Caminho de Santiago de bike – Etapa 3 – De Estella a Navarrete

E vamos a mais uma etapa do Caminho de Santiago de bike:

Levantamos, tomamos nosso café no albergue mesmo e antes de sair, pedi pro Ari dar uma olhada no câmbio da minha bike. Meio contrariado, ele começou a mexer mas já avisando que não sabia se ia dar certo. E realmente a coisa desandou, ao invés de arrumar, piorou! Ficamos ali uma meia hora, eu segurando a bike (já arrependida de ter insistido pra ele mexer!) e ele tentando ajustar o câmbio enquanto reclamava, depois de muitos desajustes, arrumou!! UFA!! Seguimos então para mais um dia, inicialmente nosso objetivo era Logroño, mas durante o dia mudamos  os planos.  Andamos poucos km e logo chegamos na fonte da Bodegas de Irache, uma fonte onde há duas torneiras: uma de água e outra de vinho! Ok, era muito cedo (umas 9h da manhã) pra tomar vinho, mas precisávamos cumprir tabela e tomar esse vinho.. Tomamos um golinho cada, completamos as caramanholas (garrafinhas/squeezes) com água, as fotos de praxe e seguimos.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Um gole de vinho…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

“Túneis verdes” pelo caminho.

Logo encontramos um bar/café muito charmoso, num local que merecia uma parada, tomamos mais um cafezinho.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Seguindo a frente, passamos por plantações de uvas, uma vinícola na base de uma montanha com um Castello no topo: Villamayor de Monjardin, linda paisagem!

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Nesse dia ainda fazia calor, seguimos com bastante sol, passando pela cidade de Los Arcos, depois Sansol  e em Viana paramos para comer algo.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Passando entre os campos de trigo…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

O Caminho sempre nos leva a passar no meio das cidades…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Passando pela cidade de Los Arcos.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Paradinha pra olhar o Guia.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Entrando em Viana.

Ari sempre cavalheiro me perguntou o que eu tinha vontade de comer, respondi: Ovo frito!! 😀  A cidade estava bem movimentada, muitas mesas na rua e enquanto escolhíamos uma lanchonete, uma  peregrina sueca chamava a todos que passavam para dividir com ela um Schnaps, havia tirado as botas e cantava alegre, acho que pela quantidade de schnaps que já tinha tomado… Parecia feliz! Sorri pra ela e fui comer meu pão com ovo.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

A linda Catedral de Viana…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Cidade de Viana, movimentada quando passamos.

Depois  do lanche, tomamos uma sangria em um bar, compramos cerejas frescas (frutas da época) para comermos durante a tarde e voltamos para a estrada.
Durante a tarde o calor apertou mais uma vez, mas seguimos comendo nossas cerejas e rapidamente fomos vencendo os 49km que tínhamos programado. Chegamos em Logroño!

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Chegando em Logroño.

Cidade grande, linda! Linda ponte, linda catedral. Mas resolvemos  seguir e dormir numa cidade a frente, menor, mais calma: Navarrete. Pra sair de Logroño é um pouco confuso (Li isso em vários relatos antes de ir… ). Por todo o caminho existem as placas e setas amarelas, é difícil se perder, mas seguimos o guía de ciclistas e acabamos caindo num trecho sem sinalização e com muitos carros.

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Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Quando esperávamos um semáforo abrir, um senhor local que estava do outro lado da rua fez sinal para esperarmos por ele, que atravessou e veio falar conosco. “Querem sair da cidade?” Perguntou ele. “Vou explicar um caminho para saírem desse trânsito.” Nos deu a direção e chegamos então numa ciclovia, por dentro de um lindo parque e seguimos tranquilamente nossa rota. Mais um “Anjo do caminho”, pensamos…
Chegando em Navarrete, procuramos o albergue municipal que não tinha local para guardar as bicicletas durante a noite e nos aconselharam a não deixá-las na rua, mesmo que amarradas. Nos indicaram outro albergue, e neste as bicicletas ficaram na garagem da casa, devidamente guardadas. Tomamos nosso banho, e saímos a caminhar pela pacata cidade.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Única foto de Navarrete – a Catedral.

Tomamos algumas “cervezas “ para aliviar o calor enquanto aguardávamos abrir o restaurante que escolhemos para jantar. Entrando no restaurante haviam expostas algumas Compostelanas (certificado de quem completou o caminho de Santiago),  sentamos em uma mesa e quando a moça veio tirar nossos pedidos, sentou-se à mesa conosco, muito simpática, falando baixinho, e nós curiosos, perguntamos a ela se alguma das Compostelanas eram dela. Ela disse que sim, que havia caminhado desde Berlim!! Foram três meses caminhando até Santiago: 2.600km! Uau!! Ficamos impressionados e ela contou que durante sua peregrinação ficou tão agradecida com o que o Caminho deu a ela e ao companheiro, que resolveram retribuir de alguma forma e foram morar ali, abrindo um albergue com restaurante chamado Pilgrim’s. Foi uma das melhores refeições que fizemos durante nossa jornada, um tempero delicioso, ótimo serviço, local muito agradável, bem decorado, adoramos! Depois disso retornamos ao albergue e tentamos descansar, foi uma noite extremamente quente, mas conseguimos dormir.

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Caminho de Santiago de bicicleta – Etapa 1 – De Roncesvalles a Pamplona

Enfim chegou nosso primeiro dia de pedal, agora era oficial, iríamos começar o Caminho de Santiago de Compostela… Como a luz do dia começava a aparecer por volta das 7h, nós não tínhamos nenhuma intenção de sair antes disso, não levamos faróis e sair no escuro de bicicleta torna-se  arriscado, além de não vermos nada das paisagens. Portanto, ao sermos acordados às 6h, começamos a nos arrumar calmamente e fomos uns dos últimos a deixar o albergue.

Caminho de Santigo de Compostela

Fomos ao mesmo restaurante em que jantamos na noite anterior, tomamos café com tostadas, geléia e  suco de laranja. Fotos da saída e finalmente entraríamos no Caminho!

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Já fazia sol, temperatura agradável, paramos na tradicional placa que indica a quantidade de kms para chegar em Santiago, um casal também de bicicleta se aproximou (mais tarde descobrimos que eram pai e filha) e aproveitamos para tirar foto deles e eles de nós.

Caminho de Santigo de Compostela

Agora sim, vamos ao Caminho…  Era uma trilha com leve declive por dentro de um bosque bem fechado, muito verde e fazia muito frio, mas eu não conseguia parar de olhar em volta e agradecer ao universo por me trazer até ali.

Caminho de Santigo de Compostela

Logo paramos para vestir mais roupas, colocar luvas e proteger o pescoço. Em pouco mais de 3km chegamos a Burguete, cidadezinha simpática, muito limpa, organizada e charmosa, mas sem ninguém na rua além de peregrinos.

Caminho de Santigo de Compostela

Quase na saída da cidade, nos deparamos com uma procissão, que vinha no sentido contrário, achamos um pouco esquisita, homens com capuzes pretos, cruzes grandes apoiadas nos ombros e gritando algo que não entendemos, seguidos pela comunidade. Até hoje não conseguimos descobrir do que se tratava, mas com certeza era alguma comemoração. As cidades são na maioria muito pequenas, em menos de 10 minutos estávamos saindo de Burguete e logo começamos a subir uma montanha, hora passávamos pelo Caminho ( a trilha original onde os caminhantes seguem) hora pela carretera, estrada de asfalto que desviava do percurso original, mas que seguia sempre paralelamente.

Caminho de Santigo de Compostela

Costumávamos usar a carretera em momentos onde o trecho original do caminho era complicado para passar com as bicicletas, para isso usamos um guia comprado na Espanha mesmo, próprio para fazer o caminho  pedalando e que indica esses trechos  “impedaláveis”, dando todo o percurso do desvio.

Avistamos um café-bar (são vários durante todo o Caminho) e paramos para o segundo café do dia. Os cafés de todo o percurso são deliciosos e uma média custa aproximadamente 1,10/1,20 euros.

Caminho de Santigo de Compostela

Continuamos pedalando por mais trechos de asfalto e algumas trilhas, começou a esquentar e logo fomos tirando os casacos. Passamos vários trechos assim, sempre muito agradável e onde havia movimento de carros, o respeito da distância dos ciclistas era visível.

Caminho de Santigo de Compostela

Caminho de Santigo de Compostela

Depois de um difícil trecho de trilha, por pedras soltas, chegamos  ao Alto do Erro. Ali paramos para comer uma maçã que levávamos no alforje, perto de um pequeno trailer que funcionava como lanchonete. Lá outros ciclistas da região faziam um lanche e como ali era mais um trecho onde dava pra seguir pela carretera, fomos informados que seria mais tranquilo seguir pelo asfalto, não era o nosso plano, mas resolvemos seguir o conselho e fomos presenteados com um longo declive em asfalto lisinho e quase sem trânsito. 😀

Caminho de Santigo de Compostela

Passamos  rapidamente por Zubiri, seguindo sempre pela carretera, ali a circulação de carros era maior e como queríamos mais paisagens do que estrada, logo decidimos voltar para o Caminho, fomos entrando então num passeio/ciclovia, que passava ao lado de um rio muito bonito. Muitas famílias fazendo picnic, churrasco embaixo de árvores e aproveitando o domingo. Uma delícia! E nós só sentindo o cheiro  do churrasco!

Caminho de Santigo de Compostela

Chegamos a Pamplona por dentro de um parque, também cheio de gente aproveitando, passeando e seguindo as placas logo estávamos na entrada da cidade antiga. Já passava do meio dia e nosso primeiro desejo era almoçar e depois seguir até a próxima cidade que ficava a 4 km dali.
Caminhamos pelas pequenas ruas procurando restaurante e bem na frente da praça onde acontece a famosa Festa de San Firmino. O dono de um restaurante que tinha mesas ao ar livre na praça nos abordou e ofereceu seu cardápio, ali começou uma intensa negociação, pois nós achamos que ele queria nos enrolar, foi baixando o valor do prato individual mas tínhamos que comer dentro do restaurante. Como não queríamos deixar as bicicletas com bagagem na rua, mas também não queríamos desmontar tudo pra entrar no restaurante, íamos desistir e procurar outro lugar. Mas ele não se contentou, ficou cuidando das bicicletas pra nós, enquanto comemos um prato muito bem servido, com filé, salada, fritas e ovos.
Satisfeitos, resolvemos dar uma circulada pela cidade e logo resolvemos que não seguiríamos mais naquele dia, decidimos dormir em Pamplona. Procuramos um albergue, achamos o Jesus e Maria e nos instalamos. Depois de um bom banho tomado, saímos pra caminhar, conhecer um pouco da cidade.
Fomos até a Plaza Mayor, tomamos um sorvete e ficamos lá na grama, observando o movimento e ouvindo um músico tocando violino. Para o jantar, compramos num mercadinho pão, jamón (presunto cru muito popular na Espanha e delicioso!), queijo, vinho e jantamos na cozinha do albergue mesmo, ao lado de um casal alemão, que estava caminhando pela região á 4 meses já.  No mesmo albergue que nós, estava hospedado o Ivan Silverio, paulista que conhecemos através do grupo Caminho de Santiago no facebook e logo nos encontramos e passamos um agradável fim de tarde junto dele e  de mais duas brasileiras, a Cristina e a Luciana.

Caminho de Santigo de CompostelaNa hora de dormir, foi mais uma sinfonia de roncadores, mas os tampões no ouvido e um relaxante muscular me fizeram dormir bem…

Continua no próximo post…

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Caminho de Santiago de bicicleta – Início.

Fazer o Caminho de Santiago, seja a pé ou de bicicleta é uma experiência única. Cada pessoa o faz por um motivo, mesmo que o faça junto de outro, a percepção de tudo, as interações, as sensações e como esse período de peregrinação irá influenciar a sua vida, ou não, também é individual. Ao todo, percorremos 790km a partir de Roncesvalles, não fizemos a primeira etapa que começa em San Jean Pied de Port na França por alguns motivos, entre eles a dificuldade da subida com a bike e alforjes. O objetivo aqui não é, de forma alguma, julgar o que é certo ou errado, de onde as pessoas devem começar, se devem fazer de bike ou a pé, só pela trilha original ou usar a carretera. Mas a título de ilustrar um pouco do que é o Caminho de Santiago, fizemos esse relato, tentando retratar um pouco do que vivenciamos. Como foi uma viagem de 15 dias, serão vários posts com partes da viagem:

Um dia em Madrid:

Nosso vôo desde o Brasil foi até Madrid, pernoitamos lá para podermos comprar nossas bikes. Decidimos que iríamos comprar duas novas magrelas pra nós, então negociamos tudo antecipadamente do Brasil e partimos levando apenas os alforjes já com nossas roupas e os acessórios que tínhamos: bagageiros, pedais, capacetes, sapatilhas, bolsas de guidão e bolsas de  bagageiro. Não levamos nada além do que já iríamos carregar nos alforjes até Santiago. Chegamos em Madrid 6:30 da manhã no horário local e fomos então até o Hostel onde tínhamos reserva para deixar nossos alforjes enquanto resolvíamos a questão das bikes. Às 10h fomos até a loja, levamos os acessórios para serem instalados nas novas bikes e acertamos um transfer para o dia seguinte até o local onde pegaríamos o ônibus (também com passagem já comprada desde o Brasil) com as bikes devidamente embaladas para a viagem. Depois saímos pelo centro de Madrid para passear um pouco e conhecer alguns pontos turísticos.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Com Juan, da loja de bicicletas.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Amanhecer no centro de Madrid.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Parque Bom Retiro

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Banco de Espanha.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Jardins de Sabatini…

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Palácio Real

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Plaza Mayor

Dia 0 (antes de iniciar o pedal) – Indo para Ronscesvalles:

Como combinado fomos até a loja e eles nos levaram até o aeroporto, de onde saía o ônibus que nos levou até Pamplona e, de lá, pegamos outro busão até Roncesvalles. Tudo muito cronometrado e deu certinho!

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Nossa bagagem pronta para embarque no ônibus.

Chegamos em Ronscevalles as 17h do dia 09/05/15.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Capela de Santiago em Roncesvalles.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Em frente ao albergue La Colegiata

Nessa hora é que foi preciso nos organizar: escolhemos um local ainda fora do albergue para abrir as caixas e montar as bicicletas. Ali o Ari ficou fazendo a montagem enquanto eu fui fazer o check-in no albergue. Neste albergue era possível fazer reserva antecipada, e nós já tínhamos feito isso garantindo cama para aquela noite, já que além deste albergue só tem mais uma pequena pousada em Ronscesvalles. Check-in feito, camas reservadas (eram numeradas) e jantar comprado, voltei para ajudar o Ari com as bicicletas. Terminamos a montagem eram 19h aproximadamente e nosso jantar estava marcado para a partir das 20:30h. Fomos deixar as bicicletas em um local seguro para passar a noite, guiados por um hospitaleiro holandês, muito bem humorado por sinal, e depois fomos tomar banho para ir ao jantar.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Naquela noite fazia bastante frio, fomos jantar no restaurante Casa Sabina o menu do peregrino, um padrão de refeição servida em vários restaurantes em todo o percurso do Caminho. O menu serve um primeiro prato, um segundo prato e mais sobremesa, acompanhados de vinho ou água. Beeem servido hein?! Com esse menu ninguém passar fome, rsrsrs. Durante o jantar, dividimos a mesa com um californiano e um francês, que já havia morado em Buenos Aires e em São Paulo. Ambos faziam o Caminho sozinhos a pé e já haviam feito a primeira etapa que é de San Jean Pied de Port até Ronscesvalles. A conversa rolou solta durante todo o jantar, a maior parte do tempo em inglês, mas também um pouco em francês e português, foi muito bacana esse clima do jantar para entrarmos no clima do Caminho. Voltamos para o albergue para enfim dormir. Não sou fresca, fui bailarina na adolescência, na época viajava com o grupo e dormíamos em alojamentos, aprendi desde cedo a dividir e achar normal essa coisa de coletividade. Mas é lógico que a gente estranha, dormir num mesmo cômodo com pessoas que nunca vimos, dividir banheiros e tal, mas com o passar dos dias você se adapta. A cada dois beliches tinha uma divisória de madeira formando “mini-quartos” para 4 pessoas, e no beliche ao lado do nosso estavam duas francesas.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Preparando a cama.

Deitamos e eu logo adormeci, mas lá pelas 3h da manhã tive vontade de ir ao banheiro, levantei , voltei para a cama e tentei dormir de novo, a ansiedade de começar a pedalar não me deixou mais dormir direito, e a sinfonia de roncadores na madrugada é alta! Às 5h da manhã começa o barulho  dos peregrinos se preparando para sair (é isso mesmo, quem caminha sai com o dia ainda escuro). As francesas cochichavam, às 6h começo a ouvir um som de música bem longe, e me dou conta que tinha alguém  tocando violão ali perto. Olhei de cima do beliche e eram os hospitaleiros que nos despertavam ao som de “wake up litle Susy”. Que lindo, que mágico! Era hora de levantar e começar o primeiro dia de pedal. Para não ficar muito extenso, contarei num próximo post… 😉