Caminho de Santiago de bike – 14 dicas práticas

Temos recebido muitos contatos pedindo dicas sobre o Caminho de Santiago e eu adoro responder esses e-mails e mensagens.

Mas nem todo mundo tem paciência de enviar e-mail e para a informação ficar mais acessível, reuni algumas dicas úteis nesse post:

1 – Hidratação – Há muitas fontes pelo caminho, abastecíamos nossas caramanholas/squeezes sempre nas fontes ou nas torneiras dos albergues e não tivemos nenhum problema, além disso água fresca e muito boa de beber. Quando a água da fonte não é potável, existem avisos.

2 – Calçados – antes de ir pensei em levar apenas um tênis que fosse possível utilizar tanto para pedalar como para bater perna enquanto estivesse nas cidades. Como já pedalava de sapatilha de clip, na pequena viagem teste que fizemos um mês antes de irmos, eu testei o uso do tênis e percebi que pra mim não funcionava mais usá-lo para pedalar, o tênis é menos rígido e isso faz com que eu canse muito mais em longas distâncias. Sendo assim, levei a sapatilha de clip para pedalar e mais um tênis de passeio, o que funcionou muito bem!! Além da querida Havaianas para usar no albergue, tomar banho e tal.

3 – Pomada para o bumbum – quem fica muito tempo sobre o selim sabe que as irritações ocorrem, assaduras e etc. Como prevenção, usamos creme Fenergan ou Promergan. Passamos antes de depois das pedaladas e além de prevenir as assaduras, já trata a pele de possíveis irritações. Gostamos mais desse do que hipoglós porque não mancha as roupas e é melhor e aplicar. Obsevação: não utilizamos roupa íntima por baixo da bermuda/calça de ciclismo, o que ajuda muito no conforto durante o pedal.

4 – Saco de dormir – vai depender da época do ano em que você for, mas se for na meia estação como nós fomos, um saco de dormir que suporte temperatura até 5°C é o ideal. Nós usamos o modelo Micron X-lite da Nautika e foram ótimos, leves pequenos quando enrolados e deram conta do recado no frio e calor.

5 – Levamos uma fronha pra usar nos travesseiros e achei muito útil.

6 – Leve repelente – indico levar um em gel e outro em spray da marca Exposis (encontrado na Decathlon, se não tiver essa loja em sua cidade, pode conprar online – (http://busca.drogaraia.com.br/search?w=repelente%20exposis). O em spray você usa nas suas roupas, antes de deitar nas camas dos albergues. Os albergues são sempre muito limpos, mas pela rotatividade de pessoas e mochilas pernoitando no local, há risco de algum percevejo lhe picar. Eles são mais comuns no verão, mas recomendo a precaução.

7 – Leve um cadeado para prender a bike durante a noite. Os albergues em geral possuem locais para deixá-las, mas nem sempre são fechados, ou cobertos.

8 – A necessáire (bolsinha) de itens de higiene que leva para o banho, é muito útil que tenha um gancho para pendurar – dentro dos box de banho normalmente não há onde apoiar nada. Leve sempre com você os itens de valor e documentos. E pra facilitar esse leva-e-traz de roupas e documentos, levamos um saco de TNT (aqueles que se usa pra guardar sapatos no armário), ali levávamos as roupas limpas para o banheiro e depois do banho já trazíamos as roupas sujas direto para lavar.

9 – Quase todos os albergues possuem máquinas de lavar e de secar e você paga aproximadamente 3 a 4 euros por uso de cada uma delas. Como não tínhamos muita quantidade de roupa suja no dia, lavávamos à mão no tanque mesmo, usando sabonete Dove (com hidratante, não deixava a roupa dura :-P). No período que fomos, o sol se punha perto das 21h e normalmente secavam antes de irmos dormir. Apenas uma vez deixamos acumular roupas de 2 dias e lavamos/secamos nas máquinas e outra vez dividimos a lavagem com outros ciclistas que fizemos amizade naquele dia.

10 – Leve algo para prender as roupas no varal – levamos alfinetes (pregadeiras. joaninhas) de fraldas de bebê e foi ótimo para as roupas não voarem, além de não ocuparem espaço na bagagem.

11 – Alimentação – há muitas opções de café, bar, lanchonete ou mini-mercado em todo o percurso, não se preocupe que sempre irá achar, inclusive frutas. Porém, nas cidades pequenas é muito forte a tradição da siesta – às 14h fecha todo o comércio e a população vai dormir, reabrindo tudo somente lá pelas 17h ou mais – portanto, se quiser ter algo para comer/beber nesse horário é bom comprar antes das 14h e levar com você no alforge.

12 – Leve um adaptador de tomadas, aqueles como um T onde você coloca até 3 aparelhos a carregar são excelentes. Nem sempre você encontrará uma tomada só pra você, tendo um destes você pode compartilhar com outros a mesma tomada.

13 – algumas sacolas plásticas de supermercado – são muito úteis pra tudo e lá essas sacolas são cobradas nos mercados.

14 – Saca-rolhas/abridor de garrafas se pretende tomar vinhos pelo caminho. 😉

Se você tem alguma outra dúvida além das que escrevi acima, manda pra gente!

E Buen Camino!!

2 thoughts on “Caminho de Santiago de bike – 14 dicas práticas

  1. Oi tudo bem primeiramente ainda não fiz minha Website, planejo fazer o trajeto de Santiago de bike e, lendo as importantes dicas fornecidas,, não mencionado o total da quilometragem a ser percorrida, como também,, conforme foi informado deve-se ir nos brasileiros num clima quentes ou seja no verão. Assim, diante de tantas dúvidas que surgirão, gostaria das informações acima mencionadas e também os dias que acontecem o evento e como levar as bikes os cuidados que se deve ter no aeroporto aqui no Brasil. Desde já agradeço a atenção.

    • Olá Heldeci!

      Obrigada pelo comentário.

      Vamos por partes:

      – Sobre a distância: o Caminho de Santiago tem vários trajetos, o francês, o do Norte, o Primitivo, o Português e outros mais. Nós optamos por fazer o Caminho Francês (fizemos 790km a partir da cidade de Roncesvalles). Esse percurso é o mais tradicional e com mais estrutura de albergues, alimentação e tal… Por ser mais tradicional, lembre que tem muito mais pessoas seguindo neste caminho e estando de bicicleta precisamos cuidar sempre dos pedestres. Sobre a km diária, depende muito do preparo físico, nós fazíamos em média 60km/dia.
      – Sobre clima: o caminho fica fechado de dezembro a março que é inverno, neva bastante nos pontos mais altos = não recomendável. De abril a primeira quinzena de junho ou de final de agosto a outubro são bons períodos = meia estação, e final de junho, julho e início de agosto, é verão forte na Espanha, muito seco e quente = não recomendo também. Mas lembro que essa é a minha percepção.
      – Sobre como levar as bikes no avião, segue um link da ANAC com as recomendações de como levar este tipo de bagagem: http://www2.anac.gov.br/biblioteca/nosai/NOSAICT-011.pdf. Para o retorno de Santiago, recomendo uma empresa que fez a embalagem pra nós: http://www.elvelocipedo.com/Velocipedo/Castellano/indexE.html e chegou tudo intacto no Brasil.

      Acho que é isso, caso tenha qualquer outra dúvida, estou a disposição Heldeci! Buen camino!!

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