Caminho de Santiago de bike – Etapas 13 e 14 – de Portomarín a Pedrouzo

Como as próximas duas etapas são pequenas, resolvi contá-las em apenas um post:

Dia 13 – De Portomarín a Melide

Saímos com um pouco de frio, mas já não era mais tão intenso como nos dias anteriores…

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Curiosidade: na Galícia o idioma se aproxima muito do português…

Mais uma vez, o Caminho era repleto de túneis verdes, formados pelas árvores. Nestes últimos dias, o cheiro de esterco era bastante forte no ar, parece que é comum na região. Muitos cavalos e vacas deixam o rastro pela trilha, vida no campo…

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A ansiedade crescia por estarmos nos aproximando de Santiago, mas cada a km rodado queríamos parar, descansar, contemplar.

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Paramos em Palas de Rei e compramos os itens do picnic do dia. Seguimos até onde achássemos um local agradável para o lanche, até que  chegamos a uma igreja muito antiga que tinha um banco na frente, ali fizemos nossa refeição.

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Igreja medieval na Galícia.

Depois de descansarmos um pouco, continuamos a pedalar  e faltando aproximadamente 5km pra chegar em Melide alcançamos o Carlos (peregrino espanhol veterano, que já fez o Caminho 29 vezes), caminhando firme e rápido, seguia como um trator!!  Queríamos uma foto com ele, mas ele dizia que não podia parar, pois àquela hora estava muito cansado e se parasse não andaria mais. Tiramos uma foto quase na marra! Rsrsrs…

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Carlos, veterano no Caminho.

Chegamos em Melide, passamos em frente A Garnacha e vimos o dono preparando o famoso prato à base de Polvo.

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Preparo do Pulpo a Galega no restaurante Garnacha.

Fomos atrás de um albergue e conseguimos um quarto em um Hostel para dividir apenas com duas jovens canadenses. Foi ótimo, bastante sossego. Depois de um banho, fomos para a praça que ficava na frente do Hostel, e ficamos praticando o nadismo (a arte de fazer nada… ) até a hora de ir jantar, quando fomos na A Garnacha experimentar o Pulpo a La Gallega. E vale muito a pena viu? Pra quem curte frutos do mar é imperdível!!

Depois do jantar passamos numa feira e compramos cerejas para comermos enquanto caminhávamos pelas ruas, até chegar no Hostel e finalmente descansarmos nossos esqueletos…

Dia 14 – De Melide a Pedrouzo

Mais um dia praticamente plano, e quanto mais nos aproximávamos de Santiago, mais crescia a ansiedade de chegar logo! Mas nos mantivemos na nossa de decisão de chegar somente no domingo, dia 24/05 que coincidentemente era meu aniversário! Rsrsrs… Essa viagem fez com que eu não tivesse inferno astral, ou qualquer mimimi pré-aniversário. Foi tudo muito diferente e sem dúvida o melhor aniversário da vida! Mas calma, ainda não chegamos, estamos no nosso caminho, em meio às árvores, aquela calmaria e de repente: vacas meio do caminho!

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O dono as guiava para atravessarem o caminho para onde estava seu terreno. Ficamos ali parados, esperando todas passarem na maior tranquilidade… Trânsito liberado, seguimos em frente!

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O dia foi curto, logo chegamos a Pedrouzo e achamos um ótimo albergue para nos hospedarmos. Lavamos nossas roupas e as colocamos no sol, saímos para passear e comprar mantimentos para preparar uma refeição. Comemos pães, ovos, salada e até batata frita.

O albergue tinha mesas ao ar livre para fazermos nossas refeições, onde ficamos por um  bom tempo  tomando cerveja e conversando sobre coisas que vimos até chegar ali… Havia uma mesa de pebolim, que uniu duas espanholas, uma holandesa e uma alemã, num torneio que rendeu muitos gritos e risadas… E nós ríamos junto, contagiados pela alegria delas e pela quantidade de cerveja ingerida.

Anoiteceu e fomos dormir pensando em como seria o dia seguinte…

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 12 – de Triacastela a Portomarín.

Continuando o relato sobre percorrer o Caminho de Santiago de bike:

Saímos pela manhã tranquilos, em nosso roteiro tínhamos pouco menos e 50 km para vencer e poucas subidas. Além disso, estávamos em ritmo leve, aproveitando ao máximo os últimos dias.

Caminho de Santiago de Bike

O sol não permitiu que a foto ficasse boa, mas essa casa no meio do percurso merecia registro!

Nesse trecho há duas opções de caminho uma passa pelo Mosteiro de Samos e outra passa por San Xil. Não sei explicar porque, mas fomos automaticamente pela rota do Mosteiro de Samos. E valeu tanto!! Que linda construção!! Que paz ao redor daquele lugar!!

Caminho de Santiago de Bike

O lindo Mosteiro de Samos..

Contemplamos por um tempo, tomamos um café em frente ao Mosteiro e seguimos.

Caminho de Santiago de Bike

Quem disse que hoje o dia era plano??

Chegamos em Sarria bem antes do meio-dia e pensamos em almoçar por ali. A cidade fica num ponto bastante alto e demoramos para achar onde seria o centro, já que o caminho tradicional é por uma longa escadaria e tivemos que desviar para subir com as bikes carregadas. Sentamos numa mesa na rua, comemos calmamente e descansamos um bom tempo observando os peregrinos que iam chegando à cidade.

Caminho de Santiago de Bike

Em Sarria, apenas observando…

A parte da tarde foi praticamente toda por túneis verdes, formados pelas árvores da região.

Caminho de Santiago de Bike

Obstáculos fáceis de ultrapassar…

Caminho de Santiago de Bike

E a pergunta na cabeça: mas hoje não era plano??

Chegamos num ponto marcante do Caminho de Santiago, o marco que indica a distância faltante para Santiago – 100km. Essa é a quilometragem mínima a ser percorrida por um peregrino para que receba a Compostelana (certificado), e por isso muitos começam o caminho a partir de Sarria, aqueles que não conseguem percorrer todo o trajeto seja por restrição física ou de tempo. Para quem percorre o Caminho de bicicleta o mínimo é de 300km. Tiramos foto no marco e seguimos até Portomarín, nossa cidade destino do dia.

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Só mais 100 km…

Portomarín fica também no alto, é uma cidade que foi toda reconstruída após ser inundada propositalmente por conta de uma barragem construída na região.

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Chegando em Portomarín.

Ficamos num albergue enorme, deve ter umas 120 camas no mesmo salão, mas acho que não ocuparam nem metade naquela noite. Tudo bem limpo e organizado.

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Igreja da cidade, que foi desconstruída pedra por pedra e reconstruída no alto, onde a cidade se reinstalou…

Como de costume fomos à praça, dar uma volta e conhecer um pouco. Compramos mantimentos para fazer o jantar no albergue, mas antes sentamos num restaurante que fica ao lado da igreja para experimentar o “pulpo à gallega”. Prato típico da região, um polvo temperado com páprica espanhola, muito maravilhoso diga-se de passagem e muito famoso em Melide, que seria a próxima cidade destino. Resolvemos experimentar em Portomarín, para termos parâmetro de comparação com o mesmo prato servido em Melide, onde dizem ser o melhor.

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O Pulpo à la Galega de Portomarín.

Enquanto comíamos o Pulpo (polvo), dois senhores espanhóis que estavam na mesa ao lado puxaram papo conosco. Peregrinos veteranos (um deles já fez o Caminho 29 vezes!), disseram para experimentarmos o polvo em Melide, que lá é que se come o melhor preparo deste prato. Como eu disse antes, nós já sabíamos disso, e explicamos a eles o motivo de estarmos comendo ali. Eles então nos indicaram o restaurante de Melide onde se come o melhor “Pulpo à Gallega”, chamado A Garnacha. Ficamos conversando enquanto bebíamos uma boa cerveja e fomos para o albergue preparar nossa janta. Após um farto jantar, ficamos sentados na frente do albergue que tinha uma linda vista do lago e o pôr do sol. Quando a escuridão começou a dominar o céu, já era hora de nos prepararmos para dormir…

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Vista do lago formado pela barragem que inundou a cidade antiga de Portomarín.

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 11 – de Villafranca Del Bierzo a Triacastela.

Mais uma etapa do Caminho de Santiago de Compostela, mais um dia de desafios, reflexões e recompensas…

Na nossa programação inicial, o dia de hoje, seria de pedalar até Melide, o que daria 88 km e no dia seguinte já pedalaríamos até Santiago. Porém, percebendo que estávamos na reta final e com  aquela sensação de não querer que acabasse, percebemos que os dois dias que havíamos reservado para um descanso, ou qualquer imprevisto nesta viagem, não foram usados até então. Dessa forma, resolvemos dividir os percursos dos 2 últimos dias em 4, assim usaríamos os dias extras para pedalar também, continuando no Caminho por mais tempo.

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Na saída de Villafranca del Bierzo..

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Ainda na saída de Villafranca…

Saímos então pela manhã de Villafranca e fomos em direção ao Cebreiro. Esse trecho seria o maior desafio da nossa viagem, já que era a maior altimetria do Caminho de Santiago (do trecho percorrido por nós). Nos preparamos bem para tal, mas a ansiedade era enorme, queríamos muito chegar lá no alto e ver o vilarejo do Cebreiro, tão comentado por todos que lá já estiveram… Fomos pedalando pela carretera (asfalto) e o aclive era até bem leve no início, fomos brincando, conversando, e cada vez mais próximos do destino.

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Subida para o Cebreiro.

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Como o caminho original dos peregrinos é outro, aqui éramos só nós numa imensidão de verde..

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Começou a esquentar e eu tirei o corta-vento..

Chegamos numa pequena vila, onde havia um bar e 3 caminhos a seguir. Ficamos um pouco confusos de qual seria a direção que deveríamos tomar e perguntamos a um rapaz no bar. Ele nos disse que tínhamos mesmo 3 opções: a primeira delas era de 8km, a segunda de 12km (mais longa porém em asfalto), ou uma terceira de 4km que é a trilha original dos caminhantes. Ele nos tranquilizou dizendo que a trilha mais curta tinha apenas 500 metros de terreno muito ruim onde teríamos que empurrar a bike e logo depois ficaria tranquilo para pedalar. Seguimos então seu conselho e acabamos tendo que empurrar a bike por uns 2 km ao menos!

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Esse peregrino aí é Brasileiro! :-) E ficou todo orgulhoso de me passar enquanto eu sofria pra empurrar a bike… :-P

O peso da bike somado ao da bagagem fica gigante!! E os peregrinos passavam por mim tirando onda…  Cansei, parei, larguei a bike no chão, comi uma maçã enquanto observava a vista linda que deixamos pra trás. Logo o Ari que estava bem mais à  frente apareceu, voltou porque sentiu minha falta e carregou minha bike até chegarmos onde ele havia deixado a dele. Prosseguimos naquela batalha, ele me puxando e eu rosnando.. Porque quando eu estou exausta e ainda tenho que pedalar é assim que eu fico, rosnando. Até que chegamos num novo trecho de carretera, ufa!

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Ufa! Voltamos para a carretera!

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A vista que se tem de lá de cima é incrível!!!

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Mas a subida não acabou…

Mas ainda tinha subida! Começou a chuviscar, o frio foi ficando intenso e enfim chegamos no Vilarejo do Cebreiro!

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Ari: Faz cara de feliz! Eu: Mas que frio!!! Ari: Anda Aline! Faz cara de feliz logo e vamos bater essa foto! rsrsrs

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Em frente a mítica igreja do Cebreiro…

Visitamos a igreja e logo fomos em busca de um lugar pra ficar, queríamos passar a noite ali. Era meio dia, o albergue só abria as 13h e já tinha fila. Preferimos ficar na fila pra garantir a cama antes de tudo. E foi esfriando, colocamos TODAS as blusas que tínhamos e ainda fazia frio. O albergue abriu, o Ari ficou cuidando das bikes enquanto eu segui na fila pra fazer o check in. Demorou 1 hora até que chegasse a minha vez, quando a senhora hospitaleira olhou para o meu capacete pendurado no braço e soltou grosseiramente: Ciclistas só depois das 19h e se sobrar vaga! Não acreditei e pedi que ela repetisse, não podia ser verdade…

Vale aqui ressaltar este alerta: a regra no Caminho em geral é esta: a preferência nos albergues é dos caminhantes, ciclistas normalmente só entram depois das 18h ou 19h e  se sobrar vaga, afinal, para o ciclista é mais fácil seguir até a próxima cidade. E ocorre que para nós, até aquele dia, nenhum albergue nos restringiu a entrada em qualquer horário, havíamos até esquecido desta regra e ingenuamente achamos que teríamos lugar ali. Mas com razão, este é um lugar onde a regra precisa ser obedecida, afinal é um trecho de grande dificuldade e se um caminhante chega lá no alto e não tem onde dormir, a coisa complica muito.

Enfim, voltei para o Ari já chorando, chateada com a situação e só pensava em ir embora dali, queria um banho quente. Subimos na bike e fomos atrás do próximo vilarejo. Com muito frio, vento e chuva, seguimos por mais 21km até Triacastela.

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Mas antes subimos mais um pouquinho até o Alto do San Roque…

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E ainda subimos MAIS um pouquinho até o Alto do Poio…

Lá encontramos um albergue com chuveiro quente e lugar para colocar nossas bikes em lugar coberto. Tomamos um ótimo banho, colocamos as roupas para lavar na lavadora do albergue e fomos no restaurante ao lado tomar um caldo galego, prato típico da região, mas que eu não posso dizer que amei, era bom, mas pouco tempero pro meu gosto. Compramos mantimentos para fazer a janta no albergue e retornamos para cuidar das nossas roupas que teriam que ir para a secadora neste dia, não havia sol e tínhamos acumulado roupas sujas do outro dia. Na hora do jantar, sentamos à mesa para comer e logo chegou  para sentar conosco uma brasileira, a Ligia que é paranaense e fazia o Caminho sozinha, também sentou conosco o Eduardo que é espanhol e logo depois atraídos pelo idioma, outro casal brasileiro de Minas Gerais que também se hospedara ali. E a conversa rolou até a hora de todos se recolherem…
Foi um dia intenso…

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Caminho de Santiago de bike – Etapa 6 – De Burgos a Frómista

Oi gente!!

Pedimos desculpas pelo sumiço, mas fim de ano é aquele apuro, e depois do Natal precisamos de uns dias de descanso total!

Agora, voltamos com a continuação dos relatos sobre o Caminho de Santiago de bike e tentaremos colocar mais posts por semana para compensar ok?

Então continuando de onde paramos, vejam como foi o sexto dia de pedal na maravilhosa Espanha:

Acordamos com uma música ambiente tocando, Marie Noelle nos preparou um café especial que nos deu ainda mais ânimo para enfrentar o dia que iniciava. Deixamos aquele lugar com a certeza de que não poderíamos ter melhor hospedagem em Burgos, foi uma delícia!

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No albergue, com Marie Noelle antes de sairmos pela manhã.

A saída de Burgos me deixou ainda mais apaixonada pela cidade, as ciclovias, os passeios, a organização, um encanto!

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As torres da catedral de Burgos ao fundo… Apaixonante!

Logo chegamos num trecho com várias montanhas que pareciam desenhadas, de tão lindas…

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Paisagens pintadas à mão…

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E lá no fim dessa estrada, a cidade de Hornillos del Camino.

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Paradinha pra mais um café no bar!

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As papoulas contornando todos o caminho…

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Ruínas do Convento San Antón.

Passamos por Hornillos Del Camino, Convento San Antón e então chegamos num  trecho todo ladeado por lindas árvores, e no fim deste trecho avistamos a cidade de Castrojeriz.

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Um belo trecho do Caminho, contornado por ávores…

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e depois das árvores, avistamos a cidade de Castrojeriz, com seu castelo no topo da montanha.

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Mais um brinde!

Ali almoçamos um bocadillo com vinho e coca-cola, de olho na montanha que teríamos que escalar em seguida. Eram 140 metros de desnível em 1km de estrada de chão!

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E depois do almoço, uma subida de respeito!

E foi uma subida difícil, mas curta e que valeu cada pedalada até ali, a vista lá de cima é incrível!!

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A placa indica a inclinação, muita calma nessa hora… De passito!!

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Chegando ao alto, olhando para trás observamos o que deixamos. A cidade de Castrojeriz ficou pequenininha…

A descida também não passou despercebida, 18% de inclinação em 350 metros, nos levou a descer com muita cautela e ao mesmo tempo sentindo a adrenalina…

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Foto tirada por uma pereregrina Dinamarquesa.

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Incrível a vista enquanto descíamos com cautela…

A pedalada da tarde foi muito tranquila e depois de atravessarmos o canal de Frómista, chegamos no destino daquele dia.

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Minha vontade era de mergulhar nessas papoulas! <3

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Seguindo…

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Atravessando o canal de Frómista.

Achamos o albergue municipal, e por pouco não ficamos de fora na lotação! Lavamos nossas roupas e bikes no pátio que havia no albergue e saímos para jantar um menu do peregrino servido no restaurante ao lado. Boa massa, vinho e um filé com batatas…

Depois disso sentamos na praça em frente ao albergue (Frómista é minúscula), para conversar e apreciar o movimento comendo chocolate com amêndoas.

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Igreja de Frómista, ficava em frente ao nosso albergue.

Com o anoitecer,  precisávamos carregar os celulares e Garmin, e isso só era possível no refeitório do albergue. Sentamos por ali para esperar os aparelhos carregarem e logo conhecemos dois peregrinos brasileiros, um mineiro e uma paulista. O nome dele infelizmente não me lembro, o nome dela: Beatriz Siegel. Ficamos então conversando até a hospitaleira nos mandar ir dormir, pois depois das 22h tem que se respeitar a regra!

Continua…

Se este foi o primeiro artigo que achou, clique aqui e acompanhe desde o começo os relatos dessa lindíssima viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta.

 

Caminho de Santiago de bicicleta – Etapa 1 – De Roncesvalles a Pamplona

Enfim chegou nosso primeiro dia de pedal, agora era oficial, iríamos começar o Caminho de Santiago de Compostela… Como a luz do dia começava a aparecer por volta das 7h, nós não tínhamos nenhuma intenção de sair antes disso, não levamos faróis e sair no escuro de bicicleta torna-se  arriscado, além de não vermos nada das paisagens. Portanto, ao sermos acordados às 6h, começamos a nos arrumar calmamente e fomos uns dos últimos a deixar o albergue.

Caminho de Santigo de Compostela

Fomos ao mesmo restaurante em que jantamos na noite anterior, tomamos café com tostadas, geléia e  suco de laranja. Fotos da saída e finalmente entraríamos no Caminho!

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Já fazia sol, temperatura agradável, paramos na tradicional placa que indica a quantidade de kms para chegar em Santiago, um casal também de bicicleta se aproximou (mais tarde descobrimos que eram pai e filha) e aproveitamos para tirar foto deles e eles de nós.

Caminho de Santigo de Compostela

Agora sim, vamos ao Caminho…  Era uma trilha com leve declive por dentro de um bosque bem fechado, muito verde e fazia muito frio, mas eu não conseguia parar de olhar em volta e agradecer ao universo por me trazer até ali.

Caminho de Santigo de Compostela

Logo paramos para vestir mais roupas, colocar luvas e proteger o pescoço. Em pouco mais de 3km chegamos a Burguete, cidadezinha simpática, muito limpa, organizada e charmosa, mas sem ninguém na rua além de peregrinos.

Caminho de Santigo de Compostela

Quase na saída da cidade, nos deparamos com uma procissão, que vinha no sentido contrário, achamos um pouco esquisita, homens com capuzes pretos, cruzes grandes apoiadas nos ombros e gritando algo que não entendemos, seguidos pela comunidade. Até hoje não conseguimos descobrir do que se tratava, mas com certeza era alguma comemoração. As cidades são na maioria muito pequenas, em menos de 10 minutos estávamos saindo de Burguete e logo começamos a subir uma montanha, hora passávamos pelo Caminho ( a trilha original onde os caminhantes seguem) hora pela carretera, estrada de asfalto que desviava do percurso original, mas que seguia sempre paralelamente.

Caminho de Santigo de Compostela

Costumávamos usar a carretera em momentos onde o trecho original do caminho era complicado para passar com as bicicletas, para isso usamos um guia comprado na Espanha mesmo, próprio para fazer o caminho  pedalando e que indica esses trechos  “impedaláveis”, dando todo o percurso do desvio.

Avistamos um café-bar (são vários durante todo o Caminho) e paramos para o segundo café do dia. Os cafés de todo o percurso são deliciosos e uma média custa aproximadamente 1,10/1,20 euros.

Caminho de Santigo de Compostela

Continuamos pedalando por mais trechos de asfalto e algumas trilhas, começou a esquentar e logo fomos tirando os casacos. Passamos vários trechos assim, sempre muito agradável e onde havia movimento de carros, o respeito da distância dos ciclistas era visível.

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Caminho de Santigo de Compostela

Depois de um difícil trecho de trilha, por pedras soltas, chegamos  ao Alto do Erro. Ali paramos para comer uma maçã que levávamos no alforje, perto de um pequeno trailer que funcionava como lanchonete. Lá outros ciclistas da região faziam um lanche e como ali era mais um trecho onde dava pra seguir pela carretera, fomos informados que seria mais tranquilo seguir pelo asfalto, não era o nosso plano, mas resolvemos seguir o conselho e fomos presenteados com um longo declive em asfalto lisinho e quase sem trânsito. 😀

Caminho de Santigo de Compostela

Passamos  rapidamente por Zubiri, seguindo sempre pela carretera, ali a circulação de carros era maior e como queríamos mais paisagens do que estrada, logo decidimos voltar para o Caminho, fomos entrando então num passeio/ciclovia, que passava ao lado de um rio muito bonito. Muitas famílias fazendo picnic, churrasco embaixo de árvores e aproveitando o domingo. Uma delícia! E nós só sentindo o cheiro  do churrasco!

Caminho de Santigo de Compostela

Chegamos a Pamplona por dentro de um parque, também cheio de gente aproveitando, passeando e seguindo as placas logo estávamos na entrada da cidade antiga. Já passava do meio dia e nosso primeiro desejo era almoçar e depois seguir até a próxima cidade que ficava a 4 km dali.
Caminhamos pelas pequenas ruas procurando restaurante e bem na frente da praça onde acontece a famosa Festa de San Firmino. O dono de um restaurante que tinha mesas ao ar livre na praça nos abordou e ofereceu seu cardápio, ali começou uma intensa negociação, pois nós achamos que ele queria nos enrolar, foi baixando o valor do prato individual mas tínhamos que comer dentro do restaurante. Como não queríamos deixar as bicicletas com bagagem na rua, mas também não queríamos desmontar tudo pra entrar no restaurante, íamos desistir e procurar outro lugar. Mas ele não se contentou, ficou cuidando das bicicletas pra nós, enquanto comemos um prato muito bem servido, com filé, salada, fritas e ovos.
Satisfeitos, resolvemos dar uma circulada pela cidade e logo resolvemos que não seguiríamos mais naquele dia, decidimos dormir em Pamplona. Procuramos um albergue, achamos o Jesus e Maria e nos instalamos. Depois de um bom banho tomado, saímos pra caminhar, conhecer um pouco da cidade.
Fomos até a Plaza Mayor, tomamos um sorvete e ficamos lá na grama, observando o movimento e ouvindo um músico tocando violino. Para o jantar, compramos num mercadinho pão, jamón (presunto cru muito popular na Espanha e delicioso!), queijo, vinho e jantamos na cozinha do albergue mesmo, ao lado de um casal alemão, que estava caminhando pela região á 4 meses já.  No mesmo albergue que nós, estava hospedado o Ivan Silverio, paulista que conhecemos através do grupo Caminho de Santiago no facebook e logo nos encontramos e passamos um agradável fim de tarde junto dele e  de mais duas brasileiras, a Cristina e a Luciana.

Caminho de Santigo de CompostelaNa hora de dormir, foi mais uma sinfonia de roncadores, mas os tampões no ouvido e um relaxante muscular me fizeram dormir bem…

Continua no próximo post…

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Camisetas para quem curte bicicletas – Novas estampas

Quem nos acompanha há algum tempo, ou já entrou na nossa loja virtual,  já deve ter visto aqui no blog que fizemos camisetas para quem curte bicicletas em Floripa, quem não conhece ainda pode ver nesse link. As camisetas “Eu Pedalo Floripa” são um sucesso, quem gosta mesmo de bike, quer mostrar isso até mesmo quando não está em cima de uma, certo?
Pensando nisso criamos novas estampas e modelos de camisetas para quem curte bicicletas! Desta vez, além da estampa, trouxemos também modelagens mais femininas pensando nas bravas mulheres que enfrentam suas cidades em cima de duas rodas e se orgulham muito disso. Espia só:

Camiseta Bike

Camiseta básica Bike To Work

Camiseta Bike

Camiseta feminina Life is a beautiful ride

 

Camiseta Bike

Regata feminina Bike To Work

 

Camiseta Bike

Regata feminina Life is a bab

Baby looks e regatinhas pra elas e camiseta tradicional pra eles. 😉

Curtiu? Acesse a loja virtual ou se você é de Florianópolis também pode entrar em contato pelo telefone/whatsapp (48) 96501000.

 

5 Dicas Preciosas de Manutenção na Bike

Bicicleta boa é aquela que a gente pega e sai andando com ela sem fazer barulho, sem ranger, sem estalos, com câmbio regulado, freando bem e rodando solta, leve.  Enquanto ela é novinha, recém comprada é bem fácil, mas como conseguir manter isso na bicicleta depois de um tempo de uso? Nosso conselho é de que você faça regularmente uma manutenção na bike. Leve sua bicicleta para fazer revisão numa bicicletaria de confiança, verificar troca de pastilhas de freio, corrente ou outras peças que com o tempo  desgastam. De quando em quando? Vai depender da frequência que você a utiliza, então é bom sempre estar atento.

manutenção de bike

imagem: grupodabike.blogspot.com.br

Mas tem alguns cuidados que você pode tomar em casa regularmente, que ajudam a manter sua bicicleta bacana por um bom tempo, evitando desgastes muito rápidos das peças e aqueles barulhos indesejáveis, veja:

1 – Pneus sempre calibrados – importantíssimo! Já vi gente achando que a bicicleta estava ruim, parecendo que carregava um caminhão enquanto pedalava, quando só precisava calibrar os pneus. Mas qual a pressão que se coloca? Observe no próprio pneu, ele vai dizer a pressão máxima, recomenda-se  colocar no máximo  até 10% abaixo do recomendado, nunca a pressão máxima indicada . Pode calibrar no posto de gasolina mesmo, ou se for usar bomba de encher pneu que não tenha indicador de psi, encha até sentir que o pneu está duro o suficiente para você não conseguir apertá-lo com os dedos.

2 – Manter a bicicleta limpa –  passar um pano úmido sempre que você volta da rua é básico. Caso ela esteja com muita areia ou barro na corrente, deixe secar e retire essa sujeira com uma escovinha de dentes. Se ainda ficar acumulado, use um pincel embebido em querosene para limpar essa área. Já ouvi dizerem para evitar jatos de água para lavar a bicicleta, mas confesso que quando volto daqueles pedais off road, com muita areia, barro ou maresia gosto de dar banho de mangueira na minha bichinha e nunca tive problema por isso. Só não jogo jato de água nos cubos e movimento central e jamais use lavadora de pressão!

3 – Lubrificar –  Depois da bicicleta limpa e seca, lubrificar a corrente com óleo seco vendido em bicicletarias (não usar WD-40 que é desengordurante, use o óleo lubrificante seco.). Ou mesmo quando a corrente começa a ranger, colocar uma gota de óleo em cada elo da corrente girando o pedal para trás lentamente, cuidando para não respingar óleo nos freios e retirando o excesso de óleo segurando um pano limpo abaixo da corrente e girando novamente o pedal para trás.

4 – Checagem dos freios – faça uma checagem periódica dos freios (sempre que for sair com a bicicleta). Aperte com força separadamente o freio dianteiro e o traseiro. Se ao frear a bicicleta continuar deslizando mesmo que levemente, há que trocar as sapatas se for freios V-Brake  ou regular as pastilhas girando-as muito delicadamente se for freios a disco. Caso não seja mais possível girar as pastilhas para regulagem, corra numa bicicletaria para trocar as pastilhas por novas.O mesmo deve ser feito no caso das sapatas do freio V-brake estarem desgastadas. Ah, e não tente regular os freios depois de uma descida longa, elas estarão quentes a ponto de fritar sua pele.

5 – Checagem dos cabos de freios e câmbio – observe sempre se há algum cabo de freios ou câmbio descascando. Se isso ocorrer, leve sua bicicleta imediatamente a uma bicicletaria para troca dos cabos.

Com esses cuidados você consegue manter sua bike sempre pronta pra usar e também perceber com mais agilidade a necessidade de trocar alguma peça ou levar para a revisão.
Para os interessados em saber mais sobre mecânica de bike, reformas, pneus , acessórios e ferramentas, há um ebook completo sobre o assunto, o Curso Bicicleteiros do Brasil, escrito pelo Cabral Veríssimo, disponibiliza até certificado para quem tem interesse em trabalhar na área. E para quem só quer aprender a cuida da sua mesmo, é um excelente guia. Saiba mais aqui.

😉

Ciclovia da Av. Paulista em São Paulo

Semana passada a ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, foi inaugurada. Entre discursos de amor e ódio, entendemos que quem ganha é a população da cidade.
A gente sabe que existem milhões de pessoas no mundo, cada uma com seu modo de pensar e enxergar as coisas, com diferentes preferencias políticas, e  modo de defender seus interesses. Mas não temos como não entristecer diante de tantas manifestações contra as ciclovias de São Paulo, gente mais preocupada com seu próprio umbigo, ou simplesmente por briga partidária, que acaba ficando cega para as necessidades da população como um todo. É claro que é muito confortável assistir a vida passar de dentro do seu carro, com ar condicionado e sua playlist preferida tocando no iPod, mas nem sempre é o melhor em termos de qualidade de vida (estamos falando de mobilidade, de se deslocar rapidamente e ter certeza do tempo que vai levar do ponto A ao B). Acontece que isso não é mais possível, continuar fomentando uma prática individualista e insustentável vai nos levar ao completo caos.
Em entrevista ao G1, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse: “É uma vitória do ativismo a favor da sustentabilidade. Isso não é questão partidária. É um erro tratar isso do ponto de vista partidário. Nós estamos cometendo um grave erro. Todo mundo tem que apoiar certos projetos: metrô, faixa de ônibus, ciclovia. Isso tem que ser suprapartidário. Estão cometendo um erro fomentando a intolerância. Isso não leva a sociedade a lugar nenhum. Existe o espaço da disputa e existe o espaço do consenso. A gente tem que reaprender a lidar com os consensos para não colocar a perder o bem estar social”.
Florianópolis, e as demais cidades do país, precisam urgente de pessoas com esse tipo de visão no poder. Floripa tem tudo para ser uma cidade ciclística, paisagens belíssimas, muitos trajetos em terrenos planos, morros com inclinações “pedaláveis”, clima propício e uma população fisicamente ativa, que gosta de esportes e é atenta a saúde.
Incentivar o uso da bicicleta na sua totalidade (isso inclui transporte), implantando ciclovias bem feitas, só traz ganhos para a cidade:

– Preserva a integridade do ciclista;
– Melhora a saúde pública de forma geral, menos gasto com remédios;
– Menos poluição;
– Diminui o número de carros nas ruas, diminuindo assim o número de acidentes;
– Estimula o comércio, pois as pessoas não precisam de vagas de estacionamento para frequentar o local;
– É bom para o turismo;
– Diminui o estresse da população; e por aí vai…

Ciclovias são importantes para as cidades sim, e não se trata de ser contra os veículos particulares, e sim uma busca pelo equilíbrio entre pedestre, o ciclista, usuário do transporte público, e transporte motorizado individual. Se mais gente se sentir confiante de usar a bicicleta pra se deslocar, menos carros estarão disputando espaço nas ruas, e quem realmente precisa da rua livre e rapidez pros deslocamentos de carro e ônibus, vai ter!
Floripa também quer e precisa de ciclovias. Sonho seria as autoridades daqui se espelharem nesta iniciativa e perceberem a importância de proteger a vida do ciclista e estimular o uso da bicicleta como aliada no planejamento do crescimento das cidades.

Enquanto isso, numa das míseras ciclofaixas de Floripa, nossos motoristas:

:(

Autor do vídeo: Ari Laercio Boehme
E você, qual sua opinião? Quais os ganhos que a população teria se tívessemos mais ciclovias em Florianópolis?

Roupa para pedalar no dia a dia

Escolher roupa para pedalar é sempre algo que toma certo tempo para quem usa a bike como meio de transporte. Tem que pensar se vai ser confortável, se vai estar calor, se o sol vai queimar, se vamos transpirar a ponto de precisar levar outra roupa por segurança, se vamos sentir frio, se vai chover, se vai aparecer algo que não deve… Enfim, uma série de coisas.
Mas tão importante quanto o trajeto é chegada ao destino. Com que roupa ir? Já falamos aqui sobre tecidos e modelagens, aqui e aqui sobre usar saias e vestidos, mas ainda não falamos sobre uma modelagem que agrada boa parte das mulheres na hora de subir na bicicleta, o short saia. Aquele que de frente parece saia mas trás é um short, que esteve bem presente no verão 2015.

roupa para pedalarAgora começou a esfriar, mas ainda rola uns dias quentes, o famoso veranico de maio, e esta peça pode sim continuar a ser usada. Sem falar que uma meia calça por baixo funciona super bem.

roupa para pedalar

Esse modelo é da Graça de Maria, tem a cintura alta, que evitar aparecer o cofrinho, rs… é feito em sarja e possui outras cores disponíveis para encomenda.

Você tem algum modelo que é seu preferido na hora de pedalar? Conta pra gente então… 😉

 

 

seal

 

Viajar de bike: do Chuí à Montevidéu – Parte 2

Fim de semana chegando, logo mais temos o feriadão de Páscoa chegando, vem aquela vontade de fazer algo diferente… Que tal viajar de bike? Para dar uma inspirada e de repente aquele empurrão, seguimos com o relato da cicloviagem do casal aventureiro Aline e Ari, com as histórias do terceiro e quarto dia da cicloviagem no Uruguai.

Terceiro dia: Cabo Polonio – La Paloma

Viejo Lobo HostelApós o café da manhã improvisado, nos despedimos de Luiz, o Viejo Lobo, pegamos acentos na jardineira que nos levaria novamente a estação rodoviária, com a angústia de chegar logo e ver como estavam Thelma e Louise. Ufa, tudo certo com elas, arrumamos a bagagem toda nas meninas e rumamos para La Paloma, nosso destino depois de 57 quilômetros.

Perto do meio dia, estávamos passando por La Pedreira e resolvemos entrar para conhecer, pois as indicações eram sempre favoráveis, e precisávamos providenciar o almoço e a janta, que seria novamente no hostel.

Pierrette e RolandFoi na porta do pequeno supermercado de La Pedreira que encontramos, pela primeira vez, aqueles que seriam nossos companheiros de viagem pelos próximos dias: Pierrette e Roland. Casal de franceses, viajam o mundo sobre uma bicicleta tandem, pelo menos dois meses por ano, a vinte anos! Animadíssimos, tentamos conversar de todas as formas possíveis, pois eles só falavam francês, e nós além do portunhol, só o inglês macarrônico! Mas no final sempre nos entendíamos. Deixamos os franceses em La Pedreira e seguimos para La Paloma, com as compras feitas e o lanche do meio dia feito.

Retas e Retas

Aqui tivemos nossa única surpresa negativa em relação às reservas feitas: quando chegamos ao Serena Blues Hostel em Playa del Arachania, ele estava fechado! Como ainda era cedo, rumamos para La Paloma, passamos no serviço de atendimento ao turista e fomos procurar por um hostel para a noite.

Depois de alguma pesquisa na internet, uma Patricia e um pratão de “papas fritas”, rumamos para o La Balconada Hostel, na praia de Balconada. Jantamos nossa providencial massa com lingüiça e molho de tomate, junto com os vários surfistas brasileiros, alemães e americanos que também estavam no hostel. Dormimos cedo, pois nosso próximo dia nos traria pelo menos duas incógnitas: a Laguna Rocha e no mínimo 90 quilômetros de estrada.
Quarto dia: La Paloma – Punta del Este

La Balconada HostelEste seria o dia em que, se o planejado não desse certo, seria um problemão: teríamos que pedalar 12 km até a Laguna de Rocha, achar uma pescadora (D. Olga) que disseram poderia nos atravessar de barco a tal Laguna e então se tudo desse certo, seguir viagem por mais 80 quilômetros. Caso desse errado, teríamos que voltar os 12 km, fazer uma volta de 30 km circundando a Laguna e daí fazer os outros 80 km restantem ou seja, um pedal de 144 km!!

Seguimos então para a vila de pescadores da Laguna del Rocha, uma linda pedalada com visual incrível! Chegando lá, perguntamos a duas senhoras onde poderíamos encontrar a D. Olga. Nos disseram que ela morava na última casa da vila. Identificamos a casinha branca ano fim da fila e para lá rumamos. Batemos palmas em frente à casa e um senhor veio nos atender. Perguntamos se ali morava a D. Olga, ele confirmou e foi então chamá-la. Lá de dentro veio então ela, que seria o nosso Anjo do dia.

D. OlgaCom 65 anos, D. Olga nasceu neste local e ali vive desde então, sendo pescadora de camarões na Laguna. E quando precisam, ela atravessa os ciclistas em seu pequeno barco, cobrando 100 pesos por pessoa. Thelma e Louise embarcadas, seguimos para o outro lado da Laguna, que durante alguns períodos do ano, quando o volume de água na lagoa não é muita e a maré ajuda, até dá passagem à pé pela praia. Mas como este ano choveu muito em janeiro e fevereiro no Uruguai, a lagoa estava com bastante volume de água e a única forma de atravessarmos seria então com a providencial ajuda de D. Olga (telefone 098801921).

Ferry José IgnácioCom a travessia vencida em 30 agradáveis minutos, ouvindo as histórias da D. Olga, despedimo-nos e colocamos as meninas no areião, pra seguirmos viagem, um trecho de 50 km de estrada de chão, até a Laguna del Garzon, que atravessamos em um pequeno ferry-boat e rumamos para a graciosa vila de José Ignácio.
Após nosso lanche, feito em frente ao farol, seguimos para Punta del Este, nosso destino final do dia, antes passando pela cidade de La Barra e cruzando a famosa Ponte Leonel Vieira, mais conhecida por ponte ondulada.

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Ponte Ondulada – Uruguai

Como iríamos passar em frente a famosa escultura dos Dedos no caminho de nosso hostel, resolvemos parar para uma foto. Que martírio, o local é o ponto mais frequentado de Punta, e principalmente por brasileiros, todos querendo um “recuerdo” onde apareçam sozinhos na foto. Hahaha… nem a pau Juvenal…

DedosEm Punta tiramos um dia de folga, para descansarmos e conhecer a cidade. Bem, não há muito pra se ver, a não ser que se goste muito de ver prédios moderníssimos e mansões, todos irremediavelmente fechados fora da temporada. Até os restaurantes e uma boa parte das lojas também fecham. Bem, tem o Conrad também… e só!

Pierrette e Roland - PuntaAproveitamos nosso dia de folga e fomos novamente a escultura dos Dedos, atrás da tão almejada foto, e quem por lá encontramos? Sim, Pierrette e Roland, os franceses, que não tinham nossa dica da travessia da Laguna Rocha com a D. Olga, e tiveram que fazer os 140 km entre La Paloma e Punta. Estavam exaustos e estavam seguindo para Piriápolis. Fotos daqui, histórias dali, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo.

Em breve um último post com os dois dias restantes da viagem… aguardem.

Você pode também pode conferir  o post na íntegra no bloga2.wordpress.com, onde foi postado originalmente.