhecendo o mundo?
Dá sim, mas não esqueça que viagens como essa precisam ser bem planejadas pra evitar algumas roubadas e perrengues (alguns fazem parte da brincadeira, mas tem situações que é bom evitar). Já demos algumas dicas de viagem por aqui, mas se você tem alguma dúvida sobre o assunto, comenta aí. Ou envie um email para contatobelanabike@gmail.com que a gente responde!

Como falei no incio em breve, em maio mais precisamente, saíremos para outra viagem de bicicleta, agora um pouco mais longa. Prepare-se para acompanhar novas aventuras!

😉

A primeira parte desta viagem viagem você encontra aqui e segunda parte aqui

Este artigo foi publicado originalmente em www.bikea2.wordpress.com

Picnic Bela na Bike e Pedal Glamour

Obrigada, obrigada e obrigada galera! Nosso picnic Bela na Bike e Pedal Glamour  foi um sucesso graças a vocês! Foi tão lindo! Querem saber como foi?
Bom, o combinado foi nos encontramos no Trapiche da Beiramar, e quando chegamos lá parte do pessoal já tinha chegado e estavam todos na maior pinta pro passeio! Yeah… Já sabíamos que seria uma tarde com muito charme e estilo!

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Gente, essas fofuras da foto acima dentro do carrinho, vieram de Blumenau especialmente para o evento junto com os pais Ligia e Sedinei. Não é o maximo?! Ficamos muito felizes com a presença, viu família?
Bom, como dá para ver nas fotos o dia estava nublado e isso era ótimo para o picnic, não precisaríamos disputar uma sombra no parque, mas olhando o céu em direção ao sul, poderia vir chuva a qualquer momento. Mas com muita confiança nas previsões e na coragem da galera, seguimos em direção ao parque.

Foto antes da saída, e lá fomos nós! 😀

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Para chegar até o local do picnic, o Parque de Coqueiros é preciso atravessar a ponte Pedro Ivo pela passarela que fica embaixo da ponte. Alguns nunca tinham passado por ali, pois é realmente uma lenda urbana como diz a Naiara, eu mesma antes dessa fase de ciclista havia passado apenas uma vez pelo local, e a experiência foi tão assustadora que nunca mais teria passado se não fosse a bicicleta entrar novamente na minha vida. Hoje eu acho o trajeto o máximo, é bem bonito e agora a passarela foi reformada, mais segurança pra nós!

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Chegando no outro lado da ponte, a ciclofaixa de lazer que funciona aos domingos em Coqueiros ainda estava em funcionamento e chegamos no Parque através dela tranquilamente.

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Chegando no Parque, precisávamos escolher um local para o picnic e como a ameaça de mais chuva ainda não tinha acabado, escolhemos ficar perto de um toldo que estava montado lá para um evento que aconteceria no dia seguinte (providencial! ;).

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Juntamos todas as cangas, toalhas e colchas e conseguimos que todos ficassem próximos, podendo assim conversar e compartilhar as comidas e bebidas.

Agora deixo as fotos falarem por si:

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

Picnic de bike Bela na Bike e Pedal Glamour

PICNIC BELA NA BIKE E PEDAL GLAMOUR

Nossa idéia com esse evento foi de mostrar que é possível aproveitar a nossa cidade sem precisar utilizar o carro/transporte coletivo para se locomover. Há inúmeros locais como o Parque de Coqueiros que com certeza ficam a uma distância pedalável da sua casa ou do seu bairro. Experimente fazer isso também! Muitas vezes os bons momentos são os mais simples!

Gaste mais tempo com o que te faz feliz! <3

Agradecemos de coração a todos que compareceram e fizeram este evento acontecer! Especialmente a Naiara Lima do blog Pedal Glamour que topou na hora fazer o evento em parceria, ao Vinicius namorado dela e o Ari Boehme que deram super apoio na organização, fotografia e etc. 😉

Vale dizer que em breve organizaremos mais eventos como esse! Amamos!!

Confira também o post do blog Pedal Glamour sobre esse lindo evento…

Fotos do Ari Laercio Boehme.

 

 

Alforjes em couro para bicicletas

E no embalo do nosso picnic de domingo, dia 22, lembrei do post que fizemos recentemente sobre picnic (leia aqui), quando ainda nem estávamos planejando fazer o nosso próprio picnic. Nesse post mostramos um vídeo da Laura Pereira, designer de Florianópolis que desenvolve artigos de viagem, que incluem alforjes  em couro para bicicletas belíssimos!

alforjes de couro para bicicleta

Alforjes em couro natural tamanho PP

Os alforjes, que também são usados como bolsas pois possuem alças grandes, são feitos de forma artesanal no atelier da própria Laura. Além de tamanhos variados (podendo carregar até laptop dentro) as alças que fecham o alforje, permitem a fixação dele na bicicleta, tanto na garupa como no guidão.

alforjes para bicicleta grande

Alforjes em couro para laptop

Para quem pedala no dia a dia esse tipo de  acessório é de grande valia. Ter onde carregar suas coisas sem precisar prendê-las ao corpo em uma mochila, ajuda muito nos dias de calor, sua roupa não amassa e você sua menos. Outro fato que se deve dar atenção é como você vai carregar esta bolsa quando chegar ao seu destino, pode ser que você precise subir uma escada com a bicicleta por exemplo, portanto, alforjes com alças facilitam muito a vida.

Alforjes em couro para bicicleta

Alforjes em couro tamanho P

Os alforjes estão disponíveis em três tamanhos e você os encontra na loja virtual da Ciclomovimento, neste link, ou no banner ao lado.

E para quem ainda não viu o vídeo… <3

Se empolgou com o vídeo? Topa fazer um picnic conosco?
Então nos vemos domingo, dia 22 de março, às 16h, no Trapiche da Beira Mar norte saindo em direção ao Parque de Coqueiros para um delicioso picnic…
Venha participar, vai ser lindo! 😉

 

 

Bela na Bike de Março

Um dos posts que mais gostamos de fazer para o blog é o Bela na Bike do mês, é sempre tão inspirador e dos deixa imensamente felizes. Ver essa mulherada linda e independente, donas dos seus narizes e destinos, com suas bikes nas ruas enche a gente de alegria E a gente quer sempre mais.
E hoje é dia da Luciana Vieira, nos conhecemos num evento na bicicletaria Garupa e a partir daí sempre nos encontramos em pedaladas pela cidade. A Lu é super querida, animada e pedala muito!! Conheçam um pouco da história dela e como ela é exemplo pra todas nós:

Qual sua idade e profissão? 

Estou com 40 anos e tenho formação em Jornalismo, mas não exerço a profissão. Trabalho como assistente administrativa.

Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida? (Esporte, lazer, transporte)

Uso a bicicleta para tudo. Como meio de transporte para ir ao trabalho, ao supermercado, visitar amigos, etc. Como lazer para relaxar e contemplar o que está ao meu redor. Como esporte para ter uma vida mais saudável e melhorar o meu condicionamento físico.  Quando estou pedalando para ir até a empresa onde trabalho, não a considero apenas como meio de transporte, mas também como meus momentos de lazer e esporte.  A minha disposição e humor no trabalho é bem melhor do que quando utilizo o ônibus. Deixo de pedalar quando chove forte, mas quando cessa a chuva e eu estou no ônibus… Ah, como eu queria estar pedalando! E fico procurando e olhando outros ciclistas da janela do ônibus.

Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?

Sempre gostei de pedalar, desde a infância, mas era como lazer e esporte. A diferença no dia de hoje é a bicicleta ser também meu meio de locomoção. Teve um bom tempo que deixei de pedalar em função dos compromissos.  No entanto, dirigir carro era um ato estressante. Não que eu não goste de dirigir, mas ficava irritada quando ficava presa no trânsito e via as barbeiragens dos outros motoristas. Sem falar, nos quase acidentes que me deixavam assustada e, ao mesmo tempo, fula de raiva. Observando ciclistas da janela do carro, eu desejava muito usar a bicicleta no dia a dia. Mas… Tinha medo de pedalar com tantos veículos ao meu lado que podiam me derrubar. Voltei a pedalar nos finais de semana e já vinha trabalhando em minha mente para um dia usar a bicicleta durante a semana. Como tenho deficiência auditiva, testei a minha audição com os aparelhos auditivos nas ruas. Li muitos textos na internet sobre pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte e dicas de segurança para pedalar. Procurei me informar também das regras existentes de trânsito. O dia que usei a bicicleta para ir ao trabalho foi inesquecível e emocionante. Fiquei tão feliz por ter criado coragem! Então, hoje, a cada dia pedalo mais.

Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?

O principal benefício é ficar longe do estresse. Eu me sinto muito disposta no trabalho, as ideias estão mais claras e ordenadas na minha mente, o meu corpo fica relaxado e leve. Até quando estou triste, pedalar tem me ajudado a aliviar o meu sofrimento. O que tem acontecido bastante nas ruas é ganhar sorriso ou cumprimento das pessoas. E também aproxima pessoas. Se não fosse a bicicleta, talvez jamais conheceria a Aline e a Michelle, as escritoras deste blog.

Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?

Sim! Preciso de roupas confortáveis para pedalar e de peças que chamem a atenção dos motoristas. Não uso, por exemplo, blusas escuras durante à noite, pois os motoristas podem não me ver pedalando na rua. As cores precisam ser vibrantes como amarela, vermelha, laranja, azul e verde. Enfim, procuro usar as roupas que permitem que eu seja vista e, consequentemente, tenha segurança no trânsito.

Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?

Para eu ir ao trabalho, não tenho dificuldade. Sou uma privilegiada, pois a Eletrosul, a empresa onde trabalho, dispõe de bicicletário e vestiário com chuveiro. Então, uso peças mais esportivas e elas são lindas. Levo no bagageiro as roupas que vou usar no trabalho e, de qualquer forma, são peças que servem para pedalar. Já peguei a bicicleta usando a roupa do trabalho para ir a um médico ou ver um amigo durante o intervalo de almoço. A foto que está neste post foi tirada no dia que saí para comprar um acarajé na feira da UFSC durante o intervalo do almoço.

Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?

Falta de respeito. Quando retorno para casa, tem uma rua com ciclofaixa. Quase sempre tem veículo estacionado na ciclofaixa!  Motoristas que não respeitam a distância de 1,5 metro em relação ao ciclista e passam em alta velocidade ao meu lado são atitudes que põem em risco a minha vida, sem falar nos sustos. Como costumo passar pela UFSC, tem sido comum cruzar com motociclistas nas calçadas e no túnel (que é só para pedestres e ciclistas), apesar da placa de proibição para circulação de motos. Outra dificuldade é a falta de segurança. Este ano houve muito assalto/roubo de bicicletas em Florianópolis. Em algumas ocasiões, deixei de pedalar por causa disso.

Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?

Comecem a pedalar nos finais de semana, quando há menos trânsito nas ruas. Procurem ler tudo relacionado à bicicleta como segurança, leis de trânsito e dicas de outros ciclistas. Conversem com as pessoas que pedalam e, se possível, convidem um amigo para ir junto. Depois de sentirem seguras ao pedalar nos finais de semana, peguem um dia da semana para fazer isso. E vão aumentando devagar. Por exemplo, pedalar uma vez por semana. Na outra semana, duas vezes e, assim, sucessivamente. Até chegar o momento que vocês vão chorar de alegria por pedalar todos os dias!

Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?

Mais ciclovias e ciclofaixas. Que os órgãos públicos, espaços urbanos e estabelecimentos comerciais de grande circulação de pessoas tenham bicicletário. Que haja educação desde o ensino fundamental sobre as regras de trânsito. Se houvesse respeito e, consequentemente, as ruas fossem compartilhadas tanto pelos motoristas quanto pelos ciclistas, possivelmente não precisaríamos ter ciclovias e ciclofaixas. E também que haja mais policiamento nas ruas para dar mais segurança, não só aos ciclistas, mas a todas as pessoas que circulam nas ruas.

FullSizeRender (1)

Meninas, gostaríamos muito da participação de vocês aqui também… Entrem em contato conosco pelo email contatobelanabike@gmail.com e conte sua história pra gente, tem um monte de gente por aí esperando para ser impactado (de forma positiva, claro) por ela. 😉

Viajar de bike: do Chuí à Montevidéu – Parte 2

Fim de semana chegando, logo mais temos o feriadão de Páscoa chegando, vem aquela vontade de fazer algo diferente… Que tal viajar de bike? Para dar uma inspirada e de repente aquele empurrão, seguimos com o relato da cicloviagem do casal aventureiro Aline e Ari, com as histórias do terceiro e quarto dia da cicloviagem no Uruguai.

Terceiro dia: Cabo Polonio – La Paloma

Viejo Lobo HostelApós o café da manhã improvisado, nos despedimos de Luiz, o Viejo Lobo, pegamos acentos na jardineira que nos levaria novamente a estação rodoviária, com a angústia de chegar logo e ver como estavam Thelma e Louise. Ufa, tudo certo com elas, arrumamos a bagagem toda nas meninas e rumamos para La Paloma, nosso destino depois de 57 quilômetros.

Perto do meio dia, estávamos passando por La Pedreira e resolvemos entrar para conhecer, pois as indicações eram sempre favoráveis, e precisávamos providenciar o almoço e a janta, que seria novamente no hostel.

Pierrette e RolandFoi na porta do pequeno supermercado de La Pedreira que encontramos, pela primeira vez, aqueles que seriam nossos companheiros de viagem pelos próximos dias: Pierrette e Roland. Casal de franceses, viajam o mundo sobre uma bicicleta tandem, pelo menos dois meses por ano, a vinte anos! Animadíssimos, tentamos conversar de todas as formas possíveis, pois eles só falavam francês, e nós além do portunhol, só o inglês macarrônico! Mas no final sempre nos entendíamos. Deixamos os franceses em La Pedreira e seguimos para La Paloma, com as compras feitas e o lanche do meio dia feito.

Retas e Retas

Aqui tivemos nossa única surpresa negativa em relação às reservas feitas: quando chegamos ao Serena Blues Hostel em Playa del Arachania, ele estava fechado! Como ainda era cedo, rumamos para La Paloma, passamos no serviço de atendimento ao turista e fomos procurar por um hostel para a noite.

Depois de alguma pesquisa na internet, uma Patricia e um pratão de “papas fritas”, rumamos para o La Balconada Hostel, na praia de Balconada. Jantamos nossa providencial massa com lingüiça e molho de tomate, junto com os vários surfistas brasileiros, alemães e americanos que também estavam no hostel. Dormimos cedo, pois nosso próximo dia nos traria pelo menos duas incógnitas: a Laguna Rocha e no mínimo 90 quilômetros de estrada.
Quarto dia: La Paloma – Punta del Este

La Balconada HostelEste seria o dia em que, se o planejado não desse certo, seria um problemão: teríamos que pedalar 12 km até a Laguna de Rocha, achar uma pescadora (D. Olga) que disseram poderia nos atravessar de barco a tal Laguna e então se tudo desse certo, seguir viagem por mais 80 quilômetros. Caso desse errado, teríamos que voltar os 12 km, fazer uma volta de 30 km circundando a Laguna e daí fazer os outros 80 km restantem ou seja, um pedal de 144 km!!

Seguimos então para a vila de pescadores da Laguna del Rocha, uma linda pedalada com visual incrível! Chegando lá, perguntamos a duas senhoras onde poderíamos encontrar a D. Olga. Nos disseram que ela morava na última casa da vila. Identificamos a casinha branca ano fim da fila e para lá rumamos. Batemos palmas em frente à casa e um senhor veio nos atender. Perguntamos se ali morava a D. Olga, ele confirmou e foi então chamá-la. Lá de dentro veio então ela, que seria o nosso Anjo do dia.

D. OlgaCom 65 anos, D. Olga nasceu neste local e ali vive desde então, sendo pescadora de camarões na Laguna. E quando precisam, ela atravessa os ciclistas em seu pequeno barco, cobrando 100 pesos por pessoa. Thelma e Louise embarcadas, seguimos para o outro lado da Laguna, que durante alguns períodos do ano, quando o volume de água na lagoa não é muita e a maré ajuda, até dá passagem à pé pela praia. Mas como este ano choveu muito em janeiro e fevereiro no Uruguai, a lagoa estava com bastante volume de água e a única forma de atravessarmos seria então com a providencial ajuda de D. Olga (telefone 098801921).

Ferry José IgnácioCom a travessia vencida em 30 agradáveis minutos, ouvindo as histórias da D. Olga, despedimo-nos e colocamos as meninas no areião, pra seguirmos viagem, um trecho de 50 km de estrada de chão, até a Laguna del Garzon, que atravessamos em um pequeno ferry-boat e rumamos para a graciosa vila de José Ignácio.
Após nosso lanche, feito em frente ao farol, seguimos para Punta del Este, nosso destino final do dia, antes passando pela cidade de La Barra e cruzando a famosa Ponte Leonel Vieira, mais conhecida por ponte ondulada.

img_3060-large (1)

Ponte Ondulada – Uruguai

Como iríamos passar em frente a famosa escultura dos Dedos no caminho de nosso hostel, resolvemos parar para uma foto. Que martírio, o local é o ponto mais frequentado de Punta, e principalmente por brasileiros, todos querendo um “recuerdo” onde apareçam sozinhos na foto. Hahaha… nem a pau Juvenal…

DedosEm Punta tiramos um dia de folga, para descansarmos e conhecer a cidade. Bem, não há muito pra se ver, a não ser que se goste muito de ver prédios moderníssimos e mansões, todos irremediavelmente fechados fora da temporada. Até os restaurantes e uma boa parte das lojas também fecham. Bem, tem o Conrad também… e só!

Pierrette e Roland - PuntaAproveitamos nosso dia de folga e fomos novamente a escultura dos Dedos, atrás da tão almejada foto, e quem por lá encontramos? Sim, Pierrette e Roland, os franceses, que não tinham nossa dica da travessia da Laguna Rocha com a D. Olga, e tiveram que fazer os 140 km entre La Paloma e Punta. Estavam exaustos e estavam seguindo para Piriápolis. Fotos daqui, histórias dali, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo.

Em breve um último post com os dois dias restantes da viagem… aguardem.

Você pode também pode conferir  o post na íntegra no bloga2.wordpress.com, onde foi postado originalmente.