A Bela na Bike de dezembro

Olá meninas!

Nas semanas anteriores fomos atrás de mais mulheres que usam a bike no seu dia a dia. Montamos uma breve entrevista para elas com a intenção de inspirar vocês e mostrar que é possível sim mudar alguns hábitos, ter mais qualidade de vida e ainda assim manter seu estilo usando a bicicleta.

A primeira Bela na Bike que foi entrevistada foi a Alicia Alao (a leitora que nos mandou a dica da graxa, lembram?), conheçam um pouco dela e como é sua experiência como ciclista.

Alicia, qual sua idade e profissão?

33 anos, jornalista.

Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida? (Esporte, lazer, transporte)

Uso a bicicleta para tudo. Moro no Campeche e tudo é meio longe. Pra ir no mercado, no banco ou na academia, é 1 km, 2 km. De bike, é rapidinho. Faço passeios de bicicleta com frequência. Quando viajo, procuro incluir pelo menos um rolê de bike pra conhecer o local. Fica tudo mais interessante. Recentemente, incluí a bici no trajeto pro trabalho. Faz um ano que passei a ir de bike ao Terminal do Rio Tavares, dá uns 4km de ida. De lá, pegava 2 ônibus para o trabalho na SC-401. Agora, vou até a Trindade, uns 15km. Ainda não dá pra chegar direto no trabalho, pois são 22km com muitos morros no último trecho. Mas, quem sabe um dia? Então a bike faz parte do meu dia a dia.

Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?

Sempre gostei de bike, desde criança. Usava pra ir à escola e fazer passeios off-road com amigos. Até que, por uns anos, minha mãe me proibiu de pedalar porque tinha medo de um acidente. Depois de adulta, retomei o hábito de pedalar. Meu marido comprou uma bicicleta há dois anos e passou a usá-la para o trabalho, o que me motivou a fazer o mesmo.

 Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?

Troquei a irritação do trânsito pelo prazer de pedalar. Dou minha contribuição para tentar reduzir essa loucura diária que é o tráfego nas cidades. De quebra, faço uma atividade física. Nos passeios, a bike permite perceber o ambiente de forma mais tranquila, intensa e prazerosa. É só vantagem.

Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?

De uns tempos pra cá, sim. Como passei a ir de bike pro trabalho, não dá pra chegar desarrumada. E acho importante não ter que me “fantasiar” de ciclista pra pedalar por aí. Acho que posso ser autêntica e pedalar, não são coisas excludentes. 

Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?

A parte de baixo é sempre complicada. Tenho quadril largo e não uso muito short ou bermuda. Gosto de saias e vestidos, mas é um pouco difícil de encontrar no comprimento certo. Ainda não sei muito bem os tecidos e formatos amigáveis para bike. Não tenho hábito de comprar pela internet, e nas lojas físicas não é tão fácil encontrar. Mas nada que roupas confortáveis e soltas não resolvam. Abuso de vestidos e saias com bermuda de lycra por baixo.

Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?

Em primeiro lugar, a falta de respeito e a pressa de alguns motoristas. Em segundo, a ausência de ciclofaixa ou ciclovia em determinados trechos, e a falta de integração entre elas. Nos trechos em que pedalo nas ruas, às vezes o problema são as péssimas condições do asfalto, com buracos bem no lado direito da pista. Em terceiro, a falta de bons paraciclos e bicicletários. Aqueles de trancar pela roda são muito desconfortáveis e podem entortar o aro da bike. Em quarto, a falta de vestiários em locais públicos, como escritórios, terminais de ônibus, etc. Isso parece o mais difícil de conseguir, mas seria incrível. Importante dizer que todas essas dificuldades são contornáveis! Basta cuidado, criatividade e um certo planejamento.

Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?

A dica é sempre pensar em segurança. Tem que se fazer visível, ocupar ⅓ da rua, usar lanternas e adesivos reflexivos. Espelhos retrovisores são bem úteis. Tenha coragem, pedalar nas ruas é menos perigoso do que parece. Mas é preciso seguir as regras de trânsito, não andar na contramão, evitar subir em calçadas, tentar se antecipar aos motoristas. E lembre-se: a sensação de liberdade, o vento no rosto e pedalar na ciclovia enquanto carros se espremem no congestionamento compensam tudo!

Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?

Gostaria que as ciclovias fossem integradas. Muitas vezes uma ciclovia termina de repente e recomeça metros à frente do outro lado da rua, ou depois de um cruzamento perigoso. Isso não faz nenhum sentido. Também gostaria de bons bicicletários públicos, seguros, cobertos e com vestiário. Mesmo que tivesse de pagar, valeria a pena. Os motoristas profissionais, seja de ônibus, táxis ou qualquer outro, deveriam passar por um curso de atualização para aprenderem a respeitar o espaço dos ciclistas. Nas escolas, deveria ser ensinado às crianças as regras de trânsito e de segurança. São algumas sugestões que me vêm à cabeça agora.

 

 

 

alicia na bike

 

 

Alicia, muito obrigada pelo tempo dedicado a responder nossas perguntinhas, nós adoramos suas respostas! Temos certeza que vai ajudar e motivar muita gente a seguir seus passos.

Gostaram também meninas?

Beijinhos!

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