Como ter a sua bike retrô ou reformar uma bike antiga

Sempre me perguntam onde comprei a Brigitte, como fiz pra reformá-la e por aí vai. Mesmo na rua, basta deixá-la estacionada em algum lugar por 5 minutos e já se aproxima alguém pra espiar e perguntar de quando ela é, se reformei, etc. A Brigitte foi comprada pelo Mercado Livre, bem destruída, mas com grande potencial como dá pra perceber.
Confesso que sou apaixonada por essa bicicleta, e morro de orgulho de pedalar com ela por aí, mas vamos ao que interessa. Vou contar o passo-a-passo que fizemos pra reformar esta bicicleta antiga. e pra quem não curte ou não tem paciência para percorrer todo esse processo de reforma ou restauração, no final do artigo daremos dicas de bikes novas com essa pegada retrô.

Passo-a-passo da restauração:

1. Primeira coisa: você precisa de uma bicicletaria de confiança, que tenha um mecânico que saiba mexer nessas bicicletas antigas, pois lá você irá mandar desmontá-la e após todo o processo terminado, vai levar pra ser remontada. O mecânico PRECISA conhecer desses modelos, que apesar de serem mais simples, muitas possuem algumas características peculiares. A bicicletaria que fez esse processo na Brigitte, infelizmente não existe mais, mas certamente não será difícil encontrar uma perto de você.
Esta é Brigitte antes da reforma:

Bike retrô

Brigitte quando comprada, antes da restauração.

2.  Depois da bicicleta desmontada, é hora de separar as peças que receberão jato de areia e serão pintadas.
A pintura do quadro, pára-lamas, protetor de corrente e bagageiro foram feitas com pintura eletrostática e eu escolhi dentre as cores disponíveis na hora. As peças cromadas foram levadas num outro local, especializado em cromagem. Dica: anote todas as peças que você está levando e para onde, para saber o que terá que trazer de volta.

3. Algumas peças não poderão ser reutilizadas, então você terá que garimpar e comprar novas peças para substituição. Muitas delas, encontramos pela internet, onde algumas eram peças novas de estoques antigos.
Garimpamos acessórios também: selim, manetes, campainha e ainda os adesivos para deixá-la o mais próximo possível da original. E ainda ganhamos de um amigo o bagageiro (tão útil para acomodar os alforjes no dia-a-dia), obrigada Roberto!

4. Depois de tudo pronto, juntamos novamente as peças e levamos até a bicicletaria de volta para a montagem final! 😀

bike retrô

Brigitte linda, fazendo pose.

É trabalhoso, mas vale muito a pena, afinal fica como você quer e  idealizou. Quem fez todo esse processo pra mim foi meu amado esposo Ari, e isso ainda me dá mais apego a essa bicicleta.
Mas se você achou muuuito trabalho, calma! É possível ter uma bike retrô sem passar por tudo isso! Existe hoje no mercado vários modelos com esse estilo, confiram abaixo.

  • Soul Copenhague Retrô: Possui para-lamas, bagageiro (garupa que dá pra prender alforjes), 21 velocidades e suspensão dianteira que dá mais conforto. Ótima bicicleta para o dia-a-dia, pra quem vai trabalhar com ela e com uma pegada retrô no design. Veja mais aqui.

    Bike retrô

    Soul Copenhague Retrô

  • Soul Flow One 26: Possui 21 velocidades, mas não tem para-lamas (importantíssimo no dia-a-dia para situações de chuva). Apesar disso,vejo como uma ótima bicicleta, confortável para o uso no dia-a-dia. Veja mais aqui.
Bike retrô

Soul Flow One 26

  • Bottechia Dolce Vitta – Lady: Essa é irmã gêmea da minha Brigitte! Foi uma grata surpresa descobrir uma bicicleta tão parecida com a minha! Existe a versão feminina e masculina dela. Possui somente uma velocidade, mas tem para-lamas, bagageiro e faróis. Além de ser linda, me parece super confortável.
Bikes retrôs

Bottechia Dolce Vitta

  • Olé Bikes Personalizadas: O bacana dessa bicicleta é que você personaliza as cores! E pode incluir para-lamas e cestinha. (pelo que vi, só possuem uma velocidade – se não for pegar subidas nos seus percursos, ok.). veja mais aqui.
bike retrô

Olé Bikes Personalizadas

  • Mobele Oma Classic: Possui pára-lamas, 7 velocidades, protetor de saias. Lindona pra uso no dia-a-dia e divar num passeio no parque. Veja mais aqui.
bike retrô

Mobele Oma Classic

  • Novello Style aro 26: Não tem marchas, não tem furação para bagageiro para colocar garupa. Possui apenas uma velocidade. Um charme só, mas pra ir trabalhar todos os dias ela pode não ser o modelo ideal. Veja mais aqui.
bike retrô

Novello Style aro 26

Viu?! Se você quer uma bike retrô para ontem, não precisa de muito trabalho não, basta pesquisar e escolher a que mais combina com você e atende as suas necessidades diárias. Gostaram? Qual delas é seu estilo?

😉

 

 

Medo de pedalar – perca o seu!

O que impede mais pessoas de usarem a bicicleta? O medo de pedalar.

Infelizmente, é o medo que paralisa as pessoas. Sabemos que isto acontece em muitos momentos da vida, o medo nos impede de fazer algo novo, algo diferente do que todo mundo faz. “Se todo mundo prefere usar o carro, que na teoria, é mais seguro, porque eu me arriscaria indo de bicicleta? Ter que descobrir novas rotas, usar outras roupas e correr o risco de ser atropelado? Eu não”. Não é este o primeiro pensamento?
Eu, Michelle, também tenho medo de pedalar. Eu tenho medo de cair e me machucar, tenho medo de ser atropelada, tenho medo de ser assaltada, tenho medo de ser assediada, tenho medo de ser estuprada, tenho medo de furar um pneu e não ter um seguro para chamar, tenho medo de prender minha bike na rua para ir ao mercado e quando voltar não ver nem sombra dela, enfim… são muitos medos. Porém, tento diariamente, não deixar com que esses medos me parem. Até porque, se ficarmos refém deles, não fazemos mais nada, nos trancamos em casa e pronto. E desde que fizemos este blog, foram muitos medos superados, e outros deixados do lado de dentro da porta quando saio de casa.
A falta de estrutura ciclística nas cidades e o incentivo cada vez maior do governo ao consumo de automóveis, são dois grandes responsáveis pela insegurança que aflige os ciclistas e também a quem gostaria de se tornar um. Com um trânsito cada vez mais violento é óbvio que as pessoas evitem outras alternativas de transporte, infelizmente.

Aliada à essas duas razões citadas anteriormente, temos a falta de educação e informação como agravante da situação, tanto da parte dos motoristas, quanto de ciclistas, que muitas vezes desconhecem seus próprios direitos e deveres. Quase todo mundo aprende a andar de bicicleta quando criança. Comigo foi assim e aprendi a sempre que possível andar pela calçada, na contra mão e longe dos carros pra garantir minha segurança, certo? Errado! Tem muita coisa sobre andar de bicicleta que aprendemos errado e que cada vez mais se faz necessário a orientação correta, dos ciclistas e dos motoristas também. Afinal, os motoristas são grandes responsáveis pela segurança dos ciclistas nas ruas. Existem regras a seguir e formas de se comportar que te ajudam a pedalar de forma mais segura, leia aqui.
Hoje em dia, a bicicleta é vista na maioria das vezes como objeto de lazer, que deve estar fora das ruas, transitando apenas dentro de parques e nas míseras ciclovias que nos são destinadas.  Mais uma vez, é falta de informação e má educação que tivemos que nos faz pensar assim. Existem várias cidades no mundo, como Copenhagen, Paris, que já enxergaram que o carro não é a solução mais inteligente para os grandes centros, eles poluem o meio ambiente, causam acidentes muitas vezes fatais, deixam a cidade congestionada, as pessoas ficam estressadas, além de perderem muito tempo de suas vidas dentro dos carros.
Como a gente estima que a mudança vem a passos de formigas, tentamos fazer nossa parte ajudando quem quer mudar de estilo de vida com este blog, escrevendo sobre nossas experiências nas ruas e transformando-as em dicas para quem quer usar mais sua magrela.
Dica número 1 para perder o medo de pedalar: aprenda a pedalar! Simples né? rs… Como falamos anteriormente, saber se comportar nas ruas pode salvar sua vida. E para quem tem muito medo, ou ainda nem sabe andar de bicicleta, uma opção muito legal é o projeto Bike Anjo. Este lindo projeto é mantido por voluntários que ensinam pessoas a pedalar, e sim, ensinam desde o princípio a crianças e também adultos. Ensinam você a se comportar nas ruas, manutenção básica, trocar pneu, etc. Uma coisa muito legal que acontece dentro do projeto é auxiliar pessoas que querem usar a bike como transporte e não sabem como. Além de ensinar como se comportar no trânsito, eles acompanham individualmente a pessoa, ajudam a escolher o melhor trajeto, qual bike seria mais indicada e muito mais… O Bike Anjo está presente em várias cidades do Brasil, acesse o site e descubra como chamar um Bike Anjo. Assista também o vídeo e conheça mais do projeto:

Outra dica legal para perder o medo de pedalar é buscar grupos de pedal. Além da segurança de estar entre mais ciclistas, o que facilita a visualização pelo motorista evitando acidentes, existe uma troca muito grande de experiência, que vai desde cuidados com a bike,  indicação de bons trajetos e enormes chances de se fazer novos amigos! Leia mais aqui.

Pedalar é sempre somar, quem pedala só tem a ganhar: ganha amigos, ganha saúde, ganha tempo, ganha experiência e histórias para contar… ninguém perde por usar a bicicleta. Vença seu medo e comece hoje mesmo a pedalar, você vai se surpreender.

Bela na Bike do mês de Julho

Apresentar mulheres que encaram o dia-a-dia de bike, provando que é possível ser linda pedalando, enche o nosso coração de orgulho!!

E quem vem embelezar nosso site esse mês como a Bela na Bike do mês de julho é a Ana, que além de pedalar em grupos noturnos (foi assim que a conheci, pedalando com o grupo Duas Rodas), acompanhar o seu amado em pedais longos de final de semana, cicloviagens e trilhas, ela também pedala pra ir ao trabalho. Ela é demais, não é?

Ah, e só para constar: a Ana pedala 22 km pra chegar ao trabalho e mais 22 km pra voltar pra casa, e nesse percurso está incluído o Morro da Lagoa, que para quem não conhece Floripa é uma montanha de aproximadamente 200m de altimetria! É muita admiração por essa moça!!

A Ana é tão meiga e querida, que à primeira vista ninguém imagina o quanto ela acelera no pedal até vê-la em ação!

ANA SANTOS (3)

Foto: Felipe Munhoz

1. Qual sua idade e profissão?

Tenho 38 anos e sou administradora.

2. Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida? (Esporte, lazer, transporte)

Uso em diversas situações, para ir trabalhar, para ir ao mercado e como atividade de lazer, costumo pedalar com grupos de ciclistas. No verão, nada melhor que ir à praia de bike e voltar tranquila enquanto o trânsito está parado.

3. Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?

A rotina de usar a bicicleta no dia a dia começou com a vontade de tornar o caminho para o trabalho mais prazeroso. Já utilizava a bicicleta, como disse anteriormente para lazer, o que ajudou a acrescentar a bici também para ir ao trabalho.

4. Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?

O bom humor é um dos principais benefícios, o dia já começa animado, sem precisar se preocupar com as condições do trânsito e sem stress. É também uma boa forma de otimizar o tempo, pois é uma ótima atividade física, e contribui também para a saúde.

5. Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?

Tento sempre sair arrumada, e pronta para o trabalho, desta forma não preciso me trocar quando chego. Ainda assim, dou uma passada no banheiro, para os retoques finais na maquiagem e no cabelo.

6. Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?

Ainda não consigo utilizar todos os tipos de roupas que gostaria, mas é uma evolução diária, aos poucos tenho experimentado algumas novidades. Outro pequeno incômodo devido a longa distância é o suor, que às vezes incomoda um pouco. Mas fazendo algumas paradas no caminho, e utilizando lenços umedecidos na chegada, é perfeitamente possível contornar isso.

7. Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?

A falta de ciclovias no meu trajeto é sem dúvida, um dos maiores problemas que enfrento. Alguns trechos inclusive, preciso percorrer distâncias maiores, para evitar as rodovias com velocidade muito alta e pouco acostamento. Torço muito que isso melhore daqui pra frente, mas de qualquer forma, isso não me impede de ir pedalando.

8. Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?

Onde trabalho infelizmente não tem chuveiro para tomar banho, então já experimentei alguns truques no cabelo. O que mais dá resultado é sair de casa com o cabelo já molhado e utilizar um lenço ou bandana na cabeça, o que permite chegar ao trabalho com o cabelo ainda úmido, e assim fazer os ajustes finais. Outra opção para utilizar no cabelo, sem precisar molhar é o talco, pois ele tira a oleosidade do cabelo. Basta espalhar um pouco na raiz dos cabelos e depois passar a escova até que o branco do talco suma.

9. Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?

Mais infraestrutura cicloviária seria fundamental, mas enquanto isso não chega, precisamos compartilhar os nossos caminhos com todos, e o respeito mútuo é fundamental!

Foto: Felipe Munhoz

Foto: Felipe Munhoz

Ana, muuuito obrigada por compartilhar sua história conosco!

E você aí do outro lado da tela?

Se inspirou? Reflita, tente e surpreenda-se, você também pode!!

 

 

5 Dicas Preciosas de Manutenção na Bike

Bicicleta boa é aquela que a gente pega e sai andando com ela sem fazer barulho, sem ranger, sem estalos, com câmbio regulado, freando bem e rodando solta, leve.  Enquanto ela é novinha, recém comprada é bem fácil, mas como conseguir manter isso na bicicleta depois de um tempo de uso? Nosso conselho é de que você faça regularmente uma manutenção na bike. Leve sua bicicleta para fazer revisão numa bicicletaria de confiança, verificar troca de pastilhas de freio, corrente ou outras peças que com o tempo  desgastam. De quando em quando? Vai depender da frequência que você a utiliza, então é bom sempre estar atento.

manutenção de bike

imagem: grupodabike.blogspot.com.br

Mas tem alguns cuidados que você pode tomar em casa regularmente, que ajudam a manter sua bicicleta bacana por um bom tempo, evitando desgastes muito rápidos das peças e aqueles barulhos indesejáveis, veja:

1 – Pneus sempre calibrados – importantíssimo! Já vi gente achando que a bicicleta estava ruim, parecendo que carregava um caminhão enquanto pedalava, quando só precisava calibrar os pneus. Mas qual a pressão que se coloca? Observe no próprio pneu, ele vai dizer a pressão máxima, recomenda-se  colocar no máximo  até 10% abaixo do recomendado, nunca a pressão máxima indicada . Pode calibrar no posto de gasolina mesmo, ou se for usar bomba de encher pneu que não tenha indicador de psi, encha até sentir que o pneu está duro o suficiente para você não conseguir apertá-lo com os dedos.

2 – Manter a bicicleta limpa –  passar um pano úmido sempre que você volta da rua é básico. Caso ela esteja com muita areia ou barro na corrente, deixe secar e retire essa sujeira com uma escovinha de dentes. Se ainda ficar acumulado, use um pincel embebido em querosene para limpar essa área. Já ouvi dizerem para evitar jatos de água para lavar a bicicleta, mas confesso que quando volto daqueles pedais off road, com muita areia, barro ou maresia gosto de dar banho de mangueira na minha bichinha e nunca tive problema por isso. Só não jogo jato de água nos cubos e movimento central e jamais use lavadora de pressão!

3 – Lubrificar –  Depois da bicicleta limpa e seca, lubrificar a corrente com óleo seco vendido em bicicletarias (não usar WD-40 que é desengordurante, use o óleo lubrificante seco.). Ou mesmo quando a corrente começa a ranger, colocar uma gota de óleo em cada elo da corrente girando o pedal para trás lentamente, cuidando para não respingar óleo nos freios e retirando o excesso de óleo segurando um pano limpo abaixo da corrente e girando novamente o pedal para trás.

4 – Checagem dos freios – faça uma checagem periódica dos freios (sempre que for sair com a bicicleta). Aperte com força separadamente o freio dianteiro e o traseiro. Se ao frear a bicicleta continuar deslizando mesmo que levemente, há que trocar as sapatas se for freios V-Brake  ou regular as pastilhas girando-as muito delicadamente se for freios a disco. Caso não seja mais possível girar as pastilhas para regulagem, corra numa bicicletaria para trocar as pastilhas por novas.O mesmo deve ser feito no caso das sapatas do freio V-brake estarem desgastadas. Ah, e não tente regular os freios depois de uma descida longa, elas estarão quentes a ponto de fritar sua pele.

5 – Checagem dos cabos de freios e câmbio – observe sempre se há algum cabo de freios ou câmbio descascando. Se isso ocorrer, leve sua bicicleta imediatamente a uma bicicletaria para troca dos cabos.

Com esses cuidados você consegue manter sua bike sempre pronta pra usar e também perceber com mais agilidade a necessidade de trocar alguma peça ou levar para a revisão.
Para os interessados em saber mais sobre mecânica de bike, reformas, pneus , acessórios e ferramentas, há um ebook completo sobre o assunto, o Curso Bicicleteiros do Brasil, escrito pelo Cabral Veríssimo, disponibiliza até certificado para quem tem interesse em trabalhar na área. E para quem só quer aprender a cuida da sua mesmo, é um excelente guia. Saiba mais aqui.

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Ciclovia da Av. Paulista em São Paulo

Semana passada a ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, foi inaugurada. Entre discursos de amor e ódio, entendemos que quem ganha é a população da cidade.
A gente sabe que existem milhões de pessoas no mundo, cada uma com seu modo de pensar e enxergar as coisas, com diferentes preferencias políticas, e  modo de defender seus interesses. Mas não temos como não entristecer diante de tantas manifestações contra as ciclovias de São Paulo, gente mais preocupada com seu próprio umbigo, ou simplesmente por briga partidária, que acaba ficando cega para as necessidades da população como um todo. É claro que é muito confortável assistir a vida passar de dentro do seu carro, com ar condicionado e sua playlist preferida tocando no iPod, mas nem sempre é o melhor em termos de qualidade de vida (estamos falando de mobilidade, de se deslocar rapidamente e ter certeza do tempo que vai levar do ponto A ao B). Acontece que isso não é mais possível, continuar fomentando uma prática individualista e insustentável vai nos levar ao completo caos.
Em entrevista ao G1, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse: “É uma vitória do ativismo a favor da sustentabilidade. Isso não é questão partidária. É um erro tratar isso do ponto de vista partidário. Nós estamos cometendo um grave erro. Todo mundo tem que apoiar certos projetos: metrô, faixa de ônibus, ciclovia. Isso tem que ser suprapartidário. Estão cometendo um erro fomentando a intolerância. Isso não leva a sociedade a lugar nenhum. Existe o espaço da disputa e existe o espaço do consenso. A gente tem que reaprender a lidar com os consensos para não colocar a perder o bem estar social”.
Florianópolis, e as demais cidades do país, precisam urgente de pessoas com esse tipo de visão no poder. Floripa tem tudo para ser uma cidade ciclística, paisagens belíssimas, muitos trajetos em terrenos planos, morros com inclinações “pedaláveis”, clima propício e uma população fisicamente ativa, que gosta de esportes e é atenta a saúde.
Incentivar o uso da bicicleta na sua totalidade (isso inclui transporte), implantando ciclovias bem feitas, só traz ganhos para a cidade:

– Preserva a integridade do ciclista;
– Melhora a saúde pública de forma geral, menos gasto com remédios;
– Menos poluição;
– Diminui o número de carros nas ruas, diminuindo assim o número de acidentes;
– Estimula o comércio, pois as pessoas não precisam de vagas de estacionamento para frequentar o local;
– É bom para o turismo;
– Diminui o estresse da população; e por aí vai…

Ciclovias são importantes para as cidades sim, e não se trata de ser contra os veículos particulares, e sim uma busca pelo equilíbrio entre pedestre, o ciclista, usuário do transporte público, e transporte motorizado individual. Se mais gente se sentir confiante de usar a bicicleta pra se deslocar, menos carros estarão disputando espaço nas ruas, e quem realmente precisa da rua livre e rapidez pros deslocamentos de carro e ônibus, vai ter!
Floripa também quer e precisa de ciclovias. Sonho seria as autoridades daqui se espelharem nesta iniciativa e perceberem a importância de proteger a vida do ciclista e estimular o uso da bicicleta como aliada no planejamento do crescimento das cidades.

Enquanto isso, numa das míseras ciclofaixas de Floripa, nossos motoristas:

🙁

Autor do vídeo: Ari Laercio Boehme
E você, qual sua opinião? Quais os ganhos que a população teria se tívessemos mais ciclovias em Florianópolis?

A charmosa caixa de madeira para bicicletas

Quem usa a bicicleta no seu dia a dia, como meio de trasporte para  cumprir suas tarefas, está sempre buscando alternativas para deixar sua bike mais funcional. Transportar coisas na bicicleta acaba sendo uma das questões que impossibilitam as pessoas de usá-la com mais frequência.
Ir ao mercado, por exemplo, torna-se uma tarefa trabalhosa para quem não tem acessórios eficazes para trazer as compras de um jeito seguro. Alguns usam mochilas, ou alforjes, mas reclamam que pela forma como as coisas são organizadas dentro das bolsas, acabam sofrendo avarias, frutas e verduras são as que mais sofrem… Uma boa solução para isto é o uso de caixa de madeira para bicicletas que podem ser acopladas na magrela. Porém, não é qualquer caixa que se consegue fixar com facilidade ao guidão, e nem é qualquer caixa que além de funcional ainda deixa sua bike mais estilosa.
Há alguns dias conhecemos a Traditional Bike Box, caixas que são feitas em MDF junto com técnicas de envelhecimento. As caixas são tanto para a dianteira quanto para a traseira. São leves, estáveis e fáceis de serem ajustadas. Vêm com um kit que inclui o suporte para a caixa ser fixada na bike.
tradicional bike box, caixa de madeira para bike
O produto foi desenvolvido por Luciano e Verônica, um casal que veio do Rio Grande do Sul para Balneário Camboriú, SC, há quase um ano, e aqui encontraram condições para fazer da bicicleta seu meio de transporte, como tanto sonhavam na antiga cidade.
O Luciano é psicólogo e Verônica jornalista, depois de algumas viagens que fizeram para fora do Brasil (Europa, EUA, África do Sul), viram que era muito comum ter uma “caixa” de madeira junto a bike para transportar o que quiser, muitas pessoas usavam caixas de vinho para isso, então as ideias começaram a surgir e eles foram dando uma identidade para a caixa até chegar na Traditional Bike Box.

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

“Queríamos uma caixa com um aspecto vintage e com um ar de elegância, do mesmo modo uma caixa básica e clássica. Pensamos diversos tamanhos, formatos, cores, nomes e logomarcas até chegar ao produto final. Nisso foram vários meses de ideias e testes. Fazemos um trocadilho com o senso comum da palavra Traditional (Tradicional), onde buscamos demonstrar que o Traditional depende do universo particular de cada um.
Hoje temos a marca Traditional Bike Box, a caixa para bicicleteiros. Produzidas artesanalmente, uma a uma, com carinho para o bicicleteiro.”

tradicional bike box, caixa de madeira para bike

As medidas são 29x20xh19cm para as caixas dianteiras e 29,5x21xh20cm para as caixas traseiras. E você encontra essas belezinhas aqui na nossa loja vitual.
Para quem quiser acompanhar as novidades, é só acompanhar a Traditional Bike Box no Facebook: clique AQUI

tradicional bike box, caixa de madeira para bike
Sempre existem opções para quem quer mudar de hábitos e melhorar sua qualidade de vida… fazer compras de bike não é  um problema, as alternativas são inúmeras e para todos os gostos, é só querer. 😉

 

 

seal

 

 

 

Dica de Filme para quem ama bicicletas – Homem Livre

A gente fala bastante aqui no blog sobre cicloturismo né?
É porque amamos viajar!! E achamos que viajar de bicicleta tem um encanto ainda maior… Mas o que dizer de viajar ao redor do mundo de bicicleta sozinho? Isso mesmo que você leu, ao redor do mundo!! Hoje temos uma dica de filme para quem ama bicicletas, e principalmente, para quem curte viajar de bike… é um prato cheio de inspiração e aventura…
Está acontecendo em Floripa, o FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul, que  é um festival consagrado como um dos acontecimentos audiovisuais mais importantes do Sul do Brasil e que dentro da sua programação incluiu a exibição do filme/documentário  Homem Livre, na data de ontem (23/06/2015), junto com o lançamento do livro que leva o mesmo nome.
E nós do Bela na Bike fomos lá assistir ao filme e conferir tudo de perto!

O filme e o livro contam a experiência de Danilo Perrotti Machado, o brasileiro que percorreu mais de 50 mil quilômetros ao redor do mundo sobre uma bicicleta. O filme traz os desafios, os encontros com pessoas de diferentes povos, culturas e tudo que ele viu, sentiu e viveu ao pedalar sozinho durante três anos, três meses e três dias por 59 países do Planeta Terra. Certamente foram muitas histórias, muitas emoções e também dificuldades. Danilo viajava com poucos recursos financeiros e tinha que lidar com a iminência da morte, do perigo e da dificuldade de comunicação com línguas estranhas.
Além do sonho de viajar pelo mundo e conhecer diferentes culturas, Danilo tinha o propósito de incentivar o uso da bicicleta dentro de uma nova ótica de mundo, onde haja equilíbrio ambiental, social e econômico. Ele descreve sua escolha pela bicicleta da seguinte forma:
A bicicleta é um grande símbolo de liberdade, que transpõe não apenas as barreiras físicas do próprio homem, mas também as geográficas, sócio-culturais e econômicas, devido ao baixíssimo custo que ela apresenta.  A bicicleta é um meio-de-transporte limpo e unificador, já que permite um contato mais próximo com as pessoas, pelo tempo e espaço que oferece. Sendo ela um meio-de-transporte barato, saudável, não-poluente e interativo, a bicicleta torna-se uma importante ferramenta para a construção de um futuro sustentável e um planeta melhor para se viver.
Uma tecla em que Danilo bate durante o filme, e que nós também falamos aqui no blog sobre viajar de bicicleta, é a inserção total na cultura do local que ela proporciona. As pessoas interagem com você, elas querem te ajudar, elas são muito mais solidárias, mais simpáticas. Você percebe o entorno de outra maneira, e enxerga coisa que dificilmente veria se tivesse viajando de carro, por exemplo.

Enfim, a história é incrível e emocionante, vale a pena assistir… Ou comprar o livro, que segundo ele, tem uma riqueza infinitamente maior de detalhes. 😉

cicloturismo
Sabai mais no site do projeto Homem Livre.

6 Dicas para pedais de longa duração

Vocês já imaginaram passar 4, 5 ou mais horas pedalando por aí?

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Hoje vamos te dar dicas de como fazer um pedal longo sem voltar pra casa um morto-vivo ou arrependido da aventura.

1 – PLANEJAMENTO – Antes de mais nada ele precisa ser planejado ok? Não dá pra sair pra fazer 15km e de repente mudar de idéia e fazer na sorte 115km, pode ser traumatizante. Planeje o roteiro, veja se tem muitas subidas, se elas são isoladas em uma parte do trajeto e em todo ele (preparar o psicológico para possíveis perrengues é uma ótima dica!) busque companhia e abasteça-se do que vai precisar durante o trajeto.

2 – RESISTÊNCIA FÍSICA – Não aventure-se a percorrer 90km de uma vez se você só está acostumado a pedalar 9 km diariamente pra ir ao trabalho. Treine seu corpo, pedale ao menos 3 vezes na semana regularmente e escolha um dia da semana para ir aumentando as distâncias progressivamente. Isso também vai proporcionar que você acostume a sua bunda a ficar tanto tempo em contato com o selim (banco da bicicleta). Por ser o maior ponto de contato do seu corpo com a bike, é ela (a bunda) quem vai te fazer sofrer mais se a região não estiver acostumada, ou como chamamos:calejada. A escolha de um bom selim também ajuda, o blog Pedal Glamour já escreveu um super post sobre o assunto e a gente recomenda a leitura.

3 – CONFORTO – Ainda sobre bundas, selins e assaduras: não use calcinhas ou cuecas por baixo da roupa de ciclismo, isso vai lhe trazer um conforto muito maior durante o  pedal longo, acredite. Faça o teste e depois nos conte! As bermudas/calças de ciclismo possuem aquela proteção de espuma que são feitas pra isso, pra usar sem nada por baixo, depois você dá aquela lavada caprichada quando chegar em casa e voilá! Tá nova!

4 – PORTEÇÃO SOLAR – No inverno a gente já anda de blusa comprida e calças que protegem bastante, mas nas outras estações do ano, sofremos muito com o sol na nossa pele, o sol forte e constante desidrata mais rapidamente e desgasta mais resultando inclusive em perda de rendimento, força. Além do filtro solar, indicamos usar uma camisa dryfit de cor clara, ela ajuda muito a manter sua pele protegida e mais fresca. Nas pernas, não vemos muito problema em pegar sol, só reaplique o filtro solar com frequência porque com o suor ele sai. E se o seu capacete não tiver aba protetora, leve um boné/chapéu para proteger melhor o rosto, evita de ficar com a marca das tiras do capacete nas bochechas.

5 – HIDRATAÇÃO – importantíssimo! Não fique mais de 20 minutos sem beber água. Esteja preparado com água suficiente para o trajeto, e se passar por algum bar/posto/lanchonete, compre água e reponha na sua caramanhola (garrafinha de água/squeeze). Se for pedalar em locais mais rurais ou despovoados, leve pastilhas de purificação de água (geralmente na Decathlon tem, ou lojas de artigos para trekking), assim você pega água nos rios e pode beber sem preocupação de estar ingerindo água imprópria para consumo humano.  E pedalar sem água não dá! Outra dica: para mantê-la fresca por mais tempo, um dia antes coloque água na caramanhola até a metade e deixe no freezer até a manhã seguinte. Antes de sair complete com a água gelada e pronto! Ela vai descongelando durante o dia e você tem sempre água geladinha pra beber!

6 – ALIMENTAÇÃO – leve algo para beliscar nas paradas durante o trajeto, pois ficar muito tempo pedalando sem comer vai te deixar mais fraco e cansado. Sugestões: mix de sementes e frutas secas, paçoquinhas de amendoim (adoro!), frutas frescas ou até um sanduíche caprichado feito em casa e levado no alforje ou bolsa. Isotônicos também são uma ótima opção para reposição de minerais  e o gel de carboidrato a cada 1 hora também dá uma boa energia para manter-se bem.

Então agora é planejar o próximo pedal e sair pra conhecer novos lugares, aproveitar cada vez mais!

 

Pedalar a dois: amor e parceria.

Dias dos namorados está batendo na porta para alegria de uns e desespero de outros. Neste dia alguns esperam ansiosamente para encontrar seu amor, fazer um programa especial, trocar presentes e ouvir juras de amor eterno. Outros não vêem a hora do dia acabar e passam longe do Facebook, que vibra com tantos corações na timeline. Uns adoram este dia, outros odeiam (talvez por sentirem uma pressão invisível, mas que se sente na pele, para estar com alguém nesse dia), e tem aqueles que não se importam.
Mas hoje queremos mesmo é aproveitar todo esse amor que está no ar para falar de relacionamento e parceria.Em uma época em que supervalorização das aparências é a tendência da vez, onde a grande maioria é feliz no Instagram e vazia na vida real, muitas pessoas se esquecem quais são os verdadeiros motivos para se estar ao lado de outra pessoa. Estar com alguém é questão de escolha. E na hora de escolher ficar, parceria é fundamental!
Ter alguém que caminha (ou pedala! :D) ao seu lado e te mostra que você não precisa encarar o mundo sozinha é sensacional!
Ser parceiro é deixar de olhar para seu próprio umbigo, colocar de lado um pouco o que é importante para si mesmo, para enxergar as necessidades do outro. É saber que mesmo nos seus piores dias, esta pessoa não vai te dar as costas e sair pela porta, ela vai respirar fundo e esperar a tormenta passar. É deixar de lado crenças e paradigmas e estar aberto a experimentar novas coisas, enfrentar novos desafios e projetos por outra pessoa. E quando tudo isso não significar sacrifício, então encontramos um parceiro de vida, o amor na sua melhor forma.
Foi seguindo essa fórmula: amor + parceria, que vim parar no ciclismo. Como eu já contei aqui, voltei a pedalar por influência do meu esposo, e desde então a gente sempre pedala juntos, ou sempre que as agendas coincidem. Muitas vezes é preciso  se esforçar pra conseguir chegar a tempo no pedal, ou deixar de fazer algo pra poder pedalar. Costumamos já reservar os dias da semana em que tem pedal pra não ter desculpa, é compromisso nosso, meu com ele e nosso com a saúde.
Pedalar a dois nos permite sair da rotina, fugir dos compromissos tradicionais e há algum tempo nos motiva a criar novas experiências que antes não pensávamos em fazer, como as cicloviagens e passeios. Estamos sempre planejando um lugar novo pra ir de bicicleta, ou quando vamos visitar parentes, viajar de férias, sempre pensamos como incluir a bicicleta no roteiro.
O fato de lidar com a mecânica da bicicleta, ajustar o condicionamento fisco de cada um e as preferências quando pedalamos, nos permitiu uma parceria ainda maior do que já tínhamos enquanto casal, além de aumentar nossa cumplicidade.
Um dá apoio ao outro nas dificuldades, vibra junto nas vitórias, elogia, critica, dá palpite… Enfim, é quase uma terapia de casal, só que muito mais divertida e espontânea!! 😀

pedalar a dois

Aline e Ari

Além de tudo isso, pedalar nos trouxe novos amigos, novos assuntos, novos horizontes!! Não posso dizer que funciona pra todos os casais, mas pra nós só aumentou a conexão…

Pedalar a dois

Aline e Ari

E também conheço solteiros que viraram casais depois que começaram a pedalar! Sim, porque os pedais também rendem outros encontros e eventos, uma troca de palavras aqui e ali, e assim as pessoas vão se descobrindo, se conhecendo e…  (Que não é o caso da foto abaixo, tá?)

Pedalar a dois

Michelle e Thiago

Leve seu amor para pedalar neste dia dos namorados… Quem pedala (a dois) é mais feliz! Muito a mor e muita parceria para todos, e não só no dia dos namorados, nos outros 364 dias do ano também… 😀

 

Colaboração: Michelle Maria Mafra

 

 

Bicicletas em Madri

Antes de começar a contar sobre a nossa aventura no Caminho de Santiago de Compostela, queria contar um pouco do que vi em Madri, onde passamos um dia inteiro antes de ir para Roncesvalles, onde começamos o caminho.
Um dia é  muito pouco para conhecer essa cidade enorme e cheia de atrações turísticas e culturais, mas demos uma boa volta no centro e seus arredores e eu vou contar um  pouquinho do que eu vi.
Como não podia deixar de ser, fiquei muito atenta às ruas, e pra falar a verdade fiquei eufórica ao ver tanta gente com bicicletas em Madri, utilizando-a como meio de transporte mesmo. Tanto que mal conseguia fotografar… rsrsrs

Bicicletas em Madri

Vi muitas mulheres, indo e vindo no meio do trânsito de Madrid que é  bem frenético, e apesar de ter observado por pouco tempo, não vi nada de stress ou situações que colocassem em risco os ciclistas, todos se entendiam muito bem.

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

Lá existe um sistema de aluguel de bicicletas, como o que estão tentando implantar em Floripa sabe? #Sóquenão… Lá são todas elétricas! 😀

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

Nessa última foto dá pra ver que as bikes têm cada uma um indicador da bateria: vermelha ou verde.
E o melhor de tudo: o respeito dos carros com pedestres e ciclistas, mesmo fora das ciclovias. É lindo de ver!! Nós não pedalamos em Madrid, mas enquanto pedestre era só se aproximar do meio-fio para atravessar a rua que o carro já parava antes de você descer o pé da calçada… Dava até uma emoção!! hahaha… “Ele parou pra mim? Mesmo?”
E com os ciclistas era nítido o respeito do espaço mínimo de 1,5m de distância, tudo muito natural. Como deveria ser em qualquer lugar né?

Bicicletas em Madri

Bicicletas em Madri

E ainda muito charme por todo o lado.. Encantadora Madrid! <3

Quero voltar pra te conhecer melhor viu?!