Ciclovia da Av. Paulista em São Paulo

Semana passada a ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, foi inaugurada. Entre discursos de amor e ódio, entendemos que quem ganha é a população da cidade.
A gente sabe que existem milhões de pessoas no mundo, cada uma com seu modo de pensar e enxergar as coisas, com diferentes preferencias políticas, e  modo de defender seus interesses. Mas não temos como não entristecer diante de tantas manifestações contra as ciclovias de São Paulo, gente mais preocupada com seu próprio umbigo, ou simplesmente por briga partidária, que acaba ficando cega para as necessidades da população como um todo. É claro que é muito confortável assistir a vida passar de dentro do seu carro, com ar condicionado e sua playlist preferida tocando no iPod, mas nem sempre é o melhor em termos de qualidade de vida (estamos falando de mobilidade, de se deslocar rapidamente e ter certeza do tempo que vai levar do ponto A ao B). Acontece que isso não é mais possível, continuar fomentando uma prática individualista e insustentável vai nos levar ao completo caos.
Em entrevista ao G1, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse: “É uma vitória do ativismo a favor da sustentabilidade. Isso não é questão partidária. É um erro tratar isso do ponto de vista partidário. Nós estamos cometendo um grave erro. Todo mundo tem que apoiar certos projetos: metrô, faixa de ônibus, ciclovia. Isso tem que ser suprapartidário. Estão cometendo um erro fomentando a intolerância. Isso não leva a sociedade a lugar nenhum. Existe o espaço da disputa e existe o espaço do consenso. A gente tem que reaprender a lidar com os consensos para não colocar a perder o bem estar social”.
Florianópolis, e as demais cidades do país, precisam urgente de pessoas com esse tipo de visão no poder. Floripa tem tudo para ser uma cidade ciclística, paisagens belíssimas, muitos trajetos em terrenos planos, morros com inclinações “pedaláveis”, clima propício e uma população fisicamente ativa, que gosta de esportes e é atenta a saúde.
Incentivar o uso da bicicleta na sua totalidade (isso inclui transporte), implantando ciclovias bem feitas, só traz ganhos para a cidade:

– Preserva a integridade do ciclista;
– Melhora a saúde pública de forma geral, menos gasto com remédios;
– Menos poluição;
– Diminui o número de carros nas ruas, diminuindo assim o número de acidentes;
– Estimula o comércio, pois as pessoas não precisam de vagas de estacionamento para frequentar o local;
– É bom para o turismo;
– Diminui o estresse da população; e por aí vai…

Ciclovias são importantes para as cidades sim, e não se trata de ser contra os veículos particulares, e sim uma busca pelo equilíbrio entre pedestre, o ciclista, usuário do transporte público, e transporte motorizado individual. Se mais gente se sentir confiante de usar a bicicleta pra se deslocar, menos carros estarão disputando espaço nas ruas, e quem realmente precisa da rua livre e rapidez pros deslocamentos de carro e ônibus, vai ter!
Floripa também quer e precisa de ciclovias. Sonho seria as autoridades daqui se espelharem nesta iniciativa e perceberem a importância de proteger a vida do ciclista e estimular o uso da bicicleta como aliada no planejamento do crescimento das cidades.

Enquanto isso, numa das míseras ciclofaixas de Floripa, nossos motoristas:

:(

Autor do vídeo: Ari Laercio Boehme
E você, qual sua opinião? Quais os ganhos que a população teria se tívessemos mais ciclovias em Florianópolis?

A charmosa caixa de madeira para bicicletas

Quem usa a bicicleta no seu dia a dia, como meio de trasporte para  cumprir suas tarefas, está sempre buscando alternativas para deixar sua bike mais funcional. Transportar coisas na bicicleta acaba sendo uma das questões que impossibilitam as pessoas de usá-la com mais frequência.
Ir ao mercado, por exemplo, torna-se uma tarefa trabalhosa para quem não tem acessórios eficazes para trazer as compras de um jeito seguro. Alguns usam mochilas, ou alforjes, mas reclamam que pela forma como as coisas são organizadas dentro das bolsas, acabam sofrendo avarias, frutas e verduras são as que mais sofrem… Uma boa solução para isto é o uso de caixa de madeira para bicicletas que podem ser acopladas na magrela. Porém, não é qualquer caixa que se consegue fixar com facilidade ao guidão, e nem é qualquer caixa que além de funcional ainda deixa sua bike mais estilosa.
Há alguns dias conhecemos a Traditional Bike Box, caixas que são feitas em MDF junto com técnicas de envelhecimento. As caixas são tanto para a dianteira quanto para a traseira. São leves, estáveis e fáceis de serem ajustadas. Vêm com um kit que inclui o suporte para a caixa ser fixada na bike.
tradicional bike box, caixa de madeira para bike
O produto foi desenvolvido por Luciano e Verônica, um casal que veio do Rio Grande do Sul para Balneário Camboriú, SC, há quase um ano, e aqui encontraram condições para fazer da bicicleta seu meio de transporte, como tanto sonhavam na antiga cidade.
O Luciano é psicólogo e Verônica jornalista, depois de algumas viagens que fizeram para fora do Brasil (Europa, EUA, África do Sul), viram que era muito comum ter uma “caixa” de madeira junto a bike para transportar o que quiser, muitas pessoas usavam caixas de vinho para isso, então as ideias começaram a surgir e eles foram dando uma identidade para a caixa até chegar na Traditional Bike Box.

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

“Queríamos uma caixa com um aspecto vintage e com um ar de elegância, do mesmo modo uma caixa básica e clássica. Pensamos diversos tamanhos, formatos, cores, nomes e logomarcas até chegar ao produto final. Nisso foram vários meses de ideias e testes. Fazemos um trocadilho com o senso comum da palavra Traditional (Tradicional), onde buscamos demonstrar que o Traditional depende do universo particular de cada um.
Hoje temos a marca Traditional Bike Box, a caixa para bicicleteiros. Produzidas artesanalmente, uma a uma, com carinho para o bicicleteiro.”

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

As medidas são 29x20xh19cm para as caixas dianteiras e 29,5x21xh20cm para as caixas traseiras. E você encontra essas belezinhas aqui na nossa loja vitual.
Para quem quiser acompanhar as novidades, é só acompanhar a Traditional Bike Box no Facebook: clique AQUI

tradicional bike box, caixa de madeira para bike
Sempre existem opções para quem quer mudar de hábitos e melhorar sua qualidade de vida… fazer compras de bike não é  um problema, as alternativas são inúmeras e para todos os gostos, é só querer. 😉

 

 

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10 Dicas para pedalar no inverno

PEDALAR NO FRIO

 

As desculpas para não usar a bicicleta apenas mudam de acordo com a época do ano. Até mês passado o calor era o campeão dos pretextos, agora o frio aparece como desculpa número um para deixar a bicicleta em casa.
Para aqueles que não desistem frente a um obstáculo, temos algumas dicas para pedalar no inverno que podem ajudar a vencer o desconforto do frio.

1. Alongamento e aquecimento – é natural seu corpo começar a aquecer conforme você se movimenta, certo? Portanto, assim que você começar a pedalar vai sentir calor. Por isso se você fizer 10 minutos de alongamento seguido de algum exercício de aquecimento antes de se vestir, evita de você se encher de casacos e depois querer tirar tudo sem ter aonde guardar.

2. Vestir-se em camadas – não funciona bem a tática de colocar uma blusa levinha e por cima um casacão grosso, porque você vai sentir calor e se tirar o casacão vai passar frio, sem falar pode ainda pegar um resfriado. O ideal é que você vista pelo menos três peças na parte de cima. Uma blusa mais fina, tipo segunda pele, mais um cardigan ou camisa mais grossa, e por último um casaco que corte o vento. Se você estiver indo trabalhar, esse último casaco pode ser de couro, por exemplo.

3. Evitar roupas de algodão – aqui a ideia é evitar o algodão pelo menos na parte de cima, uma blusa de algodão vai absorver seu suor e não vai secar tão cedo, se você não tiver a possibilidade de levar outra blusa para trocar, vai passar o dia com o tecido úmido em contato direto com o corpo, o que não é legal para sua saúde e ainda vai passar frio o resto do dia.

4. Use lenços ou cachecóis: estes são ótimos para proteger o pescoço e parte da boca e nariz, caso seu cachecol seja daqueles mais largos. Sem falar que são práticos para tirar a qualquer momento em que o calor aumentar.

5. Use protetor de orelhas – usando ou não usando o capacete (vale lembrar que isso é um escolha de cada um), o ideal é que nós mulheres estejamos com os cabelos presos na hora de pedalar para evitar que eles atrapalhem nossa visibilidade. Assim sendo, as orelhas ficam desprotegidas e gelaaaaaadas no inverno. Os protetores de orelha resolvem bem este desconforto. São faixas (tipo bandana) feitas de um material que parece o tecido soft, normalmente você encontra no setor de corrida, ou de equipamentos de esqui, nas lojas de esporte. E o legal é que dá pra usar junto com o capacete, diferentemente dos gorros. (a Aline está usando um desses na foto acima)

6. Casaco corta vento – como falado anteriormente, seu último casaco precisa barrar o vento, então escolha algum que seja de couro, ou naylon, ou napa, algum tecido que não seja muito pesado, mas que as tramas sejam fechadas para evitar que o vento chegue até sua pele. Se for impermeável, melhor ainda!

7. Ritmo constante – bom, aqui cada um vai achar seu ritmo, o que for mais confortável para si, porém o ideal é que você comece devagar e vá aumentando aos poucos até achar um ponto de conforto, para evitar a transpiração excessiva. Quando houver subidas, coloque na marcha mais leve e suba devagar.

8. Use luvas – manter as mãos quentes ajuda a diminuir o desconforto causado pelo frio, além de evitar o ressecamento das mãos pela ação do vento.

9. Protetor labial – de preferencia esse que são hidratantes também, pois o vento acaba ressecando muito os lábios também.

10. Nas pernas – para homens, uma laycra embaixo da calça jeans ajuda bastante do dias muito frios. E para meninas temos, além da laycra, as meias-calças! Hoje no mercado é possível encontrar  meias-calças feitas de lã e outras de fios bem grossos. No dia que quiser usar saia, dá até para colocar os dois tipos juntas, a de lã por baixo e uma fio 80 por cima, né? Fica quentinha e superfeminina de saia, só tem que cuidar pra não puxar fio da meia na coroa da bike… rs.

Caso chova, aqui nesse post você pode ver mais dicas.

No mais, tente manter seu corpo quente. Um cafézinho antes e um depois vai muito bem! 😀

Foram 10 simples dicas para ajudar você a pedalar com mais conforto nesse inverno. Mas sabemos que só os fortes sobreviverão. 😉

7 razões para usar mais a bicicleta

7 razoes para pedalar

A verdade é que existem muito mais do que 7 razões para usar mais a bicicleta no seu dia a dia. Os benefícios são inúmeros e interferem tanto no seu bolso quanto no seu relacionamento com sua família, duvida? Então confira apenas 7 motivos e nos diga se concorda ou não:

1. Melhora sua saúde: só este item já valeria o investimento em uma bicicleta, os itens seguintes podem ser até considerados bônus! Andar de bicicleta, além de gastar calorias e promover o bem estar, é uma atividade física que melhora o sistema cardio-respiratório prevenindo doenças cardíacas e avcs, controla o diabetes, ajuda a equilibrar a pressão arterial, diminui o nível de triglicérides e ainda ajuda a prevenir doenças como obesidade e colesterol alto.

2. Você economiza tempo: de uns anos para cá tem se tornado “normal” filas e mais filas nos horários de pico em que as pessoas estão se deslocando para o trabalho e logo mais para suas casas. As pessoas se acostumam com o trânsito caótico e vão saindo cada vez mais cedo de casa para chegarem a tempo ao seu destino, ou no fim do dia, dando mais um tempo no trabalho para evitar o congestionamento… Gente, alô… isso perda de vida! Você não perde só uns minutos de sono a mais, você perde a oportunidade de tomar café junto com sua família, você perde de participar mais da vida dos seus filhos, você perde um tempo que poderia estar fazendo um esporte ou alguma coisa que lhe dá prazer, ler um livro, passear no parque, ir ao cinema, estar com quem se ama, etc. Há coisas na vida que não voltam mais, e perder parte delas preso no trânsito é desperdício.

3. Você economiza dinheiro: a começar pelo custo da própria bicicleta. O valor de uma boa bicicleta nova não chega nem perto de um décimo do valor de um carro popular novo 0km. A manutenção de uma bicicleta é de baixíssimo custo, nem se compara as revisões periódicas de um carro, mais licenciamento, ipva, seguro, troca de óleo e gasolina, bicicletas normalmente são movidas a arroz e feijão. Estacionamento também é algo a ser considerado já que está cada vez mais raro conseguir vaga nas ruas para estacionar. Quanta economia hein?

4. Contribui para o meio ambiente: usando a bicicleta para se locomover você diminui consideravelmente a emissão de CO2 na atmosfera, economiza a água que usaria para lavar um carro inteiro e também passa a produzir menos lixo com a manutenção de um carro.

5. Alivia o estresse: quem é praticante de atividade física conta com um relaxamento muscular e mental provocado pela liberação da endorfina durante o exercício, é isso que acontece quando você pedala, você chega mais relaxado e de bom humor nos lugares. Sem falar na alegria que dá quando você continua avançando enquanto vê uma fila imensa de carros paradinhos.

6. Você faz amigos: uma das primeiras coisas que percebemos quando começamos a pedalar é que os demais ciclistas te cumprimentam nas ruas, sem conhecer você. Não sei se é pelo simples fato de estar pedalando ou por ficar feliz em ver outras pessoas compartilhando do mesmo estilo de vida. Enfim, o fato é que pessoas que pedalam com frequência são mais amigáveis, e quando você começa a pedalar em grupo isso fica ainda mais evidente, todos querem se ajudar e trocar experiências.

7. Ajuda a te deixar em forma: o primeiro item falava dos benefícios da bicicleta para a saúde, mas além de atuar na prevenção de doenças, pedalar também pode lhe proporcionar um corpo atlético se for combinado com uma dieta equilibrada. A bicicleta pode se transformar em uma academia ao ar livre, com ela você pode queimar calorias, perder gordura corporal, ganhar massa muscular, melhorar seu condicionamento respiratório além de ganhar pernas e panturrilhas invejáveis!

Tomar a iniciativa e começar a pedalar é a parte mais difícil, pode acreditar. Depois que os benefícios aparecem fica difícil é parar! Vamos pedalar mais?

Roupa para pedalar no dia a dia

Escolher roupa para pedalar é sempre algo que toma certo tempo para quem usa a bike como meio de transporte. Tem que pensar se vai ser confortável, se vai estar calor, se o sol vai queimar, se vamos transpirar a ponto de precisar levar outra roupa por segurança, se vamos sentir frio, se vai chover, se vai aparecer algo que não deve… Enfim, uma série de coisas.
Mas tão importante quanto o trajeto é chegada ao destino. Com que roupa ir? Já falamos aqui sobre tecidos e modelagens, aqui e aqui sobre usar saias e vestidos, mas ainda não falamos sobre uma modelagem que agrada boa parte das mulheres na hora de subir na bicicleta, o short saia. Aquele que de frente parece saia mas trás é um short, que esteve bem presente no verão 2015.

roupa para pedalarAgora começou a esfriar, mas ainda rola uns dias quentes, o famoso veranico de maio, e esta peça pode sim continuar a ser usada. Sem falar que uma meia calça por baixo funciona super bem.

roupa para pedalar

Esse modelo é da Graça de Maria, tem a cintura alta, que evitar aparecer o cofrinho, rs… é feito em sarja e possui outras cores disponíveis para encomenda.

Você tem algum modelo que é seu preferido na hora de pedalar? Conta pra gente então… 😉

 

 

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Ciclofaixa não é estacionamento.

Ciclofaixa é para bicicletas!

Florianópolis atualmente não tem uma boa estrutura cicloviária, o que no nosso ponto de vista só faz a cidade perder. Floripa tem tudo para ser perfeita para o ciclismo: pouco relevo, rotas sempre lindas e habitantes que gostam de praticar atividades físicas, que se tivessem à disposição mais ciclovias ou ciclofaixas usariam a bicicleta e deixariam o carro em casa em muitas de suas atividades diárias.

O que me faz escrever hoje é sobre o uso das ciclovias e ciclofaixas já existentes. Utilizo bastante as ciclofaixas do centro: Almirante Lamego, Bocaiuva, Trompowsky ,Duarte Schutel. Observo que essas ciclofaixas são bastante utilizadas por ciclistas, mas muitas vezes é perigoso pedalar por ali, sim: PERIGOSO.

Por quê?

 

estacionaram na ciclo faxia

Muitos motoristas insistem em estacionar carros em cima da ciclofaixa, enquanto “vão ali rapidinho” ou “estão trabalhando”descarregando seus caminhões, ou seja lá qual for a desculpa esfarrapada que usam pra justificar a infração. Além disso, há quem trafegue sobre as ciclofaixas! Motociclistas são campeões nisso e outro dia quase fui atropelada por um deles.

estacionaram na ciclofaixa

Foto: Ari Laercio Boehme

O fato é que enquanto alguém estaciona ali “rapidinho”, quem deveria estar trafegando na ciclofaixa em segurança precisa entrar na pista de rolamento, na frente dos carros, e arriscar-se para seguir em frente. O que pode ser fatal. Imagine, alguém dentro do carro pode abrir a porta e derrubar o ciclista, que pode vir a ser atropelado por outro carro que esteja trafegando pela pista.
Sei que com o aumento da frota de veículos nas ruas, estacionar tornou-se cada vez mais complicado (e esse é um dos motivos pelo qual eu uso a bicicleta). Porém,  o problema de achar um lugar regulamentado para estacionar é do dono do veículo, não do ciclista ou do pedestre. E nada justifica estacionar onde é proibido, seja ciclofaixa, calçada, entrada de garagem ou qualquer outro local onde a sinalização é de “proibido estacionar”. Qual o problema em respeitar a sinalização? As regras valem para todos! E não interessa o tempo que você precisa, o “é rapidinho” não serve como justificativa. Falta de educação talvez sirva, mas isto não podemos aceitar.

As mudanças começam por nós mesmos e vão se espalhando ao nosso redor. Pequenas atitudes fazem grande diferença. De nada adianta condenar um político corrupto, por exemplo, se nem ao menos se consegue respeitar uma placa de trânsito só porque não há ninguém por perto fiscalizando.

Que tal então, da próxima vez que encontrar um carro estacionado na ciclofaixa você possa conversar com o motorista (com educação e a maior paciência do mundo) e explicar para ele o risco que você corre, enquanto ciclista, quando ele age dessa forma?
Não custa tentar né? 😉

7 coisas que mudaram na minha vida depois da bicicleta

bela na bike

Dizem que quando passamos a usar a bicicleta no dia-a-dia nossa visão sobre a cidade muda, nossos conceitos mudam. E isso é bem verdade.
Aconteceu comigo, talvez aconteça diferente com você. Mas vou citar aqui 7 coisas que mudaram na minha vida depois da bike, ou seja, desde que passei a viver a cidade de bicicleta:

1 – Aceitar meu cabelo como ele é.

Todo mundo sabe que o cabelo muda sozinho com o tempo, mas mesmo assim sempre gostei de mudar o meu cabelo. Logo que minha mãe deixou, aos 14 anos fiz permanente e a partir daí foi um festival de mudanças: cortei chanel bem curtinho e raspado na nuca, depois luzes até ficar loira, depois pintei de vermelho-cereja e há uns 10 anos decidi não mudar mais a cor natural que é castanho escuro, mas com toda a química que eu usei, meu cabelo mudou muito, ficou mais fino, nem crespo e nem liso, e então eu sempre escovava e usava a tal chapinha pra alisar e acertá-lo como eu gostava de me ver no espelho. Até que voltei a pedalar e percebi que fazer chapinha pra ir de bicicleta ao trabalho era desperdício. Foi aí que passei a aceitar meu cabelo como ele é. Claro que dou uma escovadinha com o secador de leve na franja pra ajeitar, mas hoje não perco mais aqueles  40 minutos antes de sair de casa pra arrumar o cabelo! UFAAA!! LIBERDADE!!! #livredachapinha

2 – Que não vou virar monstro se pegar uma chuvinha de leve.

Como era a Maria-cabelo-alisado, não podia ver uma chuvinha que já me arrepiava antes do cabelo… rsrsrs… Jamais sairia na rua com qualquer garoa que fosse, já tinha que pegar o carro pra ir até na padaria. Hoje, vivo a vida como ela é: com chuva, sol, vento e descobri  que chego no meu destino sem grandes catástrofes na aparência… E isso me deixa muuuito feliz! #semdrama

3 – Que nem sempre que eu transpirar eu vou ficar fedendo.

Claro, que se eu saio pra fazer uma pedalada de 2 horas com velocidade máxima voltarei suada e fedida. Mas se eu sair de casa de banho tomado e transpirar até chegar ao trabalho isso não vai acontecer. Vou chegar suada, mas depois de 15 minutos estarei com minha aparência normal de volta e meu perfume suave de sempre.

4 – A dirigir com mais responsabilidade.

É fato, ciclistas que andam no trânsito passam a ser mais cuidadosos quando dirigem. E não conheço nenhum estudo científico que comprove isso não, mas é visível a mudança que ocorre. Isso aconteceu comigo, não que eu fosse uma motorista maluca infratora, mas hoje dirijo mais devagar, prestando muito mais atenção em pedestres e ciclistas do que antigamente. A gente literalmente se vê na posição do outro e não conheço auto-escola que ensine isso atualmente. Sem falar de todo o individualismo que só cresce na nossa sociedade…

5 – Que ciclista também tem deveres.

E cumpri-los é importantíssimo! Saber onde pode e onde não pode bicicleta, sinalização e como se comportar no trânsito são práticas que facilitam muito a vida dos motoristas e a nossa!

6 – Que o limite do meu corpo está na minha cabeça.

Às vezes parece que não vou conseguir vencer uma subida, que não vou conseguir concluir o percurso e voltar pra casa pedalando, que o vento é muito forte e eu não vou conseguir pedalar… Tudo coisa da minha cabeça, às vezes é mais difícil, mas eu sempre consigo… 😉

7 – Que eu posso ser eu mesma, com todas as minhas frescuras, manias e delicadezas, e com muito charme mesmo usando uma bicicleta pra me transportar!

Enfim, a bicicleta melhorou não só a minha relação com a cidade em que eu vivo, mas também minha relação comigo mesma.

Hoje sou uma pessoa mais segura, mais livre, mais leve… 😉

 

 

 

Cinema de bike – Bela na Bike e Pedal Glamour

Antes de mais nada, queríamos agradecer a todos que participaram do nosso passeio no último sábado, à Naiara do Pedal Glamour pela parceria e ao Paradigma Cinearte pelo apoio… Foi incrivelmente incrível! 😛 Cansativo? Um pouco… mas valeu muito a pena! Foi daquelas experiências que antes de chegar ao fim já desperta uma vontade louca de fazer de novo.
Até poucos meses atrás eu, Michelle, nem imaginava ir ao cinema de bike ou fazer qualquer outro programa pedalando, ainda mais tendo que percorrer mais de 11km para isso (só ida!). E essa é a parte boa de escrever este blog com minha irmã, diva master da bicicleta. Além de despertar um outro olhar sobre o jeito de se locomover na cidade, experimentar sensações únicas, momentos que vão ficar registrados na memória, e no blog, e no Instagram, e no Facebook… rs.

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike

Confesso que foi puxado. O dia estava quente, sol forte, e como a sessão de cinema era as 15h tivemos que partir cedo, às 13:30 com o sol à pino!
Resolvi ir com uma blusa meia manga de algodão para não sofrer muito com o sol queimando a pele. E nos pés tênis, como íamos subir alguns morros eu me senti mais segura assim.

O cinema Paradigma CineArte fica em uma rodovia de trânsito  rápido e muito movimentada aqui de Floripa: a SC 401, que liga o centro ao norte da ilha. Como nem todas as pessoas que iriam participar eram muito experientes (e eu estou inclusa nessa categoria), fizemos um caminho alternativo para evitar ao máximo a tal rodovia e também porque é muito mais lindo e agradável. Caminho este com algumas subidas ingratas, mas que foram vencidas com muita garra por todos! Foi massa! Teve alguns momentos em que transitamos pela tal rodovia (a SC401), mas sabe que foi menos assustador do que eu imaginava? O fato de estarmos em grupo ajuda bastante na segurança. Fomos sempre pelo acostamento, sinalizando nossas intenções de ação e não tivemos nenhum problema ou situação tensa… Afinal de contas era sábado, os motoristas deveriam estar mais tranquilos, rs.

E a chegada no cinema?! Foi no momento certo… precisamos apenas de 10 minutos para prender as bicicletas, tomar uma água, regularizar a respiração e parar de suar: estávamos prontos para sentar, relaxar a curtir o filme.

cinema de bike

Cinema de bike

A volta para casa foi tranquila também, teve parada na padoca para um café gostoso sem culpa e depois um presente dos céus: um pôr do sol de cair o queixo com inúmeros tons de rosa, laranja e vermelho… indescritível.

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike

cinema de bike
Se eu faria de novo?! Muitas vezes mais, sem sombra de dúvida.

Já teve picnic e cinema, alguém sugere um novo evento/lugar para irmos de bike todos juntos?

Queremos contar sua história – venha ser uma Bela na Bike!

Quem acompanha nosso blog sabe que temos uma sessão que se chama Bela na Bike do Mês. E faz o maior sucesso, são muitas visitas!! o/
Uma vez por mês publicamos uma entrevista com mulheres que conhecemos que usam a bicicleta no seu cotidiano para as mais diversas atividades. Mulheres que decidiram ser donas do seu próprio tempo e deixaram de ser reféns do trânsito caótico da cidade. Mulheres que resgataram o uso da bicicleta como meio de transporte além de usá-la apenas como esporte ou passeio.
Nesta breve entrevista composta por 9 perguntas, elas falam da história delas com a bicicleta, os benefícios que ela perceberam ao trocar o carro pela bicicleta, assim como os truques que usam e dificuldades que encontram no dia a dia.
É muito inspirador e enriquecedor conhecer a história dessas mulheres.
Queremos agora convidar você para ser a próxima Bela na Bike do mês, quem sabe a de Abril ou Maio? Gostaríamos de conhecer Belas de outra cidades também! Acho que nós aqui de Floripa temos muito o que aprender com o pessoal de São Paulo, Rio, Minas, por exemplo.

Bela na Bike blog

Ficou com vontade de compartilhar um pouco do seu dia a dia aqui? Eeeeeeeeeeeee! Ótimo! Então manda uma mensagem para a gente, poder ser aqui no blog mesmo, ou email ou Facebook que a gente envia as perguntinhas para você responder e retornar junto com uma fotinho sua com sua bike cheia de charme e atitude!

contatobelanabike@gmail.com.br

Chega de assédio nas ruas… Mais respeito por favor!

assedio

Quem nunca se sentiu invadida ou intimidada com uma cantada barata enquanto caminhava pela rua? Quem nunca sentiu o estômago embrulhar ao ouvir um “Unch delícia…” ou “ ah se eu te pego”…  apesar dessa última ser letra de música, isso passa longe de cantada, é assédio meu amigo!

Você sabia que há pessoas que tem receio de andar ou pedalar pelas ruas por medo de ser assediado? Pessoas que trocam a roupa que tinham escolhido para sair de casa por medo de chamar a atenção para assédios (eu me incluo nisso, infelizmente)? E isso vale para homens e mulheres hein…
Apesar dos assédios serem frequentes em qualquer lugar e de que ninguém está livre disso, o fato de estar em cima de uma bicicleta agrava esta situação… Levanta a mão quem nunca ouviu a clássica: “Como eu queria ser o banquinho da sua bicicleta”…  Argh! Nojo!
Infelizmente essa situação é um dos grandes fatores que desestimulam o público feminino a pedalar.

A rua é de todos, e todos temos direito de usufruir dos espaços públicos sem sermos importunados.
E não importa a roupa que eu esteja usando, se é calça colada, saia ou short, independente do comprimento, ninguém tem o direito de me intimidar com palavras de teor sexual, gestos ou olhares, de jeito nenhum, meu corpo não está a serviço ou ao bel prazer de ninguém!

Portanto, gostaria de dizer aos tarados de calçada (porque homem que se preza tem educação e sabe dar valor a uma mulher), que não estou em cima de uma bicicleta para empinar para a minha bunda para você secar, nem estou em cima de uma bicicleta para que você enfie seus olhos cheios de tesão mal resolvido dentro do meu decote, muito menos estou em cima de uma bicicleta exibindo minhas pernas para ganhar um assobio ou buzinada sua, não!
Eu estou em cima de uma bicicleta pelo simples fato desse ser o meio de transporte que eu escolhi, que me faz bem, que funciona para minha vida, e o fato de você de repente estar “protegido” dentro do seu carro poluidor não lhe dá o direito de me assediar. Desculpa, mas dispenso seu “elogio”.

Este é um assunto delicado, e entramos na questão do que pode ser considerado assédio e o que é paquera. Acreditamos que o que diferencia é a abertura que se dá para tal ação acontecer, assim como o tom que se usa. E elogio de admiração pela atitude de estar na bicicleta é algo bastante comum, mas sabemos quando se trata disso. O limite é imposto de acordo com cada um, e pode ser bem variável de acordo com a cultura e fatores sociais também. O importante é saber que o limite de um termina quando começa o do outro.

Elogio é bom e todo mundo gosta, agora, um cuidado precisa ser tomado na hora da abordagem para saber se a pessoa a ser elogiada está aberta a isso, se não vai ocorrer uma invasão de espaço. Afinal, tem quem passe pela frente de uma obra e se não ouvir um fiu fiu já fica deprimida e corre pro salão de beleza… vai entender?

Bom, voltando ao assunto bicicleta, assédios podem resultar em acidente. Quando estamos nos equilibrando sobre duas rodas, uma distração pode ser fatal. Sendo assim, uma simples frase gritada no seu ouvido como: GOSTOSA!, pode gerar um desequilíbrio e consequentemente um tombo, que pode ter leves ou graves consequências. Assim como uma aproximação repentina, ou um tapa na bunda (sim, conheço mulheres que já passaram por isso, e é lamentável) pode também levar a ciclista para o chão e ser atropelada pelo próprio carro que se aproximou dela. Acredite isso é muito fácil de acontecer.

Também já li relato de quem retrucou e em seguida o indivíduo a atropelou propositalmente por isso. Parece mentira mas não é…

Fica aqui então o nosso pedido por respeito e um recado para os meninos: Antes de mexer com alguma mulher na rua lembre-se de que ela não vai gostar e nem vai dar o telefone dela para você, e isso muito menos cria a chance de você levá-la para a cama, pode ter certeza. E outra coisa, quando sentir vontade de gritar obscenidades a uma mulher, imagine que essa tal mulher poderia ser sua mãe, sua irmã, namorada ou filha… fica a dica. 😉