Viajar de bike – Circuito do Vale Europeu em SC – Dia dois

Semana passada falamos sobre viajar de bike e começamos a contar aqui  como foi a primeira viagem de bike feita pela Aline e o Ari, no Vale Europeu aqui em Santa Catarina. E hoje a historia continua, com o relato do segundo dia.

Segundo dia: Doutor Pedrinho – Alto Cedros / Altos Cedros – Palmeiras.

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Nesse dia faríamos dois trechos do Circuito em um dia só, para podermos fechar 3 dias de viagem. Saímos cedo como programado, tomamos nosso café, preparamos mais sanduíches para o dia, pegamos as caramanholas no freezer do hotel, as quais deixamos congelar com água para nos aliviar o calor do dia, e saímos a pedalar…

Cicloturismo

A parte da manhã foi muito tranquila, tinham subidas mas pedalamos boa parte na sombra.

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Pouco mais de meio-dia, chegamos em Alto Cedros, uma barragem lindíssima, com muitas casas à beira da água e hortênsias por todo lado.

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Seguimos um pouco mais antes de parar para o almoço, escolhemos uma pequena cachoeira na beira da estrada para sentarmos à sombra e então lanchar. Tínhamos plano de ficar ali por 1 hora descansando, mas logo que terminamos nossos sanduiches pararam 3 carros na beira da estrada e deles desceu uma enorme família com crianças, churrasqueira, cachorro e periquito e perguntam se íamos ficar muito tempo ali porque queriam “acampar”. Como não íamos ficar a tarde toda dissemos que podiam ficar e cedemos o espaço, juntamos nossas coisas, retocamos o filtro solar e seguimos viagem.

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Já passava das 13h quando recomeçamos a pedalar, a temperatura estava alta demais, não havia uma sombra sequer, as subidas não acabavam nunca, a água para beber estava ficando quente, até que achamos uma sombra bem pequena e ficamos sentados ali por uns 20 ou 30 minutos, de onde eu avistava uma casa com uma criança tomando banho de chuveirão na rua, e que inveja que eu fiquei!! Essa tarde foi a parte mais difícil da viagem, onde o calor realmente estava nos castigando.

Em compensação, não nos cansávamos de admirar o visual em nossa volta…

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Mais um pneu furou, o da minha bike. Paramos para trocar a câmara e meus pés doíam muito, inchados pelo calor e esforço. Comecei a ter câimbras, resolvi usar o tênis do Ari tamanho infinitamente maior que meus pés, que por sua vez estava usando sapatilhas e não precisava deles. Algumas vezes precisamos parar e bater nas casas de família pedindo água, pois nosso estoque acabava logo ou esquentava e fomos muito bem recebidos, gente simples, simpática e acolhedora. Sempre nos dando mensagens de incentivo.

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Já víamos a barragem de Palmeiras lá embaixo e numa das curvas com a terra muito seca o Ari escorregou e caiu! Sua primeira queda com as sapatilhas clipadas. Momento tensão: será que quebrou algo? Mas não foi nada grave, apenas joelho ralado. Ufa! Paramos em uma queda d’água onde nos refrescamos mais um pouco, ele lavou o machucado e seguimos até achar a pousada que tínhamos reservado – Casa das Palmeiras. Mais uma vez fomos muito bem recebidos, o simpático casal dono da pousada nos recebeu com duas latinhas de cervejas geladíssimas e um jantar delicioso: massa, galinha caipira, salada, farofa e sobremesas. Comemos muito bem e dormimos uma noite bem mais fresca que a anterior, entrando pela janela do quarto uma brisa que vinha da barragem.

Semana que vem tem o terceiro e último dia dessa trip!

 

Postado originalmente em bikea2.wordpress.com

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