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6 Razões para não pedalar na contramão

Quando eu comecei a pedalar, láááá na infância, tinha a convicção de que pedalar na contramão era mais seguro, pois estava vendo tudo o que vinha em minha direção. E até hoje, muita gente pensa assim.

Mas não é!! Além de ser proibido pelo código de trânsito:

“Art.: 58
– nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos das pistas de rolamento, NO MESMO SENTIDO da circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.”

Maaaas, mesmo quando digo isso pra quem defende circular na contramão, me retrucam:

– Mas eu acho muito melhor porque estou vendo e me sinto seguro com isso!!

E esse pensamento está errado, vou citar alguns motivos além da lei, pra convencer você a NÃO circular na contramão:

1 – Os motoristas não irão lhe ver quando estiverem entrando em uma via pelo lado contrário, pois estarão cuidando dos veículos que estão no sentido do trânsito, contrário ao seu;

2 – Os motoristas não irão lhe ver quando abrirem a porta do carro, pois estão cuidando se vêm outro carro olhando no retrovisor;

3 – Os pedestres não irão lhe ver ao atravessarem a rua, pois naturalmente olham para o lado de onde vêm os carros para então atravessarem;

4 – Fica mais difícil desviar de um carro que eventualmente possa vir em sua direção, e o motorista também terá dificuldades para frear e desviar, pois as velocidades estão somadas… Se você estiver no mesmo sentido, o motorista terá mais tempo de frenagem antes de o carro lhe atingir, diminuindo a velocidade e os danos em caso de choque;

5 – A bicicleta é um veículo, portanto deve seguir as leis do Código Brasileiro de Trânsito. Respeitando, você terá muito mais chances de ser respeitado.

6 – E andando no mesmo sentido do trânsito, você naturalmente se sentirá parte dele e verá que fica muito mais simples e seguro!

Abaixo, assista ao vídeo que faz parte de uma campanha do DETRAN do Paraná por um trânsito mais seguro.

😉

Caminho de Santiago de Compostela de bike – Etapa 7 – De Frómista a Sahagun

Continuamos com mais uma etapa do Caminho de Santiago percorrido de bike:

Amanheceu com aquele frio de doer os dedos, 5°C! Colocamos todas as nossas camadas de roupa, tomamos o café e saímos com o sol raiando…

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Preparação pra saída… Muito friiio!!

Eu adoro o frio para pedalar, estando bem agasalhada, é uma beleza! Desde que não seja frio com neve, tá valendo… E apesar do frio desse dia fazer com que meus dedos quase congelassem (com duas luvas!), o pedal rendeu bem!!

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Sorriso congelado.. :-P

Mas nesse dia pela manhã uma situação me deixou desconfortável: seguíamos por um caminho onde havia a carretera com os carros passando com bastante velocidade e a trilha do caminho seguia em paralelo a essa estrada, como dá pra ver na foto abaixo.

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Caminho paralelo à carretera.

Até tentamos ir pela carretera, mas sentimos um carro passar muito rápido e apesar de ter acostamento, nessa etapa ele era muito estreito e preferimos ir pela trilha do caminho junto aos peregrinos caminhantes. Como já citei aqui, sempre que nos aproximávamos, pedíamos licença dando “bom dia, bom caminho”. Numa dessas ocasiões uma jovem peregrina se virou e ao nos ver pegou seu cajado e apontou para a estrada, esbravejando na língua dela que nós devíamos ir por lá e não atrapalhá-los ali… Demos novamente bom dia, desejamos bom caminho e seguimos. Na hora me senti mal, pois me senti como se eu fosse uma ameaça. Penso que nós ciclistas, devemos mesmo ter todo cuidado com os pedestres, mas o estávamos tendo! Em nenhum momento passamos correndo entre pedestres (até porque o peso dos alforges não deixam!) ou fomos grosseiros. Pensei bastante sobre isso durante todo aquele dia e depois meu coração se acalmou, entendi que o caminho é para todos, que nós também somos peregrinos (ou bicigrinos) e que talvez a moça tenha tido uma noite ruim e descontou na gente… Desejei que ela seguisse em paz. E dali em diante não pensei mais nisso, seguimos a diante com o nosso caminho!

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Papo de peregrinos…

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No povoado de Carrión de los Condes, paramos em uma praça, entramos na igreja (das poucas abertas) e em frente havia uma padaria (os pães espanhóis são maravilhosos!!), compramos pão para o picnic do almoço e como estavam quentinhos, compramos mais alguns para comermos ali, sentados na praça…

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A padaria que nos chamou pelo cheiro!!

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Pausa para apreciar os pães!

Decidimos já passar num mercado e comprar insumos para o almoço, eu entrei e o Ari ficou fora cuidando das bikes. Quando saí, estavam ali o mineiro e a paulista que havíamos conhecido na noite anterior no albergue! Trocamos algumas palavras, abraços, tiramos uma foto e seguimos, não nos veríamos mais, já que eles estavam caminhando.

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Peregrinos brasileiros.

Pouco depois das 12h o estômago já pedia mais comida! Fomos procurando um local que pudéssemos parar e achamos umas mesas de concreto, instaladas bem ao lado do caminho, propriamente para este fim. Pensamos: é aqui mesmo!! Que delícia de picnic!!

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Momento delícia: Picnic!

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Estrutura de luxo…

Descansamos uns minutos e fomos em frente. Encontramos outros 3 ciclistas espanhóis, e conversamos por alguns quilômetros. Eram idosos, simpáticos, um deles já tinha tido um enfarto e por isso usava uma mountain bike elétrica… Eles estavam no maior pique, já faziam o caminho pela  terceira vez e acho que já não queriam parar tanto como nós, marinheiros de primeira viagem. Seguiram…

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Sempre que passávamos por caminhantes que eram brasileiros, viam nossa bandeirinha atrás da bike, gritavam cumprimentando-nos e acabávamos trocando algumas palavras: de onde são, até onde seguem neste dia e assim conhecemos o Eduardo, de Florianópolis (!!!), mora no mesmo bairro que nós! Coincidência… Eduardo também ficaria na mesma cidade que nós, Sahagun. Fomos em frente.

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Antes de chegar no centro de Sahagun, fica o Marco Geográfico da Metade do Caminho, ou seja, chegamos na metade da nossa jornada!

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O “meio” do Caminho.

Depois de passarmos no marco, chegamos no centro de Sahagun, e ficamos num albergue que é uma antiga igreja adaptada: metade albergue, metade um auditório onde acontecia um evento da cidade.

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Entrada do albergue-ex-igreja.

A parte de albergue é um mezanino em metade da igreja com beliches de madeira. Um pé direito muito alto, da minha cama (que ficava na parte superior do beliche) eu via o que rolava no auditório, situação no mínimo curiosa. Tomamos banho, saímos para dar uma volta na cidade, comer cerejas e buscar comida para cozinhar no albergue. Ao voltarmos Eduardo havia chegado e se hospedou no mesmo albergue, além dele os 3 espanhóis também se hospedaram aí. Conversamos um pouco sobre o trajeto do dia seguinte, os espanhóis fariam mais km porque tinham um amigo levando suas bagagens de carro, estavam mais velozes.  Jantamos no albergue, tomamos cerveja e fomos dormir satisfeitos com mais um dia completado…

Continua…

Se este foi o primeiro artigo que achou, clique aqui e acompanhe desde o começo os relatos dessa lindíssima viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela de bicicleta.

Medo de pedalar – perca o seu!

O que impede mais pessoas de usarem a bicicleta? O medo de pedalar.

Infelizmente, é o medo que paralisa as pessoas. Sabemos que isto acontece em muitos momentos da vida, o medo nos impede de fazer algo novo, algo diferente do que todo mundo faz. “Se todo mundo prefere usar o carro, que na teoria, é mais seguro, porque eu me arriscaria indo de bicicleta? Ter que descobrir novas rotas, usar outras roupas e correr o risco de ser atropelado? Eu não”. Não é este o primeiro pensamento?
Eu, Michelle, também tenho medo de pedalar. Eu tenho medo de cair e me machucar, tenho medo de ser atropelada, tenho medo de ser assaltada, tenho medo de ser assediada, tenho medo de ser estuprada, tenho medo de furar um pneu e não ter um seguro para chamar, tenho medo de prender minha bike na rua para ir ao mercado e quando voltar não ver nem sombra dela, enfim… são muitos medos. Porém, tento diariamente, não deixar com que esses medos me parem. Até porque, se ficarmos refém deles, não fazemos mais nada, nos trancamos em casa e pronto. E desde que fizemos este blog, foram muitos medos superados, e outros deixados do lado de dentro da porta quando saio de casa.
A falta de estrutura ciclística nas cidades e o incentivo cada vez maior do governo ao consumo de automóveis, são dois grandes responsáveis pela insegurança que aflige os ciclistas e também a quem gostaria de se tornar um. Com um trânsito cada vez mais violento é óbvio que as pessoas evitem outras alternativas de transporte, infelizmente.

Aliada à essas duas razões citadas anteriormente, temos a falta de educação e informação como agravante da situação, tanto da parte dos motoristas, quanto de ciclistas, que muitas vezes desconhecem seus próprios direitos e deveres. Quase todo mundo aprende a andar de bicicleta quando criança. Comigo foi assim e aprendi a sempre que possível andar pela calçada, na contra mão e longe dos carros pra garantir minha segurança, certo? Errado! Tem muita coisa sobre andar de bicicleta que aprendemos errado e que cada vez mais se faz necessário a orientação correta, dos ciclistas e dos motoristas também. Afinal, os motoristas são grandes responsáveis pela segurança dos ciclistas nas ruas. Existem regras a seguir e formas de se comportar que te ajudam a pedalar de forma mais segura, leia aqui.
Hoje em dia, a bicicleta é vista na maioria das vezes como objeto de lazer, que deve estar fora das ruas, transitando apenas dentro de parques e nas míseras ciclovias que nos são destinadas.  Mais uma vez, é falta de informação e má educação que tivemos que nos faz pensar assim. Existem várias cidades no mundo, como Copenhagen, Paris, que já enxergaram que o carro não é a solução mais inteligente para os grandes centros, eles poluem o meio ambiente, causam acidentes muitas vezes fatais, deixam a cidade congestionada, as pessoas ficam estressadas, além de perderem muito tempo de suas vidas dentro dos carros.
Como a gente estima que a mudança vem a passos de formigas, tentamos fazer nossa parte ajudando quem quer mudar de estilo de vida com este blog, escrevendo sobre nossas experiências nas ruas e transformando-as em dicas para quem quer usar mais sua magrela.
Dica número 1 para perder o medo de pedalar: aprenda a pedalar! Simples né? rs… Como falamos anteriormente, saber se comportar nas ruas pode salvar sua vida. E para quem tem muito medo, ou ainda nem sabe andar de bicicleta, uma opção muito legal é o projeto Bike Anjo. Este lindo projeto é mantido por voluntários que ensinam pessoas a pedalar, e sim, ensinam desde o princípio a crianças e também adultos. Ensinam você a se comportar nas ruas, manutenção básica, trocar pneu, etc. Uma coisa muito legal que acontece dentro do projeto é auxiliar pessoas que querem usar a bike como transporte e não sabem como. Além de ensinar como se comportar no trânsito, eles acompanham individualmente a pessoa, ajudam a escolher o melhor trajeto, qual bike seria mais indicada e muito mais… O Bike Anjo está presente em várias cidades do Brasil, acesse o site e descubra como chamar um Bike Anjo. Assista também o vídeo e conheça mais do projeto:

Outra dica legal para perder o medo de pedalar é buscar grupos de pedal. Além da segurança de estar entre mais ciclistas, o que facilita a visualização pelo motorista evitando acidentes, existe uma troca muito grande de experiência, que vai desde cuidados com a bike,  indicação de bons trajetos e enormes chances de se fazer novos amigos! Leia mais aqui.

Pedalar é sempre somar, quem pedala só tem a ganhar: ganha amigos, ganha saúde, ganha tempo, ganha experiência e histórias para contar… ninguém perde por usar a bicicleta. Vença seu medo e comece hoje mesmo a pedalar, você vai se surpreender.

Bela na Bike do mês de Julho

Apresentar mulheres que encaram o dia-a-dia de bike, provando que é possível ser linda pedalando, enche o nosso coração de orgulho!!

E quem vem embelezar nosso site esse mês como a Bela na Bike do mês de julho é a Ana, que além de pedalar em grupos noturnos (foi assim que a conheci, pedalando com o grupo Duas Rodas), acompanhar o seu amado em pedais longos de final de semana, cicloviagens e trilhas, ela também pedala pra ir ao trabalho. Ela é demais, não é?

Ah, e só para constar: a Ana pedala 22 km pra chegar ao trabalho e mais 22 km pra voltar pra casa, e nesse percurso está incluído o Morro da Lagoa, que para quem não conhece Floripa é uma montanha de aproximadamente 200m de altimetria! É muita admiração por essa moça!!

A Ana é tão meiga e querida, que à primeira vista ninguém imagina o quanto ela acelera no pedal até vê-la em ação!

ANA SANTOS (3)

Foto: Felipe Munhoz

1. Qual sua idade e profissão?

Tenho 38 anos e sou administradora.

2. Qual o espaço que a bicicleta ocupa no seu estilo de vida? (Esporte, lazer, transporte)

Uso em diversas situações, para ir trabalhar, para ir ao mercado e como atividade de lazer, costumo pedalar com grupos de ciclistas. No verão, nada melhor que ir à praia de bike e voltar tranquila enquanto o trânsito está parado.

3. Conte de forma breve, como a bicicleta conquistou espaço na sua rotina?

A rotina de usar a bicicleta no dia a dia começou com a vontade de tornar o caminho para o trabalho mais prazeroso. Já utilizava a bicicleta, como disse anteriormente para lazer, o que ajudou a acrescentar a bici também para ir ao trabalho.

4. Quais foram os benefícios que o uso frequente da bicicleta trouxe para você?

O bom humor é um dos principais benefícios, o dia já começa animado, sem precisar se preocupar com as condições do trânsito e sem stress. É também uma boa forma de otimizar o tempo, pois é uma ótima atividade física, e contribui também para a saúde.

5. Você costuma se preocupar com seu visual na hora de pedalar?

Tento sempre sair arrumada, e pronta para o trabalho, desta forma não preciso me trocar quando chego. Ainda assim, dou uma passada no banheiro, para os retoques finais na maquiagem e no cabelo.

6. Quais suas maiores dificuldades na hora de se vestir para ir de bicicleta nas atividades de rotina?

Ainda não consigo utilizar todos os tipos de roupas que gostaria, mas é uma evolução diária, aos poucos tenho experimentado algumas novidades. Outro pequeno incômodo devido a longa distância é o suor, que às vezes incomoda um pouco. Mas fazendo algumas paradas no caminho, e utilizando lenços umedecidos na chegada, é perfeitamente possível contornar isso.

7. Quais as maiores dificuldades que você encontra no seu dia-a-dia de ciclista?

A falta de ciclovias no meu trajeto é sem dúvida, um dos maiores problemas que enfrento. Alguns trechos inclusive, preciso percorrer distâncias maiores, para evitar as rodovias com velocidade muito alta e pouco acostamento. Torço muito que isso melhore daqui pra frente, mas de qualquer forma, isso não me impede de ir pedalando.

8. Você teria algum truque/dica para ensinar a mulheres que estão começando a pedalar agora?

Onde trabalho infelizmente não tem chuveiro para tomar banho, então já experimentei alguns truques no cabelo. O que mais dá resultado é sair de casa com o cabelo já molhado e utilizar um lenço ou bandana na cabeça, o que permite chegar ao trabalho com o cabelo ainda úmido, e assim fazer os ajustes finais. Outra opção para utilizar no cabelo, sem precisar molhar é o talco, pois ele tira a oleosidade do cabelo. Basta espalhar um pouco na raiz dos cabelos e depois passar a escova até que o branco do talco suma.

9. Que mudanças você gostaria de ver na sua cidade para que a rotina dos ciclistas se tornasse mais tranquila e segura?

Mais infraestrutura cicloviária seria fundamental, mas enquanto isso não chega, precisamos compartilhar os nossos caminhos com todos, e o respeito mútuo é fundamental!

Foto: Felipe Munhoz

Foto: Felipe Munhoz

Ana, muuuito obrigada por compartilhar sua história conosco!

E você aí do outro lado da tela?

Se inspirou? Reflita, tente e surpreenda-se, você também pode!!

 

 

5 Dicas Preciosas de Manutenção na Bike

Bicicleta boa é aquela que a gente pega e sai andando com ela sem fazer barulho, sem ranger, sem estalos, com câmbio regulado, freando bem e rodando solta, leve.  Enquanto ela é novinha, recém comprada é bem fácil, mas como conseguir manter isso na bicicleta depois de um tempo de uso? Nosso conselho é de que você faça regularmente uma manutenção na bike. Leve sua bicicleta para fazer revisão numa bicicletaria de confiança, verificar troca de pastilhas de freio, corrente ou outras peças que com o tempo  desgastam. De quando em quando? Vai depender da frequência que você a utiliza, então é bom sempre estar atento.

manutenção de bike

imagem: grupodabike.blogspot.com.br

Mas tem alguns cuidados que você pode tomar em casa regularmente, que ajudam a manter sua bicicleta bacana por um bom tempo, evitando desgastes muito rápidos das peças e aqueles barulhos indesejáveis, veja:

1 – Pneus sempre calibrados – importantíssimo! Já vi gente achando que a bicicleta estava ruim, parecendo que carregava um caminhão enquanto pedalava, quando só precisava calibrar os pneus. Mas qual a pressão que se coloca? Observe no próprio pneu, ele vai dizer a pressão máxima, recomenda-se  colocar no máximo  até 10% abaixo do recomendado, nunca a pressão máxima indicada . Pode calibrar no posto de gasolina mesmo, ou se for usar bomba de encher pneu que não tenha indicador de psi, encha até sentir que o pneu está duro o suficiente para você não conseguir apertá-lo com os dedos.

2 – Manter a bicicleta limpa –  passar um pano úmido sempre que você volta da rua é básico. Caso ela esteja com muita areia ou barro na corrente, deixe secar e retire essa sujeira com uma escovinha de dentes. Se ainda ficar acumulado, use um pincel embebido em querosene para limpar essa área. Já ouvi dizerem para evitar jatos de água para lavar a bicicleta, mas confesso que quando volto daqueles pedais off road, com muita areia, barro ou maresia gosto de dar banho de mangueira na minha bichinha e nunca tive problema por isso. Só não jogo jato de água nos cubos e movimento central e jamais use lavadora de pressão!

3 – Lubrificar –  Depois da bicicleta limpa e seca, lubrificar a corrente com óleo seco vendido em bicicletarias (não usar WD-40 que é desengordurante, use o óleo lubrificante seco.). Ou mesmo quando a corrente começa a ranger, colocar uma gota de óleo em cada elo da corrente girando o pedal para trás lentamente, cuidando para não respingar óleo nos freios e retirando o excesso de óleo segurando um pano limpo abaixo da corrente e girando novamente o pedal para trás.

4 – Checagem dos freios – faça uma checagem periódica dos freios (sempre que for sair com a bicicleta). Aperte com força separadamente o freio dianteiro e o traseiro. Se ao frear a bicicleta continuar deslizando mesmo que levemente, há que trocar as sapatas se for freios V-Brake  ou regular as pastilhas girando-as muito delicadamente se for freios a disco. Caso não seja mais possível girar as pastilhas para regulagem, corra numa bicicletaria para trocar as pastilhas por novas.O mesmo deve ser feito no caso das sapatas do freio V-brake estarem desgastadas. Ah, e não tente regular os freios depois de uma descida longa, elas estarão quentes a ponto de fritar sua pele.

5 – Checagem dos cabos de freios e câmbio – observe sempre se há algum cabo de freios ou câmbio descascando. Se isso ocorrer, leve sua bicicleta imediatamente a uma bicicletaria para troca dos cabos.

Com esses cuidados você consegue manter sua bike sempre pronta pra usar e também perceber com mais agilidade a necessidade de trocar alguma peça ou levar para a revisão.
Para os interessados em saber mais sobre mecânica de bike, reformas, pneus , acessórios e ferramentas, há um ebook completo sobre o assunto, o Curso Bicicleteiros do Brasil, escrito pelo Cabral Veríssimo, disponibiliza até certificado para quem tem interesse em trabalhar na área. E para quem só quer aprender a cuida da sua mesmo, é um excelente guia. Saiba mais aqui.

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Ciclovia da Av. Paulista em São Paulo

Semana passada a ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, foi inaugurada. Entre discursos de amor e ódio, entendemos que quem ganha é a população da cidade.
A gente sabe que existem milhões de pessoas no mundo, cada uma com seu modo de pensar e enxergar as coisas, com diferentes preferencias políticas, e  modo de defender seus interesses. Mas não temos como não entristecer diante de tantas manifestações contra as ciclovias de São Paulo, gente mais preocupada com seu próprio umbigo, ou simplesmente por briga partidária, que acaba ficando cega para as necessidades da população como um todo. É claro que é muito confortável assistir a vida passar de dentro do seu carro, com ar condicionado e sua playlist preferida tocando no iPod, mas nem sempre é o melhor em termos de qualidade de vida (estamos falando de mobilidade, de se deslocar rapidamente e ter certeza do tempo que vai levar do ponto A ao B). Acontece que isso não é mais possível, continuar fomentando uma prática individualista e insustentável vai nos levar ao completo caos.
Em entrevista ao G1, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse: “É uma vitória do ativismo a favor da sustentabilidade. Isso não é questão partidária. É um erro tratar isso do ponto de vista partidário. Nós estamos cometendo um grave erro. Todo mundo tem que apoiar certos projetos: metrô, faixa de ônibus, ciclovia. Isso tem que ser suprapartidário. Estão cometendo um erro fomentando a intolerância. Isso não leva a sociedade a lugar nenhum. Existe o espaço da disputa e existe o espaço do consenso. A gente tem que reaprender a lidar com os consensos para não colocar a perder o bem estar social”.
Florianópolis, e as demais cidades do país, precisam urgente de pessoas com esse tipo de visão no poder. Floripa tem tudo para ser uma cidade ciclística, paisagens belíssimas, muitos trajetos em terrenos planos, morros com inclinações “pedaláveis”, clima propício e uma população fisicamente ativa, que gosta de esportes e é atenta a saúde.
Incentivar o uso da bicicleta na sua totalidade (isso inclui transporte), implantando ciclovias bem feitas, só traz ganhos para a cidade:

– Preserva a integridade do ciclista;
– Melhora a saúde pública de forma geral, menos gasto com remédios;
– Menos poluição;
– Diminui o número de carros nas ruas, diminuindo assim o número de acidentes;
– Estimula o comércio, pois as pessoas não precisam de vagas de estacionamento para frequentar o local;
– É bom para o turismo;
– Diminui o estresse da população; e por aí vai…

Ciclovias são importantes para as cidades sim, e não se trata de ser contra os veículos particulares, e sim uma busca pelo equilíbrio entre pedestre, o ciclista, usuário do transporte público, e transporte motorizado individual. Se mais gente se sentir confiante de usar a bicicleta pra se deslocar, menos carros estarão disputando espaço nas ruas, e quem realmente precisa da rua livre e rapidez pros deslocamentos de carro e ônibus, vai ter!
Floripa também quer e precisa de ciclovias. Sonho seria as autoridades daqui se espelharem nesta iniciativa e perceberem a importância de proteger a vida do ciclista e estimular o uso da bicicleta como aliada no planejamento do crescimento das cidades.

Enquanto isso, numa das míseras ciclofaixas de Floripa, nossos motoristas:

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Autor do vídeo: Ari Laercio Boehme
E você, qual sua opinião? Quais os ganhos que a população teria se tívessemos mais ciclovias em Florianópolis?

Dica de Filme para quem ama bicicletas – Homem Livre

A gente fala bastante aqui no blog sobre cicloturismo né?
É porque amamos viajar!! E achamos que viajar de bicicleta tem um encanto ainda maior… Mas o que dizer de viajar ao redor do mundo de bicicleta sozinho? Isso mesmo que você leu, ao redor do mundo!! Hoje temos uma dica de filme para quem ama bicicletas, e principalmente, para quem curte viajar de bike… é um prato cheio de inspiração e aventura…
Está acontecendo em Floripa, o FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul, que  é um festival consagrado como um dos acontecimentos audiovisuais mais importantes do Sul do Brasil e que dentro da sua programação incluiu a exibição do filme/documentário  Homem Livre, na data de ontem (23/06/2015), junto com o lançamento do livro que leva o mesmo nome.
E nós do Bela na Bike fomos lá assistir ao filme e conferir tudo de perto!

O filme e o livro contam a experiência de Danilo Perrotti Machado, o brasileiro que percorreu mais de 50 mil quilômetros ao redor do mundo sobre uma bicicleta. O filme traz os desafios, os encontros com pessoas de diferentes povos, culturas e tudo que ele viu, sentiu e viveu ao pedalar sozinho durante três anos, três meses e três dias por 59 países do Planeta Terra. Certamente foram muitas histórias, muitas emoções e também dificuldades. Danilo viajava com poucos recursos financeiros e tinha que lidar com a iminência da morte, do perigo e da dificuldade de comunicação com línguas estranhas.
Além do sonho de viajar pelo mundo e conhecer diferentes culturas, Danilo tinha o propósito de incentivar o uso da bicicleta dentro de uma nova ótica de mundo, onde haja equilíbrio ambiental, social e econômico. Ele descreve sua escolha pela bicicleta da seguinte forma:
A bicicleta é um grande símbolo de liberdade, que transpõe não apenas as barreiras físicas do próprio homem, mas também as geográficas, sócio-culturais e econômicas, devido ao baixíssimo custo que ela apresenta.  A bicicleta é um meio-de-transporte limpo e unificador, já que permite um contato mais próximo com as pessoas, pelo tempo e espaço que oferece. Sendo ela um meio-de-transporte barato, saudável, não-poluente e interativo, a bicicleta torna-se uma importante ferramenta para a construção de um futuro sustentável e um planeta melhor para se viver.
Uma tecla em que Danilo bate durante o filme, e que nós também falamos aqui no blog sobre viajar de bicicleta, é a inserção total na cultura do local que ela proporciona. As pessoas interagem com você, elas querem te ajudar, elas são muito mais solidárias, mais simpáticas. Você percebe o entorno de outra maneira, e enxerga coisa que dificilmente veria se tivesse viajando de carro, por exemplo.

Enfim, a história é incrível e emocionante, vale a pena assistir… Ou comprar o livro, que segundo ele, tem uma riqueza infinitamente maior de detalhes. 😉

cicloturismo
Sabai mais no site do projeto Homem Livre.

6 Dicas para pedais de longa duração

Vocês já imaginaram passar 4, 5 ou mais horas pedalando por aí?

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Hoje vamos te dar dicas de como fazer um pedal longo sem voltar pra casa um morto-vivo ou arrependido da aventura.

1 – PLANEJAMENTO – Antes de mais nada ele precisa ser planejado ok? Não dá pra sair pra fazer 15km e de repente mudar de idéia e fazer na sorte 115km, pode ser traumatizante. Planeje o roteiro, veja se tem muitas subidas, se elas são isoladas em uma parte do trajeto e em todo ele (preparar o psicológico para possíveis perrengues é uma ótima dica!) busque companhia e abasteça-se do que vai precisar durante o trajeto.

2 – RESISTÊNCIA FÍSICA – Não aventure-se a percorrer 90km de uma vez se você só está acostumado a pedalar 9 km diariamente pra ir ao trabalho. Treine seu corpo, pedale ao menos 3 vezes na semana regularmente e escolha um dia da semana para ir aumentando as distâncias progressivamente. Isso também vai proporcionar que você acostume a sua bunda a ficar tanto tempo em contato com o selim (banco da bicicleta). Por ser o maior ponto de contato do seu corpo com a bike, é ela (a bunda) quem vai te fazer sofrer mais se a região não estiver acostumada, ou como chamamos:calejada. A escolha de um bom selim também ajuda, o blog Pedal Glamour já escreveu um super post sobre o assunto e a gente recomenda a leitura.

3 – CONFORTO – Ainda sobre bundas, selins e assaduras: não use calcinhas ou cuecas por baixo da roupa de ciclismo, isso vai lhe trazer um conforto muito maior durante o  pedal longo, acredite. Faça o teste e depois nos conte! As bermudas/calças de ciclismo possuem aquela proteção de espuma que são feitas pra isso, pra usar sem nada por baixo, depois você dá aquela lavada caprichada quando chegar em casa e voilá! Tá nova!

4 – PORTEÇÃO SOLAR – No inverno a gente já anda de blusa comprida e calças que protegem bastante, mas nas outras estações do ano, sofremos muito com o sol na nossa pele, o sol forte e constante desidrata mais rapidamente e desgasta mais resultando inclusive em perda de rendimento, força. Além do filtro solar, indicamos usar uma camisa dryfit de cor clara, ela ajuda muito a manter sua pele protegida e mais fresca. Nas pernas, não vemos muito problema em pegar sol, só reaplique o filtro solar com frequência porque com o suor ele sai. E se o seu capacete não tiver aba protetora, leve um boné/chapéu para proteger melhor o rosto, evita de ficar com a marca das tiras do capacete nas bochechas.

5 – HIDRATAÇÃO – importantíssimo! Não fique mais de 20 minutos sem beber água. Esteja preparado com água suficiente para o trajeto, e se passar por algum bar/posto/lanchonete, compre água e reponha na sua caramanhola (garrafinha de água/squeeze). Se for pedalar em locais mais rurais ou despovoados, leve pastilhas de purificação de água (geralmente na Decathlon tem, ou lojas de artigos para trekking), assim você pega água nos rios e pode beber sem preocupação de estar ingerindo água imprópria para consumo humano.  E pedalar sem água não dá! Outra dica: para mantê-la fresca por mais tempo, um dia antes coloque água na caramanhola até a metade e deixe no freezer até a manhã seguinte. Antes de sair complete com a água gelada e pronto! Ela vai descongelando durante o dia e você tem sempre água geladinha pra beber!

6 – ALIMENTAÇÃO – leve algo para beliscar nas paradas durante o trajeto, pois ficar muito tempo pedalando sem comer vai te deixar mais fraco e cansado. Sugestões: mix de sementes e frutas secas, paçoquinhas de amendoim (adoro!), frutas frescas ou até um sanduíche caprichado feito em casa e levado no alforje ou bolsa. Isotônicos também são uma ótima opção para reposição de minerais  e o gel de carboidrato a cada 1 hora também dá uma boa energia para manter-se bem.

Então agora é planejar o próximo pedal e sair pra conhecer novos lugares, aproveitar cada vez mais!

 

Pedalar a dois: amor e parceria.

Dias dos namorados está batendo na porta para alegria de uns e desespero de outros. Neste dia alguns esperam ansiosamente para encontrar seu amor, fazer um programa especial, trocar presentes e ouvir juras de amor eterno. Outros não vêem a hora do dia acabar e passam longe do Facebook, que vibra com tantos corações na timeline. Uns adoram este dia, outros odeiam (talvez por sentirem uma pressão invisível, mas que se sente na pele, para estar com alguém nesse dia), e tem aqueles que não se importam.
Mas hoje queremos mesmo é aproveitar todo esse amor que está no ar para falar de relacionamento e parceria.Em uma época em que supervalorização das aparências é a tendência da vez, onde a grande maioria é feliz no Instagram e vazia na vida real, muitas pessoas se esquecem quais são os verdadeiros motivos para se estar ao lado de outra pessoa. Estar com alguém é questão de escolha. E na hora de escolher ficar, parceria é fundamental!
Ter alguém que caminha (ou pedala! :D) ao seu lado e te mostra que você não precisa encarar o mundo sozinha é sensacional!
Ser parceiro é deixar de olhar para seu próprio umbigo, colocar de lado um pouco o que é importante para si mesmo, para enxergar as necessidades do outro. É saber que mesmo nos seus piores dias, esta pessoa não vai te dar as costas e sair pela porta, ela vai respirar fundo e esperar a tormenta passar. É deixar de lado crenças e paradigmas e estar aberto a experimentar novas coisas, enfrentar novos desafios e projetos por outra pessoa. E quando tudo isso não significar sacrifício, então encontramos um parceiro de vida, o amor na sua melhor forma.
Foi seguindo essa fórmula: amor + parceria, que vim parar no ciclismo. Como eu já contei aqui, voltei a pedalar por influência do meu esposo, e desde então a gente sempre pedala juntos, ou sempre que as agendas coincidem. Muitas vezes é preciso  se esforçar pra conseguir chegar a tempo no pedal, ou deixar de fazer algo pra poder pedalar. Costumamos já reservar os dias da semana em que tem pedal pra não ter desculpa, é compromisso nosso, meu com ele e nosso com a saúde.
Pedalar a dois nos permite sair da rotina, fugir dos compromissos tradicionais e há algum tempo nos motiva a criar novas experiências que antes não pensávamos em fazer, como as cicloviagens e passeios. Estamos sempre planejando um lugar novo pra ir de bicicleta, ou quando vamos visitar parentes, viajar de férias, sempre pensamos como incluir a bicicleta no roteiro.
O fato de lidar com a mecânica da bicicleta, ajustar o condicionamento fisco de cada um e as preferências quando pedalamos, nos permitiu uma parceria ainda maior do que já tínhamos enquanto casal, além de aumentar nossa cumplicidade.
Um dá apoio ao outro nas dificuldades, vibra junto nas vitórias, elogia, critica, dá palpite… Enfim, é quase uma terapia de casal, só que muito mais divertida e espontânea!! 😀

pedalar a dois

Aline e Ari

Além de tudo isso, pedalar nos trouxe novos amigos, novos assuntos, novos horizontes!! Não posso dizer que funciona pra todos os casais, mas pra nós só aumentou a conexão…

Pedalar a dois

Aline e Ari

E também conheço solteiros que viraram casais depois que começaram a pedalar! Sim, porque os pedais também rendem outros encontros e eventos, uma troca de palavras aqui e ali, e assim as pessoas vão se descobrindo, se conhecendo e…  (Que não é o caso da foto abaixo, tá?)

Pedalar a dois

Michelle e Thiago

Leve seu amor para pedalar neste dia dos namorados… Quem pedala (a dois) é mais feliz! Muito a mor e muita parceria para todos, e não só no dia dos namorados, nos outros 364 dias do ano também… 😀

 

Colaboração: Michelle Maria Mafra

 

 

10 Dicas para pedalar no inverno

PEDALAR NO FRIO

 

As desculpas para não usar a bicicleta apenas mudam de acordo com a época do ano. Até mês passado o calor era o campeão dos pretextos, agora o frio aparece como desculpa número um para deixar a bicicleta em casa.
Para aqueles que não desistem frente a um obstáculo, temos algumas dicas para pedalar no inverno que podem ajudar a vencer o desconforto do frio.

1. Alongamento e aquecimento – é natural seu corpo começar a aquecer conforme você se movimenta, certo? Portanto, assim que você começar a pedalar vai sentir calor. Por isso se você fizer 10 minutos de alongamento seguido de algum exercício de aquecimento antes de se vestir, evita de você se encher de casacos e depois querer tirar tudo sem ter aonde guardar.

2. Vestir-se em camadas – não funciona bem a tática de colocar uma blusa levinha e por cima um casacão grosso, porque você vai sentir calor e se tirar o casacão vai passar frio, sem falar pode ainda pegar um resfriado. O ideal é que você vista pelo menos três peças na parte de cima. Uma blusa mais fina, tipo segunda pele, mais um cardigan ou camisa mais grossa, e por último um casaco que corte o vento. Se você estiver indo trabalhar, esse último casaco pode ser de couro, por exemplo.

3. Evitar roupas de algodão – aqui a ideia é evitar o algodão pelo menos na parte de cima, uma blusa de algodão vai absorver seu suor e não vai secar tão cedo, se você não tiver a possibilidade de levar outra blusa para trocar, vai passar o dia com o tecido úmido em contato direto com o corpo, o que não é legal para sua saúde e ainda vai passar frio o resto do dia.

4. Use lenços ou cachecóis: estes são ótimos para proteger o pescoço e parte da boca e nariz, caso seu cachecol seja daqueles mais largos. Sem falar que são práticos para tirar a qualquer momento em que o calor aumentar.

5. Use protetor de orelhas – usando ou não usando o capacete (vale lembrar que isso é um escolha de cada um), o ideal é que nós mulheres estejamos com os cabelos presos na hora de pedalar para evitar que eles atrapalhem nossa visibilidade. Assim sendo, as orelhas ficam desprotegidas e gelaaaaaadas no inverno. Os protetores de orelha resolvem bem este desconforto. São faixas (tipo bandana) feitas de um material que parece o tecido soft, normalmente você encontra no setor de corrida, ou de equipamentos de esqui, nas lojas de esporte. E o legal é que dá pra usar junto com o capacete, diferentemente dos gorros. (a Aline está usando um desses na foto acima)

6. Casaco corta vento – como falado anteriormente, seu último casaco precisa barrar o vento, então escolha algum que seja de couro, ou naylon, ou napa, algum tecido que não seja muito pesado, mas que as tramas sejam fechadas para evitar que o vento chegue até sua pele. Se for impermeável, melhor ainda!

7. Ritmo constante – bom, aqui cada um vai achar seu ritmo, o que for mais confortável para si, porém o ideal é que você comece devagar e vá aumentando aos poucos até achar um ponto de conforto, para evitar a transpiração excessiva. Quando houver subidas, coloque na marcha mais leve e suba devagar.

8. Use luvas – manter as mãos quentes ajuda a diminuir o desconforto causado pelo frio, além de evitar o ressecamento das mãos pela ação do vento.

9. Protetor labial – de preferencia esse que são hidratantes também, pois o vento acaba ressecando muito os lábios também.

10. Nas pernas – para homens, uma laycra embaixo da calça jeans ajuda bastante do dias muito frios. E para meninas temos, além da laycra, as meias-calças! Hoje no mercado é possível encontrar  meias-calças feitas de lã e outras de fios bem grossos. No dia que quiser usar saia, dá até para colocar os dois tipos juntas, a de lã por baixo e uma fio 80 por cima, né? Fica quentinha e superfeminina de saia, só tem que cuidar pra não puxar fio da meia na coroa da bike… rs.

Caso chova, aqui nesse post você pode ver mais dicas.

No mais, tente manter seu corpo quente. Um cafézinho antes e um depois vai muito bem! 😀

Foram 10 simples dicas para ajudar você a pedalar com mais conforto nesse inverno. Mas sabemos que só os fortes sobreviverão. 😉