Pedal Bela na Bike do fim de semana

Fazia um tempinho que nós não pedalávamos juntas, e nesse sábado fomos matar a saudade e comemorar o Dia Internacional da Mulher só nós duas, do nosso jeito, com vento no rosto e sem preocupações. Sabe, a gente já viveu muita coisa juntas, afinal, a gente se atura desde que eu nasci! rs… E essa nossa jornada profissional lado a lado tem agregado cada vez mais coisas boas na nossa relação, e a admiração de uma pela outra só cresce!

pedal bela na bike

pedal bela na bike

Pedal bela na bike

pedal bela na bike

E as roupas? Ahhhh… bem a vontade: regata, shortinho e tênis. Só esquecemos dos capacete, que apesar de não ser item obrigatório é sempre bom se precaver.

Que o Dia da Mulher seja comemorado todos os dias e que tenhamos sempre o respeito e reconhecimento das pessoas que estão ao nosso lado. <3

Viajar de bike: do Chuí à Montevidéu – Parte 1

É só falar em viajar que a gente já se anima por aqui! Viajar de bike então? É adrelina em dobro percorrendo o corpo! E como fizemos recentemente um do artigo com dicas de viagem para mulheres (aqui) nada mais inspirador que trazer para vocês o relato de mais uma viagem do casal Aline e Ari. A aventura da vez é pelo Uruguai, com início no Chui, fronteira do Brasil com o Uruguai, onde o carro ficou na garagem do hotel esperando a volta do casal de mais uma cicloviagem.

Primeiro dia: Chuí – Punta del Diablo

No dia 21 saímos cedo do Chuí em direção a Punta Del Diablo, nosso primeiro destino. Antes paramos na aduana Uruguaia para nos legalizarmos e fomos recebidos com curiosidade pelos guardas uruguaios, que também pedalam e estavam interessados em conhecer nossas bicicletas e toda a sorte de equipamentos que carregávamos. Depois da aduana, uma série de retas intermináveis nos aguardavam, o que se repetiria durante toda a viagem, até que chegamos então no Forte de Santa Tereza, local de nossa primeira parada para lanche, banheiro e visita ao lugar, que aliás é lindíssimo.

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Aqui vale um lembrete para quem for fazer essa viagem: sempre levar algo para um lanche no caminho, caso não haja onde comprar. Em quase todos os trechos, não havia uma lanchonete ou posto de gasolina sequer para abastecimento de água/comida. Portanto, sempre saíamos pela manhã abastecidos com sanduíches e bastante água/isotônico. No Parque de Santa Teresa há um restaurante/café, mas na maioria dos trechos isso não se repete, por isso é bom se prevenir.

Um dos nossos medos em relação a esta viagem era o clima que iríamos encontrar: neste dia em Santa Teresa, avistamos ao longe nuvens muito escuras vindo em nossa direção e logo pensamos: vamos pegar aquela chuva já no primeiro dia? Apuramos o passo para então não pegarmos muita água quando nos deparamos com uma linda “avenida” dentro do parque, ladeado com palmeiras lindíssimas e pensamos: que foto!! Fizemos várias tentativas, sempre olhando para o céu, e passados alguns minutos notamos que a chuva não iria nos pegar. Rumamos então felizes para Punta del Diablo.

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Nossa primeira noite foi no Hostel de La Viuda, reservado pelo Booking  e foi uma grata surpresa: ótimas instalações, pessoal e hóspedes animados de todas as partes do mundo: Canadá, Alemanha, Estados Unidos, França. Após o checkin, deixamos a bagagem no quarto e rumamos ao “centro” para lanchar, conhecer a praia e comprar nosso jantar, que seria preparado na cozinha compartilhada do hostel. Voltando do centro pegamos aquela que seria nossa única chuva da viagem toda, mas que molhou pouco.

O jantar foi uma aventura: na cozinha compartilhada haviam umas vinte pessoas cozinhando em três fogões ao mesmo tempo, panela passando pra cá, aromas vindo de lá e mesmo assim tudo dava certo. Aquecemos nossa pizza (pronta, comprada no super), pois o forno de um dos fogões era o único espaço não sendo utilizado da cozinha. E assim jantamos nossa pizza, acompanhada do primeiro tannat da viagem.

Segundo dia: Punta del Diablo – Cabo Polonio

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Partimos logo cedo, logo após o ótimo café da manhã no hostel, despedidas, fotos da partida, e seguimos em direção ao nosso destino mais exótico: Cabo Polonio. Pedalamos 68 quilômetros, muitos deles sob o temido vento uruguaio, que nos dava a impressão de estar andando para trás, para então chegar na estação rodoviária de onde partem as jardineiras que nos levariam à Cabo Polônio.

Pensamos, ingenuamente, que poderíamos levar Thelma e Louise conosco, mas para nossa surpresa, tivemos que deixá-las no estacionamento da estação. Aqui tivemos certeza de que o cabo-cadeado que havíamos levado valeu a pena: nossas bicicletas passariam a noite amarradas na cerca do estacionamento, sem nenhum acessório e sem os selins também, que sempre tiramos para não dar sorte ao azar. E partimos com o coração na mão, por ter que deixar nossa “condução” ali.

Cabo PolonioCabo Polonio é um povoado cercado de dunas no litoral uruguaio e destino de turistas do mundo inteiro, que querem sentir seu astral único, sua beleza estonteante, seu por do sol  maravilhoso. A população fixa não chega a 100 habitantes quando muito, mas na alta temporada é frequentada por mais de 2 mil turistas que se hospedam em seus cerca de 35 hostels. A nossa reserva era no Viejo Lobo, feita através do Hostel World. Checkin feito, fomos escolher nossa cama, pois os aposentos eram compartilhados, tomamos aquele banho e fomos conhecer o Cabo. Aproveitamos também para comprar os mantimentos para o jantar, que seria feito na cozinha compartilhada do hostel – omelete, pão e vinho.

Farol Cabo Polonio

Farol Cabo Polonio

Cabo Polonio, como já citei, é um lugar lindíssimo e único, com uma atmosfera singular, sendo que só se chega lá a cavalo ou com veículos 4×4, em uma viagem de cerca de 30 minutos pelas dunas. Durante boa parte do ano ela é destino também de muitos lobos marinhos, mas que não estavam por lá nesta época.

Visita e compras feitas, voltamos ao Viejo Lobo, preparamos nossos omeletes e para nossa surpresa, nosso hostel era o point da noite: dois violões e mais uma gaita de boca tocando blues, em redor da lareira acesa por conta do frio da noite, cerca de 30 pessoas se espremiam na minúscula sala, oriundos de todos os cantos do planeta: japoneses, italianos, franceses e até brasileiros! Nos recolhemos cedo, as 23h, cansados da jornada do dia, mas a noite continuou agitada noite a dentro no hostel. Nos deitamos ouvindo Djavan, que delícia!

Esta viagem teve duração de seis dias, por isso dividiremos em três artigos… aguardem cenas dos próximos capítulos, rs. Ou você pode ler o artigo na íntegra aqui, onde ele foi originalmente publicado.

😉

Bicicleta na decoração – 8 idéias para você se inspirar

Quem é apaixonado por bicicletas, geralmente gosta que tudo ou quase tudo a sua volta tenha a ver com a magrela, como qualquer outra paixão que se possa ter na vida. Ciclistas gostam de roupas com estampas de bicicleta, chaveiros de bicicleta, e porque não, decoração de bicicleta?

Seja por falta de espaço ou por gostar muitoooooo da sua magrela, incluir a bicicleta na decoração da sua casa pode deixar seu canto com ainda mais personalidade. Pode ser no meio da sala, pendurada na parede, emoldurada como arte ou no canto da lavanderia.

bicicleta na decoração

Muitas vezes até já temos em casa peças de bicicletas que um dia precisaram ser substituídas e ficamos com pena de descartar… Como pena de descartar? É, aquelas que de alguma forma fizeram parte de um momento especial, uma viagem,  sabe como? Dependendo da peça, pode-se aproveitar e usar na decoração.

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Para quem tem criatividade, essas peças podem se transformar em objetos de arte de muito bom gosto. Quem já tinha imaginado em um pendente de luz feito com as coroas da bike?

Pendente de coroas de bicicleta

Peças de bike na decoração

Com um pouco de dedicação e criatividade é possível fazer uma decoração bem descolada também com a própria bicicleta que você usa todo dia. Ao invés de guardá-la lá na garagem ou bicicletário, dá pra encaixá-la de forma muito elegante na sua sala, escritório, quarto…

Bike na decoração

Pensa que bacana, chegar em casa e deixar sua bike num suporte como esse?

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E esse “porta-retratos”?

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Essa do lavabo recebi de uma amiga querida outro dia que lembrou de mim ao vê-la:

bicicleta na decoração

Aqui no escritório já reservamos lugar para as magrelas na hora da reforma, utilizamos suportes na parede e revestimos com uma tinta mais escura para não marcar onde encostam os pneus. Usar tinta acetinada também facilita na hora da limpeza.

bicicleta na decoração

E aí, gostou? Se inspirou para começar uma decoração nova na sua casa hoje mesmo?

Ou você já usa a bike como peça decorativa? Mande então uma foto pra gente postar aqui!

contatobelanabike@gmail.com

 

4 Acessórios legais para bicicleta

Conforme a bicicleta vai ganhando espaço nas ruas, fazendo parte do cotidiano das pessoas, vão surgindo acessórios legais para bicicleta, diferentes dos convencionais. As pessoas começam a querer personalizar suas bikes, colocar a suas personalidades nelas e torná-las mais divertidas.

Se você é uma dessas pessoas dá uma olhada nestes acessórios que listamos abaixo:

1- Iluminação: para evitar acidentes é essencial que você tenha seu trajeto iluminado e que seja visto. A vantagem desse modelo de lanterna é que ele pode ser facilmente fixado tanto no guidão, como no seu capacete ou no selim da bicicleta, além de ter um design bem bacana.

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Lanternas Attitude – Netshoes

2. Cestinhas: ótimas para transportar sua bolsa durante a pedalada, fáceis de instalar e ainda contribuem para embelezar sua bike.

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Cestinhas Attitude – Centauro

3. Buzinas: Indispensáveis para chamar a atenção de pedestres, e outros ciclistas também, para a sua presença. Mas estas, apesar de serem modelo infantil, adicionam fofura aos seus momentos com a bike.

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Buzinas de bichinhos (essas são infantis, mas pra quem gosta de uma fofurinha ta valendo!) – Centauro

4. Capacetes: capacetes não são itens obrigatórios por lei, mas além de lhe dar segurança, estes também são garantia de estilo.

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Capacetes Nutcase (Americanas) e Prowell (Centauro)

Como alguns desses são itens de segurança considerados obrigatórios, então porque não andar dentro da linha e cheia de estilo?

😉

 

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5 Sinais de intenções para ciclistas

Você sabia que é necessário indicar aos motoristas suas intenções enquanto estiver pedalando nas ruas junto aos carros? Pois bem, assim como nem todos os ciclistas sabem da existência e da necessidade de usar esses sinais, os motoristas também não. Então confira, aprenda e compartilhe com os ciclistas e motoristas que você conhece os 5 sinais de intenções para ciclistas:

1. Dobrar à esquerda: antes da conversão estique seu braço esquerdo, com a palma da mão virada para frente, para indicar que logo a frente você irá virar à esquerda.

2. Dobrar à direita: da mesma maneira como foi citado acima, estique seu braço direito, com a palma virada para a frente para indicar que você vai converter à direita.

3. Atenção, parando!: com antecedência, apenas levante seu braço esquerdo com a palma da mão também virada para a frente.

4. Atenção! Obstáculos/problemas a frente: na existência de algum buraco ou obstáculo a sua frente, estique o braço esquerdo para baixo, ao lado do corpo mas ligeiramente afastado dele, com a palma da mão virada para trás abrindo e fechando.

5. Seguindo em frente no cruzamento: sempre que  você for seguir em frente em um cruzamento, você deve erguer seu braço esquerdo na altura dos ombros, dobrado a 90° , a palma da mão para dentro, movimentando-o pra frente indicando o sentido que você vai.

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Por mais que a maioria dos motoristas não saibam o que significa cada sinal desses, use! Pois mesmo não entendendo, devido aos movimentos, eles ficarão atentos a você e esperar sua próxima ação antes de seguir e ultrapassar você.

Como andar de bike usando salto alto

Sempre fui adepta do salto alto e apesar de atualmente usar bem menos do que nos meus 20 e poucos anos, ainda tenho paixão por esse tipo de calçado… Acho elegante, me faz sentir mais bonita e feminina.

E desde que comecei a usar a bicicleta no meu dia-a-dia, sentia falta de usar esse tipo de calçado. Tem dias em que acordo com essa vontade, de me sentir mais arrumada… Ao mesmo tempo, não queria ter que carregar o sapato no bagageiro pra trocar ao chegar, pois como subo 2 lances de escadas carregando a bicicleta para o escritório, economizo o quanto posso de peso, sempre.

Foi então que comecei a sonhar com o “dia em que eu iria pedalar de salto alto”.  Em minhas pesquisas no Google, via muitas imagens de mulheres de salto alto na bike, mas demorei pra me sentir a vontade em ligar o botão “que se dane quem me olhar torto na rua”.

Escolhi um sapato confortável o suficiente, um scarpin não muito alto, pra fazer o teste. E AMEI! Cheguei no trabalho me sentindo a mulher mais descolada da cidade, andando de bike de salto alto e na maior naturalidade… 😛

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A partir desse dia, não deixo mais de usar meus sapatinhos pra ir ao trabalho de bike quando quero e uso os de salto fino, salto grosso e anabelas…

Porém, para quem quer tentar, faço algumas recomendações:

– Use sempre a parte da frente dos pés para pedalar, NUNCA encaixe o pedal naquele vão entre o salto e a parte da frente do sapato, pois pode trancar o pé quando você precisar tirar os pés do pedal para parar e você irá cair.

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– a sola do sapato não pode ser muito lisa, pois vai escorregar e pode provocar algum acidente;

– Sapatos de plataforma NÃO são indicados, dificultam o equilíbrio e a pedalada;

– Saltos muito altos e finos também NÃO são indicados, podem virar seu pé na hora em que precisar parar bruscamente.

– Em distâncias longas pode ser muito desconfortável o uso do salto alto, nesse caso é melhor levar o sapato no bagageiro e trocar no seu destino.

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Cicloturismo – Circuito do Vale Europeu em SC – Dia três

Eis que chega o relato sobre o último dia de viagem do casal pelo Vale Europeu com dicas para quem se empolgou e quer se aventurar no cicloturismo ou até mesmo enfrentar esse mesmo percurso.

Terceiro dia: Palmeiras – Timbó / Timbó – Rodeio

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Café da manhã tomado, câmara remendada e começamos nosso último dia de pedal. Aqui tínhamos mais subidas logo pela manhã, mas a paisagem nos deixava encantados, paredões de pedra ao fundo da barragem, muitas flores, o canto dos pássaros…

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Fomos seguindo em nosso ritmo, até que chegamos numa descida de 2,5km muito íngreme e ao final dela um lindo rio, e uma ponte coberta, com mesas e uma churrasqueira. Bacana! Ali paramos para o nosso almoço-lanche.

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Continuamos nossa rota, o dia ficou nublado, porém ainda quente. Passamos por charmosas casas enxaimel, gente na janela que acenava e percebemos que a cidade começava a se aproximar.

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Chegando no centro de Timbó paramos para ver o mapa e ver como chegar ao Tapyoka, fomos alcançados por dois ciclistas locais que estavam fazendo seu pedal matinal, perguntaram se queríamos ajuda. Como estavam indo para o mesmo local, nos guiaram até lá e foi então que chegamos e brindamos com um delicioso chope artesanal a nossa chegada!!

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Almoçamos lá mesmo (uma massa deliciosa!) e logo depois chegou o Maurício, ciclista que tínhamos conhecido no jantar em Doutro Pedrinho. Ele disse que depois de nos ouvir falar que faríamos dois trechos do Circuito no mesmo dia resolveu fazer o mesmo e antecipar em um dia seu retorno a SP.

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Ainda tínhamos mais 18km até a cidade de Rodeio onde tínhamos deixado nosso carro na primeira pousada, subimos nas magrelas novamente e aceleramos o pedal, pois um temporal se anunciava…

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Chegamos na pousada a tempo, ainda tomamos um refrescante banho e depois seguimos felizes no ar-condicionado até Florianópolis. 😉

Considerações finais:

– Evite ir no alto verão (entre dezembro e fevereiro), mesmo com todo o preparo e planejamento que tínhamos foi muito mais difícil do que se fôssemos em outra data. Evite também a época das festas de outubro, quando as rodovias ficam cheias de turistas, principalmente na parte baixa do circuito.

– faça um bom planejamento de água e alimentação pois são poucos os pontos de reabastecimento no meio dos trajetos.

– Especialmente na parte alta, as montanhas são longas e duras, faça treinos de subida, de preferência usando os alforges, para que as pernas aguentem sem reclamar. Fizemos o dever de casa e sabemos que foi muito útil.

– Se não for com carro de apoio, leve somente o necessário de bagagem (considerando sempre o clima daquela região no período escolhido), o necessário mesmo! Quase levei um livro pra ler e se o tivesse levado acho que deixaria de doação para o primeiro que encontrasse no meio das montanhas!

Resumo:

Resumo

 

Gastar mais de 14.000 calorias em uma viagem não é nada mal hein? rs

Galera, quem quiser entrar em contato com o casal para saber mais pode nos escrever por email, eles estão sempre dispostos a ajudar ou apenas conversar sobre bicicletas e afins. 😉

 

Post publicado originalmente em bikea2.wordpress.com

 

Viajar de bike – Circuito do Vale Europeu em SC – Dia dois

Semana passada falamos sobre viajar de bike e começamos a contar aqui  como foi a primeira viagem de bike feita pela Aline e o Ari, no Vale Europeu aqui em Santa Catarina. E hoje a historia continua, com o relato do segundo dia.

Segundo dia: Doutor Pedrinho – Alto Cedros / Altos Cedros – Palmeiras.

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Nesse dia faríamos dois trechos do Circuito em um dia só, para podermos fechar 3 dias de viagem. Saímos cedo como programado, tomamos nosso café, preparamos mais sanduíches para o dia, pegamos as caramanholas no freezer do hotel, as quais deixamos congelar com água para nos aliviar o calor do dia, e saímos a pedalar…

Cicloturismo

A parte da manhã foi muito tranquila, tinham subidas mas pedalamos boa parte na sombra.

Cicloturismo

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Pouco mais de meio-dia, chegamos em Alto Cedros, uma barragem lindíssima, com muitas casas à beira da água e hortênsias por todo lado.

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Seguimos um pouco mais antes de parar para o almoço, escolhemos uma pequena cachoeira na beira da estrada para sentarmos à sombra e então lanchar. Tínhamos plano de ficar ali por 1 hora descansando, mas logo que terminamos nossos sanduiches pararam 3 carros na beira da estrada e deles desceu uma enorme família com crianças, churrasqueira, cachorro e periquito e perguntam se íamos ficar muito tempo ali porque queriam “acampar”. Como não íamos ficar a tarde toda dissemos que podiam ficar e cedemos o espaço, juntamos nossas coisas, retocamos o filtro solar e seguimos viagem.

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Já passava das 13h quando recomeçamos a pedalar, a temperatura estava alta demais, não havia uma sombra sequer, as subidas não acabavam nunca, a água para beber estava ficando quente, até que achamos uma sombra bem pequena e ficamos sentados ali por uns 20 ou 30 minutos, de onde eu avistava uma casa com uma criança tomando banho de chuveirão na rua, e que inveja que eu fiquei!! Essa tarde foi a parte mais difícil da viagem, onde o calor realmente estava nos castigando.

Em compensação, não nos cansávamos de admirar o visual em nossa volta…

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Mais um pneu furou, o da minha bike. Paramos para trocar a câmara e meus pés doíam muito, inchados pelo calor e esforço. Comecei a ter câimbras, resolvi usar o tênis do Ari tamanho infinitamente maior que meus pés, que por sua vez estava usando sapatilhas e não precisava deles. Algumas vezes precisamos parar e bater nas casas de família pedindo água, pois nosso estoque acabava logo ou esquentava e fomos muito bem recebidos, gente simples, simpática e acolhedora. Sempre nos dando mensagens de incentivo.

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Já víamos a barragem de Palmeiras lá embaixo e numa das curvas com a terra muito seca o Ari escorregou e caiu! Sua primeira queda com as sapatilhas clipadas. Momento tensão: será que quebrou algo? Mas não foi nada grave, apenas joelho ralado. Ufa! Paramos em uma queda d’água onde nos refrescamos mais um pouco, ele lavou o machucado e seguimos até achar a pousada que tínhamos reservado – Casa das Palmeiras. Mais uma vez fomos muito bem recebidos, o simpático casal dono da pousada nos recebeu com duas latinhas de cervejas geladíssimas e um jantar delicioso: massa, galinha caipira, salada, farofa e sobremesas. Comemos muito bem e dormimos uma noite bem mais fresca que a anterior, entrando pela janela do quarto uma brisa que vinha da barragem.

Semana que vem tem o terceiro e último dia dessa trip!

 

Postado originalmente em bikea2.wordpress.com

Look do dia para ir de bike

Oi gente!!

Os últimos dias em Floripa têm sido de muito calor e eu vim aqui mostrar um look do dia com uma peça que amo usar. Nesses dias vou direto escolhendo ele: o macaquinho!

O macaquinho é o queridinho desse verão, e pra gente que usa a bike no dia-a-dia é super prático e feminino. Aqui estou usando um modelo regata, o mais fresquinho possível.

Quando eu chego no escritório, depois de ambientada no ar condicionado sobreponho um blazer que traz uma elegância imediata à pessoa… 😉

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E você, curte macaquinhos? O que vc costuma usar quando sai de bike nesse calorzão? Conta pra gente!

😀

 

 

 

Viajar de bike – Circuito Vale Europeu em SC – Dia um

Esse mês vai completar um ano que eu e o meu esposo fizemos nossa primeira cicloviagem, onde passamos três dias pedalando pelo interior do estado de Santa Catarina, e sem glamour… Nada de saia, vestidos, maquiagem ou salto alto. Foram muitos quilômetros percorridos com o minimo de bagagem possível e hoje vou contar como foi o viajar de bike no primeiro dia dessa experiência incrível!

Circuito do Vale Europeu é um roteiro de cicloturismo famoso por sua beleza, por ser bem sinalizado e com infraestrutura de hospedagem entre os trechos. O Circuito é dividido em 2 partes – baixa e alta. Recomenda-se reservar 3 dias para pedalar a parte baixa e 4 dias para a parte alta, ambas totalizando 300 km, porém não tínhamos previsão de dispor de 7 dias de folga pelo menos até o início de 2014.

Mas queríamos muito ter essa experiência antes de nos aventurarmos no Uruguai (que já havíamos programado fazer em março de 2014 e contaremos aqui numa outra oportunidade), estudando bem o calendário tivemos a idéia de fazer a parte alta em 3 dias, era o que conseguiríamos folgar entre Natal e Ano Novo. Porque a parte alta? Todos que fazem o Circuito completo diziam que é a parte mais bonita, desafiadora e nós não queríamos perder essa oportunidade!

Não tínhamos muito o que pensar, só era preciso reservar as pousadas e poderíamos não achar vagas. Quando começamos a contar aos amigos ciclistas que faríamos o Circuito neste período de ano, alguns disseram que essa época era muito quente, confesso que eu fiquei com um pouquinho de medo, mas não desistimos.

E assim fizemos, saímos de carro de Florianópolis no dia 25/12/2013 logo após o almoço de Natal, rumo a Timbó com uma forte onda de calor já sobre SC. Quando digo calor, chegamos em Timbó com 38 graus e nenhuma brisa… A previsão era de esquentar mais nos próximos dias (!!!), mesmo assim seguimos firmes em nosso objetivo!

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Chegamos no Tapyoka, restaurante no centro de Timbó que é ponto inicial e final do Circuito, para pegar nossos passaportes (carimbando o passaporte durante o trajeto nas pousadas, no final você recebe o certificado) e rumamos a Rodeio, onde iríamos dormir para no dia seguinte começar nossa jornada.

Nossa reserva era na Pousada Cama & Café Stolf, onde fomos recebidos pela família da D. Irene e o Sr. Dandi,que logo nos encaminharam para um quarto muito aconchegante, silencioso e com o ar condicionado ligado (Ahhhhhhh…. delícia!). Descansamos uns minutos e então saímos para fazer um lanche no centro, queríamos voltar e dormir cedo para no dia seguinte começar com o clima o mais fresco possível. Programamos nosso café da manhã para 6:30h e quando chegamos na cozinha D. Irene já tinha tudo pronto só pra nós, inclusive pães de queijo saindo do forno. Enquanto comíamos fomos trocando informações com o casal dono da pousada. Sr. Dandi disse que devido a longa subida que encararíamos já no começo, era bom não levar muita água na saída (tínhamos cada um uma caramanhola de 750ml e mochilas de hidratação com capacidade de 2 litros cada e mais 2 garrafas extras), que levássemos apenas a quantidade para a subida de 8 km e que chegando no topo teria um bica d’água onde poderíamos nos abastecer com segurança, evitando carregar morro acima um peso desnecessário já no começo. Ótima dica!

Uma das coisas que combinamos antes de sair foi de que não íamos pegar água de qualquer riacho, pois não saberíamos a qualidade da água, muitas vezes vem contaminada com agrotóxicos ou sabe-se mais o quê. Também fizemos sanduíches para lanche no caminho, afinal nosso trajeto não teria restaurante, bar ou lanchonete onde pudéssemos comprar comida e isso é avisado no guia do Circuito.

Bicicletas prontas, alforjes instalados, foto da largada e lá fomos nós, rumo a uma grande aventura, confiantes e cheios de expectativas…

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Primeiro dia: Rodeio – Doutor Pedrinho

O caminho já começa com uma paisagem encantadora, estrada rural, cheiro de mato, muitos pássaros, flores, tudo que a gente gosta! Tudo indicava que teríamos um dia muito prazeroso…

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Logo depois de pouco mais de 1 km começamos a subir, estava nublado e nos animamos, pensando que não faria muito calor. Lá no terceiro km, pneu traseiro da bike do Ari furou! Tiramos os alforjes e começamos a troca da câmara. Logo depois passou um ciclista descendo o morro, parou e gentilmente perguntou se queríamos ajuda e perguntou dos nossos planos, era o dono de uma hospedaria próxima dali. Contou-nos que no dia anterior recebeu um grupo que estava “tentando” fazer o circuito mas haviam desistido por conta do calor, nos desejou boa sorte e seguiu seu caminho. Com tal notícia nos entreolhamos com um pouquinho de receio, mas lógico que não iríamos desistir ali, vamos em frente!

Continuamos a subida e de repente começamos a ver anjos na beira da estrada… São esculturas instaladas e cuidadas por um senhor que mora ali na região, em meio a muitas hortênsias, torna o caminho ainda mais bonito! Chegamos a uma escultura maior, uma imagem do Cristo de braços abertos, onde paramos para mais fotos e seguimos adiante.

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O sol logo apareceu, foi esquentando muito e quando chegamos no topo, a tal bica d’água! Tomamos muita água, nos refrescamos, abastecemos e seguimos. Caminho lindo, paisagens de tirar o fôlego e muito calor! Mas a grande subida do dia estava vencida.

Conforme indicava no guia chegamos a uma bifurcação, entrada para a Cachoeira do Zinco. Eram 8km de ida e mais 8 de volta para chegar lá, trecho opcional do roteiro. Devido o sol já estar fervendo nossa pele decidimos que não iríamos até a Cachoeira, fomos até onde deu para avistá-la (uns 2 km apenas) e logo voltamos para a nossa rota.

Já era quase 13h da tarde quando chegamos à frente da Igreja Enxaimel (única no Brasil), ali encontramos um gramado na sombra de uma árvore, paramos para o nosso “almoço” e um descanso do sol escaldante. Comemos o que tínhamos levado, descansamos por quase uma hora e decidimos voltar para a estrada, afinal ainda tínhamos uns 15 km ou mais pela frente…

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Subidas fortes e com alforjes carregados (levamos o mínimo possível de bagagem, mas morro acima 100 gramas transformam-se em 1 kg!), por duas vezes o Ari deixou a bike dele no topo do morro e desceu para me ajudar a empurrar a minha morro acima… E eis que numa dessas subidas ele para, olha para trás para me esperar e então vê uma placa que estava no sentido contrário com uma seta que indicava: “Piscinas”. Do outro lado da estrada, na indicação da seta, havia um portal de madeira aberto. Nos entreolhamos e não pensamos duas vezes: Vamos entrar pra ver o que é!! Um quilômetro pra dentro e avistamos um pequeno parque aquático!! Aaahhhhh… Sensacional! Pagamos R$20,00 cada e ficamos ali por umas 3 horas na água!!

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Anexo à piscina tinha um bar onde comemos pastéis, tomamos Coca-cola e seguimos por mais 10km até que chegamos ao hotel em Doutor Pedrinho… Felizes!

Já não era surpresa, no hotel não tinha ar-condicionado e a dona nos cedeu um ventilador extra para ajudar a refrescar. Tomamos banho, jantamos na companhia de outro ciclista que fazia o Circuito sozinho, o Maurício de São Paulo. Conversamos sobre os planos para o dia seguinte, nos recolhemos e demoramos pra pegar no sono. Todo o sol que pegamos na piscina nos deixou um pouco queimados e com mais calor ainda para dormir, mas o cansaço venceu…

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Na próxima semana traremos o relato do segundo dia dessa aventura.

E então, ficou com vontade de planejar a sua? 😉

Beijinhos, Aline.

 

Postado originalmente em bikea2.wordpress.com