Caminho de Santiago de bike – Etapa 3 – De Estella a Navarrete

E vamos a mais uma etapa do Caminho de Santiago de bike:

Levantamos, tomamos nosso café no albergue mesmo e antes de sair, pedi pro Ari dar uma olhada no câmbio da minha bike. Meio contrariado, ele começou a mexer mas já avisando que não sabia se ia dar certo. E realmente a coisa desandou, ao invés de arrumar, piorou! Ficamos ali uma meia hora, eu segurando a bike (já arrependida de ter insistido pra ele mexer!) e ele tentando ajustar o câmbio enquanto reclamava, depois de muitos desajustes, arrumou!! UFA!! Seguimos então para mais um dia, inicialmente nosso objetivo era Logroño, mas durante o dia mudamos  os planos.  Andamos poucos km e logo chegamos na fonte da Bodegas de Irache, uma fonte onde há duas torneiras: uma de água e outra de vinho! Ok, era muito cedo (umas 9h da manhã) pra tomar vinho, mas precisávamos cumprir tabela e tomar esse vinho.. Tomamos um golinho cada, completamos as caramanholas (garrafinhas/squeezes) com água, as fotos de praxe e seguimos.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Um gole de vinho…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

“Túneis verdes” pelo caminho.

Logo encontramos um bar/café muito charmoso, num local que merecia uma parada, tomamos mais um cafezinho.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Seguindo a frente, passamos por plantações de uvas, uma vinícola na base de uma montanha com um Castello no topo: Villamayor de Monjardin, linda paisagem!

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Nesse dia ainda fazia calor, seguimos com bastante sol, passando pela cidade de Los Arcos, depois Sansol  e em Viana paramos para comer algo.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Passando entre os campos de trigo…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

O Caminho sempre nos leva a passar no meio das cidades…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Passando pela cidade de Los Arcos.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Paradinha pra olhar o Guia.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Entrando em Viana.

Ari sempre cavalheiro me perguntou o que eu tinha vontade de comer, respondi: Ovo frito!! 😀  A cidade estava bem movimentada, muitas mesas na rua e enquanto escolhíamos uma lanchonete, uma  peregrina sueca chamava a todos que passavam para dividir com ela um Schnaps, havia tirado as botas e cantava alegre, acho que pela quantidade de schnaps que já tinha tomado… Parecia feliz! Sorri pra ela e fui comer meu pão com ovo.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

A linda Catedral de Viana…

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Cidade de Viana, movimentada quando passamos.

Depois  do lanche, tomamos uma sangria em um bar, compramos cerejas frescas (frutas da época) para comermos durante a tarde e voltamos para a estrada.
Durante a tarde o calor apertou mais uma vez, mas seguimos comendo nossas cerejas e rapidamente fomos vencendo os 49km que tínhamos programado. Chegamos em Logroño!

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Chegando em Logroño.

Cidade grande, linda! Linda ponte, linda catedral. Mas resolvemos  seguir e dormir numa cidade a frente, menor, mais calma: Navarrete. Pra sair de Logroño é um pouco confuso (Li isso em vários relatos antes de ir… ). Por todo o caminho existem as placas e setas amarelas, é difícil se perder, mas seguimos o guía de ciclistas e acabamos caindo num trecho sem sinalização e com muitos carros.

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Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Quando esperávamos um semáforo abrir, um senhor local que estava do outro lado da rua fez sinal para esperarmos por ele, que atravessou e veio falar conosco. “Querem sair da cidade?” Perguntou ele. “Vou explicar um caminho para saírem desse trânsito.” Nos deu a direção e chegamos então numa ciclovia, por dentro de um lindo parque e seguimos tranquilamente nossa rota. Mais um “Anjo do caminho”, pensamos…
Chegando em Navarrete, procuramos o albergue municipal que não tinha local para guardar as bicicletas durante a noite e nos aconselharam a não deixá-las na rua, mesmo que amarradas. Nos indicaram outro albergue, e neste as bicicletas ficaram na garagem da casa, devidamente guardadas. Tomamos nosso banho, e saímos a caminhar pela pacata cidade.

Caminho de Santiago de Compostela de Bike

Única foto de Navarrete – a Catedral.

Tomamos algumas “cervezas “ para aliviar o calor enquanto aguardávamos abrir o restaurante que escolhemos para jantar. Entrando no restaurante haviam expostas algumas Compostelanas (certificado de quem completou o caminho de Santiago),  sentamos em uma mesa e quando a moça veio tirar nossos pedidos, sentou-se à mesa conosco, muito simpática, falando baixinho, e nós curiosos, perguntamos a ela se alguma das Compostelanas eram dela. Ela disse que sim, que havia caminhado desde Berlim!! Foram três meses caminhando até Santiago: 2.600km! Uau!! Ficamos impressionados e ela contou que durante sua peregrinação ficou tão agradecida com o que o Caminho deu a ela e ao companheiro, que resolveram retribuir de alguma forma e foram morar ali, abrindo um albergue com restaurante chamado Pilgrim’s. Foi uma das melhores refeições que fizemos durante nossa jornada, um tempero delicioso, ótimo serviço, local muito agradável, bem decorado, adoramos! Depois disso retornamos ao albergue e tentamos descansar, foi uma noite extremamente quente, mas conseguimos dormir.

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Caminho de Santiago de bicicleta – Etapa 1 – De Roncesvalles a Pamplona

Enfim chegou nosso primeiro dia de pedal, agora era oficial, iríamos começar o Caminho de Santiago de Compostela… Como a luz do dia começava a aparecer por volta das 7h, nós não tínhamos nenhuma intenção de sair antes disso, não levamos faróis e sair no escuro de bicicleta torna-se  arriscado, além de não vermos nada das paisagens. Portanto, ao sermos acordados às 6h, começamos a nos arrumar calmamente e fomos uns dos últimos a deixar o albergue.

Caminho de Santigo de Compostela

Fomos ao mesmo restaurante em que jantamos na noite anterior, tomamos café com tostadas, geléia e  suco de laranja. Fotos da saída e finalmente entraríamos no Caminho!

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Já fazia sol, temperatura agradável, paramos na tradicional placa que indica a quantidade de kms para chegar em Santiago, um casal também de bicicleta se aproximou (mais tarde descobrimos que eram pai e filha) e aproveitamos para tirar foto deles e eles de nós.

Caminho de Santigo de Compostela

Agora sim, vamos ao Caminho…  Era uma trilha com leve declive por dentro de um bosque bem fechado, muito verde e fazia muito frio, mas eu não conseguia parar de olhar em volta e agradecer ao universo por me trazer até ali.

Caminho de Santigo de Compostela

Logo paramos para vestir mais roupas, colocar luvas e proteger o pescoço. Em pouco mais de 3km chegamos a Burguete, cidadezinha simpática, muito limpa, organizada e charmosa, mas sem ninguém na rua além de peregrinos.

Caminho de Santigo de Compostela

Quase na saída da cidade, nos deparamos com uma procissão, que vinha no sentido contrário, achamos um pouco esquisita, homens com capuzes pretos, cruzes grandes apoiadas nos ombros e gritando algo que não entendemos, seguidos pela comunidade. Até hoje não conseguimos descobrir do que se tratava, mas com certeza era alguma comemoração. As cidades são na maioria muito pequenas, em menos de 10 minutos estávamos saindo de Burguete e logo começamos a subir uma montanha, hora passávamos pelo Caminho ( a trilha original onde os caminhantes seguem) hora pela carretera, estrada de asfalto que desviava do percurso original, mas que seguia sempre paralelamente.

Caminho de Santigo de Compostela

Costumávamos usar a carretera em momentos onde o trecho original do caminho era complicado para passar com as bicicletas, para isso usamos um guia comprado na Espanha mesmo, próprio para fazer o caminho  pedalando e que indica esses trechos  “impedaláveis”, dando todo o percurso do desvio.

Avistamos um café-bar (são vários durante todo o Caminho) e paramos para o segundo café do dia. Os cafés de todo o percurso são deliciosos e uma média custa aproximadamente 1,10/1,20 euros.

Caminho de Santigo de Compostela

Continuamos pedalando por mais trechos de asfalto e algumas trilhas, começou a esquentar e logo fomos tirando os casacos. Passamos vários trechos assim, sempre muito agradável e onde havia movimento de carros, o respeito da distância dos ciclistas era visível.

Caminho de Santigo de Compostela

Caminho de Santigo de Compostela

Depois de um difícil trecho de trilha, por pedras soltas, chegamos  ao Alto do Erro. Ali paramos para comer uma maçã que levávamos no alforje, perto de um pequeno trailer que funcionava como lanchonete. Lá outros ciclistas da região faziam um lanche e como ali era mais um trecho onde dava pra seguir pela carretera, fomos informados que seria mais tranquilo seguir pelo asfalto, não era o nosso plano, mas resolvemos seguir o conselho e fomos presenteados com um longo declive em asfalto lisinho e quase sem trânsito. 😀

Caminho de Santigo de Compostela

Passamos  rapidamente por Zubiri, seguindo sempre pela carretera, ali a circulação de carros era maior e como queríamos mais paisagens do que estrada, logo decidimos voltar para o Caminho, fomos entrando então num passeio/ciclovia, que passava ao lado de um rio muito bonito. Muitas famílias fazendo picnic, churrasco embaixo de árvores e aproveitando o domingo. Uma delícia! E nós só sentindo o cheiro  do churrasco!

Caminho de Santigo de Compostela

Chegamos a Pamplona por dentro de um parque, também cheio de gente aproveitando, passeando e seguindo as placas logo estávamos na entrada da cidade antiga. Já passava do meio dia e nosso primeiro desejo era almoçar e depois seguir até a próxima cidade que ficava a 4 km dali.
Caminhamos pelas pequenas ruas procurando restaurante e bem na frente da praça onde acontece a famosa Festa de San Firmino. O dono de um restaurante que tinha mesas ao ar livre na praça nos abordou e ofereceu seu cardápio, ali começou uma intensa negociação, pois nós achamos que ele queria nos enrolar, foi baixando o valor do prato individual mas tínhamos que comer dentro do restaurante. Como não queríamos deixar as bicicletas com bagagem na rua, mas também não queríamos desmontar tudo pra entrar no restaurante, íamos desistir e procurar outro lugar. Mas ele não se contentou, ficou cuidando das bicicletas pra nós, enquanto comemos um prato muito bem servido, com filé, salada, fritas e ovos.
Satisfeitos, resolvemos dar uma circulada pela cidade e logo resolvemos que não seguiríamos mais naquele dia, decidimos dormir em Pamplona. Procuramos um albergue, achamos o Jesus e Maria e nos instalamos. Depois de um bom banho tomado, saímos pra caminhar, conhecer um pouco da cidade.
Fomos até a Plaza Mayor, tomamos um sorvete e ficamos lá na grama, observando o movimento e ouvindo um músico tocando violino. Para o jantar, compramos num mercadinho pão, jamón (presunto cru muito popular na Espanha e delicioso!), queijo, vinho e jantamos na cozinha do albergue mesmo, ao lado de um casal alemão, que estava caminhando pela região á 4 meses já.  No mesmo albergue que nós, estava hospedado o Ivan Silverio, paulista que conhecemos através do grupo Caminho de Santiago no facebook e logo nos encontramos e passamos um agradável fim de tarde junto dele e  de mais duas brasileiras, a Cristina e a Luciana.

Caminho de Santigo de CompostelaNa hora de dormir, foi mais uma sinfonia de roncadores, mas os tampões no ouvido e um relaxante muscular me fizeram dormir bem…

Continua no próximo post…

Acompanhe essa história desde o início clicando aqui

Caminho de Santiago de bicicleta – Início.

Fazer o Caminho de Santiago, seja a pé ou de bicicleta é uma experiência única. Cada pessoa o faz por um motivo, mesmo que o faça junto de outro, a percepção de tudo, as interações, as sensações e como esse período de peregrinação irá influenciar a sua vida, ou não, também é individual. Ao todo, percorremos 790km a partir de Roncesvalles, não fizemos a primeira etapa que começa em San Jean Pied de Port na França por alguns motivos, entre eles a dificuldade da subida com a bike e alforjes. O objetivo aqui não é, de forma alguma, julgar o que é certo ou errado, de onde as pessoas devem começar, se devem fazer de bike ou a pé, só pela trilha original ou usar a carretera. Mas a título de ilustrar um pouco do que é o Caminho de Santiago, fizemos esse relato, tentando retratar um pouco do que vivenciamos. Como foi uma viagem de 15 dias, serão vários posts com partes da viagem:

Um dia em Madrid:

Nosso vôo desde o Brasil foi até Madrid, pernoitamos lá para podermos comprar nossas bikes. Decidimos que iríamos comprar duas novas magrelas pra nós, então negociamos tudo antecipadamente do Brasil e partimos levando apenas os alforjes já com nossas roupas e os acessórios que tínhamos: bagageiros, pedais, capacetes, sapatilhas, bolsas de guidão e bolsas de  bagageiro. Não levamos nada além do que já iríamos carregar nos alforjes até Santiago. Chegamos em Madrid 6:30 da manhã no horário local e fomos então até o Hostel onde tínhamos reserva para deixar nossos alforjes enquanto resolvíamos a questão das bikes. Às 10h fomos até a loja, levamos os acessórios para serem instalados nas novas bikes e acertamos um transfer para o dia seguinte até o local onde pegaríamos o ônibus (também com passagem já comprada desde o Brasil) com as bikes devidamente embaladas para a viagem. Depois saímos pelo centro de Madrid para passear um pouco e conhecer alguns pontos turísticos.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Com Juan, da loja de bicicletas.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Amanhecer no centro de Madrid.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Parque Bom Retiro

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Banco de Espanha.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Jardins de Sabatini…

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Palácio Real

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Plaza Mayor

Dia 0 (antes de iniciar o pedal) – Indo para Ronscesvalles:

Como combinado fomos até a loja e eles nos levaram até o aeroporto, de onde saía o ônibus que nos levou até Pamplona e, de lá, pegamos outro busão até Roncesvalles. Tudo muito cronometrado e deu certinho!

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Nossa bagagem pronta para embarque no ônibus.

Chegamos em Ronscevalles as 17h do dia 09/05/15.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Capela de Santiago em Roncesvalles.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Em frente ao albergue La Colegiata

Nessa hora é que foi preciso nos organizar: escolhemos um local ainda fora do albergue para abrir as caixas e montar as bicicletas. Ali o Ari ficou fazendo a montagem enquanto eu fui fazer o check-in no albergue. Neste albergue era possível fazer reserva antecipada, e nós já tínhamos feito isso garantindo cama para aquela noite, já que além deste albergue só tem mais uma pequena pousada em Ronscesvalles. Check-in feito, camas reservadas (eram numeradas) e jantar comprado, voltei para ajudar o Ari com as bicicletas. Terminamos a montagem eram 19h aproximadamente e nosso jantar estava marcado para a partir das 20:30h. Fomos deixar as bicicletas em um local seguro para passar a noite, guiados por um hospitaleiro holandês, muito bem humorado por sinal, e depois fomos tomar banho para ir ao jantar.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Naquela noite fazia bastante frio, fomos jantar no restaurante Casa Sabina o menu do peregrino, um padrão de refeição servida em vários restaurantes em todo o percurso do Caminho. O menu serve um primeiro prato, um segundo prato e mais sobremesa, acompanhados de vinho ou água. Beeem servido hein?! Com esse menu ninguém passar fome, rsrsrs. Durante o jantar, dividimos a mesa com um californiano e um francês, que já havia morado em Buenos Aires e em São Paulo. Ambos faziam o Caminho sozinhos a pé e já haviam feito a primeira etapa que é de San Jean Pied de Port até Ronscesvalles. A conversa rolou solta durante todo o jantar, a maior parte do tempo em inglês, mas também um pouco em francês e português, foi muito bacana esse clima do jantar para entrarmos no clima do Caminho. Voltamos para o albergue para enfim dormir. Não sou fresca, fui bailarina na adolescência, na época viajava com o grupo e dormíamos em alojamentos, aprendi desde cedo a dividir e achar normal essa coisa de coletividade. Mas é lógico que a gente estranha, dormir num mesmo cômodo com pessoas que nunca vimos, dividir banheiros e tal, mas com o passar dos dias você se adapta. A cada dois beliches tinha uma divisória de madeira formando “mini-quartos” para 4 pessoas, e no beliche ao lado do nosso estavam duas francesas.

Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta

Preparando a cama.

Deitamos e eu logo adormeci, mas lá pelas 3h da manhã tive vontade de ir ao banheiro, levantei , voltei para a cama e tentei dormir de novo, a ansiedade de começar a pedalar não me deixou mais dormir direito, e a sinfonia de roncadores na madrugada é alta! Às 5h da manhã começa o barulho  dos peregrinos se preparando para sair (é isso mesmo, quem caminha sai com o dia ainda escuro). As francesas cochichavam, às 6h começo a ouvir um som de música bem longe, e me dou conta que tinha alguém  tocando violão ali perto. Olhei de cima do beliche e eram os hospitaleiros que nos despertavam ao som de “wake up litle Susy”. Que lindo, que mágico! Era hora de levantar e começar o primeiro dia de pedal. Para não ficar muito extenso, contarei num próximo post… 😉

 

Camisetas para quem curte bicicletas – Novas estampas

Quem nos acompanha há algum tempo, ou já entrou na nossa loja virtual,  já deve ter visto aqui no blog que fizemos camisetas para quem curte bicicletas em Floripa, quem não conhece ainda pode ver nesse link. As camisetas “Eu Pedalo Floripa” são um sucesso, quem gosta mesmo de bike, quer mostrar isso até mesmo quando não está em cima de uma, certo?
Pensando nisso criamos novas estampas e modelos de camisetas para quem curte bicicletas! Desta vez, além da estampa, trouxemos também modelagens mais femininas pensando nas bravas mulheres que enfrentam suas cidades em cima de duas rodas e se orgulham muito disso. Espia só:

Camiseta Bike

Camiseta básica Bike To Work

Camiseta Bike

Camiseta feminina Life is a beautiful ride

 

Camiseta Bike

Regata feminina Bike To Work

 

Camiseta Bike

Regata feminina Life is a bab

Baby looks e regatinhas pra elas e camiseta tradicional pra eles. 😉

Curtiu? Acesse a loja virtual ou se você é de Florianópolis também pode entrar em contato pelo telefone/whatsapp (48) 96501000.

 

Bela na Bike do mês de Julho

Apresentar mulheres que encaram o dia-a-dia de bike, provando que é possível ser linda pedalando, enche o nosso coração de orgulho!!

E quem vem embelezar nosso site esse mês como a Bela na Bike do mês de julho é a Ana, que além de pedalar em grupos noturnos (foi assim que a conheci, pedalando com o grupo Duas Rodas), acompanhar o seu amado em pedais longos de final de semana, cicloviagens e trilhas, ela também pedala pra ir ao trabalho. Ela é demais, não é?

Ah, e só para constar: a Ana pedala 22 km pra chegar ao trabalho e mais 22 km pra voltar pra casa, e nesse percurso está incluído o Morro da Lagoa, que para quem não conhece Floripa é uma montanha de aproximadamente 200m de altimetria! É muita admiração por essa moça!!

A Ana é tão meiga e querida, que à primeira vista ninguém imagina o quanto ela acelera no pedal até vê-la em ação!

ANA SANTOS (3)

Foto: Felipe Munhoz

1. Qual sua idade e profissão?

Tenho 38 anos e sou administradora.

2. Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida? (Esporte, lazer, transporte)

Uso em diversas situações, para ir trabalhar, para ir ao mercado e como atividade de lazer, costumo pedalar com grupos de ciclistas. No verão, nada melhor que ir à praia de bike e voltar tranquila enquanto o trânsito está parado.

3. Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?

A rotina de usar a bicicleta no dia a dia começou com a vontade de tornar o caminho para o trabalho mais prazeroso. Já utilizava a bicicleta, como disse anteriormente para lazer, o que ajudou a acrescentar a bici também para ir ao trabalho.

4. Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?

O bom humor é um dos principais benefícios, o dia já começa animado, sem precisar se preocupar com as condições do trânsito e sem stress. É também uma boa forma de otimizar o tempo, pois é uma ótima atividade física, e contribui também para a saúde.

5. Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?

Tento sempre sair arrumada, e pronta para o trabalho, desta forma não preciso me trocar quando chego. Ainda assim, dou uma passada no banheiro, para os retoques finais na maquiagem e no cabelo.

6. Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?

Ainda não consigo utilizar todos os tipos de roupas que gostaria, mas é uma evolução diária, aos poucos tenho experimentado algumas novidades. Outro pequeno incômodo devido a longa distância é o suor, que às vezes incomoda um pouco. Mas fazendo algumas paradas no caminho, e utilizando lenços umedecidos na chegada, é perfeitamente possível contornar isso.

7. Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?

A falta de ciclovias no meu trajeto é sem dúvida, um dos maiores problemas que enfrento. Alguns trechos inclusive, preciso percorrer distâncias maiores, para evitar as rodovias com velocidade muito alta e pouco acostamento. Torço muito que isso melhore daqui pra frente, mas de qualquer forma, isso não me impede de ir pedalando.

8. Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?

Onde trabalho infelizmente não tem chuveiro para tomar banho, então já experimentei alguns truques no cabelo. O que mais dá resultado é sair de casa com o cabelo já molhado e utilizar um lenço ou bandana na cabeça, o que permite chegar ao trabalho com o cabelo ainda úmido, e assim fazer os ajustes finais. Outra opção para utilizar no cabelo, sem precisar molhar é o talco, pois ele tira a oleosidade do cabelo. Basta espalhar um pouco na raiz dos cabelos e depois passar a escova até que o branco do talco suma.

9. Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?

Mais infraestrutura cicloviária seria fundamental, mas enquanto isso não chega, precisamos compartilhar os nossos caminhos com todos, e o respeito mútuo é fundamental!

Foto: Felipe Munhoz

Foto: Felipe Munhoz

Ana, muuuito obrigada por compartilhar sua história conosco!

E você aí do outro lado da tela?

Se inspirou? Reflita, tente e surpreenda-se, você também pode!!

 

 

5 Dicas Preciosas de Manutenção na Bike

Bicicleta boa é aquela que a gente pega e sai andando com ela sem fazer barulho, sem ranger, sem estalos, com câmbio regulado, freando bem e rodando solta, leve.  Enquanto ela é novinha, recém comprada é bem fácil, mas como conseguir manter isso na bicicleta depois de um tempo de uso? Nosso conselho é de que você faça regularmente uma manutenção na bike. Leve sua bicicleta para fazer revisão numa bicicletaria de confiança, verificar troca de pastilhas de freio, corrente ou outras peças que com o tempo  desgastam. De quando em quando? Vai depender da frequência que você a utiliza, então é bom sempre estar atento.

manutenção de bike

imagem: grupodabike.blogspot.com.br

Mas tem alguns cuidados que você pode tomar em casa regularmente, que ajudam a manter sua bicicleta bacana por um bom tempo, evitando desgastes muito rápidos das peças e aqueles barulhos indesejáveis, veja:

1 – Pneus sempre calibrados – importantíssimo! Já vi gente achando que a bicicleta estava ruim, parecendo que carregava um caminhão enquanto pedalava, quando só precisava calibrar os pneus. Mas qual a pressão que se coloca? Observe no próprio pneu, ele vai dizer a pressão máxima, recomenda-se  colocar no máximo  até 10% abaixo do recomendado, nunca a pressão máxima indicada . Pode calibrar no posto de gasolina mesmo, ou se for usar bomba de encher pneu que não tenha indicador de psi, encha até sentir que o pneu está duro o suficiente para você não conseguir apertá-lo com os dedos.

2 – Manter a bicicleta limpa –  passar um pano úmido sempre que você volta da rua é básico. Caso ela esteja com muita areia ou barro na corrente, deixe secar e retire essa sujeira com uma escovinha de dentes. Se ainda ficar acumulado, use um pincel embebido em querosene para limpar essa área. Já ouvi dizerem para evitar jatos de água para lavar a bicicleta, mas confesso que quando volto daqueles pedais off road, com muita areia, barro ou maresia gosto de dar banho de mangueira na minha bichinha e nunca tive problema por isso. Só não jogo jato de água nos cubos e movimento central e jamais use lavadora de pressão!

3 – Lubrificar –  Depois da bicicleta limpa e seca, lubrificar a corrente com óleo seco vendido em bicicletarias (não usar WD-40 que é desengordurante, use o óleo lubrificante seco.). Ou mesmo quando a corrente começa a ranger, colocar uma gota de óleo em cada elo da corrente girando o pedal para trás lentamente, cuidando para não respingar óleo nos freios e retirando o excesso de óleo segurando um pano limpo abaixo da corrente e girando novamente o pedal para trás.

4 – Checagem dos freios – faça uma checagem periódica dos freios (sempre que for sair com a bicicleta). Aperte com força separadamente o freio dianteiro e o traseiro. Se ao frear a bicicleta continuar deslizando mesmo que levemente, há que trocar as sapatas se for freios V-Brake  ou regular as pastilhas girando-as muito delicadamente se for freios a disco. Caso não seja mais possível girar as pastilhas para regulagem, corra numa bicicletaria para trocar as pastilhas por novas.O mesmo deve ser feito no caso das sapatas do freio V-brake estarem desgastadas. Ah, e não tente regular os freios depois de uma descida longa, elas estarão quentes a ponto de fritar sua pele.

5 – Checagem dos cabos de freios e câmbio – observe sempre se há algum cabo de freios ou câmbio descascando. Se isso ocorrer, leve sua bicicleta imediatamente a uma bicicletaria para troca dos cabos.

Com esses cuidados você consegue manter sua bike sempre pronta pra usar e também perceber com mais agilidade a necessidade de trocar alguma peça ou levar para a revisão.
Para os interessados em saber mais sobre mecânica de bike, reformas, pneus , acessórios e ferramentas, há um ebook completo sobre o assunto, o Curso Bicicleteiros do Brasil, escrito pelo Cabral Veríssimo, disponibiliza até certificado para quem tem interesse em trabalhar na área. E para quem só quer aprender a cuida da sua mesmo, é um excelente guia. Saiba mais aqui.

😉

Ciclovia da Av. Paulista em São Paulo

Semana passada a ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, foi inaugurada. Entre discursos de amor e ódio, entendemos que quem ganha é a população da cidade.
A gente sabe que existem milhões de pessoas no mundo, cada uma com seu modo de pensar e enxergar as coisas, com diferentes preferencias políticas, e  modo de defender seus interesses. Mas não temos como não entristecer diante de tantas manifestações contra as ciclovias de São Paulo, gente mais preocupada com seu próprio umbigo, ou simplesmente por briga partidária, que acaba ficando cega para as necessidades da população como um todo. É claro que é muito confortável assistir a vida passar de dentro do seu carro, com ar condicionado e sua playlist preferida tocando no iPod, mas nem sempre é o melhor em termos de qualidade de vida (estamos falando de mobilidade, de se deslocar rapidamente e ter certeza do tempo que vai levar do ponto A ao B). Acontece que isso não é mais possível, continuar fomentando uma prática individualista e insustentável vai nos levar ao completo caos.
Em entrevista ao G1, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse: “É uma vitória do ativismo a favor da sustentabilidade. Isso não é questão partidária. É um erro tratar isso do ponto de vista partidário. Nós estamos cometendo um grave erro. Todo mundo tem que apoiar certos projetos: metrô, faixa de ônibus, ciclovia. Isso tem que ser suprapartidário. Estão cometendo um erro fomentando a intolerância. Isso não leva a sociedade a lugar nenhum. Existe o espaço da disputa e existe o espaço do consenso. A gente tem que reaprender a lidar com os consensos para não colocar a perder o bem estar social”.
Florianópolis, e as demais cidades do país, precisam urgente de pessoas com esse tipo de visão no poder. Floripa tem tudo para ser uma cidade ciclística, paisagens belíssimas, muitos trajetos em terrenos planos, morros com inclinações “pedaláveis”, clima propício e uma população fisicamente ativa, que gosta de esportes e é atenta a saúde.
Incentivar o uso da bicicleta na sua totalidade (isso inclui transporte), implantando ciclovias bem feitas, só traz ganhos para a cidade:

– Preserva a integridade do ciclista;
– Melhora a saúde pública de forma geral, menos gasto com remédios;
– Menos poluição;
– Diminui o número de carros nas ruas, diminuindo assim o número de acidentes;
– Estimula o comércio, pois as pessoas não precisam de vagas de estacionamento para frequentar o local;
– É bom para o turismo;
– Diminui o estresse da população; e por aí vai…

Ciclovias são importantes para as cidades sim, e não se trata de ser contra os veículos particulares, e sim uma busca pelo equilíbrio entre pedestre, o ciclista, usuário do transporte público, e transporte motorizado individual. Se mais gente se sentir confiante de usar a bicicleta pra se deslocar, menos carros estarão disputando espaço nas ruas, e quem realmente precisa da rua livre e rapidez pros deslocamentos de carro e ônibus, vai ter!
Floripa também quer e precisa de ciclovias. Sonho seria as autoridades daqui se espelharem nesta iniciativa e perceberem a importância de proteger a vida do ciclista e estimular o uso da bicicleta como aliada no planejamento do crescimento das cidades.

Enquanto isso, numa das míseras ciclofaixas de Floripa, nossos motoristas:

🙁

Autor do vídeo: Ari Laercio Boehme
E você, qual sua opinião? Quais os ganhos que a população teria se tívessemos mais ciclovias em Florianópolis?

A charmosa caixa de madeira para bicicletas

Quem usa a bicicleta no seu dia a dia, como meio de trasporte para  cumprir suas tarefas, está sempre buscando alternativas para deixar sua bike mais funcional. Transportar coisas na bicicleta acaba sendo uma das questões que impossibilitam as pessoas de usá-la com mais frequência.
Ir ao mercado, por exemplo, torna-se uma tarefa trabalhosa para quem não tem acessórios eficazes para trazer as compras de um jeito seguro. Alguns usam mochilas, ou alforjes, mas reclamam que pela forma como as coisas são organizadas dentro das bolsas, acabam sofrendo avarias, frutas e verduras são as que mais sofrem… Uma boa solução para isto é o uso de caixa de madeira para bicicletas que podem ser acopladas na magrela. Porém, não é qualquer caixa que se consegue fixar com facilidade ao guidão, e nem é qualquer caixa que além de funcional ainda deixa sua bike mais estilosa.
Há alguns dias conhecemos a Traditional Bike Box, caixas que são feitas em MDF junto com técnicas de envelhecimento. As caixas são tanto para a dianteira quanto para a traseira. São leves, estáveis e fáceis de serem ajustadas. Vêm com um kit que inclui o suporte para a caixa ser fixada na bike.
tradicional bike box, caixa de madeira para bike
O produto foi desenvolvido por Luciano e Verônica, um casal que veio do Rio Grande do Sul para Balneário Camboriú, SC, há quase um ano, e aqui encontraram condições para fazer da bicicleta seu meio de transporte, como tanto sonhavam na antiga cidade.
O Luciano é psicólogo e Verônica jornalista, depois de algumas viagens que fizeram para fora do Brasil (Europa, EUA, África do Sul), viram que era muito comum ter uma “caixa” de madeira junto a bike para transportar o que quiser, muitas pessoas usavam caixas de vinho para isso, então as ideias começaram a surgir e eles foram dando uma identidade para a caixa até chegar na Traditional Bike Box.

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

“Queríamos uma caixa com um aspecto vintage e com um ar de elegância, do mesmo modo uma caixa básica e clássica. Pensamos diversos tamanhos, formatos, cores, nomes e logomarcas até chegar ao produto final. Nisso foram vários meses de ideias e testes. Fazemos um trocadilho com o senso comum da palavra Traditional (Tradicional), onde buscamos demonstrar que o Traditional depende do universo particular de cada um.
Hoje temos a marca Traditional Bike Box, a caixa para bicicleteiros. Produzidas artesanalmente, uma a uma, com carinho para o bicicleteiro.”

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

As medidas são 29x20xh19cm para as caixas dianteiras e 29,5x21xh20cm para as caixas traseiras. E você encontra essas belezinhas aqui na nossa loja vitual.
Para quem quiser acompanhar as novidades, é só acompanhar a Traditional Bike Box no Facebook: clique AQUI

tradicional bike box, caixa de madeira para bike
Sempre existem opções para quem quer mudar de hábitos e melhorar sua qualidade de vida… fazer compras de bike não é  um problema, as alternativas são inúmeras e para todos os gostos, é só querer. 😉

 

 

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6 Dicas para pedais de longa duração

Vocês já imaginaram passar 4, 5 ou mais horas pedalando por aí?

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Hoje vamos te dar dicas de como fazer um pedal longo sem voltar pra casa um morto-vivo ou arrependido da aventura.

1 – PLANEJAMENTO – Antes de mais nada ele precisa ser planejado ok? Não dá pra sair pra fazer 15km e de repente mudar de idéia e fazer na sorte 115km, pode ser traumatizante. Planeje o roteiro, veja se tem muitas subidas, se elas são isoladas em uma parte do trajeto e em todo ele (preparar o psicológico para possíveis perrengues é uma ótima dica!) busque companhia e abasteça-se do que vai precisar durante o trajeto.

2 – RESISTÊNCIA FÍSICA – Não aventure-se a percorrer 90km de uma vez se você só está acostumado a pedalar 9 km diariamente pra ir ao trabalho. Treine seu corpo, pedale ao menos 3 vezes na semana regularmente e escolha um dia da semana para ir aumentando as distâncias progressivamente. Isso também vai proporcionar que você acostume a sua bunda a ficar tanto tempo em contato com o selim (banco da bicicleta). Por ser o maior ponto de contato do seu corpo com a bike, é ela (a bunda) quem vai te fazer sofrer mais se a região não estiver acostumada, ou como chamamos:calejada. A escolha de um bom selim também ajuda, o blog Pedal Glamour já escreveu um super post sobre o assunto e a gente recomenda a leitura.

3 – CONFORTO – Ainda sobre bundas, selins e assaduras: não use calcinhas ou cuecas por baixo da roupa de ciclismo, isso vai lhe trazer um conforto muito maior durante o  pedal longo, acredite. Faça o teste e depois nos conte! As bermudas/calças de ciclismo possuem aquela proteção de espuma que são feitas pra isso, pra usar sem nada por baixo, depois você dá aquela lavada caprichada quando chegar em casa e voilá! Tá nova!

4 – PORTEÇÃO SOLAR – No inverno a gente já anda de blusa comprida e calças que protegem bastante, mas nas outras estações do ano, sofremos muito com o sol na nossa pele, o sol forte e constante desidrata mais rapidamente e desgasta mais resultando inclusive em perda de rendimento, força. Além do filtro solar, indicamos usar uma camisa dryfit de cor clara, ela ajuda muito a manter sua pele protegida e mais fresca. Nas pernas, não vemos muito problema em pegar sol, só reaplique o filtro solar com frequência porque com o suor ele sai. E se o seu capacete não tiver aba protetora, leve um boné/chapéu para proteger melhor o rosto, evita de ficar com a marca das tiras do capacete nas bochechas.

5 – HIDRATAÇÃO – importantíssimo! Não fique mais de 20 minutos sem beber água. Esteja preparado com água suficiente para o trajeto, e se passar por algum bar/posto/lanchonete, compre água e reponha na sua caramanhola (garrafinha de água/squeeze). Se for pedalar em locais mais rurais ou despovoados, leve pastilhas de purificação de água (geralmente na Decathlon tem, ou lojas de artigos para trekking), assim você pega água nos rios e pode beber sem preocupação de estar ingerindo água imprópria para consumo humano.  E pedalar sem água não dá! Outra dica: para mantê-la fresca por mais tempo, um dia antes coloque água na caramanhola até a metade e deixe no freezer até a manhã seguinte. Antes de sair complete com a água gelada e pronto! Ela vai descongelando durante o dia e você tem sempre água geladinha pra beber!

6 – ALIMENTAÇÃO – leve algo para beliscar nas paradas durante o trajeto, pois ficar muito tempo pedalando sem comer vai te deixar mais fraco e cansado. Sugestões: mix de sementes e frutas secas, paçoquinhas de amendoim (adoro!), frutas frescas ou até um sanduíche caprichado feito em casa e levado no alforje ou bolsa. Isotônicos também são uma ótima opção para reposição de minerais  e o gel de carboidrato a cada 1 hora também dá uma boa energia para manter-se bem.

Então agora é planejar o próximo pedal e sair pra conhecer novos lugares, aproveitar cada vez mais!

 

Bela na Bike do mês de maio

São muitas belas na bike Brasil a fora, e hoje quem compartilha sua história com a gente é a Viviane Mendonça de Curitiba…  ela é um arraso! Um exemplo para todas nós.
Quem a vê circulando em sua bicicleta pelas ruas de Curitiba conclui que ela poderia perfeitamente ser uma francesa de Paris ou uma italiana de Milão. O cabelo curtinho e o estilo moderno elegante de Viviane Mendonça, 37 anos, combinam com roteiros de filmes europeus e cenários de cinema. Mas, esta professora de Geografia da rede estadual de ensino nasceu em Lunardelli, no Paraná. De lá, trouxe a simplicidade deliciosa daqueles que sabem o que vale a pena na vida e uma  certa timidez misturada com recato, bem característica de quem viveu e cresceu no interior.
Viajada, conhece vários continentes e, em boa parte destas viagens, a bike foi o propósito da empreitada ou o meio de locomoção para cumprir o itinerário. Há mais de 10 anos, a magrela faz parte da rotina  de Viviane. Pedalando ela parou de fumar, emagreceu 20 quilos e transformou seu estilo de vida.
A maior mudança, segundo ela, foi no humor.  Porém, os amigos mais próximos sabem que foi muito além disso. Viviane incluiu programas mais agradáveis, uma alimentação mais saudável e viagens inspiradoras na rotina do marido, dos amigos e dos familiares. Atualmente, ela assina a página Vou de bike e salto alto, no Facebook, e tem um perfil no Instagram, onde registra uma infinidade de belezas e detalhes do mundo dos ciclistas.

Foto: Eliandro Oliveira

Foto: Eliandro Oliveira

  1. Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida?
    A bicicleta está presente em todas as áreas da minha vida. Faço trilha todos os finais de semana e participo de algumas competições locais. Sou praticante de cicloturismo há mais de 10 anos, tendo feito alguns roteiros espetaculares como Chapada Diamantina, Chapada dos Veadeiros, Caminho de Santiago de Compostela, trilha do Telégrafo (considerada a pior trilha do Brasil), Serra Gaúcha e tantos outros pelo Brasil a fora. E, por fim, a bike transformou-se no meu meio de transporte. Vou ao trabalho, supermercado, aula de inglês, academia e outros afazeres diários com a minha magrela.
  1. Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?A minha relação com a bicicleta começou aos 15 anos, quando questionada sobre querer debutar, respondi que não e que queria apenas uma bicicleta com cestinha.  Já adulta, quase 20 anos depois, comecei a pedalar aos domingos com grupos de amigos. Fazíamos trechos curtos pela região metropolitana de Curitiba com aproximadamente 30 km. Mais tarde, essas trilhas se tornaram mais longas com 50 ou até 80 km, quando passei a conhecer meu corpo e meus limites. Descobri uma força em mim que não consigo explicar muito bem  até hoje. Mais confiante, passei a fazer cicloturismo e ‘carregar’ a bike para todos os lugares possíveis de se pedalar. Lama e cansaço já não me derrubavam mais. Então, há 3 anos atrás , decidi levar essa minha experiência para o dia-a-dia da minha rotina. Comecei pedalando para o Trabalho e depois fui adaptando outros afazeres diários. Percebi, que nada á impossível até você tentar. O que mais  me intrigava era o fato  de ter que pedalar todos os dias  com aquelas roupas de ciclistas, e claro, a logística seria péssima. Tira roupa, leva roupa na mochila, troca de roupa no trabalho. Não, assim eu não queria, foi aí então, que decidi ir pedalando do mesmo jeito que eu trabalho, ou seja, de bike e salto alto. E não é que funcionou (rsrs). Tive o privilégio de conhecer vários países e entender como lá homens e mulheres pedalam com roupas casuais, pensei: porque não? E, a partir disso, tomei a iniciativa. Primeiro fiz o trecho num domingo de manhã de casa até o meu trabalho acompanhada do meu marido que sempre foi meu maior incentivador apoiando minhas maluquices de bike,  aliás, sem ele eu nunca teria tido coragem de fazer tudo o que faço, somos grandes companheiros unidos pela bicicleta.  Na semana seguinte iniciei o que seria a minha liberdade e independência de ir e vir Já que não dirijo e não tenho carro, minha rotina de locomoção pela cidade se resume em bike, ônibus a pé ou de táxi, exatamente nesta ordem. Escrever este texto para vocês me faz refletir o quanto nós ciclistas mulheres somos diferentes das demais mulheres que não pedalam, e, ao mesmo tempo tão idênticas na coragem, superação e fortes nas nossas batalhas diárias.
  1. Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?Certamente meu humor e meu peso. Já cheguei a pesar 20 quilos a mais que hoje, de 75 kg para 55 kg . Mas isso é passado. Primeiro, a bike mudou meu corpo, depois, mudou a minha cabeça, e, hoje ela mudou a minha vida. Me tornei uma mulher mais bem humorada, já chego pilhada para trabalhar já que tenho que ficar muito atenta nas ruas “né”. Passei a entender melhor o trânsito e por isso respeitá-lo, aprendi que tenho regras rígidas a serem seguidas e que “bancar a espertinha” no trânsito pode tirar a minha vida ou a de outra pessoa. Quando estou na rua meu raciocício é: não faça nada que possa provocar a ira de um motorista ou um pedestre e mantendo-me  sempre correta nas minhas atitudes.
  1. Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?Sim, muito! Você não precisa andar ‘fedidinha’ e muito menos sem maquiagem só porque vai de bike. Visto-me exatamente como se fosse de carro ou de táxi, não deixo de usar nada que goste só porque vou de bicicleta. A partir do momento que entendi que isso era perfeitamente possível, ganhei as ruas imediatamente. Inclusive, acessórios dos mais diversos são muito bem vindos para nós mulheres e ciclistas, deixa você e o trânsito mais leves. Uma das maiores vantagens foi poder ir para muitos lugares de salto alto o que provavelmente não conseguiria andando a pé, principalmente por calcadas irregulares, sonho realizado de ficar de salto o dia todo indo e vindo pelas ruas.
  1. Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?Felizmente, hoje não tenho dificuldades. Simplificar é a regra da bike. Menos é mais né. Aprendi e adaptei meu dia-a-dia para bicicleta, carregar menos coisas, ir ao supermercado, sim é possível, no inicio assim como toda mudança, quase desisti, mas hoje posso jurar que é possível e fácil.
  1. Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?Muitas. Como em todas as cidades do Brasil. A começar pelo trânsito, que sem dúvida é o problema dos ciclistas de todo Brasil e estabelecimentos sem estacionamentos para bike. Muitas vezes deixo de comer em alguns lugares ou comprar algo porque não há bicicletários .  Também existem os assaltos, já fui roubada uma vez, levaram minha bike e não foi nada agradável. Estes tem sido os grandes desafios por aqui meninas.
  2. Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?Coragem e muita vontade de ser livre. A sensação do vento na “cara” não tem explicação. As principais dicas que acho super válidas são:. O tipo de bicicleta é importante, se você vai para o trabalho, procure uma bike mais urbana e confortável, com os seguintes acessórios: Cesta que é ideal para carregar alguns itens que nós mulheres sempre temos à mão.   Corrente protegida para não ficar toda marcada de graxa. Lenço no pescoço é essencial pois além de chique ainda protege o nosso lindo pescoço. Ter uma capa de chuva  na sua bike também é importante, principalmente em dias de chuva. Procure não utilizar mochilas, elas fazem com que você sue muito. Para utilizar salto alto no pedal é simples, você só precisa utilizar a parte da frente  do sapato, cuidados com saltos muito finos e muito altos pois podem enroscar no pedal, é muito simples pedalar de salto alto. As dicas que estou dando é para você deixar o medo e experimentar, se joga mesmo, depois você me conta lá no Vou de bike e salto alto. Já para as bicicletas de mountain  bike, elas devem ser mais leves e adequadas ao seu tamanho. Ou seja, para cada estilo de pedalada um tipo de bicicleta.
  1. Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?Respeito mútuo entre as pessoas que ocupam as ruas. Não importa qual o seu meio de transporte, sua origem, de onde vem e para onde vai. Nós precisamos entender que existe espaço para todos e que as ruas não são propriedades particulares, todos temos direitos de ocupar todos os espaços.
Foto: Eliandro Oliveira

Foto: Eliandro Oliveira

Obrigada Viviane por compartilhar conosco sua história, você é um grade exemplo para todas nós!
E para quem quiser acompanhar a Viviane, esta é a página dela no Facebook: Vou de bike e Salto Alto, tem muita coisa bacana por lá, vale a curtida. 😉

 

*Revisão do texto: Isabela França